Jair

Não, não é do Jair que vocês pensaram que eu vou escrever. É de um Jair menos conhecido, o Jair Ventura, técnico do Sport Recife, que enfrenta hoje o Inter no Beira-Rio. Antes da viagem ele declarou, confiante, que seu time vai jogar pela vitória.

Bem, metade, ou mais, da torcida gaúcha estará com ele. Imaginem se ele consegue concretizar seu sonho, bater o líder do campeonato?

Desde já prevejo que seu nome irá entrar na lista dos candidatos ao posto de Renato, caso o atual técnico gremista realmente não fique.

E mais: Jair Ventura sabe que pode dar um passo importante para treinar o Grêmio, ambição de nove entre dez treinadores do futebol brasileiro, e mais alguns da Argentina e de Portugal.

Desde que contratou Tarciso, no começo da década de 70, por causa de um jogo contra o América, do Rio, que o Grêmio costuma buscar jogadores que se destacam em seus jogos, contra ou a favor. Tarciso impressionou os dirigentes do tricolor em função principalmente de sua velocidade.

Pensei nisso quando senti a disposição do técnico, filho do grande Jairzinho da Copa de 70, em superar seu adversário. Senti firmeza.

Lembrei do quanto o Grêmio penou para superar o Botafogo, de Ventura, em 2016, o melhor ano do técnico carioca. Ele foi escolhido o treinador destaque daquele ano. Chegou a ter 11 vitórias em 15 jogos.

Não faltou gente para sugerir seu nome ao Grêmio.

Depois, a carreira dele patinou. Prova de que um semestre é muito pouco para concluir qualquer coisa a respeito de um treinador que está começando.

Pois bem, caro Jair Ventura, vença o Inter nesta noite que sua carreira pode decolar de uma vez por todas.

Seja contra o Inter o leão que sempre foi contra o Grêmio.

Zaga sem Geromel é preocupação para a decisão da CB

Encerrei o último artigo (post) convocando os gremistas a rezarem pela volta de Geromel para os confrontos com o Palmeiras. Eu sei que ele não retorna a tempo de formar a melhor dupla de área do Grêmio nos últimos 15 anos na decisão da Copa do Brasil.

A frase foi motivada pela minha preocupação com a qualidade dos eventuais substitutos, candidatos a jogar ao lado de Kannemann, que também sofre com a ausência de Geromel, e vice-versa.

Rodrigues, Paulo Miranda e David Braz. Um deles vai jogar, rezando para que Kannemann não se lesione também. Se isso acontecer, corre-se o risco de que volte a ocorrer o que aconteceu na goleada de 5 a 2 contra o Botafogo.

Braz perdeu em velocidade para Rafael Navarro, atacante do Botafogo, resultando no primeiro gol carioca. O jogo já estava 3 a 0, mas o preocupante é a falta de velocidade do zagueiro gremista. Depois, no gol de cabeça de Babi, Paulo Miranda estava mal colocado.

O fato é que nenhum dos três é confiável. Eu ainda apostaria em Rodrigues depois do que aconteceu neste jogo. Ao menos tem velocidade.

Agora, será preciso que Renato ajuste e reforce seu sistema defensivo, não necessariamente mudando nomes, mas melhorando o posicionamento e talvez deixando de propor o jogo, o que deixa o time mais vulnerável.

Se o jogo serviu para aumentar a preocupação com a defesa, foi importante também para a afirmação de Matheus Henrique como um volante que sai de trás e entra na área, que pisa na área, conforme cobra Renato de seus meio-campistas. Até Lucas Silva tem se atrevido.

Está certo que o adversário é fraco. Mas contra o Coritiba, que também vai ser rebaixado, o Grêmio ficou no empate. Então, alguma coisa mudou, evoluiu. Espero que a boa atuação do time, em especial do de MH e Jean Pyerre, não tenha sido um fato isolado.

Outra coisa que me deixou mais otimista foi o primeiro gol do time. O ‘quadrilátero mágico’ brilhou. A jogada começou com ele, o Maestro Maicon, que tocou para MH, que acionou JP, que serviu de bandeja a bola para Alisson entrar entre os zagueiros e desviar do goleiro.

Esse lance é coisa que não se vê em outros times do campeonato. É marca registrada do time de Renato, resquício do futebol que o time jogava (encantava) em 2016, 2017 e parte de 2018. Sempre sonho com a volta desse futebol, mesmo sabendo que é quase impossível.

