Moedor de carne

Colegas afoitos especulam que Luxemburgo vai mexer no time. Falam em Pará no lugar de Gabriel e Werley na zaga. Exatamente os dois que o técnico indicou, aliás, os únicos que ele sugeriu e a direção contratou.

Ainda estou esperando pelo Alex, esta sim uma indicação excelente e incontestável.

Acho difícil que Luxemburgo comece a partida com esses dois, jogadores de futebol questionável, para dizer o mínimo.

Gabriel até que está bem. O problema não começa nem passa por ele. Antes do Pará eu daria uma chance para Edilson. Mas Luxa deve mesmo começar com Gabriel contra o Novo Hamburgo.

A zaga sim merece muita atenção. Não penso que seja o momento de Werley. Luxa não vai correr o risco de queimar a sua contratação. É mais sensato colocar o jogador durante o jogo, numa emergência. Eu colocaria o Saimon ao lado do Naldo, ou ao lado do Grolli.

Passaria o Gilberto Silva para atuar como volante/líbero, compondo com Souza e Fernando. Uma zaga inconfíável ou em afirmação precisa de maior proteção. Mais à frente, livre, o Facundo Bertoglio.

Banco para Marquinhos e Marco Antônio.

Quero ver o argentino desde o começo, para avaliar se ele não aquele tipo que só joga quando entra no decorrer das partidas.

Depois do futebolzinho apresentado contra o River Plate 171, Luxemburgo começa a ficar na obrigação de tirar mais desse grupo, que realmente parece não ter a mínima condição de disputar uma final de Copa do Brasil.

Luxemburgo terá de provar que pode tirar mais de cada jogador.

Caso contrário, mesmo com todo seu prestígio, não terá vida longa no Olímpico.

O futebol é um moedor de carnes.

O mesmo vale para Dorival Jr. O time colorado é muito bom da metade ofensiva para a frente. No restante, é tão ruim quanto o Grêmio.

Dorival, que deu explicação demais a respeito do esquema adotado contra o Santos, irritou os cronistas esportivos colorados da praça. Sinal de que a chapa começa a esquentar.

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