Mancini erra e o Grêmio cede o empate nos minutos finais

O Grêmio deixou escapar a vitória a partir de erros de Vagner Mancini. O maior deles foi ter adotado o velho esquema “chama derrota”. Atraiu o Corinthians e acabou sofrendo um gol inaceitável para quem havia se proposto a colocar um ônibus diante da área.

O bloqueio até que funcionou, mas aos 40 minutos o castigo para quem abdica de atacar e fez substituições equivocadas. Renato Augusto recebeu de William, grande destaque do jogo, ajeitou na entrada da área, onde deveria haver um aglomero, e soltou a bomba: 1 a 1. O Grêmio tinha ainda alguns minutos para buscar a vitória, mas com quem? Borja?

Aí começa outro assunto: a falta de qualidade do time, que depende de um atacante veterano e acima do peso para fazer gols. Aos que criticam Diego Souza, digo apenas que o gol para seguir na briga contra o rebaixamento foi por ele marcado. Restava aos outros dez jogadores do time garantir que o Corinthians não marcasse. Falharam.

Não conseguiram evitar o gol. Por que? Primeiro, que deixaram Renato Augusto, jogador experiente e de alto nível técnico, livre na frente da área. Quem deveria estar ali não estava. E isso que minutos antes o meia corinthiano havia arriscado um chute praticamente do mesmo local. A bola subiu muito e eu até brinquei: “Esse deve ter apostado na vitória do Grêmio”. Queimei a língua.

Então, faltou marcação no lance. Aliás, quem começou a jogada e deu a assistência foi William. Desde o final do primeiro tempo eu torcia para que Mancini marcasse esse jogador de perto, impedindo que a bola chegasse nele.

Se eu percebi isso, como um técnico profissional não viu, ou se viu não tomou as providências necessárias? O fato é que William recebeu a bola pela esquerda, clareou a jogada e encostou para o companheiro marcar o gol que terminou de afundar o Grêmio neste 2021, ano que entra para a história como talvez a pior temporada do tricolor no Campeonato Brasileiro, mesmo considerando os dois rebaixamentos anteriores.

Que fique bem claro, Mancini errou neste jogo. Contudo, é inegável que ele ajustou o time nos últimos jogos. Tivesse conseguido isso antes, o Grêmio com certeza seguiria na série A. Mas, que fique mais claro ainda, não quero que ele continue.

Vitória com belos gols mantém Grêmio com esperança

O jogo desta noite na Arena pode entrar para a história como o da arrancada para fugir do rebaixamento na reta final do Brasileirão/2021, mas é certo que, independente do que possa acontecer, será conhecido como o jogo do gol espetacular de Jhonata Robert.

Um gol como esse, que já está sendo destacado nos canais de esporte de todo o mundo, pode marcar não apenas a carreira do jovem meia, como elevar o moral do grupo. O time anda precisando elevar sua auto-estima, o que pode repercutir positivamente no vestiário tricolor.

A goleada de 3 a 0, ‘estrondosa’, para um time com extrema dificuldade em fazer gols, chega num momento decisivo: a definição de quem irá cair além da Chape e do Sport.

O desafio é grande, mas o Grêmio que superou o São Paulo com alguma facilidade, tem condições de repetir a dose contra Corinthians e Atlético MG. É assustador, mas nada é impossível para o Grêmio.

No caso do Corinthians, o problema maior é essa campanha para motivar ainda mais o time, em função de buscar vingança por um rebaixamento do passado. Uma história falsa que a mídia vermelha estimula vergonhosamente.

Depois, na última rodada, um Atlético, espero eu, muito desmobilizado, com o Hulk se limitando a ser personagem de história em quadrinhos.

Sobre o jogo: não tem como não destacar o Diogo Barbosa. Além de jogar bem de um modo geral, ele marcou um golaço, cortou pra dentro e colocou no ângulo superior esquerdo. Além do mais, ele deu assistência para o primeiro gol. Que repita nos próximos jogos.

Mas no geral todo mundo foi bem. Pena que não começaram antes a mostrar um futebol à altura do GRÊMIO.

Já o Douglas Costa levou um cartão amarelo do tipo ‘não quero jogar a próxima partida’. Imagens mostram que o juiz mandou ele sair pela linha de fundo, e ele desobedeceu. Lamentável. O pior é que ele nas redes sociais disse que o juiz autorizou que ele saísse de campo pela lateral. Mentira.