CLAUDINHO

O goleador do Brasileiro revelou no Bem Amigos que tem proposta do Grêmio. Aos 24 anos, Claudinho vive seu melhor momento, atuando como articulador que marca e chega fácil à área para concluir. Seria um baita reforço.

Claudinho é um pedido de Renato, que inclusive conversou com o jogador no jogo contra o Bragantino na Arena.

Essa preocupação em reforçar o time para a próxima temporada, que começa em seguida, seria um indício de que Renato vai continuar no Grêmio?

PALMEIRAS

Vejo muita gente especulando sobre como o Palmeiras jogará as finais contra o GRêmio. Se vai jogar abatido pela eliminação diante do mediano time do Tigres e/ou cansado pela viagem desgastante. Qual será a motivação depois do desastre, coisa que abate qualquer um, que o digam os colorados que passaram por isso contra o Mazembe.

Na minha opinião, o Palmeiras vai jogar a mil. A premiação é um estimulante insuperável. São 54 milhões ao campeão. Boa parte ficará com os jogadores. Querem melhor motivação do que essa?

Seguem as especulações para o caso de Renato sair mesmo

O ‘corpo’ – na linguagem policial seria ‘presunto’ – nem esfriou e já estão indicando treinadores para o lugar de Renato Portaluppi. Desculpem-me por este início um tanto macabro, mas adequado a esses tempos de tanto ódio por questões do futebol, como se viu no ataque que sofri pelo ‘crime’ de opinião.

Vários nomes são citados entre os brasileiros, fora alguns estrangeiros conhecidos ou nem tanto. O português JJ abriu o caminho para essa invasão, assim como Moisés abriu o o mar vermelho (por favor, não há conotação política nem religiosa).

Particularmente, confio mais nos técnicos brasileiros. Há bons e ruins como em qualquer país. Mas a modinha é trazer alguém que fale espanhol, por exemplo, o badalado Jorge Sampaoli, que cobra caro sem o retorno esperado.

Chegou a ser endeusado por muitos gremistas nas redes sociais. O lugar no momento é ocupado pelo técnico Abel, esse do Palmeiras. O tempo dirá se ele tem sorte ou um talento excepcional.

Contratar pelo idioma não é uma boa. Nem para treinador e menos ainda para jogador. Pinares é um exemplo. Pelo que vi até agora ele não é superior ao Thaciano, ou ao Isaque. Mas habla espanol.

A contratação dele foi um equívoco. Agora, deixar o sujeito, jogador de seleção chilena para entrar nos minutos finais chega a ser uma afronta ao profissional. Aí ele pede para não entrar, o que não é correto, mas é a maneira que ele encontrou de protestar. Ninguém tem sangue de barata.

Não viajou para enfrentar o Botafogo segunda-feira. Não fará falta. Aí dizem que ele não está na posição dele. Pelo amor de Deus. Ninguém sabe a posição dele, sabe-se que é no meio de campo, onde ele até agora jogou um futebol muito mais ou menos.

Jogador de seleção se é realmente bom chega, veste a camisa e desempenha. Sem mimimi.

Voltando ao treinador, antes da bobagem que ele fez na decisão da Libertadores, querendo imitar Renato fazendo gracinha junto ao campo, era o mais cotado entre os torcedores. Foi um deslize de um treinador com um histórico positivo, com altos e baixos como TODOS os treinadores.

Entre os técnicos que surgem como meteoro, fazem uma ou meia temporada luminosa, e os mais cascudos, fico com a experiência, a quilometragem, combinada com atualização e ganas de vencer.

No caso, hoje, Cuca seria um nome a ser considerado.

Sobre Renato, acho que ele deveria fechar o ciclo na final da Copa do Brasil e seguir seu rumo. Ele também precisa dar uma sacudida na mesmice. Seria bom pra todo mundo.

Além do mais, qualquer problema, a gente tira Renato do Leblon.

Só espero que aqueles que hoje o detonam e querem vê-lo longe não reforcem o coro de ‘volta Renato’.

Há quem o detone antes mesmo de sua chegada quase cinco anos atrás, mas esses não lotam uma kombi.

