O futuro melhor jogador do mundo veste azul, branco e preto

“Pela sexta vez, o mundo está aos pés de Lionel Messi. O craque do Barcelona superou Virgil van Dijk, do Liverpool, e Cristiano Ronaldo, da Juventus, e conquistou o prêmio “Fifa The Best” de melhor jogador do mundo da temporada 2018/19. O camisa 10 argentino agora é o maior vencedor da premiação no futebol masculino, com seis troféus, uma a mais que CR7”.

A notícia acima me levou a uma reflexão e uma projeção, uma previsão. Não existe hoje ninguém jogando na Europa (condição para a Fifa eleger seus melhores) que a gente possa apontar como favorito ao troféu em 2020.

Messi e Cristiano Ronaldo estarão fora. No máximo um segundo ou terceiro lugar. Neymar deixou passar o cavalo encilhado. Perdeu espaço e, principalmente, a Bruna Marquesine. Optou pelas festas, pelos ‘amigos’ que comem e bebem às suas custas, e perdeu o foco em sua atividade profissional. Talvez ainda se recupere, mas não a ponto de superar o jogador que será o número 1 no próximo ano.

Com a autoridade de quem, em 26 de abril do ano passado, escreveu sugerindo ao técnico Tite a convocação de Éverton para a Copa do Mundo, inclusive sendo alvo de ironias e chacotas dos mesmos que hoje se derramam em elogios ao Cebolinha, sinto-me autorizado a vaticinar, e com pequena margem de erro:

Éverton será eleito o melhor do mundo em 2020, SE estiver jogando num clube de ponta da Europa.

Além de ser o primeiro a perceber o enorme potencial de Éverton, que ainda não chegou ao seu limite, fazendo gols de tudo que é tipo, além de dribles desconcertantes, fui pioneiro a apontar que Ronaldinho, então estourando no Grêmio, em pouco tempo seria o número 1 do mundo, desde, claro, que fosse exibir sua arte nos gramados europeus. Éverton tem um repertório aparentemente inesgotável.

O destino de Cebolinha é o topo do mundo. Como dizem nas redes sociais: podem favoritar.

COLUNA DE 26/04/2018:

PRÊMIO PRESS

Pessoal, o consagrado Prêmio Press, do inquieto e genial Júlio Ribeiro, colorado sofredor mas sempre de bom humor (até rimou), está em andamento. Como sempre,o blog está em campanha para eleger nosso amigo Ricardo Wortmann como Jornalista de Web do Ano.

Para votar é muito simples e rápido: acesse www.revistapress.com.br/premiopress.

Grêmio vira máquina de fazer gol sem André e avança no Brasileiro

O Grêmio não sentiu os desfalques de Geromel e Jean Pyerre e não se intimidou com a invencibilidade de mais de um ano do Santos em seu reduto, a Vila Belmiro, local de muitas frustrações do futebol gaúcho.

Afinal, tem dois reservas de muita qualidade para as duas funções, Brás e Luan, que seriam titulares na maioria dos times do Brasileirão.

Acima de tudo, o Grêmio tinha um reforço de peso: a ausência de André.

Nos últimos três jogos pelo Brasileirão, o time marcou 10 gols e sofreu apenas um, somando nove pontos.

Tudo isso sem o camisa 9 preferido do técnico Renato, que, imagino e espero, tenha descartado de vez esse jogador pelo que deixa de fazer em campo e faz fora de campo.

Sobre o jogo contra o Santos, não cheguei a ficar preocupado justamente porque o time mais uma vez teria 11 em campo desde o início. E também porque confio muito em David Brás e Luan.

Agora, com a bola rolando, o primeiro tempo do Grêmio chegou a assustar. Paulo Victor fez duas grandes defesas, provando que é um grande goleiro.

É claro que para os ‘especialistas’ nesta posição, ele continua sendo insuficiente. Mas o que se há de fazer contra a genialidade desses sabidinhos, além de debochar e ironizar?

Pois Paulo Victor garantiu lá atrás e, no segundo tempo, o Grêmio desabou como uma avalanche sobre o Santos do festejado Jorge Sampaoli, que correu mais que seu time gritando à beira do gramado. Nervosinho e agitado.

Renato adiantou a marcação, pressionou na saída de bola do adversário, que abusou de jogar com o seu goleiro, algumas vezes perigosamente. Está aí um goleiro que não me serve.

