Grêmio eliminado no sub-20

Pelo singelo motivo de que ontem era dia do aniversário de minha mãe, só consegui ver algumas partes do jogo Grêmio x Atlético Mineiro, pelo torneio sub-20.

A impressão que tive, depois de ter visto também parte do jogo contra o Atlético-PR, ficou reforçada:

Os jogadores atuam como se nunca tivessem jogado juntos. É um time sem conjunto, sem entrosamento, sem jogadas ensaiadas.

Lembra aqueles times de pelada em que o pessoal se junta na hora e se farda.

Importante registrar que os demais times do sub-20 não são diferentes.

Recorro ao testemunho de dois botequeiros: Francisco Coelho, veterano, e o Gabriel Lopes, da categoria júnior. Os dois enviaram seus comentários.

Primeiro, o Chico Coelho, patrono do boteco, que viu apenas o segundo tempo:

“Como já havia constatado, ao enfrentar uma equipe bem postada e treinada, nosso Grêmio sofre na criatividade e não consegue criar espaços para jogadas e arremates. Temos bons jogadores, mas insistem em demasia na mesma jogada, sem respaldo (apoio ou aproximação de companheiro) e em quase a totalidade dos ataques, a bola é recuperada pelo adversário.

Nitidamente, o Atlético, avançou a marcação, estando à frente no marcador compactando a defesa, impediu a individualidade gremista, onde o coletivo falhava nos passes.

Tilica é um velocista leve, assim como Ty, e no confronto com defensores fortes, necessitam de espaço para superá-los. Tirando o espaço pouco rendem. Batista ficou preso na defesa atleticana e na única oportunidade real, chutou muito mal, fruto de afobação e cansaço.

A única finalização perigosa foi do Érick.

Tontini não conseguiu criar, sem espaço, e o mesmo com Nicolas, que normalmente são às válvulas de escape para a criação e finalização do Batista. Marcando a criação, o Grêmio do Bugre ficou afobado e raros passes aproveitados. Passes de média e longa distância, com força, não foram dominados, aonde ao matar a bola sem conseguir absorver à velocidade, ela fugia do controle, permitindo ao adversário à recuperação.

No meu entender, o Diogo Schüler Giacomini, treinador do Atlético, aparenta ter lido bem o Grêmio e colocou o Capixaba (João Victor da Vitória Fernandes) que é um jogador arisco, de grande capacidade, na condução da bola e drible que infernizou a defesa gremista.

Thalis Henrique Cantanhede, da intermediária num bom chute pegou o goleiro gremista adiantado e marcou um belo gol.

Gostei do Arthur e do Kaio, pelo empenho que tiveram e muito trabalho. Nas laterais Wesley e Iago, não conseguiam fazer bons cruzamentos nem arremates. A zaga, não esteve bem, como todo o conjunto gremista, insistindo em tocar a bola lateralmente e errando passes. Ficou a nítida impressão de um time não acostumado a jogar quando apertado pelo adversário, tal qual, o time principal.

As substituições não fizeram efeito e faltou a criação, aonde o meio campo deveria ser o condutor das jogadas e não as pontas, como o proposto, sem bons cruzamento e área congestionada. Não sei, mas a entrada dos meias Nikolas e do Machado, seriam as mais indicadas”.

Agora, a análise do Gabriel:

“Por que os jovens insistem em imitar os mais velhos???

O jogo iniciou com a equipe gremista mais à frente, explorando as laterais do campo e especulando as bolas paradas. Essa foi a síntese do primeiro tempo : bolas alçadas e a defesa atleticana falhando. Os mineiros atrás, talvez pelo desfalque do meia Felipinho, com a famosa estratégia de jogar por uma bola, (parece que já vi um treinador ser vice brasileiro assim, melhor não provocar hehehe) apostando no futebol do bom meia Thales e do arisco Capixaba.

Quando parecia que o gol era questão de tempo o meia Tales do time mineiro arriscou um chute da intermediária e o nosso goleiro, Vitor, errou o tempo de bola e falhou decretando o gol que mais tarde selaria a vitória do galo.

Veio o intervalo e no segundo tempo o contexto permaneceu: o Atlético marcando e o Grêmio abusando dos Chuveirinhos para área. Para piorar a situação, o nervosismo gaúcho. Os mineiros voltaram com uma cobertura mais eficiente, cometendo menos faltas bobas nas proximidades da sua área e mais perigosos nos contra ataques.

