D’Alessandro vai, Henrique chega (para o Grêmio)

No final de 2012, depois de uma derrota em casa diante da Portuguesa, a torcida colorada explodiu em vaias.

Entre os vaiados, o ídolo D’Alessandro – no futebol, nem os ídolos são poupados -, que reagiu ao seu estilo:

— Eu pulo da barca… não tem problema nenhum. Minha vida não acaba aqui.

Quase quatro anos depois, D’Alessandro mostra que sua vida não acabou no Inter.

Em entrevista coletiva confirmou sua saída do clube, onde acumulou títulos, e de onde sai com a fama de dono do time e derrubador de técnicos.

Acima de tudo, D’Alessandro foi um vitorioso por aqui. Reinou Abaixo do Mampituba, mas não foi tão bem acima da divisa com SC. 

D’Alessandro sai do Inter na hora certa. Seu futebol decaiu com o peso da idade.

Além do mais, e principalmente, a relação custo/benefício já não compensa ao clube manter o meia argentino.

A relação dele com a direção já não era como antes. Um amigo comentou, brincando, que Piffero temia perder o trono de presidente para D’Alessandro.

Pesou nessa decisão, nesse acerto, o fator grana. O Inter deve muito dinheiro a D’Alessandro. Segundo o comentarista Guerrinha, em declaração no programa Sala de Redação, são em torno de 8 milhões de reais apenas pelo aluguel do passe.

Não se sabe se é um valor corrigido em dólar, como seriam os salários mensais.

D’Alessandro, na verdade, passou a ser um peso, um estorvo, um incômodo para a atual diretoria.

Vamos ver agora como será a vida do Inter sem D’Alessandro, pouco dinheiro e muitas dívidas.

Prevejo tempestades sobre o Beira-Rio.

HENRIQUE ALMEIDA

O goleador do Coritiba no Brasileirão chegou a comer canapés no camarote do Beira-Rio. Sua contratação pelo Inter era certa. Hoje, o Inter desistiu do negócio em função de um suposto problema jurídico.

O Grêmio não vacilou e bancou a contratação de Henrique Almeida. Um duro golpe para os colorados.

Não lembro bem do futebol dele, mas ao menos é alguém que faz gols. Coisa rara.

Que entre logo em campo!

NILMAR

Mesmo depois de Henrique Almeida (uma aposta) estou sugerindo uma investida para contratar Nilmar. Isso, se ele estiver bem fisicamente e não for caro demais.

Nilmar, em forma e motivado, seria perfeito para esse esquema do Grêmio.

Talvez o negócio não desse certo, mas que deixaria um pessoal conhecido aqui da praça alvoroçado, deixaria.

O primeiro a ser procurado pela imprensa seria o sogro colorado de Nilmar.

 

 

 

O desespero não é bom conselheiro

A duas semanas de estrear na Libertadores o comando gremista dá sinais de desespero.

Os negócios que foram tentados – talvez não apenas os divulgados, mas também outros que conseguiram ficar sob sigilo – não deram certo.

Acredito que boa parte das investidas esbarrou em valores, como parece ter sido o caso do zagueiro Henrique.

O fato é que o tempo foi passando, passando, e nada de reforços que realmente qualifiquem o time, principalmente em duas posições: meia e atacante.

A continuar assim, o Grêmio irá estrear contra o Toluca com Douglas no meio de campo e Éverton, que alterna no mesmo jogo boas jogadas e lances bisonhos, como foi aquele chute em que a bola saiu pela lateral. 

Os titulares para essas funções não vieram. E, a julgar pela insistência com o venezuelano Josef Martinez (vi um vídeo com lances dele, quase todos sem consequência), é melhor que não venha ninguém mesmo.

Se for para contratar jogador meia-boca que se aposte e que se insista com a gurizada da base.

O fato é que à medida em que o tempo passa mais aumenta o desespero, a ansiedade, a angústia.