A dupla Michel e Matheus Henrique dominou o meio de campo, pegando a maioria das bolas rifadas, contando sempre com o apoio efetivo dos atacantes, que, no segundo tempo, recuperavam a bola e arrancavam puxando contra-ataques perturbadores.

A goleada começou com Luan, aos 9 minutos, pegando bola desviada na barreira após cobrança de falta por Galhardo, que está melhorando (apesar de uma varzeana errada em bola dentro da área tricolor).

Os outros gols foram de Pepê, numa arrancada que começou na grande área e teve passe primoroso de MH. Por fim, Éverton marcou com a perícia de um cirurgião manuseando um bisturí.

No final, 3 a 0 saiu barato para o Santos, que começa a cair na tabela.

Para concluir, frase do melhor técnico em atividade no país:

Eu não menosprezo ninguém. O Santos joga bem, o Flamengo, o Athletico. Só que o Grêmio faz esse futebol há três anos. E com conquistas. Estou temeroso com o futebol brasileiro. Hoje, a maioria das equipes joga por uma bola, para não tomar gol, por uma bola parada. Por isso destaco quem busca as vitórias – destacou Renato.

E há quem discorde da maneira de jogar do Grêmio, mas isso só aqui na aldeia.

Athleticanaço cala a torcida colorada no Beira-Rio

Chopp aguado e morno nesta noite no Beira-Rio. O Athlético PR entrou de furão na festa colorada, venceu por 2 a 1, conquistou seu primeiro título de Copa do Brasil e, de quebra, mandou o Inter de volta para a fila de 27 anos sem uma conquista nacional.

Depois do Mazembaço, o Athleticanaço. Com todo o respeito ao time paranaense, compenetrado e competente, mas um clube cantado e prosa e verso como imbatível em seu estádio não pode deixar escapar um título dessa dimensão perante quase 50 mil torcedores.

De quebra, o Inter deixa de ganhar 52 milhões de reais, dinheiro que fará falta para fechar as contas do ano.

Agora, foi muito justo o resultado. No primeiro tempo, amplo domínio colorado, com o Atlético acuado demais, acadelado, talvez assustado com o ambiente e a disposição colorada para marcar seu gol. Muita pressão, mas pouca organização e falta de qualidade nos acabamentos. Esse Patrick, que saiu no intervalo, errou meia dúzia de passes, e teve que o elogiou.

No segundo tempo, o Atlético mostrou sua verdadeira cara. Avançou sua marcação, passou a tocar a bola e praticamente dominou o meio de campo.

Foi aí que ficou visível a mão do treinador. Tiago Nunes faz um trabalho excepcional. Mesmo que perdesse o título, o que era mais provável, quase certo na verdade, Tiago ascenderia alguns degraus, credenciando-se a novos voos, novos desafios.

Sem dúvida, Tiago é candidato a treinar o Grêmio caso Renato decida ir embora no final do ano. Ele armou um time competitivo com jogadores que foram catados aqui e ali, alguns desprezados por outros clubes, e alguns jovens promissores.

Destaque para o gol de Cittadini no primeiro tempo em meio à pressão vermelha e numa rara escapada. Destaque maior ainda para Marcelo Cirino, que fez a jogada mais bonita e surpreendente do jogo, ao livrar-se de Edenilson e Sobis (os dois ficaram parados olhando o acabamento da jogada). A bola caiu nos pés de Rony, que antes havia perdido grande chance para matar a partida. Dessa vez, ele não perdoou.

Parabéns ao Atlético pela bela campanha. Seu técnico e seus jogadores saem muito valorizados da competição.

Parabéns também o árbitro Wilton Sampaio. Não sei se a pressão das redes sociais ajudou, mas a atuação dele foi impecável.

Atlético sem chance de aguar chopp colorado

Depois de anunciar que o Inter já havia comprado o chopp pra festa do título, declaração que irritou Lindoso, que parece ter virado porta-voz colorado, o técnico Tiago Nunes quer agora jogar água na bebida.

É só pretensão, porque o Atlético não tem chance alguma de aguar o chopp colorado. Nenhuma.

Até aquele ditado de que a esperança nunca morre caducou tamanha a superioridade do Inter sobre o mediano time paranaense.

Ora, um time que faz campanha de rebaixamento em jogos fora do seu covil de piso sintético não tem condições de vencer (ou mesmo empatar) um time que em seus domínios é quase imbatível, e que quando está na iminência de sofrer um revés é salvo por algum erro humano de arbitragem.

Resumindo, um time que é um gatinho fora de casa tem chance de enfrentar um leão, que é o Inter no Beira-Rio?