Grêmio deixa de somar três pontos com erros seus e da arbitragem

Com tantas suspeitas sobre as arbitragens ( juiz de campo e VAR) no Brasileirão não posso duvidar que o árbitro Wilton Pereira Sampaio tenha sofrido uma reprimenda de um superior no intervalo de Grêmio x Santos.

Seria algo assim, fruto da minha imaginação neurótica:

‘Onde já se viu dar pênalti do Pará e John com Pepê? ‘, alguém poderia ter questionado, observando que foi um lance confuso, daqueles que o juiz pode dar ou não dar, dependendo do time beneficiado ou prejudicado.

‘Veja o que vc vai fazer no segundo tempo, hein?’.

Aí, no segundo tempo, dois pênaltis para o Santos. O primeiro, com Matheus Henrique na jogada, o juiz marcou pênalti. Os jogadores do Grêmio insistiram para que ele consultasse o VAR. Diego Sousa levou amarelo de tanto reclamar. Kannemann também.

Mas Wilton, do alto de sua autoridade e arrogância, não quis revisar o lance. Um pênalti daqueles que o juiz pode dar ou sonegar, dependendo das partes envolvidas, ao que parece.

Aí, outro lance confuso na área do Grêmio, que vencia por 3 a 2 faltando poucos minutos para terminar o jogo. O atacante Luiz Fernando salta para cabecear a movimenta os braços – não conheço ninguém que consegue saltar com os braços colados ao corpo. Bem, esses lances são sempre discutíveis.

Foi então que o mesmo juiz que não aceitou consultar o VAR no lance anterior, pediu para ver o vídeo, onde aparece a bola na mão do jogador gremista. Prato feito para o juiz marcar a infração, apesar de tudo muito duvidoso.

Assim foi o jogo sob o ângulo de análise da arbitragem. Um 3 a 3 com forte influência da arbitragem. Como disse Matheus Henrique, após o jogo, fica complicado falar depois do que aconteceu no Grenal e continua acontecendo apesar dos protestos e das denúncias.

Sobre este assunto, meu porta-voz é o Neto, que usa seus espaços para atacar o descalabro que ocorre, enquanto a maior parte da mídia nacional (em especial a gaudéria), silencia.

O JOGO

Bem, a gente já viu que a arbitragem foi decisiva, sem intenção, claro. Errar é humano…

Agora tem a parte do Renato. O futebol do time por momentos foi aquele que eu gosto. Os gols foram de jogadas tramadas, toque rápidos, inteligentes. Um show.

Mas aí aparece o maestro para fazer alterações que acabam prejudicando o time. Isso tem acontecido com frequência. Alguns dos empates podemos atribuir ao Renato.

Não entendi por que saiu o Lucas Silva, o único que realmente marca no meio de campo. Colocar Thaciano por que? Não dava para seguir com o mesmo time até o fim? O Santos tinha um jogador a menos quando chegou ao empate.

O Grêmio tinha controle do jogo.

Então, Renato deveria ser mais cirúrgico nas alterações, já escrevi sobre isso.

Ainda sobre o terceiro gol do Santos, nos acréscimos!!!!!

O lateral Diogo Barbosa, com a bola dominada na linha de fundo, resolveu chutar nas pernas de seu marcador. A bola bateu no adversário e bateu nas pernas do ‘esperto’ lateral do tricolor, contratação cara que ainda não se justificou, e que só me faz ter saudade do Cortêz.

Quer dizer, se DB não quisesse inventar faltando minutinhos para o jogo terminar, o Grêmio teria, finalmente, somado 3 pontos, mesmo com erros da arbitragem.

Outra decepção: Rodrigues. Mas o que foi aquilo no primeiro gol do Santos? Eu vi uma meia-lua ou foi impressão minha? Quer coisa mais anacrônica que uma meia-lua no futebol atual?

Rodrigues tem potencial, mas está se tornando um perigo na área. Geromel não volta até a final da Copa do Brasil. Acho que Brás merece novas oportunidades para disputar com Rodrigues.

Começando a rezar para que Geromel antecipe seu retorno.

Grêmio B mantém a escrita: perde mais um pênalti e deixa a vitória escapar

No intervalo do jogo desliguei a TV e fui dormir. Percebi que o final seria mais ou menos como quase todos os outros em que o Grêmio atacou no primeiro tempo e deixou o adversário inflar na etapa final. Não deu outra.