E aí é meio caminho andado para contratações que não trarão nada de positivo.

Melhor a fazer agora é parar, respirar fundo, e seguir buscando jogadores que acrescentem, que somem, que não sejam mais nomes para onerar a folha de pagamento.

O desespero não é bom conselheiro.

A grande lição do 1º tempo em Caxias

O melhor do jogo ontem em Caxias foi a lição que o técnico Roger pode tirar do que aconteceu, e o que aconteceu a imensa maioria dos gremistas já antecipava: um trio de volantes para enfrentar o Brasil na abertura de um Gauchão é uma demasia.

Pra quem prepara um time para disputar a Libertadores não é apenas uma demasia, é uma perda lamentável de tempo. É também um conceito de futebol que não combina com o Roger que conhecemos após a saída de Felipão.

Esse jogo contra o Brasil, pra mim é quase um jogo-treino já que o foco, o objetivo, a obsessão de todos os gremistas que eu conheço, é vencer a Libertadores. Não disputar, vencer, pra ficar bem claro.

Era mais uma oportunidade para testar alternativas, novas possibilidades. Essa de escalar Edinho quase que como um meia é o que eu chamo de invenção. Roger deve ter seus motivos, porque se trata de um treinador capacitado. Mas é um treinador, e os treinadores costumam fazer dessas coisas. Lembro aqui o RG, o Douglas Costa, o Anderson, entre outros. 

São treinadorices que eles costumam impor a nós ‘leigos’.

O mais razoável, o mais sensato e mais útil seria começar um dos guris para compor a linha meia-atacante.

Lincoln seria o mais indicado. Talvez o Tontini, ou mesmo o Pedro Rocha, que acabou entrando no intervalo, numa correção de rumo de Roger.

O guri entrou no lugar de Edinho, que até foi bem dentro de suas limitações técnicas e táticas.

O primeiro tempo, então, provou o que a gente já sabia: o papel de Giuliano não pode ser exercido por um volante.

Espero que Roger tenha se convencido disso. Mas desconfio que não. Roger, lembrando, colocou Ramiro no lugar de Giuliano; Ramiro lesionou-se e ele colocou Moisés; e agora veio com Edinho pra cima de mim. Três volantes em sequência. Temo que ele possa insistir. Portanto, o negócio é torcer para que Giuliano esteja em plenas condições de enfrentar o Toluca.

Sem Edinho e com Pedro Rocha o Grêmio foi outro time. Até ali apenas Luan e Maicon – mesmo batendo cabeça com Edinho – jogavam realmente bem. Luan, inclusive, marcando o gol de empate após jogada com Maicon, este um volante inteligente e de boa técnica.

Luan ficou ainda melhor no segundo tempo. Aos 2 minutos, ele cruzou na medida para Everton fazer 2 a 1. Foi uma bela jogada de Luan. Grande jogada também foi a de Maicon, que encontrou Pedro Rocha livre para afundar a rede com um chute que foi uma execução do goleiro Martini.

COTAÇÃO

Grohe vacilou no gol do Brasil. Mas pior foi o sistema defensivo como um todo. O atacante fazer o gol com os pés dentro da pequena área numa cobrança de escanteio é uma várzea. Wallace ficou parado, olhando. 

Wallace Oliveira mostrou bom futebol. Leva jeito pra animador de auditório também. É um jogador com potencial pra crescer e se afirmar.

Geromel muito bem. 

Kadu bem na marcação, com direito a uma grande jogada ofensiva, que deixou Pedro Rocha em condições de ampliar.

Marcelo Oliveira, alguns grandes lances de ataque. Eficiente na marcação.

Wallace eficiente como sempre.

Maicon deu duas ótimas assistências. Ainda não está 100% fisicamente, mas ainda assim foi mais competente que Douglas na hora de colocar o atacante na cara do gol.

Douglas joga em outro ritmo. Está em outra ‘vibe’. Difícil entender por que Roger não colocou Lincoln na metade do segundo tempo. 

