Facundo, muito mais que uma esperança

Luxemburgo começou a mostrar serviço. Escrevi que ele precisaria fazer isso imediatamente sob pena de passar a sofrer pressão.

A goleada de 5 a 0 sobre o Novo Hamburgo, que vinha de onze jogos sem derrota, é alentadora. Um sinal de que o time começa a tomar forma sob o comando do Luxa.

O que mais me deixou satisfeito é que Luxemburgo parece estar consolidando um esquema com três volantes, que venho defendendo aqui. Não existe remédio melhor para uma zaga inconfiável ou em afirmação do que uma blindagem, uma proteção mais forte e efetiva.

Com Fernando, Souza e, que seja!, Léo Gago, o time ficou mais compactado defensivamente. O ataque do NH foi neutralizado de uma forma tal que é difícil avaliar o estreante Warley, vítima de preconceito porque, além de uma passagem ruim no Atlético Mineiro, veio indicado por Luxemburgo.

Se não tem como analisar o zagueiro em sua área, foi possível verificar que ele é um zagueiro de personalidade, que não se intimida, e que vai ao apoio no momento certo, e com qualidade. Gostei. Merece continuar na equipe.

Para o meio render mais falta um terceiro volante com mais técnica, mais regularidade, tanto para marcar como para atacar. Léo Gago é reserva de um time que ambiciona título nacional. Para o Gauchão, ele até pode resolver. O importante é que ninguém se iluda ou crie expectativa demasiada a partir do que aconteceu no Olímpico.

Vale o mesmo para M. Antônio, que continua pouco participativo, mas que nesse jogo foi importante em dois ou três gols.

Aliás, qual o Grêmio verdadeiro? O do primeiro tempo, deprimente ofensivamente, ou do segundo, quando o NH se abriu mais?

Em ambos os tempos, o Grêmio foi superior. Amordaçou o adversário com uma marcação forte. A diferença é que no segundo criou mais e melhores situações de gol, tendo um aproveitamento raro.

Para mim, que vê o Gauchão apenas como um laboratório para ajeitar a equipe para a Copa do Brasil, o Grêmio realmente competitivo e que dá esperança de título começa com Facundo Bertoglio.

Ele tem tudo para jogar com os três volantes, saindo o MA. Mas também pode jogar ao lado do centroavante, como foi aproveitado por Luxemburgo nessa partida. Agora, essa possibilidade só no caso de ser contratado um meia como o Alex, que chegue e já tome conta da posição.

Por enquanto, a conquista da Copa do Brasil passa por Facundo Bertoglio. O argentino torna o time mais criativo, mais criativo e ousado. Afasta aquela mesmice do toque para o lado que os adversários agradecem.

Facundo é mais que uma esperança, é uma realidade animadora e reconfortante.

FORÇA MÁXIMA

Aqueles que cobram força máxima em todos os jogos devem estar inquietos. D’Alessandro sofreu uma lesão importante no jogo contra o Santa Cruz. Dorival não quis poupar ninguém para o jogo da Libertadores, terça-feira. Talvez até para não levar mais pau. E deu nisso, o jogador mais importante ameaçado de ficar de fora em nome do Gauchão.

Espero que Luxemburgo não incorra nesse erro em jogos decisivos da Copa do Brasil. Tampe os ouvidos e deixe a corneta soar.

ARBITRAGEM

Daronco está me impressionando. Foi muito bem no Gre-Nal e agora nesse jogo contra o Novo Hamburgo.

Já o Jean Pierre voltou a errar feio na minha cidade. Contra o Avenida no primeiro turno ele não marcou um pênalti do Bolívar que até o pipoqueiro fora dos Eucaliptos viu.

Sábado, o Damião acertou um coice por trás num jogador do Santa Cruz logo no começo da partida. Lance para expulsão direta. Levou só o amarelo. Eu queria ver se fosse um jogador do Santa Cruz que fizesse o que Damião fez.

Aliás, muito estranha essa agressão do centroavante. O jogo estava fácil para o Inter, tranqüilo. Acho que o Damião está perturbado com essa história de transferência para o exterior.

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