Quando liguei o aparelho, no começo dos acréscimos, fiquei esperando aparecer o reloginho com o placar na tela. Não me surpreendi quando li que estava 1 a 1. ‘Escapei de 45 minutos de irritação’, pensei, diferente dos parceiros que viram todo o jogo e desabafaram no post anterior toda sua revolta. Recomendo voltar uma página e buscar a leitura deles, o GCM, o Copião, o Heraldo, entre outros.

Escrevo e não posso conter um sorriso: eles sofreram mais do que eu. Queria ver a cara deles quando o craque do Tostão e do Galvão Bueno bateu o pênalti e o Wilson defendeu. Seria o 2 a 1 e os três pontos necessários para ainda conquistar algo no Brasileiro.

JP chutou no canto direito, uma bola de força razoável, rasteira. Wilson adivinhou o canto e fez boa defesa, coisa que nossos goleiros não sabem o que é: defender pênaltis.

Assisti a um compacto do jogo – dói menos sabendo do resultado. O Grêmio não produziu muito no segundo tempo. O Coritiba, time ruinzinho, jogou um pouco melhor nesse confronto de mediocridade no Couto Pereira.

Quero recuar para a parte que eu vi. Difícil aceitar o gol de Alisson perdeu ao receber um lançamento preciso de Darlan. Alisson, jogador de boa técnica e algum experiência, chutou no peito do goleiro. Foi incapaz de desviar do goleiro.

Depois, JP meteu uma bola rara nesses tempos sem Maicon e deixou Thaciano em condições de fazer o gol. A bola subiu demais.

Que eu me lembre foi só. Tem o gol do Paulo Miranda, claro, um golaço. Bola cruzada pelo JP, que jogou relativamente bem no primeiro tempo.

Já o segundo tempo não vi e não gostei.

Escrevo essas linhas angustiado e curioso para saber como está o Inter. Mas a minha mandinga só funciona se eu ignorar o jogo dos reds (foi assim contra o Mazembe, conforme já relatei aqui).

Para finalizar, decepção com Ferreira. Não sei se ele foi bem no segundo tempo. No primeira, vi que ele abusou de bolas para trás e para o lado. Teve dois lances em que ele recebeu perto da linha de fundo, rente à área, lado esquerdo do ataque. Eram lances para driblar e invadir a área. Ele, como um veterano cansado, recuou as bolas.

Ora, o Éverton se consagrou justamente por fazer esse enfrentamento com a marcação, passando a dribles. Ferreira se omitiu. No final do primeiro tempo ele arriscou o drible, mas perdeu a bola. Pelo menos tentou.

Então, chegamos ao topo com Éverton; caímos um pouco com Pepê e agora dependemos de Ferreira. Uma gradativa perda de qualidade, de criatividade e de ousadia.

O fato é que precisamos continuar apoiando essas duas promessas (JP e Ferreira), mas as perspectivas por enquanto não são das melhores.

Daqui a pouco saio da clausura, do isolamento, para saber como foi o Inter, que, conforme escrevi dias atrás não perde mais o campeonato, por mais que sequemos.

Há coisas contra as quais não adianta lutar.

Grêmio dá sinais de desmobilização na reta final do Brasileiro

O Grêmio ainda tem o que disputar no Brasileiro, mas a impressão que eu tenho é de final de festa. O técnico Renato, ao chamar pra briga os colorados da mídia após a derrota para o Flamengo, sinalizou que encheu o saco.

Ele parece ansioso para entregar as chaves. As malas já estão junto à porta. Não o condeno. Afinal, são mais de quatro anos de convívio nem sempre harmonioso com a imprensa e alguns setores da nação tricolor.

No Rio, já se comenta que Renato fica apenas até a CB. Eu também acho.

Renato vai cumprir seu contrato/acordo com o presidente Romildo Bolzan. Vai dar o melhor de si, mas eu no lugar dele estaria contando os dias para deixar pra trás os “perseguintes”, como dizia o técnico Ênio Andrade, com quem Renato trabalhou em seu começo ainda no Olímpico.

O ‘velho’`Ênio costumava dizer, brincando, que parte do seu salário nos clubes era para atender/aturar a imprensa. Em especial a gaúcha, onde a rivalidade Grenal transcende os limites do bom senso e da tolerância, do respeito ao próximo.