Éverton é um bom atacante, já mostrou isso. É boa alternativa para um titular que ainda não existe no clube.

Luan o melhor do time.

Pedro Rocha entrou bem, movimentação intensa. Boa alternativa, nada além disso.

Moisés de futebol discreto, mas aplicado. Jogador de grupo.

Ah, já ia esquecendo. Tem o Bobô que… Melhor esquecer.

A quem interessar possa

Fui uma das milhares de vítimas do temporal que arrasou boa parte da cidade.

Perto de minha casa um poste quebrou rente à calçada -incrível- e está sustentado por fios.

Bem, foram 38 horas sem energia elétrica. 

Felizmente, a energia voltou a tempo de poder conferir Grêmio x Brasil.

Vejo muita gente indignada com o time escalado por Roger.

Roger perde boa oportunidade de descobrir novas possibilidades.

Parece satisfeito com as antigas.

Se a energia não cair, vou assistir ao jogo e depois escrever algumas linhas acompanhadas de um chimarrão. 

Lincoln, Bobô, Bressan e o empate em Chapecó

Considerações rápidas e objetivas sobre o empate do Grêmio B contra o Avaí, 2 a 2.

Lincoln mostrou que merece continuidade. Com mais confiança, melhor entrosamento, ele vai ganhar um lugar no meio de campo.

Não chegou a ser brilhante, mas cobrou a falta que resultou no gol de Bressan, um cruzamento na medida para o zagueiro meter de cabeça.

Depois, sofreu o pênalti que deixaria o Grêmio com 3 a 1 no placar a poucos minutos do final. Ou seja, três pontos e a liderança do grupo.

Aí, aconteceu o fator Bobô.

Lincoln sofreu o pênalti e colocou a bola debaixo do braço. Parecia dizer ‘é comigo essa bronca’.

Mas havia uma pedra no meio do caminho. Experiente, Bobô pegou a bola do guri.

Fez uma cobrança ridícula. Atrasou a bola para o goleiro. 

Na sequencia, gol de cabeça, o segundo em dois jogos, do adversário. Final: 2 a 2.

Em resumo: o Grêmio segue precisando de um goleador e agora também de um reserva.

Bobô realmente não serve. Não foi só pelo pênalti, foi pelo que ele fez no jogo. Nada.

Até André Lima, que marcou 16 gols no ano passado, seria mais útil como opção.

A continuar assim, logo, logo Braian voltará a ter oportunidade.

No mais, boas atuações para um time sem muito entrosamento e em início de temporada. Edinho, autor do primeiro gol, foi um destaque.

Agora, imperdoável a falha de Bressan no primeiro gol do Avaí. William, um aipim de carteirinha, girou sobre ele e saiu pelo único lado que ele sai, o direito. Deixou Bressan na saudade e bateu forte como deve bater um centroavante.

Então, há jogadores que a gente sabe que mais cedo ou mais tarde vão enterrar o time. Bobô e Bressan são dois exemplos.

A gurizada em campo na Primeira Liga

A Primeira Liga pode não dar certo. É um risco. Mas que graça tem a vida se não corremos alguns riscos de vez em quando?

Sei que os clubes são desunidos e que cada um pensa nos seus interesses, e isso pode resultar em rompimento mais adiante.

Mas o simples fato de desafiar a CBF os feudos regionais já me torna um ser um tanto mais feliz.

Infelizmente, setores da mídia aqui no RS amado – e não se vê isso em outros Estados – se posicionam frontalmente contrários ao projeto capitaneado pelo Romildo Bolzan e outros. Claro, a gente entende: é preciso agradar o patrocinador acima de qualquer coisa.

Eu acredito que a Primeira Liga vai dar certo. Até já está apresentando alguns resultados, basta ver a preocupação dos homens da CBF e da rede de TV, ameaçada de perder exclusividade para beneficiar Corinthians e Flamengo.