Grêmio joga pela dignidade que ficou pelo caminho no Brasileiro

Até o começo da noite uns 2 mil heróis tinham confirmado presença na Arena nesta quinta-feira, onde, às 20 horas, o Grêmio começa o trajeto final de sua Via Crúcis (conhecida também por Via Sacra) até o Calvário.

Ao contrário de Jesus, é muito provável que o clube gaúcho mais vezes campeão da Libertadores não complete o percurso, que desabe sob o peso da cruz.

Minha esperança, da qual resta um sopro apenas, é que o Grêmio desminta sua trajetória de mediocridade insuportável neste Campeonato Brasileiro e simplesmente saia com note pontos desta série de jogos que começa contra o São Paulo, outro ameaçado pelo rebaixamento.

Depois, nada menos que Corinthias e Palmeiras pela frente, além de esperar por resultados favoráveis de terceiros.

E pensar que três anos atrás eu me encaminhava à Arena tranquilo, preocupação apenas para encontrar um lugar onde estacionar o carro, enquanto pensava por quanto seria a vitória.

Lembro de uma noite, a caminho do jogo, que eu projetei mentalmente como seriam os próximos dois ou três anos, consciente de que vivia um ciclo exitoso, que por certo não duraria tanto tempo.

Até escrevi sobre isso na época. Afinal, é difícil um clube brasileiro manter uma série vitoriosa por mais de três ou quatro anos consecutivos.

Feliz com o que via em campo, que era nada menos e nada mais o meu melhor Grêmio desde que nasci para o futebol, em meio ao terror dos anos 70, cheguei a estimar que o clube, sob comando do presidente Romildo Bolzan, tão festejado na época, poderia atingir uma sequência mais longa.

Deu tudo errado! Muito errado! Muito mais errado do que poderia esperar no pior dos meus pesadelos, algo como estar num elevador em queda livre, só comigo dentro.

Foi horrível, mas pior é acordar e constatar que a realidade ainda pode ser mais assustadora.

O TIME

Eu só espero que na reta final o Grêmio tenha um pouco de dignidade, que os jogadores tenhamn vergonha na cara e joguem o que não jogaram até aqui.

Time provável (nem questiono escalação pois é o que sobrou):

Gabriel Grando; Mateus Sarará, Geromel, Kannemann e Diogo Barbosa; Thiago Santos e Lucas Silva; Douglas Costa, Campaz e Ferreira; Borja (Diego Souza)

Só Renato ainda pode salvar o Grêmio da queda

No dia 28 de outubro, um mês atrás, portanto, publiquei um texto sensacionalista, caça-níquel, como tem muitos nas redes sociais, ‘Como impedir a queda do Grêmio. Saiba aqui, e agora’.

Em resumo, eu dizia que naquele momento, com o Grêmio com os dois pés afundados na lama, que a salvação seria secar o trabalho de Renato no Flamengo para que ele fosse demitido ainda a tempo de voltar e ajudar o time a escapar da segundona.

Bem, reconheço, passou tempo demais.

Hoje, ficou quase impossível impedir a queda. Mas nada é impossível com Renato no comando.

Meu plano ainda pode dar certo. O Flamengo com Renato Portaluppi de técnico atingiu quase 75% de aproveitamento, com grandes atuações, mas nada disso segura um técnico quando ele cai na CB, na Libertadores e no Brasileiro.

Por isso, hoje à tarde, antes do treino na Gávea, Renato deve ser demitido. É o que diz a imprensa carioca. A maior parte da torcida do rubro-negro quer vingança, e não importa se o Flamengo foi muito superior ao Palmeiras.

Não interessa se o Palmeiras jogou por uma bola só e que escapou da derrota apenas porque o festejado ataque dos cariocas estava num dia de Grêmio.

Então, neste momento, espero que a direção tricolor esteja acertando com Renato sua volta ainda hoje para o Grêmio, e a saída de Mancini.

Só Renato pode impedir o rebaixamento. Já fez isso em duas oportunidades de forma quase milagrosa.

Então, parece loucura, mas é só desespero mesmo.

É Renato ou o abismo. Renato já!

NOVO ATAQUE AO BLOGUEIRO

Diante de novo e raivoso ataque ao blogueiro, informamos que providências estão sendo tomadas a partir do alerta publicado abaixo:

ATENÇÃO

O seu comentário é de sua exclusiva responsabilidade, conforme dispõe o Marco Civil da Internet. E a qualquer momento seu IP pode ser levantado judicialmente para que seja revelada a identidade do autor. Este blogueiro não tem qualquer responsabilidade em relação aos comentários aqui disponibilizados.