Teoricamente tem, porque tudo é possível no futebol. Até mesmo ser eliminado por um Mazembe da disputa de um Mundial de clubes. Acontece de tudo, e mais um pouco.

Ainda contra a pretensão do Atlético, que na realidade joga pelo empate, tem a infeliz declaração de seu treinador, que, aliás, anda falando demais (coisa de noviço em grande decisões). Tiago, normalmente ponderado e equilibrado, disse domingo que talvez pegasse o boné após o jogo desta noite, com qualquer resultado.

Lamentável. Ele tentou amenizar sua fala absolutamente inoportuna numa semana em que todos devem estar mobilizados e focados na grande final da CB 2019.

Do outro lado, também um técnico noviço, mas, diferente do rival, se mantém discreto, pelo menos por enquanto.

Odair se limita a sugerir que D’Alessandro talvez não jogue, está em tratamento, blá-blá-blá. Conversinha antiga e superada, mas que volta e meia ressurge. Claro que o argentino vai jogar.

Outro trunfo colorado: o centroavante Guerrero dificilmente deixa de marcar no BRio. Noventa por cento de seus gols foram em casa. É outro ‘craque’ caseiro do colorado, um time essencialmente caseiro.

Do outro lado, temos o Atlético com um time modesto, com vários jogadores sem maior experiência em jogos como o desta noite, com um estádio lotado, cerca de 50 mil colorados urrando por um título nacional depois de 27 loooongos anos.

Sugestão de um secador curtido: saia da frente da TV e desligue o rádio e a internet. Recolha-se num quatro à prova de som e coloque pra tocar sertanejos de sofrência. É ruim? É, mas pior é secar o adversário sem ter chance alguma de sucesso.

Wilton, o juiz dos três pênaltis apita o jogo do Inter

O nome do árbitro da decisão de quarta-feira já circulava na quinta-feira nas redes sociais. Foi confirmado hoje: Wilton Pereira Sampaio apita Inter x Atlético PR. Estranho isso, mas nada fora do roteiro.

Quando surgiu essa informação fui atrás, esse árbitro entrou para a história dos grenais ao sonegar três pênaltis a favor do Grêmio no clássico de de 12 de maio do ano passado. Quase pediu música no Fantástico.

O Gre-Nal terminou em 0 a 0, apesar da imensa superioridade do Grêmio. O presidente declarou o seguinte ao UOL:

“A arbitragem foi um escândalo. Se a arbitragem que o Brasil vai oferecer na Copa do Mundo é essa, tudo está em risco. Três pênaltis e uma condução desastrosa, leviana. Não é a primeira vez que esse árbitro age assim. Lamento e temo que a arbitragem brasileira fique comprometida na Copa com esse nível de indicações. Se é essa a arbitragem que temos a indicar, vamos começar a rezar”.

Pois é grande a preocupação da torcida gremista, concentrada para secar o velho rival.

Diante da especulação de quinta-feira, fui atrás para ver se estava mesmo confirmada a indicação desse juiz que tem no currículo esse favorecimento escandaloso a um dos finalistas da Copa do Brasil. “Não pode ser”, pensei.

Entrei no site da CBF. Nada. Pensei então que se tratava de uma mobilização de gremistas para ‘queimar’ o nome de Wilson para que ele não fosse indicado para o jogo. Se foi isso, não adiantou.

A notícia de hoje confirma, então, que alguém sabia antes da indicação do goiano. Alguém muito bem informado. Alguém de dentro da CBF. Pensaram no mesmo nome?

Bem, resta torcer para que Wilton tenha uma atuação discreta, não beneficiando nenhum dos times, como deveria ser sempre, com ou sem VAR.

De minha parte, já decidi que vou ao cinema na quarta-feira. Ou, pensando bem, recolher-me a um mosteiro para ficar algumas horas distante da realidade do nosso futebol, que insiste em não me surpreender.

TREINADOR

Preocupante a declaração do técnico Tiago Nunes após o jogo contra o Avaí, domingo. Ele chegou a ponto de dizer que não sabe se fica ou se pega o boné depois da decisão de quarta para “descansar’.

E eu que já cogitava desse nome para dirigir o Grêmio algum dia.

Para concluir, hoje ele gravou um vídeo para esclarecer sua inoportuna declaração.