As coisas estão mudando.

Aqueles que são contra, hoje, saberão se encostar rapidamente ao lados vencedores.

A Primeira Liga, pra mim, já se justificou minimamente. Graças a ela terei chance de ver e avaliar os guris da base que estão nesse time da transição.

Não entendo por que gente que também quer ver a gurizada tendo chance se mostra irritada e revoltada contra a decisão da diretoria gremista de escalar um time reserva contra o Avaí.

Se fosse na Arena, até entendo.

O que menos me interessa é ser campeão desse torneio dito ‘amistoso’ pela CBF.

Quero ver a gurizada em campo, porque é nela que deposito a esperança de ser tri da América.

Se esse pessoal não der boa resposta – e isso veremos nesses jogos da Liga e do Gauchão – as chances de título irão diminuir radicalmente.

Então, aplaudo a escalação de reserva.

Só acho que deveria haver mais jovens da base nesse time que começa contra o Avaí em Chapecó.

 

A partícula quântica, os volantes e os articuladores

Frase do diretor de futebol Rui Costa, publicada no site globo.com, confunde e preocupa.

“Hoje no futebol quem articula o jogo é o volante. Quem é o articulador do Grêmio? Não é o Douglas, é o Maicon. Me diz, que time da Libertadores não queria ter um volante como o Maicon? – questionou o diretor executivo Rui Costa. Confira:

 http://globoesporte.globo.com/rs/futebol/times/gremio/noticia/2016/01/gremio-da-passo-frente-e-avanco-de-volantes-divide-articulacao-no-meio.html

A frase preocupa porque Rui Costa é o cara remunerado pelo clube para buscar reforços, negociar jogadores, encontrar soluções para qualificar o grupo. Em princípio, um profissional assim precisa conhecer bastante futebol, mercado, etc. 

Se ele realmente pensa que ‘hoje no futebol quem articula é o volante’ é motivo para preocupação ter um sujeito assim no comando do futebol de qualquer clube.

Eu, sinceramente, acredito que a frase não é bem essa ou talvez não esteja devidamente contextualizada. A não ser que ele considere Iniesta, Lucas Lima e outros menos votados como volantes.

A gente sabe que se dependesse de alguns luminares o time de futebol ideal teria um goleiro, um centroavante aipim e nove volantes. A onda volantista cresce.

Até Roger sucumbiu sábado ao sacar Giuliano (um derivado de volante) e colocar Ramiro (um volante de movimentação). Sim, há subdivisões. Edinho, por exemplo, é o ‘volantão’, mas pode ser definido também como ‘volante-aipim’, ou, para os mais antigos, ‘centromédio’ ou ‘cabeça-de-área’.

Não podemos ignorar que temos hoje, e cada vez mais, o volante-eclético. É aquele que não se contenta apenas em carregar o piano, quer arriscar no teclado, tocar um pagode, um sertanejo universitário…

Sim, os volantes estão com tudo. Mas ninguém pode afirmar que eles é quem articulam. Não se pode ignorar a existência de inúmeros articuladores natos, não improvisados, como volantes com melhor técnica que fazem a transição defesa/ataque. Caso do Maicon e alguns outros.

No Grêmio, o articulador é Douglas, ajudado pelo Luan e pelo próprio Maicon. Mas se, segundo diz ou teria dito o diretor Rui Costa, o articulador do time não é Douglas, e sim Maicon, o que faz exatamente o Douglas no time do técnico Roger.

E aí o RC começa a confundir. Douglas, que tem carteirinha de ‘articulador’, de camisa 10, se não é o articulador do Grêmio o que ele faz no Grêmio? Qual é função tática de Douglas no esquema de Roger? Será um volante-atacante?

Um centroavante disfarçado de articulador? Uma partícula quântica?

Fiquei confuso.

Estaria sendo criada no Grêmio uma revolucionária e genial posição do ‘sem função’? 

