A ambição de Novelletto e o pânico gremista

O que tem de gremista preocupado – muitos em pânico – com duas ameaças que pairam assustadoramente no ar, assim como essas imagens de ciclones e furacões que a gente vê circulando nas redes sociais e na mídia tradicional.

A primeira está definida e, aparentemente, não tem mais volta: Francisco Novelletto será dirigente da CBF a partir de abril de 2019.

Um detalhe: ao contrário do que propagam pessoas desinformadas ou simplesmente puxa-sacos do Novelletto, ele ainda não é dirigente da CBF.

Muitos gremistas associaram os exagerados benefícios que o Inter vêm obtendo das arbitragens neste Brasileirão a alguma ação nos bastidores do atilado presidente da FGF, que não disfarça seu coloradismo.

Contra Novelletto, na realidade, não há prova alguma de que ele use sua influência para algum malefício.

O que não desautoriza especulações nebulosas, principalmente no campeonato gaúcho, onde o clube dele reina soberano nos últimos 15 anos, com arbitragens questionadas fortemente pelos gremistas.

De minha parte, em âmbito nacional, duvido que ele tenha algum tipo de participação em algumas das várias arbitragens generosas a favor do Inter, o mais beneficiado até agora na competição, e também, paradoxalmente, o que mais chora.

CONFERINDO A INFORMAÇÃO

Semana passada, fui conferir se Novelletto tem cargo na CBF, como deveriam fazer os jornalistas na ativa. Telefonei para a entidade, depois de olhar o site da Confederação, onde não consta o nome do Francisco Primeiro e Único.

-Alô, quero falar com o Francisco Novelletto.

-Quem?

-Francisco Novelletto, que é dirigente aí.

-Não tem ninguém com esse nome aqui. O que eu sei é que tem um presidente de Federação com esse nome, acho que da federação do Paraná.

-Ah, tá, muito obrigado.

Esses que ficam espalhando em seus veículos de comunicação que o Novelletto é diretor ou vice da CBF deveriam simplesmente checar a informação antes de repassá-la, mas aí deixariam de massagear o ego do ambicioso conselheiro do Inter.

Ah, nas entrevistas Novelletto não esclarece que não é vice da CBF.

CARGO NA CONMEBOL

Agora, a segunda ameaça.

Por falar em ambição, o colunista de ZH, Luíz Zini Pires publicou no dia 3 de agosto:

“Futuro de Novelletto: uma posição estratégica na direção da Conmebol. A nova gestão da CBF precisa de força política no coração da Confederação Sul-Americana de Futebol e pensa escalar o experiente presidente da FGF”.

Confesso que senti calafrios. Confiram o estilo Novelletto de agir, de envolver as pessoas que podem abrir os caminhos. Segue o texto do Zini:

“O advogado paulista Rogério Caboclo, já eleito presidente da CBF, mas que  mas que assume somente em abril de 2019, é esperado em Porto Alegre até o final de agosto. Passará um final de semana na fazenda do presidente da FGF, Francisco Novelletto”.

Não se sabe se Caboclo apareceu e se empanturrou como picanhas e costelas nobres. Mas está claro que se Francisco Primeiro e Único é rápido no gatilho, se antecipa mais ágil e firme que o Geromel.

Agora, para dar um pouco de esperança à nação gremista: a eleição de Caboclo e, por tabela, do Novelletto, está sendo questionada pelo Ministério Público. E pode ser anulada.

Sabe o que fez a CBF? Numa reunião fechada (só com as federações) em março do ano passado deu peso 3 para as federações contra 1 dos clubes. Ganhou o Caboclo, atual diretor executivo da CBF.

Decididamente, falta uma lava-jato no futebol…

Grêmio não joga bem, mas vence e entra no G-4

Quem leu os comentários feitos nas redes sociais durante e depois do jogo saiu convencido de que o Grêmio foi um desastre contra o Vasco, na Arena, apesar da vitória por 2 a 1 e dos três pontos.

“Culpa do Renato, que escalou seus ‘bruxos’ veteranos em detrimento da gurizada”.  Em resumo essa é a mensagem preponderante.

Quero dizer que eu também não gostei do futebol apresentado, mas considerando o calor e o desespero dos cariocas para afastar de vez o fantasma do rebaixamento até que o time deu pro gasto.

O Vasco achou um gol num contra-ataque de três ou quatro passes, e depois tratou de resistir e fazer cera desde o primeiro tempo. O Grêmio, sem brilho algum, foi superior e criou boas situações de gol.