Renato ainda tem dois objetivos: conquistar uma vaga direta para a Libertadores e a Copa do Brasil, que dá ao campeão um prêmio milionário:

54 MILHÕES DE REAIS.

Se não me engano o dobro do que o clube ganhou com a venda de Luan para o Corinthians.

Mas antes da grande decisão, o Grêmio tem o Coritiba. E aí é que me preocupo. O clima de fim de festa pode atingir os jogadores, e, quem sabe, até o treinador.

O que realmente me preocupa é que o time vai jogar neste domingo, 16h, em Curitiba, com um time misto, por razões diversas.

Não jogam Kannemann, Geromel, Matheus Henrique e Diego Souza. Tudo indica que Pepê, que já sonha com bacalhau, também está fora.

Eu até não me preocuparia tanto se Ferreira estivesse dando a resposta que dele se espera. Vale o mesmo para Jean Pyerre. Imagino a disposição dele jogando no Couto Pereira, contra um candidato ao rebaixamento…

Mas há algo de positivo: Isaque pode ser o ‘9’, já que Churin é dúvida. Então, já chance de um ataque móvel, com muita movimentação na frente. Gosto disso.

No mais, estou preparado para uma tarde tensa neste domingo.

IMPRENSA

Se alguém pensa que Renato pegou pesado contra a imprensa gaúcha, é porque não viu, ou não lembra, do ataque de fúria do técnico Abel, em 2014.

Um trecho:

Abel Braga vociferou contra os críticos de seu trabalho no Internacional. Nesta sexta-feira, o treinador chamou um repórter de mentiroso e um comentarista de esclerosado. Exaltado ao falar do tema, o técnico ainda pediu que as fontes do jornalista fossem reveladas e afirmou que o trabalho dos profissionais viraram ataques pessoais a ele. A bronca de Abel foi com o comentarista Wianey Carlet, da rádio Gaúcha e colunista do jornal Zero Hora. E também com o repórter Leandro Behs, do mesmo diário. “De repente a função do D’Alessandro (suspenso) o Wianey pode fazer. Ele pode fazer, sabe de tudo. Ele só não sabe que a torcida me ama. E me ama por eu ser correto, honesto, homem. Isso aí… –

Veja mais em https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2014/08/29/abel-em-um-dia-de-furia-chama-reporter-de-mentiroso-e-ataca-comentarista.htm?cmpid=copiaecola

Superior, Flamengo vence a cresce na reta final do Brasileiro

Mais que torcedor, fui um espectador diante da TV. Desprezei o insosso empate – ruim para os dois -, e esperei pela vitória do Grêmio, mas ao mesmo tempo me incomodava vencer o Flamengo e beneficiar o Jabuti Vermelho (JV).

Deixei nas mãos de Deus. ‘Seja o que Deus quiser’, pensei. E não é que deu certo: racionalmente falando aconteceu o melhor resultado, a vitória do Flamengo, com um estonteante 4 a 2.

Se o Grêmio tivesse vencido, o JV aumentaria seu favoritismo atual ao título do Campeonato Brasileiro. Agora, a coisa complicou, principalmente se o Flamengo repetir a atuação do segundo tempo.

O primeiro tempo foi parelho. O Grêmio terminou com vantagem de 1 a 0, gol do highlander Diego Souza, que marcaria mais um para não ficar muito chato.

Entre os dois resultados, analisando friamente, o melhor foi mesmo a vitória do Flamengo, que cresce na reta final (espero que continue). Pra quem não lembra, apontei desde a primeira rodada o Flamengo como maior favorito ao título.

Vejam, se o Grêmio vencesse, praticamente alijaria o Flamengo. Ao mesmo tempo, com seu time absolutamente inconfiável, dificilmente teria condições de manter uma campanha padrão superior para disputar o título, até porque não foi abençoado pelo São Noveletto.

Escrevi no dia 19:

“… eu sei que o Grêmio não tem fôlego nem estofo para jogar em alto nível até o final. As atuações e resultados recentes mostram que o Grêmio tem time para, digamos, um ou dois enfrentamentos a cada três ou quatro jogos com qualidade suficiente para vencer, e não colocar mais uma empate na lista”.

Quer dizer, por mais que se esforçasse, o Grêmio é inferior ao Flamengo em individualidades. Aliás, o Flamengo tem o melhor grupo da competição. Mas isso não impede que o técnico Ceni coloque tudo a perder.