Em uma das poucas jogadas bem trabalhadas pelos gremistas o centroavante Batista, após desvio do zagueiro, perdeu a chance do jogo, de frente com o goleiro, chutando longe do gol. Na sequência, num rápido contra ataque foi a vez do Tales perder, só que para o Atlético . Após os 40 minutos o Grêmio partiu para o “abafo” sem sucesso.

O resultado foi justo, pois dentro de sua estratégia, o Atlético MG conseguiu controlar o ímpeto dos meninos gremistas que brigaram muito em jogo que mais parecia uma partida do Charmosão dada ‘ pegada ‘ de ambas equipes.

Sobre o árbitro, o Vuaden foi bem, num campo pesado, mas com condições da bola rolar, não teve influência no resultado final. A expulsão do zagueiro Denílson, que puxou pelo pé um jogador atleticano que fazia cera para fora de campo, nos acréscimos, foi justa, mesmo com a encenação…

Destaques para o volante Artur, que está pronto para ser o substituto do Maicon, a luta do Tilica pelo lado, Marcão e Denilson formam forte dupla de zaga e o LATERAL esquerdo Iago se lapidado pode dar retorno.

Por fim, ficou um gosto amargo, pois a exemplo dos profissionais, as equipes que vão disputar o título não apresentaram um futebol superior, tampouco talentos melhores que os nossos. Então, o que acontece com a instituição Grêmio que diante da possibilidade de vencer um título relevante sucumbe???”.

A gurizada sub-20 e o celular do Noveletto

Tecnicamente, potreiro é um negociante de cavalos (potros) e também um lugar de pastagem, mas na linguagem do futebol, ao menos aqui no RS, é um campo muito ruim.

Exemplo de campo muito ruim: o piso do estádio Passo d’Areia. A prática do futebol ali deveria ser proibida, mas a ‘obra’ é coisa do presidente da FGF, o sr Francisco Noveletto.

Tenho para mim que jogar no potreiro sintético do simpático Zequinha (quero informar que muito desfilei minha arte futebolística no campo original do estádio) é um castigo.

Pois o time sub-20 do Grêmio foi punido. O jogo contra o Atlético Paranaense (também penalizado) seria no gramado da PUC, um tapete de grama de verdade, daquela que os animais podem pastar sem medo.

Curioso é que a transferência se deu após o Inter ser eliminado do torneio sub-20, que junta muito mais empresários que torcedores. O próprio sr Francisco reconheceu isso numa entrevista.

O mesmo sr. Francisco admitiu que recebeu dezenas de mensagens em seu celular de colorados indignados porque a eliminação do time teria ocorrido por culpa da arbitragem do Jean Pierre (aquele do lance com Damião em Santa Cruz do Sul).

Quer dizer, colorados com linha direta com o presidente ‘isento’ da FGF. Depois, quando os gremistas questionam a isenção da FGF tem gente que fica furiosa, indignada.

Leiam mais sobre isso:  http://www.blogdodemian.com.br/2015/12/ligacoes-perigosas.html

O JOGO

Em função de compromisso anteriormente assumido não pude assistir ao jogo no sintético. Vi apenas uns 20 minutos. Foi só eu sair da poltrona que os gols começaram a surgir. O Grêmio venceu por 2 a 1, de virada, e está na semifinal.

O péssimo piso prejudicou os dois times, prejudicou o futebol. 

Mesmo assim, alguns jogadores apareceram bem.

Vi Batista perder um gol. Mas mostrou virtudes no lance, como arranque para aproveitar a bola metida e deixar o zagueiro pra trás, e força para resistir aos puxões. Enfim, na cara do goleiro, colocou no canto direito. A bola bateu na trave.

O gol foi perdido, mas se viu que ali está um atacante de grande potencial. Aliás, um goleador mesmo.

No mais, nesses 20 minutos, gostei do Tontini, do Kaio, do Careca, do Iago. De um modo geral é um time de boa qualidade.

É possível que dois ou três saiam dali em condições de disputar posição no time principal.

Pretendo assistir ao vivo ao próximo jogo, que, também deverá ser no sintético.

Se isso ocorrer mesmo, será caso de um levante tricolor liderado pelo general Romildo Bolzan.

A começar por mensagens para o celular do sr. Francisco.