O fato é que se Douglas não é o articulador do time está na hora de ir para o banco.

Huuumm, seria essa a mensagem subliminar deixada por Costa nessa frase tão desconcertante?

O fato é que Rui Costa tem Maicon em alta conta. É claro que não seria porque o Grêmio investiu uma pequena fortuna em sua contratação.

Por fim, fica no ar uma pergunta perturbadora: “Me diz, que time da Libertadores não queria ter um volante como o Maicon?”

Sinceramente, não sei a resposta.

Mas que eu me lembre não apareceu clube algum disputando Maicon com o Grêmio…

 

PRIMEIRA LIGA

Essa competição encontra seu maior foco de resistência no Rio e no RS.

No Rio, são partes diretamente afetadas, como a federação local e um ou outro clube.

Aqui, é o presidente da federação, que aparentemente se limita a secar o torneio, e setores da imprensa por razões já conhecidas.

Vida longa à Primeira Liga!

 

A melhor notícia: Éverton

O melhor do time foi Éverton. Respeito opiniões contrárias, mas gostei muito do guri.

Soube que Roger anda insistindo com ele, pedindo que toque mais a bola e que deixe os dribles, em geral, para a faixa intermediária ofensiva em diante.

Outros jogadores também estiveram em bom nível, mas destaco Éverton porque estamos falando um diamante bruto em lapidação. 

Eu só não fui à Arena porque soube que Lincoln havia jogado antes contra o Novo Hamburgo. Meu interesse nesse início de temporada é conferir os novatos, os jovens, porque se eles derem boa resposta imediata as chances de título na Libertadores aumentam. Caso contrário…

O gol de Éverton, partindo em velocidade do campo de defesa e chegando com força para concluir com um chute forte no ângulo é auspicioso. É cedo para uma análise definitiva, mas o fato é que ele saiu na frente na corrida para ser o atacante pela esquerda. Detalhe: o gol que ele marcou foi pelo setor direito.

Lincoln, infelizmente, jogou poucos minutos. Mas o suficiente para provar aos céticos que tem bola para disputar posição com Douglas, de atuação apenas regular.

Gostei da encarada do Lincoln no uruguaio que pisou em cima de Fernandino caído no chão.

Gostei também da entrada dura de Marcelo Oliveira, num lance que revoltou os uruguaios. 

Foi o momento Libertadores do amistoso. O problema é que num jogo oficial ele talvez fosse expulso.

No mais, não gostei da entrada de Ramiro no lugar de Giuliano, que sentiu lesão e pediu pra sair. 

Lincoln poderia ter entrado, nunca o volante Ramiro, que não tem a menor condição de exercer a função de Giuliano.

Tem ainda o gol contra de Kadu. Foi uma infelicidade, mas é preocupante.

Robinho, uma boa ideia sob determinadas condições

Se a contratação de Robinho significa esquecer nomes como o venezuelano Josef Martinez – tão elogiado pelo diretor Rui Costa que deve ter visto muitos jogos desse ilustre reserva do Torino – quero dizer que, em princípio e sob determinadas condições, sou a favor.

Robinho, mesmo parecendo um ex-jogador pelas notícias que chegam da China, pode dar ao time qualidade técnica, incluindo aí capacidade de finalização, experiência e, com o prestígio que ainda tem, contribuir para impor-se diante das tenebrosas arbitragens da Libertadores. Imagino que Robinho, pelo prestígio acumulado, pode fazer com que os homens do apito e das bandeirinhas pensem duas vezes antes de nos sacanearem. Quem no time do Grêmio tem essa condições de respeitabilidade no exterior?

A presença de Robinho no grupo, desde que realmente disposto a jogar e a se comprometer com o clube, serviria de estímulo e exemplo aos mais jovens. Lincoln, Éverton e Pedro Rocha teriam muito a aprender com Robinho, que já não dá pedaladas mas que hoje apresenta outros atributos que só o tempo pode acrescentar.

