Uma estátua para Luigi

O ex-presidente do Inter, Giovanni Luigi, é um injustiçado. É raro encontrar um colorado que o exalte. Os elogios e homenagens são destinadas normalmente ao ex-presidente Fernando Carvalho, aquele que montou uma operação para impedir a queda para a segundona e acabou fracassando.

Luigi tem o jeito gentil e educado de FC, com quem começou no clube. Muito diferente, por exemplo, de Vitório Piffero, a quem sucedeu na presidência em janeiro de 2011 – pouco depois do histórico fiasco diante do Mazembe.

Com seu estilo discreto, mas incisivo, Luigi dirigiu o clube num momento importantíssimo, pouco reconhecido pela maioria dos colorados. Torcedor é assim, o que importa são os títulos, as grandes conquistas dentro de campo. Neste aspecto, ele ficou devendo.

Mas Luigi deixou o clube com um crédito enorme. Enfrentou todas aquelas questões nebulosas envolvendo a Copa do Mundo em Porto Alegre -lembram das estruturas temporárias?- e foi, principalmente, vitorioso numa queda de braço interna: a reforma do Beira-Rio.

Havia um grupo, liderado por Piffero, que pretendia bancar as obras com recursos próprios (uns 26 milhões oriundos da venda dos Eucaliptos). Foi uma árdua disputa interna.

Se Luigi tivesse perdido, a reforma seria feita por Piffero e seus parceiros.

Lembrei-me desse episódio hoje, diante da denúncia do MPE, que, analisando as polêmicas contas da gestão Piffero (2015/2016) concluiu ter encontrado no clube uma ‘verdadeira organização criminosa’ nesse período.

Desconfio que se não fosse Luigi o BR até hoje não estaria concluído.

Está aí um sujeito que merece ser reverenciado pelos colorados, e quem sabe até homenageado com uma estátua ou tendo seu nome em um dos prédios do clube, talvez o próprio estádio.

RENATO

Desde ontem o assunto predileto de alguns setores é o desligamento do diretor executivo do Grêmio, André Zanotta.

De repente, ele ficou muito valorizado.

Tudo porque rola por aí um boato de que ele teria batido de frente com Renato. Há inúmeras versões, e como se sabe as versões são mais picantes que os fatos.

Não vou entrar no mérito se o que dizem é ou não verdade.

Só sei que entre Zanotta e Renato eu fico com Renato. Não sei exatamente qual a contribuição desse profissional para as grandes vitórias recentes do time. Certamente, não fazem cócegas no trabalho desenvolvido por Renato.

Até onde eu sei, diretor executivo executa. Ele faz o que lhe é solicitado. É mais ou menos o que foi o ‘seu’ Verardi, mestre nessa área.

Zanotta encerrou seu ciclo, e talvez um dia volte.

Enfim, uma simples saída de um funcionário provoca boatos e intrigas. Tudo porque do outro lado está Renato, e ele sempre rende notícia, material raro nesta época do ano.

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