Por fim, o Grêmio tentou vencer, fez o que estava ao seu alcance. Foi digno, embora sempre vá aparecer alguém lançando suspeitas sem fundamento.

De minha parte, acabei ficando satisfeito. O Grêmio se mantém na disputa pelo G-4 e o Flamengo saiu de campo turbinado para cumprir a espinhosa missão de impedir o tetra colorado.

Essa seria, na verdade, uma missão para o Grêmio, que abusou de empatar e, principalmente, não teve a felicidade de ser bafejado pela sorte, diferente do seu rival.

Torcida gremista esquece as diferenças e se une em defesa do clube

“O mineiro só é solidário no câncer”, sentenciou o escritor Otto Lara Resende, já falecido. Transportando essa frase para o momento do Grêmio pós-Grenal eu diria que o gremista só é realmente solidário na dor. E mais o será se a dor tiver como base, como origem, erros de arbitragem, como os ocorridos domingo.

Doeu muito perder o clássico.

Aprendi há muito tempo que de tudo é possível extrair-se algo positivo. Um exemplo: a união gremista contra a desfaçatez do árbitro, da CBF, em especial dos srs Francisco Noveletto e Leonardo Gaciba.

Indignado, revoltado, puto da cara, o torcedor foi para as redes sociais escancarar sua raiva. De repente, aconteceu que gremistas que antes do jogo trocavam palavras ásperas e agressivas, além de ofensas mútuas, se encontraram na mesma trincheira.

Tudo por uma causa maior. O torcedor percebeu que ele precisa se fardar, porque o clube sozinho, sem uma ação ruidosa de sua torcida, nunca conseguirá ‘sensibilizar’ os srs que comandam o futebol neste país.

O Grêmio recentemente foi à CBF questionar a arbitragem de um jogo contra o São Paulo. Estaria sendo punido por isso.

O fato é que ficaram lado a lado os gremistas de diversas correntes, todos buscando defender o que verdadeiramente une o torcedor: o seu clube.

Diferenças como ser renatista ou antirenatista, chapa-branca ou urubulino, tudo passou a ser uma discussão sem sentido, algo insignificante – como deveria ser independente de resultados de campo.

Então, desde o final da tarde de domingo o que se viu foi uma torcida unida, manifestando sua revolta, sua dor e seu desprezo por certas figuras que habitam esse universo chamado futebol.

A torcida mostrou que o clube pode contar com ela sempre, em especial nos momentos mais difíceis e turbulentos.

Bem, acho que em breve voltaremos à nossa programação normal, com muitos debates, críticas e teses, como deve ser, de preferência mais moderação e respeito.

Afinal, cada um a seu jeito, SOMOS TODOS GREMISTAS.

OPORTUNISTAS

É o mínimo que se pode dizer desse pessoal que sempre que ocorre um caso de racismo envolvendo de alguma forma o Grêmio sai por aí cagando teses para punir o clube.

É claro que essa linha de raciocínio desses oportunistas não vale para o Inter. O que torna tudo muito nojento.

Frase do colorado Fabricio Nejar, que denunciou o jornalista e escritor Peninha por racismo no clássico:

“Se o clube não educa o seu torcedor, é somente penalizando o clube que o torcedor entenderá a gravidade da ofensa…. “

Deve estar doendo muito passar tanto tempo sem títulos e dois anos sem vitória em Grenal.

O ATAQUE

Estamos juntando documentos para levar ao Departamento de Repressão aos Crimes Informáticos. Já temos provas sobre a origem dos textos violentos contra mim. E temos até um suspeito. Mas há mais gente envolvida. O resto virá com a investigação oficial.

Do portal do paraíso ao fosso do inferno

Quando Jean Pyerre, aos 30 minutos do segundo tempo, fez o gol depois de uma jogada tramada, um gol que os narradores antigos diriam que era de emoldurar de tão bonito, pensei estar ingressando no paraíso.

Todos os resultados da rodada favoreciam o Grêmio, que poderia voltar a sonhar com o título do Campeonato Brasileiro se o Flamengo, por exemplo, continuasse perdendo, o que de fato aconteceu.

O problema é que o Grêmio não se ajudou, não conseguiu sustenta o placar de 1 a 0 por míseros 15 minutos. O treinador Renato errou ao substituir no atacado, quando o mais prudente seria fazer mudanças cirúrgicas.