Eu tenho o número…

 

De olho na base e à espera de Zelarayán

O técnico Roger Machado dá exemplo de profissionalismo. E não é de agora.

Ele tem comparecido aos jogos do Grêmio no torneio, de olho na gurizada.

Roger sabe que o dinheiro para contratações é escasso – e não é só o Grêmio, a penúria é geral. 

Sabe, também, que vira e mexe poderá depender de jovens da base.

Por exemplo, se o Grêmio contratar Zelarayan, quem garante que ele dará certo? A lista de argentinos jovens e promissores que não dão certo é interminável.

Ninguém sabe valorizar tanto seus jogadores como os argentinos. Basta aparecer um canhotinho habilidoso para ser comparado a um futuro Maradona. 

Tenho opinião firmada a respeito desses ‘craques’ portenhos: os bons de verdade vão pra Europa, ou agora China, novo eldorado para os jogadores de futebol, e técnicos, claro.

Então, se me convidassem a participar de um grupo de investimento para contratar esse argentino eu cairia fora.

Até porque só vi o DVD. A informação é de que ele foi observado em alguns jogos por gente do Grêmio. Isso não garante absolutamente nada. Depende muito de quem foi olhar e deu parecer.

Agora, o Grêmio teria um investidor, que aplicaria o seu (dele, não do clube) dinheiro. Bem, aí é problema do investidor. Se der certo, ele forra o poncho. Caso contrário sempre se pode fazer outro DVD pelo menos para recuperar o dinheiro investido.

Mas, voltando aos jovens da base gremista. Se um Zelarayan da vida não der tão certo quanto se acredita, caberá a Roger apostar num guri da base.

Por isso, Roger Machado está atento a esses jogos. A base do Grêmio é a base do futuro, a base das grandes conquistas.

Sendo assim, Tontini é um guri que surge como grande esperança de qualidade para o time titular. Assim, ele pode ser uma carta na manga. Outro jogador do meio que está aparecendo muito bem é Machado.

Para o ataque, a bola da vez é Batista. O guri não para de fazer gol.

O bom é que Roger está vendo tudo isso, assim como acompanha, preocupado, a dificuldade da direção em reforçar o time e manter titulares como Maicon e Geromel.

Roger está consciente que seu trabalho em 2016 passa pela gurizada.

MAZEMBE DAY

Só para não deixar passar em branco: 14 de dezembro, dia consagrado ao histórico vexame colorado diante do Todo Poderoso Mazembe. 

Cinco anos depois, o Inter viu como se detona um adversário modesto. Com respeito e sem soberba.

O Mazembe levou 3 a 0 do Sanfrecce Hiroshima, do Japão.

Bem, a data está consagrada. Vamos trabalhar agora para torná-la feriado estadual. Nem tanto, nem tanto.

De minha parte, vou degustar nesta noite uma Mazembier, seguida de uma Kidiaba. 

E viva o Mazembe!!!

 

 

O outro lado do bar vermelho

A fada madrinha da Andrade Gutierrez

Anderson Dorneles, assessor pessoal de Dilma Rousseff, é dono de um enorme bar no estádio do Beira-Rio – o RedBar.

Como informou O Antagonista, com exclusividade, o governo está apavorado com a notícia.

Giles Azevedo foi escalado para tentar abafar o caso.

O bar foi inaugurado por Anderson Dorneles três semanas atrás.

Alguns dias depois, a Andrade Gutierrez, que construiu o Beira-Rio, assinou um acordo com a Lava Jato para delatar os esquemas de propina na Petrobras, na Eletrobras e, também, nos estádios da Copa de 2014.

O Zero Hora, no ano passado, publicou uma reportagem sobre o empenho de Dilma Rousseff para garantir as obras do Beira-Rio.

Leia aqui:

“Quando a presidente Dilma Rousseff cortar a fita vermelha e reinaugurar oficialmente o Beira-Rio, os colorados certamente não se lembrarão que por 463 dias o clube viveu à beira de uma guerra civil, entre a quase falência, com um estádio às ruínas, e a glória, com uma casa reformada e pronta para receber a Copa do Mundo. Se fosse um jogo, poderia se dizer que Dilma foi o centroavante. Foi ela a ponte que descortinou ao Inter e ao Beira-Rio o futuro alvissareiro que faz a torcida flanar. Isso depois de dias de angústia e aflição que fizeram Giovanni Luigi, em ato desesperado, recorrer à autoridade máxima do país. Veio da voz forte do Planalto a cobrança para a Andrade Gutierrez assinar o contrato de reforma do estádio. Dilma é a fada madrinha que transformou o Beira-Rio de Coliseu a um dos mais bonitos do país”.

