A estreia de Falcão e o declínio do Grêmio

O agora técnico Falcão vai ter muito trabalho para fazer o time colorado jogar como ele quer, e como a torcida quer: com velocidade, objetividade, eficiência ofensiva e segurança atrás.

Esse time do Santa Cruz que perdeu por 1 a 0 no Beira-Rio é muito fraco. E jogando com um atleta a menos, então, é presa fácil.

Eu vi apenas o primeiro tempo. Estava ocupado fazendo cerveja para atender pedidos que chegam a mais de 1.500 unidades.

Vi o Inter mais compactado atrás, mas ainda assim com pontos vulneráveis. Vi o Inter esperando o Santa Cruz perto da linha do meio campo, em vez de dar um abafa na saída de bola. Vi o Inter sair de trás com muita lentidão – tem muitos condutores de bola.

É claro que ainda não é o Inter de Falcão. O Inter de Falcão vai jogar com mais alegria ainda, é o que diz o técnico. Ontem, ele já jogou com alegria. Falcão por enquanto imita o discurso do RG, que costuma dizer que gosta de jogar com alegria. Ele entraria como uma luva nesse projeto do Falcão.

Ainda dos discursos pós-jogo, percebi que havia satisfação porque o Inter criou inúmeras situações de gol, uma oito. Realmente isso deve ser destacado. Cabe ao treinador criar condições para que seu time chega à área adversária. Técnico não faz gol.

Isso vale para Santa Cruz x Grêmio, nos Plátanos.

O que o pessoal colorado coloca para debaixo do tapete é que essas chances de gol ocorreram quando o Santa Cruz estava com dez em campo.

É preciso registrar, também, que o Santa Cruz teve um pênalti a seu favor sonegado pela arbitragem. Foi do Bolívar. Os comentaristas de arbitragens da Guaíba e da Gaúcha confirmaram a penalidade.

Se a fala do vestiário foi para efeito externo – afinal era a estreia do técnico-ídolo -, tudo bem. Mas se é isso mesmo que o pessoal do futebol colorado está pensando e acreditando, então o jogo contra o Emelec começa a ficar perigoso. Só não passa a ser de alto risco porque o Emelec é fraco.

SAIDEIRA

Ouvi de um repórter, ontem, que o Grêmio está interessado no Eduardo, atacante do São Caetano que citei aqui dia desses, repicando indicação do Cacalo, que, como eu, gosta de centroavante com tamanho de centroavante.

FECHANDO A CONTA

Li uma análise bem estruturada sobre o por que da queda do Grêmio. Foi num blog indicado pelo botequeiro Francisco no post anterior. É um artigo com quadros, indicativos, etc.

Dados quantitativos, relevando o aspecto qualitativo dos jogadores que sairam e foram contratados.

Tudo perfeito. A conclusão, porém, é equivocada. Parece o Grêmio hoje: faz tudo certinho, chega na cara do goleiro, e bota pra fora. Erro na conclusão da jogada.

O articulista, como Borges ultimamente, chuta para fora ao desprezar o mais importante de tudo o quanto escreveu: o Grêmio perdeu APENAS seu goleador. SÓ ISSO. Para o articulista, isso é um detalhe.

O gol é um detalhe, já disse alguém. O gol é tudo, digo eu. Sem gol, apenas se perde e se empata.

Sem Jonas, além de perder seu goleador, o Grêmio perdeu o cara que fazia o time jogar na frente e colocar companheiros cara a cara com o goleiro.

Querer analisar a situação do Grêmio diminuindo a importância de Jonas – ou de alguém semelhante no ataque – é…

Bem, deixa pra lá.

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