O ‘garotão’ Léo Moura, do alto de seus 40 anos, foi ao fundo meia dúzia de vezes, cruzou três ou quatro vezes na segunda trave, encobrindo o goleiro, como manda o figurino. Foi só no quarto cruzamento desse tipo que Jael se ligou sobre onde deveria estar quando ‘o garotão’ fosse ao fundo. Aí Jael aproveitou o passe ‘com a mão’ do colega ‘decadente e superado’ para empatar o jogo, fazendo justiça ao que acontecia em campo.

Criticam Renato por não ter começado com Jean Pyerre e Matheus Guilherme. Também acho que essa gurizada precisa entrar logo no time. Renato optou por manter seus jogadores de confiança a arriscar, porque, embora para muitos gremistas o mundo acabou com a eliminação na Libertadores, o futebol continua, a vida continua e há uma competição em andamento. Por mais chato que seja, o Brasileirão é o compromisso da vez.

Renato fez a opção dele, e no segundo tempo com o time se arrastando, mandou a campo os dois guris da base. Eles entraram, deram nova dinâmica ao meio de campo e criaram algumas jogadas boas, provando que a vez deles chegou de fato. Apesar disso, o Vasco mantinha o empate, o Grêmio não levava tanto perigo assim, e o jogo se encaminhava para o empate.

Foi então que uma luz iluminou Matheus Henrique e o Grêmio. No último lance do jogo, ele dominou diante da área, abriu e bateu. Seria somente mais uma tentativa não fosse a falha do goleiro vascaíno, que deixou a bola escorregar entre suas mãos. Não fosse isso, o time jovem também teria ficado no empate, igual aos veteranos.

Na quinta-feira, 19h, o Grêmio enfrenta o São Paulo, também candidato ao G-4. Espero que Renato comece o jogo com pelo menos um dos garotos, até para dar mais fôlego ao meio de campo.

No mais, penso que o técnico está agindo corretamente ao escalar esses dois jovens talentos aos poucos, sem a pressa que percebo por aí. Os mesmos que serão os primeiros a jogar pedra no guri que não corresponder as suas (do torcedor afoito) expectativas.

G-4

Com a vitória o Grêmio entra no G-4 e se aproxima do Inter. Continuo com esperança nesse meu campeonato paralelo.

Espero que nos próximos jogos Éverton jogue mais do que jogou neste domingo. Que Bruno Cortêz faça um cruzamento que resulte em gol. Que Marinho finalmente mostre que pode ser útil. E que Luan volte logo, antes de seja tarde.

 

 

A chatice do Brasileirão e as especulações de final de temporada

Ser campeão do Brasileiro de novo é um sonho de qualquer gremista. Mas que se trata de uma competição enfadonha não há dúvida. Ao menos pra mim. E pelo jeito boa parte da imprensa dita especializada.

Tanto é que nos últimos dias o que mais se fala e se escreve é o que os dois clubes têm como base para o ano que vem e o que precisam, surgindo aí especulação de todo o tipo. Ah, tem ainda o Renato fica ou vai?

Largos espaços são ocupados para esses temas que só aparecem agora porque o o Brasileirão é mesmo chato.

E isso acontece principalmente quando um time dispara e mostra absoluta superioridade sobre os demais, como é o caso do Palmeiras, com suas duas equipes.

A questão é que nossos dois clubes têm objetivos no campeonato: o Inter com suas arbitragens amigas ainda tem esperança de título e o Grêmio almeja pelo menos ficar entre os quatro primeiros para obter vaga direta na Libertadores/2019 (de novo ela aí para perturbar o sonho de título no Brasileiro).

Aliás, depois do enfrentamento com a Conmebol, expondo publicamente o que realmente é essa entidade que tem vários de seus ex-dirigentes presos por corrupção, o Grêmio está na lista negra e acho difícil que conquiste algum título enquanto o atual presidente não for para a cadeia, a exemplo de seus antecessores.

Então, é de se pensar se vale mesmo a pena priorizar a Libertadores, já que ali adiante pode aparecer um gardelon do apito para eliminar o clube, como aconteceu recentemente, depois com respaldo vergonhoso da Conmebol.

Bem, o Brasileirão está saindo de cena lentamente.

Mas ainda temos algumas rodadas de jogos ‘emocionantes’. A emoção de verdade está reservada para a ponta de baixo, mas ela só interessa, de fato, aos ameaçados de rebaixamento.