Por que acreditar? Por que duvidar?

Apesar de ter jogado a toalha faz umas 5 ou 6 rodadas, reservo-me o direito de continuar acreditando. E ninguém tem nada com isso. Fico com a minha coerência ou falta dela.

Afinal, sou torcedor. E como todos os torcedores estou concentrado no jogo (batalha?) e, mesmo que todas as evidências apontem para um resultado negativo diante do Bahia, acredito em milagres.

Na verdade, pela lógica, essa chata de galocha, o Grêmio está à beira do abismo.

Sei que quem foi protagonista na épica batalha dos Aflitos tem direito de alcançar e superar qualquer obstáculo. E acreditar que tudo é possível. E que impossível é apenas alguma coisa que deixou de acontecer.

Racionalmente falando, crer na vitória sobre o Bahia é delírio de uma mente que vive aos sobressaltos com esse time do Grêmio e sua direção, que conseguiu deixar o clube a uma passo da segundona para desespero de sua torcida.

Nada muda a cada rodada: a arbitragem é a mesma, o VAR idem. São rodadas após rodadas em que o Grêmio, hoje fragilizado física e psicologicamente, foi prejudicado, e em alguns casos de forma insolente, escancarada.

Hoje, contra o Bahia, eu não tenho a menor dúvida que seremos mais uma vez prejudicados pelos tais ‘erros humanos’. Prevejo até que o Rossi, um atacante/ator, vai cavar uma expulsão. E por aí vai.

Mas eu ainda ouso imaginar que esse time gremista, com suas dificuldades e seus desfalques, pode, sob inspiração e proteção dos deuses, superar tudo e a todos.

Por que? porque o Grêmio é o Grêmio, ora!

Grêmio arranca empate e segue na luta contra o rebaixamento

O Grêmio agoniza. A cada rodada a esperança avança para o jogo seguinte. E lá vamos nós de novo, acreditando, confiando na imortalidade.

A imortalidade que hoje se fez presente quando o time ficou com um jogador a menos e buscou forças para reagir, para buscar um empate improvável naquele momento.

Depois de estar perdendo por 2 a 0, gols de Vitinho, um dos tantos reservas que Renato mandou a campo e que seriam titulasres no próprio Grêmio, o time perdeu Jonatan Robert.

Naquele instante fiquei com vontade de desligar a TV, mas decidi apostar na tal imortalidade, cada vez mais frágil, e fui compensado. Borja fez o primeiro num cruzamento de Ferreira, e o próprio Ferreira, o melhor do time, fez o segundo.

O Grêmio teve chance de fazer o terceiro, assim como o Flamengo.

O time de Mancini foi superior no primeiro tempo e merecia ao menos um gol.

O agonizante tricolor enfrenta agora o Bahia, sexta-feira, em Salvador. É um adversário direto na briga contra o rebaixamento. Uma derrota será fatal.

Já uma vitória dará ânimo para seguir na luta para continuar na série A. Não é fácil, mas quando as coisas foram fáceis para o Grêmio, hoje um clube que sofre como nunca com arbitragens altamente suspeitas.

RENATO

Acho que ele, conhecedor dos dois times, poderia ter escalado um time mais fraco, mesclado de reservas e jogadores da equipe C. Assim, as chances de vitória gremista seriam maiores.

Não adiantou aparecer na TV de cara fechada a cada gol do seu time, querendo passar a impressão de tristeza com o resultado.

Custava armar um time mais fraco sabendo que o nosso é altamente inconfiável?

Renato e sua política de eventualmente escalar reservas no Brasileiro

Aqueles que cobravam de Renato Portaluppi força máxima gremista em todos os campeonatos, principalmente no Brasileirão, hoje querem, e imploram, que ele escale um Flamengo misto de time B com C, contra o tricolor nesta quarta-feira.

Não sei qual o time que Renato irá mandar a campo poucos dias antes da decisão da Libertadores/2021. Mas não tenho dúvida que ele irá poupar os melhores jogadores, escalando o time principal e pelo menos alguns reservas mais importantes, como fez em sua passagem extremamente vitoriosa pelo seu ex-clube.

Graças à sua política de aproveitamento de jogadores de olho nos indicativos médicos é que hoje são grandes as chances de um time mais fraco para enfrentar o Grêmio. Fosse o JJ, ex-técnico do Flamengo, talvez a história fosse diferente, com o Flamengo jogando com o máximo de titulares.