 

CONFIRA: 

A fada madrinha da Andrade Gutierrez

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2015/12/caixa-postal-lotada.html

As prioridades do Grêmio

O Grêmio nitidamente elegeu sua prioridade em termos de reforços.

Primeiro, garantir a renovação de Geromel e Maicon. Com menos esforço, também a de Gallardo, que, bem ou mal, foi um dos melhores laterais do Brasileirão, o que não é pouca coisa.

Gallardo não é o lateral dos meus sonhos, tampouco dos meus pesadelos. Num time ajustado e com melhores valores individuais ele até pode encaixar. Agora, seu custo deve ser compatível com seu futebol.

É importante começar a temporada com uma base definida. Por isso, esse esforço para manter a equipe atual com dois ou três acréscimos de muita qualidade. Jogadores para a titularidade inquestionável, ao menos teoricamente. Na prática, as vezes, um jogador desconhecido dá uma resposta superior ao de uma estrela.

A segunda prioridade parece ser mesmo a contratação de uma liderança dentro de campo. E o nome escolhido é o de Henrique.

O fato de ele ser polivalente contribui para esse interesse, mas o que pesa mesmo, a meu ver, é que Henrique é aquele jogador que tem faltado nos últimos anos ao time. Alguém com voz ativa, capaz de reerguer o moral da equipe nos momentos ruins de um jogo. Alguém capaz de sacudir os companheiros não apenas com gestos e gritos, mas principalmente com o seu exemplo de luta, de garra, de indignação.

O Grêmio não tem um jogador assim. 

A montagem do Grêmio para a Libertadores começa por aí: manutenção da equipe atual, dentro do possível, e a contratação de um líder.

O atacante goleador e o meia talentoso ficam em terceiro lugar na lista das prioridades.

Supremacia gremista tinge Papai Noel de azul

O Grêmio termina o Brasileirão no G-3, posição que ocupou por inúmeras rodadas. Não é, portanto, um intruso na festa dos que irão disputar a Libertadores 2016.

O Grêmio é o campeão de uma competição embutida no Brasileirão: o Torneio Gre-Nal. Não apenas terminou melhor colocado nessa disputa que gremistas e colorados costumam fazer dessa santa rivalidade, como ainda aplicou uma retumbante goleada de 5 a 0. Um placar gravado na mente e no coração de todos. No confronto direto, outra vantagem: nos dois jogos, 5 a 1.

Então, o ano termina mal para os colorados. Isso não os impediu de cantar com toda a emoção depois da boa vitória sobre o Cruzeiro. A tensão era tanta que bastou o anúncio por uma emissora de rádio de gol do Goiás para o estádio explodir. Em segundos, todos murcharam, porque não houve o gol anunciado. 

O Inter lutou bravamente. Argel tem méritos. Por pouco o clube que, segundo seu maior líder, D’Alessandro, não festeja vaga, não ficou com o quarto lugar, posição que leva à fase preliminar da Libertadores. Afinal de contas, seria muito pouco para quem começou o ano sonhando com títulos robustos como a Libertadores e o Brasileirão.

Restou apenas o Gauchão a ser comemorado. O presidente colorado, terminado o jogo, já projetou o ‘hexa de campeonato gaúcho’. Uma pífia tentativa de provocar o Grêmio, que tem coisas mais importantes com que se preocupar. 

O fato é que a frustração foi tanta que alguns veículos de comunicação tentaram e ainda tentam minimizar o sofrimento colorado. Algumas manchetes e textos ufanistas chegaram a ser ridicularizados no centro do país.

Nada supera, porém, o destaque que o clicrbs deu a um ranking privado, que eu sequer conhecia, apontando o Inter como o segundo clube mais vencedor do século 21.

Ranking Torcedores.com: quem são os maiores vencedores do futebol no século 21

Vamos ver o que mais será feito para ajudar o torcedor colorado a superar esse final de ano de envolvimento do clube com doping e, o que é mais significativo, sem uma vaguinha na Libertadores.