Neste domingo, na Arena, o Grêmio pega o Vasco. Se não houver surpresa, se o time não entrar sonolento como tem acontecido, o time soma três pontos e segue na luta pelo G-4. A ideia de superar o Inter eu afastei depois da arbitragem de domingo que sacaneou o Atlético PR.

Espero que o técnico Renato teste Matheus Henrique na função do Ramiro. Que comece o jogo com Jean Pyerre já que Luan está fora mais uma vez. E, se não for pedir demais, que inicie sem centroavante fixo.

 

Os anônimos assistentes adicionais e seus erros humanos

Poucos profissionais do futebol têm vida mais tranquila em sua atividade que o ‘árbitro assistente adicional’, nome que a CBF dá para os auxiliares que ficam na linha de fundo, junto às goleiras.

Assim como o VAR, esse sujeito veio para diminuir o número de erros nas arbitragens. Mas o que se viu até agora é que mais complica que ajuda. A frase cabe também para o VAR, uma boa ideia que está sendo manipulada ao sabor de interesses nem sempre honestos.

Desconfio que nem o árbitro principal, inclusive os dois auxiliares, têm uma relação pouco amistosa com esses seres que mesmo errando seguidamente não são execrados nem tem seus nomes citados.

Sobra tudo para o coitado (neste caso o adjetivo cabe) do árbitro, que acaba pagando também pelo erro do tal adicional (tem o 1 e 0 2, totalizando seis na equipe de arbitragem, o que quase lota uma kombi).

O juiz principal é que mais sofre. E ele nem ganha tão mais assim. A remuneração de um juiz Fifa é de uns 4 mil. O tal juiz de linha de fundo embolsa uns 800 reais, talvez mil, para ajudar o trio principal. Ganha bem menos, mas com a vantagem de permanecer quase anônimo.

Alguém já ouviu uma torcida xingar a mãe desse ‘auxiliar’ que mais atrapalha que auxilia?

Não, sobra sempre para o juiz, que tem nome estampado nas páginas, especialmente após uma atuação ruim.

Vou fazer um teste, coisa rápida, uma perguntinha apenas. Quem responder  certo vai ganhar uma cerveja 1903, pilsen, artesanal.

Lá vai:

-Qual o nome do assistente de fundo que marcou pênalti a favor do Inter, aos 45 do segundo tempo no jogo contra o time misto frio (informação que tem sido quase sonegada pela imprensa gaúcha) do Atlético do Paraná?

Não sabem, né. Pois trata-se do glorioso Eduardo Cordeiro Guimarães, carioca, morando atualmente em SC. Ele chegou a ser juiz no Rio, mas não se deu bem. Teve problema sério. Em 2014, num clássico Flamengo x Vasco, ele anulou um gol de Douglas (esse mesmo) numa cobrança de falta, a bola entrou e ele não validou o gol.

Na época, ele ganhou as manchetes. Hoje, nem nota de rodapé nessa função discreta de quinto ou sexto auxiliar.

Agora, o juiz que ele deveria ajudar se quebrou ao seguir sua sinalização, que acabou resultando na vitória colorada.

Hoje, o Brasil inteiro sabe o nome do pobre juiz que levou fé nessa marcação: Rodrigo Ferreira, catarinense.

Em todos os programas de TV, noticiários, etc, está lá o nome do árbitro do jogo sendo exposto amplamente. Já o do assistente se mantém em segundo plano, ignorado por aqueles que deveriam informar corretamente.

Queiram ou não, Eduardo Guimarães foi protagonista nesse jogo.

Mas este blog, modestamente, está lhe fazendo justiça.

PALMEIRAS

Nenhum clube do Brasileiro foi tão favorecido com os tais erros humanos como o Inter. Nós, aqui da aldeia, sabemos disso faz tempo.

Por isso, não nos surpreende a manifestação do presidente do Palmeiras nesse sentido, citando inclusive um levantamento da própria CBF.

Confira:

https://www.lance.com.br/palmeiras/presidente-diz-que-inter-mais-beneficiado-pela-arbitragem.html

DOUGLAS

Gol anulado pelo agora assistente de linha de fundo, Eduardo Guimarães.

A bola entrou quase um metro e nem ele nem o juiz de linha deram o gol.

Conmebol exala odor de esgoto cloacal

Lamentável a decisão da @conmebol, entidade com largo histórico de histórias mal contadas. Imaginei por um instante que ela tivesse um mínimo de seriedade, dignidade e transparência.

Nem vou comentar mais esse assunto que tem odor de esgoto cloacal.

Agora, sou um sonhador. Sonho com o dia em que os clubes brasileiros abram mão, todos eles, da Libertadores enquanto ela for comandada por velhos ‘gardelóns’, decidindo sempre contra o Brasil e a favor dos clubes argentinos.