Confira: https://www.tribunapr.com.br/esportes/athletico/tiago-nunes-declaracoes-polemicas-torcedores-athletico-preocupados/#cxrecs_s

Show e ‘aula de futebol’ no 116º aniversário tricolor

Goleada, show de bola e belo gols marcaram o 116º aniversário do Grêmio, que ainda foi agraciado com um jogo no horário nobre do futebol. Foi o primeiro jogo do Grêmio num domingo, 16h.

Emoldurando esse quadro, um dia luminoso de sol radiante.

A festa só não foi 100% porque o time rival, com reservas, conseguiu uma surpreendente vitória sobre o Atlético no Torto, por 3 a 1, e ingressou no G-4.

Os mais de 42 mil gremistas que estiveram na Arena assistiram a uma ‘aula de futebol’, expressão usada pelo técnico Renato Portaluppi. Com aula ou sem aula, o importante é somar pontos e recuperar o tempo perdido.

O clube tem um turno inteiro para subir na tabela e chegar na zona de conforto. Não é fácil, mas também não é nenhum absurdo. Time para isso o Grêmio tem, como foi confirmado neste domingo.

Gostei da dupla área e até do lateral Galhardo. Se ele seguir numa crescente poderá ser escalado sem sobressalto, afastando essa ideia maluca de colocar um zagueiro de lateral. Torço, portanto, para que Galhardo ganhe mais moral e confiança.

No meio de campo, saúdo a volta de Michel, e torço para que não se lesione pelo menos até que se defina o título da Libertadores.

Sempre lembrando que faltam apenas três jogos para o tetra. Tem muito clube aqui nas imediações que gostaria de viver este momento. Então, foco total nos dois jogos contra o festejado Flamengo (gosto desse clima de já ganhou que envolve o clube carioca).

Na frente, fiquei decepcionado com Luan, que entrou e repetiu o futebol morno de atuações anteriores, mesmo descontando que não teve muito tempo.

Já o Tardelli ainda não me convenceu, mas é a melhor alternativa de Renato no momento. Neste jogo contra o Goiás, Tardelli fez algumas boas jogadas e participou do segundo gol.

Espero que Renato ouça a voz do bom senso e descarte André, ainda mais depois dessa história de que costuma fazer festas madrugada a dentro em seu edifício (de luxo, junto ao Iguatemi). Isso ajuda a explicar essa fase melancólica do centroavante.

Por fim, grandes atuações de Jean Pyerre, autor de um gol antológico, Éverton e Alisson. Os três marcaram os gols da convincente vitória sobre os goianos, que escaparam de uma goleada maior.

DECISÃO

Como se sabe, empresas de apostas investem forte no Brasileirão. Se eu fosse apostar, não apostaria um centavo no Atlético PR.

O Inter é o grande favorito pelas razões já sobejamente conhecidas.

Quarta-feira, acho que vitória colorada vai pagar muito pouco, talvez 1 por 1. Já uma vitória do time do técnico Tiago vai pagar muito.

Hum, pensando bem quem sabe não faço uma fezinha…

Atlético deixa de matar a disputa em sua casa

O Atlético foi muito melhor que o Inter, que jogou apenas para não levar gol. O técnico Odair colocou o regulamento debaixo do braço e até deve ter dormido com ele.

Tivesse um pouco mais de qualidade e ambição, o Atlético PR poderia ter encaminhado melhor sua situação para o jogo final, lá onde o Inter canta de galo e ainda tem a ajuda do VAR quando a coisa complica.

A vitória por 1 a 0 é magra, mas pode ser decisiva se o técnico Tiago Nunes não se intimidar e conseguir armar seu time forte na marcação e rápido no ataque.

Empurrado pela torcida, o Inter não será o time acadelado que se viu na Arena de Curitiba. Terá de atacar com mais insistência, e aí pode sofrer contra golpes, desde que o time paranaense não se assuste com o clima adverso.

Para isso, é fundamental que o técnico Tiago, que está mostrando ser um profissional muito competente e com ideias arejadas, apesar da insistência com esse peso morto no meio do ataque, o Marco Ruben. Cada um tem o André que merece.

Aliás, não entendi por que ele sacou o melhor atacante do time, o Rony, na reta final do jogo. É mais ou menos como o Renato tirar o Éverton sabendo que em um lance pode sair o segundo gol, que daria ampla vantagem no jogo da volta.

Rony infernizou a zaga gremista. Contra o Inter, ele não teve tanto espaço, até porque o Inter jogou todo em seu campo. Foram mais de 70% de posse de bola do Atlético. Mesmo assim, a bola do jogo foi dele, que invadiu a área a dribles, ao estilo de Éverton, e o gol só não saiu porque Lomba fez uma defesa sensacional.