Decididamente, o Papai Noel não é vermelho, ao contrário do que pensa o técnico Argel.

Doping: punição amena aos atletas colorados

Só o fato de o Brasil estar atravessando sua maior crise ética pode explicar o que aconteceu no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, órgão ligado à CBF, que, assim como a Fifa, está meio que sem moral para julgar e condenar quem quer que seja.

É possível que os auditores do STJD passem por algum constrangimento diante desse quadro desolador. Pode ser.

Porque não tem explicação a condenação de Nilton e Wellington Martins por apenas cinco meses de suspensão.

Arrisco dizer que esse resultado é quase um estímulo ao doping, aquele mal-intencionado mesmo, com a participação do clube (não se pode afastar a possibilidade de que, eventualmente, algum atleta use estimulante incentivado por algum dirigente ou profissional de comissão técnica, mas, claro, não aqui no RS, onde todos são honestos como se sabe).

Arrisco dizer, ainda, que essa decisão leniente será reformulada pelo pleno do tribunal. A procuradora, que pediu quatro anos de pena, ficou inconformada. E com razão.

O artigo 2, parágrafo 4, do Regulamento de Controle de Dopagem da CBF, repito, da CBF, diz que todo ‘o atleta tem o dever e a responsabilidade de assegurar que não entre substâncias proibidas em seu organismo’. Diz também que não é necessário demonstrar conhecimento, desconhecimento, intenção ou falta de intenção, negligência para se estabelecer uma violação ao RCD da CBF.

Então, não adianta aparecer com mil desculpas. Mas isso foi praticamente ignorado pelos auditores. A penalização para o doping, que ficou muito bem caracterizado, é de no mínimo dois anos. Pode ser chegar à suspensão vitalícia, mas aí em situações muito graves.

O artigo 14 deixa muito claro que o atleta não deve consumir medicamentos, suplementos, etc, de origem duvidosa. Não deve também confiar em bulas e rótulos de medicamentos, suplementos nutricionais, etc.

Se os dois jogadores não sabiam disso, depois de tanto tempo de carreira, é muito estranho.

 

O Inter deveria receber alguma sanção pelo simples fato de não interagir com seus jogadores a respeito de dopagem.

Nilton disse que buscou na internet, ao lado da esposa, informações sobre o que poderia ser consumido, quais as substâncias proibidas. Se tivesse acessado a página da CBF, como eu fiz, teria suas dúvidas esclarecidas.

Mais fácil ainda: consultar os médicos do clube. Bingo!, como diria o Lênio, arguto articulista do blog cornetadorw.

Na verdade, é uma história que não convence.

Por fim, depois de ler as reportagens sobre o julgamento, fiquei sem saber o seguinte:

– qual a marca do tal suplemento?

– onde foi comprado? 

– tem nota fiscal?

– tem comprovante do cartão de crédito ou foi pago em dinheiro?

– a procuradora do tribunal teve o cuidado de comprar duas ou três unidades do mesmo lote do produto para fazer a comparação?

– mais gente teria usado o suplemento, ou apenas Wellington ficou curioso e usou o produto do companheiro?

São perguntas básicas. Meu estoque de questionamentos é extenso, mas fico por aqui.

Afinal, hoje é sábado, e o dia ensolarado me chama para correr um pouco.

Vou aproveitar pra comprar um suplemento nutricional.

Vá que eu encontre um com o estimulante citrato de sildenafila. Mas sem diurético…

 

BRASILEIRÃO

Termina neste domingo o Brasileirão, que morre lentamente desde que o Corinthians tomou larga vantagem sobre os demais clubes.

Continuo defendendo mudança no formato. 

Não é possível ficar rodadas e rodadas torcendo por vaga ou para não ser rebaixado.

A gente merece mais emoção. Ou não? Sei lá.

Libertadores: hora de esticar o elástico financeiro

A fábula de Esopo “A Raposa e as Uvas” volta a se encaixar plenamente no atual momento do futebol gaúcho. Já aconteceu outras vezes, mas agora a historieta cai como uma luva.

Um colunista, do alto de sua responsabilidade, escreveu que a Libertadores é deficitária e sobrevive do glamour. Ou seja, é charmosa. Seria um ‘Charmoso Gauchão’ com grife?

Não lembro de ter lido algo sequer parecido no ano passado quando o Inter classificou-se para essa competição ‘deficitária’.