Resta o Brasileirão.

IMPORTANTE VITÓRIA EM MG

É preciso ser realista no Brasileirão. Matematicamente, ainda é possível brigar pelo título. Mas a realidade aponta que o Palmeiras será campeão, e que, portanto, o melhor a fazer é torcer para que o time de Felipão dispare e afaste de vez a ameaça de título vermelho.

O objetivo tricolor no Brasileirão, agora, é entrar no G-4 e não mais sair.

Agora, existe uma motivação a mais – e para mim mais importante – para ver o Grêmio subindo na tabela: é a competição paralela com o Inter. Que ‘título’ fenomenal seria entrar no G-4 na vaga colorada, que ficaria em quinto lugar. Tudo é possível.

O primeiro passo para isso foi dado em Belo Horizonte, no estádio Independência. O Grêmio fez 1 a 0 aos 2 minutos e resistiu bravamente, coisa que não conseguiu no meio da semana diante do River, quando acabou permitindo a virada (um gol que deveria ter sido invalidade).

O gol tricolor teve origem num escanteio após defesa de Victor, numa conclusão de Éverton. Jean Pyerre cobrou e Jael conseguiu, enfim, ganhar uma bola pelo alto. Victor defendeu, deu o rebote e Geromel fez o gol.

O mesmo Geromel, aos 36, salvou de peixinho uma bola que entrava no canto direito, já com Paulo Vitor batido. Geromel, outra atuação estupenda e decisiva.

O Atlético teve mais posse de bola e iniciativa. O Grêmio tratou de se defender, mas sem perder possibilidades de contra-ataques.

A defesa saiu-se muito bem. Mas o destaque vai para o meio de campo, onde Jean Pyerre e Matheus Henrique tiveram atuações alentadoras, mostrando que Renato já pode pensar em ambos como alternativas concretas para o time principal.

Na frente, Éverton foi o mais incisivo e perigoso, mas mostrou que ainda não está em sua melhor forma técnica. Alisson entrou no lugar de Ramiro e acrescentou qualidade. Tanto que na reta final do jogo o Grêmio teve pelo menos duas chances claras de ampliar. Tetê substituiu Éverton, e pouco contribuiu, embora o adversário já estivesse exausto.

PALMEIRAS

Bateu o Santos por 3 a 2 e segue disparado na liderança. Tudo indica que o Palmeiras será mesmo o campeão.  Menos mal. Podia ser pior.

JURÍDICO

Parabéns ao integrantes do jurídico do Grêmio e ao presidente Romildo Bolzan. Foram bravos e competentes na ação. Tão eficientes que a Conmebol, tivesse ainda um mínimo de dignidade, estaria constrangida ao negar a punição extrema ao River Plate e ao seu treinador, que deve estar gargalhando agora, rindo da nossa cara. Mas tem volta.

 

Grêmio enfrenta os ‘gardelón’ da Conmebol

O Boca Juniors confirmou a classificação à final ao empatar com o Palmeiras por 2 a 2 (jogo de ida foi 2 a 0). Destaque para Benedetto, autor dos dois gols na Bombonera, e que voltou a marcar. Três chances de gol, três gols.

A dupla de zaga tricolor terá trabalho com ele. Sim, estou considerando que o Grêmio irá ganhar a vaga. O técnico Gallardo descumpriu o regulamento, aliás, se lixou pra ele, e a punição prevista é de derrota por 3 a 0. O resto´é conversa de gardelón.

Aliás, tem gardelón dando entrevista dizendo que apenas o técnico deve ser punido, não o clube.

Bem, quando uma desvairada chamou um goleiro do Santos de ‘macaco’ a punição foi do clube. O Grêmio foi eliminado da Copa do Brasil em função desse episódio.

O certo seria mesmo punir a torcedora, rapidamente identificada pelo clube.

Em casos de doping, a punição fica restrita ao jogador flagrado, embora muitas vezes o clube pudesse ser beneficiado com o doping de seu atleta.

É óbvio que Gallardo não desrespeitou a punição da Conmebol sem contar com o aval da direção. Ele orientou o time à distância, foi flagrado no vestiário no intervalo e assumiu tudo em entrevista pós-jogo. Réu confesso, portanto.

Cabe à Conmebol fazer cumprir o seu próprio regulamento, punindo o River Plate e colocando o Grêmio na final contra o Boca.

Ah, considero o River Plate mais time que o Boca, apesar do Benedetto.