Sobre a arbitragem, excelente. Um juiz sério e firme nas decisões. No jogo da volta, prevejo um juiz com perfil bem diferente, se é que me entendem. Se for o tal de Vágner…

Grêmio goleia e direção vai questionar CBF sobre arbitragens

Confesso que fiquei triste por alguns momentos depois de festejar a goleada de 4 a 1 sobre o Cruzeiro. Foi quando olhei a pontuação do Grêmio e a diferença para o líder e o grupo que luta por vaga na Libertadores de 2020.

O líder Flamengo tem 39 pontos, contra constrangedores 25 do tricolor. São 14 pontos de diferença, um abismo, um oceano. Números que não expressam a qualidade do futebol e seu verdadeiro potencial.

Sou defensor, sem qualquer dúvida, de priorizar Copa do Brasil e Libertadores. Se existem atalhos ao Olimpo, por que não usá-los?

Máfia

Mas o time não poderia estar com uma pontuação tão baixa, com todo respeito. Claro, não fomos bafejados pela ‘sorte’ de ter um VAR ao nosso favor, enquanto outros times jogo sim, jogo não, são contemplados com decisões que nos levam a imaginar que existe de novo uma ‘máfia do apito’ atuando, como ocorreu em 2005 e revelado pela revista Veja.

Não, não espere nada de qualquer um desses órgãos de fiscalização da lisura de procedimentos. Ou a imprensa, ou nada.

Mas este é um outro assunto, muito nojento, coisa das ratazanas que abundam no submundo. Estou com sentimento muito parecido com o expressado pelo colega Léo Gerchmann em seu twitter, também desolado e revoltado desde a semifinal contra o River, ano passado.

A direção gremista anunciou que irá questionar a CBF e sua comissão de arbitragem. No jogo deste domingo foram dois pênaltis sonegados ao Grêmio, enquanto um foi ofertado ao Cruzeiro.

O jogo

O Grêmio tornou o jogo fácil. O Cruzeiro está em crise, mas ainda tem um bom elenco e vinha motivado com o novo treinador.

Então, méritos do time armado por Renato Portaluppi, um time capaz de galgar posições se for mantido. Enquanto não chega a decisão contra o Flamengo, pela Libertadores, o negócio é focar firme no Brasileiro, que é uma competição chata e pervertida – clubes vendem mandos de campo, vejam só.

Neste aspecto, o mais beneficiado tem sido o Flamengo, como aconteceu nesta rodada. Isso causa desequilíbrio na competição, mas alguém pensa que a CBF está preocupada com essas coisas?

Diego Tardelli abriu o caminho para a vitória, com um belo gol após cruzamento milimétrico do Galhardo, de boa atuação em geral.

Novamente destaque do time, Alisson marcou seu gol, mostrando cada vez mais personalidade para assumir responsabilidades maiores nos jogos.

Fred, cada vez mais ex-jogador, marcou de pênalti, uma decisão controvertida, polêmica, mas eu acho que Michel fez mesmo a falta aos 36 do primeiro tempo.

Cheguei a imaginar um jogo mais complicado no segundo tempo. Mas o Grêmio voltou ainda melhor, aproveitando o nervosismo do adversário.

Aos 18 minutos, David Braz (substituiu Geromel, lesionado), uma grata surpresa pra mim, puxou contra-ataque e lançou Éverton, numa bela virada de jogo. Cebolinha invadiu a área e chutou no ângulo, golaço.

Aos 32, Jean Pyerre deu uma metida que deixou Éverton em condições de driblar o marcador e chutar na saída de Fábio.

Importante frisar que o Cruzeiro teve duas ou três boas chances de marcar, mas o gol foi evitado por Paulo Victor com defesas magistrais. O Grêmio poderia ter feito mais, mas falhou no acabamento.

Destaques

Os principais nomes do jogo: Éverton, Jean Pyerre (fez o vai e vem de área a área, desarmando e puxando ataques) e Alisson.

Por fim, Renato que parece de insistir com André. Tardelli mostrou que pode exercer muito bem a função de camisa 9.

Reportagem de jornal inglês sobre o Grêmio é como um troféu

Existem outros ‘troféus’ no futebol além daqueles que, depois de erguidos pelo capitão do time e demais atletas, são expostos nos museus dos clubes. O Grêmio dos últimos anos tem sido vitorioso dentro de campo e vem de algumas conquistas de lavar a alma, conquistas que entram para a história e que serão contadas de pai para filho, avô para neto, entre uma lágrima fugidia e outra escorrendo pelo rosto.