A vaga na Libertadores foi festejada nas ruas, nos bares, nos lares e nas redações. Normal.

Teria a Libertadores perdido seu encanto em apenas um ano? Ou a dor-de-cotovelo é tão grande que faz qualquer um perder o bom senso?

Lembro-me de outro colunista afirmar que a insossa Copa Sul-Americana era mais importante que a Libertadores porque havia nela, naquele ano, clubes mais fortes e tradicionais. Claro, o Grêmio estava na Libertadores e o Inter na Sul-Americana. No fim, os dois foram eliminados precocemente.

A inveja é uma merda, li certa vez na traseira de um caminhão caindo aos pedaços.

O que dói em muita gente – mesmo em gente compromissada com a ética e a isenção – é que esse torneio que só dá prejuízo é uma baita vitrine.

A Libertadores pode não dar dinheiro, mas é o único caminho para aquilo que o torcedor mais quer: a chance de disputar o Mundial de Clubes.

Ah, mas isso, para a raposa que não alcançou as uvas maduras e suculentas, é um mero detalhe.

GRÊMIO

Por falar na Libertadores, espero que a direção gremista se esforce ao máximo, estique o elástico financeiro o suficiente para formar uma equipe capaz de brigar pelo título. Claro, sem cometer loucuras.

Penso que existe uma base boa o suficiente para superar a primeira fase. E só.

É importante renovar com Geromel e Maicon. O tempo é curto para encontrar principalmente um substituto para Maicon, que encaixou de forma admirável no esquema do técnico Roger. 

Fora isso, entendo que o Grêmio será candidato ao título se contratar três jogadores de alto nível: um zagueiro, um meia e um goleador.

Estou particularmente entusiasmado com a investida por Henrique.

Esse zagueiro, que joga também de volante, é a liderança que falta ao time dentro de campo. No Palmeiras de Felipão, campeão da Copa do Brasil, ele jogou demais. Um guerreiro incansável, um jogador que contagia todo o time com seu entusiasmo e dedicação. Além de bola técnica e vocação para fazer gols de cabeça.

O meia que eu considero o ideal, ou quase isso, é Tiago Ribeiro (ERRATA: ÉVERTON RIBEIRO). Ele chega e Douglas sai. Douglas não pode ser titular nem reserva. Na reserva, ele vai se acomodar e quando Roger precisar dele não obterá a resposta desejada.

Na frente, um goleador. Indico o atacante do Tigres, o francês Gignac.

Desconfio que estou pedindo demais. 

 

 

Grêmio avança rumo ao vice nacional

O time que começou o Brasileirão desacreditado já garantiu presença na Libertadores de 2016, sonho de muitos e realização de poucos.

O Grêmio agora persegue o segundo lugar. Como disse Marcelo Grohe, ironizando, o vice é o ‘primeiro lugar dos últimos’. 

Um passo decisivo nesse sentido foi dado neste domingo na Arena perante 40 mil torcedores. O Grêmio voltou a bater o Atlético Mineiro na competição. Fez 2 a 1 com um percentual de aproveitamento fenomenal dos chutes a gol, confirmando que o time precisa de reforços para o sistema ofensivo se não quiser ser apenas figurante na Libertadores.

Era um jogo de ‘seis pontos’. Na última rodada, domingo, o Grêmio pega o Joinville, fora. Já o Atlético enfrenta a traiçoeira Chapecoense, que já aprontou por demais da conta no Brasileiro. Quem sabe não apronta mais uma.

Se o Grêmio vencer e o Atlético empatar, Grêmio assume o segundo lugar e, se não me engano, embolsa R$ 2 milhões. Não é muito – mais ou menos o dobro do que ganha o sempre prestigiado Rui Costa por ano como dirigente remunerado do tricolor -, mas já é alguma coisa.

Sobre salário de dirigente de futebol, cargo quase tão importante quanto o do presidente, entendo que o pagamento deveria ser por meta atingida, além de um salário básico, mais próximo da realidade do torcedor, que é, no final das contas, quem banca toda essa festa.

Sobre o jogo, o Grêmio voltou a jogar um futebol insuficiente em termos técnicos, mas em comparação com o Gre-Nal foi ao menos mais determinado, mais esforçado, sem esmorecer diante das dificuldades impostas por esse ótimo time mineiro.