Mas o que mais contribuiu para o péssimo resultado, derrota por 2 a 1, que mantém e consolida o Inter no topo – é só entregar as faixas -, foram duas decisões do juiz Luiz Flávio de Oliveira que beneficiaram o Inter.

Primeiro: Ferreirinha foi abalroado por trás pelo Nonato, quando subia para dominar a bola no peito. Dentro da área. Pênalti não marcado.

Segundo: não foi pênalti de Kannemann, que tentou recolher o braço, sendo que a bola bateu antes no peito do zagueiro. O ex-árbitro Sandro Meira Ricci, afirmou, diante das imagens esclarecedoras, que não marcaria infração.

Por que o VAR não chamou o juiz?

O presidente Romildo Bolzan revelou, após o jogo, que o Grêmio está pagando por ter protestado na CBF a respeito daquele SP x Grêmio, em que o tricolor foi prejudicado escandalosamente pela arbitragem.

Espero que o Grêmio, contra o Flamengo, entre com seu time transição. Se é pra apatifar com a competição que seja assim. Mais que isso não há o que fazer, além de formalizar outra denúncia para ser esquecida na gaveta do vice-presidente da entidade, Chico Noveletto, ou arquivada pelo gaúcho Leonardo Gaciba.

Sobre as individualidades: finalmente uma bela atuação do Diogo Barbosa, comprometido, focado e com uma cereja sobre o bolo ao iniciar a jogada que resultou no gol de Diego Souza. Aliás, sobre DS, destacar o passe final depois de receber de Diogo, deixando Jean Pyerre à vontade para marcar um golaço.

Depois disso, era vez de o GRêmio matar o jogo. Mas aconteceu a virada colorada, dentro do seu estilo bumba meu boi, ou vai ou racha.

Jean Pyerre: começou bem, mas caiu, sumiu até o intervalo. Voltou melhor no segundo. Seu grande momento foi mesmo o gol. Ele pode mais, ou não?

O time todo do Grêmio foi bem de um modo geral. Pelo menos ninguém destoou. Uma pena a lesão de Geromel. Mas Kanneman mais uma vez foi um leão na área. Jogou muito, e foi punido com um penaltizinho sem vergonha.

Agora, o foco deve ser a Copa do Brasil.

PS -Vou terminar por aqui por motivo de saúde, lamentando que a derrota tenha sido dessa maneira. Estava me sentindo com o pé no paraíso, acabei caindo no fosso do inferno.

Mas tudo bem, é só futebol. Embora alguns não entendam isso.

O Fator Jean Pierre

Já está complicado ao natural, com o time jogando um futebol instável, por vezes decepcionante. Só faltava uma treta extracampo envolvendo justamente o Jean Pierre, apontado craque por muitos – está diminuindo esse ‘muitos’.

O jovem meia foi flagrado, quinta-feira, numa festa tipo pagode, com churrasco, claro. A maioria dos presentes vestida de vermelho. JP parecia um Lord, muito à vontade, tão à vontade que não usava máscara.

É claro que o atleta tem direito de aproveitar suas horas de folga do jeito que quiser. Agora, não pode é negligenciar em termos de sua saúde, ameaçando seus companheiros e comprometendo todo um trabalho.

A torcida ficou indignada, manifestando sua revolta pelas redes sociais.

JP, que tem perdido prestígio junto aos gremistas, poderia considerar que estamos numa semana Grenal, um jogo importante para o Grêmio manter sua hegemonia no Estado e iniciar uma nova tentativa no Brasileirão.

Esse tipo de atitude de um profissional na terra do clássico com mais rivalidade no país não pega bem. JP dá a impressão de que não está comprometido, uma imagem que ele tem construído a cada jogo.

O torcedor cobra, e cobra forte, por vezes é cruel.

JP terá de jogar muita bola no clássico, principalmente no quesito garra, aplicação tática, movimentação intensa e combatividade.

Por outro lado, a direção e Renato devem cobrar mais atitude do jogador, mas sempre tratando de não desvalorizar seu patrimônio.

Nada pensar em deixar JP no banco ou fora do jogo, como cogitam alguns torcedores.

Aí seria punir o clube, até porque não tem ninguém para a função de JP.

AFASTAMENTO

Grato a todos que manifestaram preocupação com minha saúde. Estou melhor, mas debilitado.