Mas há outras conquistas que acabam se diluindo com o tempo, e que muitas vezes não recebem a devida atenção do torcedor, a quem interessa mesmo é faixa no peito e taça no armário.

Os troféus a que me refiro não são palpáveis, concretos, são por vezes muito subjetivos. São abstratos, como os elogios rasgados da mídia do centro do país ao Grêmio, seu treinador, seu presidente, seus jogadores.

Há quem não ligue muito pra isso, como parte da mídia gaudéria quando se trata de homenagens ao Grêmio, mas eu me importo.

Cada um vê esses ‘trunfos’ com o olhar de sua história de torcedor. Para alguns são enormes, para outros nem tanto.

Faço essa reflexão no momento em que o Grêmio é contemplado com uma reportagem daquelas de fermentar ainda mais o orgulho de ser gremista. O jornal inglês The Guardian, um dos maiores do planeta, eleva o nome do clube ao destacar o trabalho feito nas categorias de base, revelando jogadores talentosos para o mundo.

A publicação cita alguns nomes, a começar por Éverton, e recua até Ronaldinho e Douglas Costa.

É um fato que merece ser saudado como uma conquista física mesmo. Não sei por vocês, mas eu vou emoldurar a reportagem original. Vou colocar na parede e olhar para ele como se fosse um título mundial.

Uma reportagem como essa não acontece a toda hora. É raríssima, talvez até inédita. O fato é que ela chegou num momento difícil. Está me ajudando a suportar melhor a dor da eliminação da Copa do Brasil, além de me deixar muito exibido.

Confiram em https://www.theguardian.com ou no site clicrbs.

CRUZEIRO

Grêmio e Cruzeiro vão para o jogo deste domingo, 11h, com alguns reservas, por um motivo ou outro.

Tudo indica que Renato vai começar com André. Já começa mal, parece que não aprende. Tudo que é treinador faz esse tipo de coisa, mais cedo ou mais tarde. Parece que querem provar alguma coisa. Cansei de entender. Nem Freud explica.

Prevejo muita dificuldade.

Eliminação da Copa do Brasil fica na conta de Renato

Entre um jogador que preocupa a defesa adversária e um que se preocupa com ela, o técnico Renato Portaluppi, optou pelo segundo. Insistiu com André, um centroavante que é mais zagueiro, tendo como opções jogadores talentosos como Luan e Diego Tardelli.

Deu certo outras vezes, mas é sempre um risco jogar com dez contra onze. Foi o que fez Renato, começou com um jogador que tem sido, a rigor, uma nulidade, um jogador a menos.

Não interessa se ele ajuda a compor, marca o volante ou o zagueiro, mas não é exatamente isso que se exige de um atacante. O que se quer é um atacante que preocupa a marcação, não um que essencialmente apenas preocupa com a marcação.

Luan ou Tardelli dariam ao time a qualidade que faltou na articulação e na zona ofensiva. Mas Renato preferiu o esforçado ao talentoso.

E mais, Renato jogou com o regulamento debaixo do braço desde o começo e perdeu sua naturalidade, sua essência.

O que vimos ser batido nesta noite em Curitiba foi um time que não soube enfrentar um adversário desesperado, que havia perdido o primeiro jogo por 2 a 0 e tinha que dar uma resposta ao seu torcedor.

O Grêmio acabou perdendo por 2 a 0, resultado que manteve heroicamente sem Kannemann, expulso em razão de uma absurda entrada violenta e desnecessária no adversário.

Felizmente, Renato teve o bom senso de sacar André. Fosse outro a sair, significaria que o time terminaria o jogo com nove jogadores, e não levaria o jogo para os pênaltis, objetivo de Renato depois da expulsão. Ele poderia escalar Tardelli ou Luan, mas optou por Thaciano, um jogador de mais marcação para garantir a decisão nos pênaltis.

Nas penalidades, outro erro: quando vi Pepê diante da bola levei um susto. A última bola deveria ser para alguém mais experiente, não para um guri assustado com o peso da responsabilidade.

Enfim, Renato, o técnico de tantos acertos, teve sua noite ‘não’. Com isso, o Grêmio está fora da decisão da Copa do Brasil.

É o preço da teimosia. E da soberba. Nem a Imortalidade resiste a isso.