O Grêmio abriu o placar com um golaço de Éverton, depois de jogada com Marcelo Oliveira. Éverton fez sua jogadinha de sempre, cortou pra dentro e chutou rasante. Espero que o repertório dele seja mais diversificado. Não um samba de uma nota só.

O empate foi uma bobagem do Geromel, uma bobagem equivalente a do Erazo no Gre-Nal. Aliás, Erazo desta vez não pensou duas vezes para espantar, mandar a bola pra longe ao menor sinal de perigo.

Geromel cometeu um pênalti infantil, inaceitável  para um zagueiro de clube de ponta. Mas ele tem ainda muito crédito. Só fica difícil entender por que ele segurou Datolo de forma tão acintosa.

Aliás, Datolo seria um bom reforço para a Libertadores.

Por sorte, um milagre. Depois de sei lá quanto tempo um gol de falta (gol de escanteio acho que fica pro ano que vem). Luan enganou Victor, metendo uma rasteira no contra-pé do goleiro, que ficou com cara de tacho.

Vale destacar o empenho de Roger e dos jogadores, que exigiram da arbitragem a marcação de falta sobre Ramiro, depois de o auxiliar ter feito uma sinalização equivocada no lance. A arbitragem voltou atrás.

Depois, o Grêmio resistiu à pressão. O goleiro Bruno Grassi, que substituiu Grohe, fez duas grandes defesas, evitando o empate. Antes havia saído mal da goleira, catando borboletas. Felizmente, o cabeceio do zagueiro saiu alto demais.

Do jogo restou a confirmação de que a direção gremista terá muito trabalho para armar um time realmente capaz de brigar pelo título da Libertadores/2016. No mínimo, quatro jogadores para serem titulares absolutos.

Haja dinheiro, competência e criatividade.

INTER

O Inter mais uma vez jogou um balde de água fria no segmento vermelho do Estado. Numa semana empolga, na rodada seguinte, frustra.

Venceu o Gre-Nal e tudo parecia ajustado. Agora vai! Não foi. 

O Inter conseguiu não vencer o Fluminense, que pediu para perder. O time carioca jogou boa parte do tempo com um jogador a menos. Sem contar que estava sem Fred e outros titulares importantes.

Diferente do que aconteceu no Gre-Nal, quando o time de Argel manteve ritmo forte todo o tempo, sábado o segundo tempo foi deplorável em termos físicos, com reflexos no rendimento técnico.

No final, o empate por 1 a 1 saiu justo, mas complicou a vida colorada no Brasileiro, para desespero dos ‘matemáticos’ colorados e suas incansáveis máquinas de calcular.

 

 

A ‘empresa vermelha, colorada’

O boato corria solto nos escritórios, nas ruas, nos becos, nos botecos. Mas ninguém conseguia confirmar a veracidade do que era dito.

O boato era isso, apenas um boato. Já estava virando uma lenda urbana.

Quem haveria de acreditar que numa determinada entrevista o presidente da RBS teria afirmados que a sua empresa seria ‘colorada’, seria ‘vermelha’, expressões usadas por ele.

– Não pode ser, isso não existe -, era a reação de quem ouvia a história pela primeira vez. Mesmo assim, era passada adiante, num ciclo que parecia não ter fim.

Faltava a prova que transformaria o boato em fato.

Pois esse dia chegou. Um garimpeiro de notícias do blog cornetadorw pesquisou e encontrou a tal entrevista.

Tudo verdade. A tal entrevista existe.

Sem entrar no mérito, faço o registro para a posteridade:

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2015/11/o-fim-da-mentira-repetida.html

Como dizia Chico Anísio em sua Escolinha do Professor Raimundo:

– Chega de churumelas!

BRASILEIRÃO

O Inter pega um Fluminense desfalcado, parece que só com reservas e alguns novatos.

Lembro que o Corinthians jogou com reservas contra o São Paulo e goleou.

Portanto, não é jogo jogado, como acreditam os colorados otimistas de plantão.

Já o Grêmio pega um Atlético Mineiro motivado para manter o segundo lugar. Certamente, com premiação robusta.

A favor do Grêmio a ausência do Levir Culpi. Time terá técnico interino.

O último a ousar isso foi  o Inter, e a gente sabe como terminou.

Acredito na vitória e na conquista do vice., o que será formidável para um time que começou completamente desacreditado.