Agora, os titulares do Palmeiras

O Grêmio fez o dever de casa: venceu o time reserva do Corinthians. Com isso, assumiu o terceiro lugar no Brasileirão, e, de quebra, ultrapassou o Inter, o que aqui na aldeia tem grande significado, mesmo que nada signifique porque o campeonato é longo e o caminho rumo ao título é tortuoso, tão difícil que até hoje um clube gaúcho não chegou lá dentro da fórmula dos pontos corridos.

Mas a vantagem de um ou de outro, no caso gremista, na terra da grenalização sempre apimenta os debates no escritório, nos bares, nas ruas.

Agora, o que interessa mesmo é a Copa do Brasil. É ótimo estar bem posicionado no Brasileiro, mas nada que se comparece a vencer o duelo contra o Palmeiras. Nós já vimos que o Palmeiras está com uma equipe modesta, num nível até inferior ao do Grêmio, até porque não terá Valdivia, seu maior destaque, no primeiro jogo.

O técnico Luxemburgo tem razão ao alertar para o poder de reação e de indignação que Felipão consegue incutir em seus jogadores. Portanto, todo o cuidado é pouco.

Independente disso, mais do que fazer o dever de casa, o Grêmio precisa vencer bem. E isso significa vencer pelo menos com dois gols de diferença, de preferência sem sofrer gol.

Assim, o placar deste domingo contra o Corinthians estará de bom tamanho. O problema é que o Palmeiras vem com tudo e com seus titulares, diferente do Corinthians.

O futebol que o Grêmio jogou hoje será insuficiente para uma vitória com placar tranquilizador na quarta-feira.

O Grêmio teve muita dificuldade para furar o bloqueio armado por Tite, um retrancão de respeito. Felizmente, achou um gol no chute de Marco Antônio, que de vez em quando mostra que existe, contando com a colaboração do goleiro.

Depois, o lance com Souza, que teve outra grande atuação, no gol de André Lima, que bem ou mal está sempre pronto para mandar para a rede, desde que armem situações para isso.

No segundo tempo, o Corinthians se abriu mais, e chegou a ter uma grande chance de gol, que Victor, mantendo a rotina, salvou.

A melhor chance do jogo foi de Kleber, que pegou um rebote na marca do pênalti e chutou desviado. Na hora eu pensei: melhor guardar para quarta-feira.

Sobre MA, que eu tanto critico: escrevi no tópico anterior que não duvidava que diante de um time reserva ele até tivesse uma atuação satisfatória. E teve. MA deu dois ou três passes de qualidade para conclusão e fez o gol. Bom demais pra ele, mas pouco para um clube que almeja grandes títulos e que precisa alguém com maior qualidade para uma função tão importante.

Na comparação com o ex-titular Douglas, que também foi substituído no segundo tempo depois de uma atuação digna de ex-jogador, MA até foi melhor, ou menos mal.

O fato é que Douglas não servia mais, e MA não serve agora.

Que bom que Zé Roberto já está contratado.

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