Jogos de iguais no Olímpico

Confesso que fico preocupado quando começo a ler e a ouvir que o Grêmio tem um time superior ao do Palmeiras e que por isso é favorito.

Parte de quem se manifesta assim é torcedor colorado querendo minimizar uma eventual vitória gremista, diminuindo o valor do adversário.

Outra parcela são de gremistas confiantes demais, quase eufóricos, que já começam a achar jogadores ‘bola 5 ou 6″ como superiores aos dos rivais. Não os critico, porque onze anos de espera não é pouco tempo.

Dá, por exemplo, pra concluir duas faculdades e encaminhar uma terceira. Dá pra fazer meia dúzia de filhos. Dá pra cair de novo pra segundona e voltar. Dá pra ver o Inter ser campeão do mundo após 23 anos de inveja mortal.

Há onze anos eu não tinha tantos cabelos brancos e minhas rugas eram mais suaves. Há onze anos, não existia este blog, eu ainda não pensava em sair do Correio do Povo. Lula ainda não havia assumido a presidência. Quer dizer, 2001 até que foi um bom ano em comparação com 2002 quando a onda petista  se avolumou, tomou o poder e de lá não quer sair de ‘jeito maneira’.

O que eu quero dizer é que Grêmio e Palmeiras são iguais, gêmeos siameses. O Palmeiras vai mal no Brasileirão. E daí? O Palmeiras está em crise, e daí?

Há boatos de que os jogadores querem derrubar Felipão. E daí? Se é verdade, eles farão isso depois da Copa do Brasil, que podem ter problemas de caráter, mas não rasgam dinheiro.

Então, meus amigos, todo o respeito é pouco.

Nesse sentido, gosto do discurso do Luxemburgo. Ele conhece Felipão, nós conhecemos Felipão. E ele, como Luxemburgo, não está superado.

No jogo desta quarta, o Grêmio tem a vantagem de jogar com o peso de sua torcida, e a ausência de Valdívia, principal jogador do Palmeiras. Então, é preciso fazer vantagem. A vitória por 1 a 0 é boa, mas talvez não seja suficiente. Melhor é uns 2 ou 3 a zero.

É claro que dependendo do que acontecer no jogo, o minguado 1 a 0 talvez seja motivo para soltar foguetes.

Sobre o time: acho que Luxemburgo vai com Moreno e Kleber. Este é o tipo de jogo que se decide com um começo avassalador, pressão total, sem deixar o adversário respirar.

André Lima e Miralles que esperem.

No mais, é preciso acreditar que os nota 5 ou 6 do time (Pará, Gabriel, MA e Gago) tenham uma noite de um futebol que, se não for deslumbrante, ao menos não comprometa.

CONTRATAÇÕES

A direção está se mexendo pra reforçar o time. Mas o momento é de silêncio total. É preciso prestigiar os jogadores que aqui estão, não de ficar anunciando interesse para esta ou aquela posição. Pra mim, o que importa agora é apenas uma coisa: a Copa do Brasil.

O resto a gente vê depois. Ah, time misto ou reserva contra o Náutico, por favor.

Se gostou, compartilhe!