O ideal é que Renato pegasse só a rebarba, convocando até o roupeiro se for o caso, mas nada que sequer lembre o poderoso time principal dos cariocas, o melhor do Brasil, seguido do líder Atlético Mineiro.

Aliás, Renato foi muito feliz ao afirmar, após a vitória sobre o Inter, que seu time só não lidera o Brasileirão por causa de erros de arbitragem.

Bem, a gritaria contra a CBF e seus árbitros é geral. Todos os times sofreram prejuízos, alguns mais outros menos. O Grêmio, por exemplo, foi um dos mais penalizados até agora, e nada garante que não volte a perder pontos para o juiz e/ou o VAR.

Sobre a Arena e a luta da direção para obter a liberação da torcida na etapa derradeira do Brasileiro, eu tenho minhas dúvidas se é bom o time jogar com a presença/fiscalização da torcida.

No mais, reforço o apelo para que Renato seja no Flamengo, ao menos nesta quarta, como ele foi no Grêmio: que poupe sua força máxima para o jogo decisivo da Libertadores.

Na verdade, estou tranquilo neste aspecto: ele pode escalar só reservas sem que seja acusado de estar fazendo isso para proteger e ajudar seu time.

Grêmio contra tudo e contra todos na reta final

Vendo a movimentação das peças neste tabuleiro do futebol cada vez mais firmo a impressão de que existe uma forte conspiração para rebaixar o Grêmio.

Conheço muitos gremistas que pensam assim. Ninguém, infelizmente, tem provas de uma articulação nesse sentido.

Mas quando a gente vê um STJD negar o pedido do clube para liberar a presença da torcida tricolor nos jogos derradeiros do fatítido Brasileirão/2021 bate uma revolta, uma indignação, uma sensação de impotência…

Ao mesmo tempo em que rejeita o pedido do Grêmio – um pedido que seria deferido se fosse o Flamengo ou o Corinthaisn -, esse tribunal tem a cara de pau de não punir com igual agilidade o São Paulo e o Inter.

Ah, mas foram apenas dois torcedores na invasão ocorrida no Beira-Rio depois do Gre-Nal. Só que num ambiente tenso, explosivo como aquele, a ‘invasão de um mosca’ pode deflagrar uma gerra. E isso deveria ser considerado pelos doutos do STJD.

Agora, é evidente que a invasão na Arena foi mais acintosa. Um grupo de indivíduos, supostamente gremistas, ajudaram a afundar o Grêmio, que por culpa deles não pode jogar mais ao lado de sua torcida.

Eu desconfio desse grupo. Gostaria de saber quem liderou a invasão e os atos de vandalismo. E se foi uma ação deliberada dentro desse contexto de suspeição sobre a lisura da competição.?

Alguém está apurando essa possibilidade? Ou é tudo anjinho? O futebol é um negócio que movimenta milhões dólares no país, ainda mais agora com a invasão de casas de apostas, que, não por generosidade, investem pesado em patrocínios de veículos de comunicação. E nos próprios protagonistas, os clubes. Algo nunca visto.

Agora, fica a pergunta, por que atingir o Grêmio? Ora, porque o tricolor causa inveja de quem ficou babando quando o time comandado por Renato Portaluppi jogou o melhor futebol do país e conquistou grandes títulos, de, de quebra, arrasou nos clássicos.

Não esqueço os programas de TV, daqui e do centro do pais. havia elogios, sim, mas nem todos verdadeiros. Manifestações que disfarçavam uma baita secação, principalmente no seio dos colorados da mídia, que hoje nem escondem a felicidade deles com a queda tricolor.

CHAPECÓ

Bem, sobre o jogo contra a Chapecoense, neste sábado. A região de Chapecò é repleta de gremistas. Mas eles não podem ir ao jogo por causa da decisão draconiana do tribunal esportivo, sempre tão rigoso e rápido quando se trata de punir o Grêmio.

Se o Grêmio vencer, ainda restará um fio de esperança. É nela, a esperança, que nos agarramos. A imortalidade enfrentando mais uma dura prova.

É o Grêmio contra tudo e contra todos.

O Tri da Libertadores e o sonho distante do Tetra

Fazia 22 anos que o Grêmio não conquistava o título de campeão da América quando, em 2017, ergueu o troféu mais cobiçados das Américas, o mais importante fora do continente europeu. O último (o bi) havia sido em 1995.