Bem, colocados os pontos positivos da contratação de uma estrela capaz de, num primeiro momento, ampliar o número de sócios do Grêmio, não se pode ignorar o custo dessa operação.

As informações indicam que investidores pagariam a maior parte de uma remuneração que chegaria a 700 mil mensais.

O problema é que não existe almoço grátis. Em troca desses recursos aplicados, quem investir vai querer algo em troca. Por exemplo, percentuais de promessas do clube.

Aí, o negócio começaria a ficar nebuloso e pesado demais. Não sei se é assim que se daria a transação. Penso que nesse caso o clube poderia pensar em transparência. Basta de ‘fatiar’ jogadores sem que o torcedor, que sustenta isso tudo, tome conhecimento dos fatos.

Outro aspecto que penso ser importante: fazer um contrato de produtividade com Robinho à semelhança do que existiria (segundo dizem) com Douglas.  

Robinho, pelo que li nos sites, demonstra um certo fastio com o futebol. Está muito rico, não precisa mais da bola para sobreviver.

Portanto, o ideal seria um contrato por apenas um ano, com cláusulas de produtividade, que é algo corriqueiro na Europa.

Não seria nenhuma novidade para Robinho.

Fora isso, melhor é começar a Libertadores com o que se tem.

Melhor insistir com Lincoln, que integra a lista das 50 maiores revelações sub-18 do futebol mundial.

Se isso não diz alguma coisa… 

 

Atração por castelhano e atacante que não faz gol

Estou preocupado com os atacantes especulados para o Grêmio. O mais recente – não o último, porque a fila parece ser grande, interminável – é Josef Martinez.

Deve ser o décimo jogador que, segundo a imprensa, em algum dia desse verão calorento e abafado esteve nos planos do Grêmio para ‘reforçar’ o time na Libertadores.

Bem, pra começar, dispenso os jogadores anunciados como reforços. Alguns deles com a credencial sedutora – para os comandantes do futebol tricolor – de serem argentinos.

É uma paixão inexplicável por jogadores argentinos. Da Argentina, me gusta el tango, el vino e las muchachas.

Gostava muito de Buenos Aires antes da decadência – dela e minha.

Nada tenho contra jogador argentino. Pelo contrário, mas eu gosto é dos bons jogadores argentinos. Não desses que ninguém conhece, e desconfio que até quem cogita de determinados nomes nada sabe sobre eles, a não ser o que é apresentado nos sempre suspeitos DVDs montados por empresário espertos para dirigentes nem tanto.

O nome da vez sequer é argentino. O tal Josef Martinez é venezuelano. Sério, venezuelano.

Sua maior credencial é ter se destacado no glorioso Young Boys, do glorioso futebol suíço.

Tem 22 anos. Joga no Torino. Marcou um gol – um gol – em dez jogos pelo campeonato italiano.

Claro, está sendo disputado por outros grandes clubes, entre eles o River Plate. Empresário bom sempre faz o pacote completo e nele sempre há outros interessados em sua ‘mercadoria’.

Desejo boa sorte ao River Plate nessa investida.

Agora, se for verdade que o Grêmio realmente está interessado nesse jogador – o que eu duvido muito, mas sempre com um pé atrás porque não dá para esquecer Vitinho e outros que vieram – vou acabar concluindo que existe na Arena uma atração doentia por atacante que faz poucos gols.

O exemplo mais recente e ilustre é Braian Rodriguez. 

Até dá pra entender. Goleador mesmo é coisa rara, e de alto custo. Não é todo dia que um Jardel cai no colo.

É preciso pesquisar, ter olheiros confiáveis e competentes, ter olho clínico, e ser ligeiro.

Do jeito que está, vai desembarcar aqui mais um ‘goleador’ que não faz gol.

Se for assim, melhor apostar na gurizada, e começar já neste sábado no amistoso contra o Danúbio.

O tempo ruge!