Para muitos, esses que têm uma vida pela frente, 20 anos não é nada, como diz o tango Volver, consagrado por Carlos Gardel.

Mas para os gremistas de cabelos grisalhos, ou tingidos, esperar mais 20 anos pelo tetra é quase uma etenidade. A verdade, dura e amarga verdade, é que alguns dos que estão me lendo agora, inclusive eu mesmo, não estaremos aqui para festejar.

Então, quem vibrou e festejou agora, em 2017, sem pensar no hoje, nem no amanhã, fez o certo. Festejou pura e simplesmente, como uma criança no parque de diversões.

Agora, tem um tipo de gremista que se preocupa muito mais em ver suas ideias e teses triunfarem, mesmo que isso custe a derrota do seu time, o adiamento de um sonho de grande título.

Os mais jovens até podem se dar ao luxo de criticar e contestar à vontade, chamar o técnico de burro e o dirigente de incompetente (muitas vezes até estão certos), porque terão novas oportunidades de expor sua genialidade futevolística. Já os mais velhos lutam contra o relógio.

Foi também por isso que me deixei levar quando o Grêmio embalou para conquistar o tri da América. Tinha consciência de que seria mais ou menos um “agora ou nunca”.

Lembrei numa noite em que caminhava rumo à Arena da expressão “Carpe diem”, que significa aproveite o dia, aproveite a vida com o que ela lhe oferece.

No caso do torcedor do futebol, significa viva esses momentos intensamente e deixa de ser ranzinza, de ter a pretensão de saber mais do que o treinador que vive o vestiário e sabe de tudo o que acontece lá dentro.

Tem gremista que festejou sua primeira Libertadores apenas com mais de 22 anos. Esse vibrou muito com o tri, colocando em segundo plano eventuais e supostos erros do técnico e dos jogadores.

Quem não fez isso em 2017 talvez não tenha outra oportunidade. Talvez seus filhos e netos. Se isso lhe serve de consolo.

Pela média de três Libertadores em 34 anos (1983 em diante), o próximo título das Américas aconteça somente dentro de 11 anos.

Não sei se estarei aqui, mas eu posso dizer: tenho muito orgulho do nosso tricampeonato. E posso dizer que saboreei cada lance, cada gol.

Sim, sou muito grato ao técnico Renato Portaluppi pelos dois títulos da Libertadores que ele ajudou a conquistar, e também ao Felipão pelo título de 1995. Muita felicidade.

Desolação e revolta

Desolação, tristeza, irritação e revolta são sentimentos que tive ao longo da derrota por 3 a 1 diante do América MG, um adversário que em outra circunstância seria batido até com a facilidade.

A mesma facilidade que encontrou o time mineiro para vencer o Grêmio ao natural, fazendo seu primeiro gol aos 4 minutos, prejudicando a estratégia tricolor para repetir a vitória que teve sobre o Fluminense e que fez renascer a esperança da torcida.

Agora já não há esperança, não há mais nada. O Grêmio virou um saco de pancadas, um time que não é respeitado pelos árbitros. Hoje, foi um pênalti não assinalado. Um lance que o juiz de campo simplesmente recusou-se a conferir no VAR, a exemplo do que aconteceu no lance escandaloso de Moisés sobre Geromel.

E onde está o presidente do clube para atuar politicamente, como fez o presidente do Bahia após o jogo contra o Flamengo?

Onde estava Romildo Bolzan para mostrar os erros sucessivos contra o Grêmio para mostrar que o Bahia até que sofreu pouco com arbitragens na comparação com o tricolor?

Bem, agora é tarde, Inês é morta. O Grêmio, que tem um time de segunda divisão – ao menos quando perde 3 ou 4 titulares, como foi hoje em BH – vai cumprir sua sina, e nós com ele.

Sobre o jogo, é inegável que o time sentiu o gol logo no primeiro ataque americano. Esboçou uma reação, mas sem força, sem criatividade. No segundo tempo, Campaz deu mais mobilidade ao time, que até melhorou.

Ferreirinha, que uns chamam de peladeiro, foi o único atacante que preocupava a defesa rival. Marcou um gol após jogada individual, o que motivou o time a buscar um segundo gol, que não veio.

Agora, é começar a preparar o time para 2022. Muitos do atual grupo não ficarão por um motivo ou outro. Mas este é assunto para avaliar nos próximos dias.

Ah, a toalha que joguei ao chão dias atrás continua lá, mas agora, definitivamente, sem chance de ser recolhida.