Fórmula vencedora: compactação do meio-campo

A cada derrota ou má atuação, há uma avalanche de sugestões e pitacos sobre mudanças no time, sobrando normalmente para os jogadores principais.

A maioria das críticas tem fundamento, embora algumas pequem pelo excesso, beirando ao clima de terra arrasada.

O Grêmio tem um baita de um grupo, um time principal com alternativas muito boas, algumas até já merecendo a titularidade. É o caso de Matheus Henrique e Jean Pyerre.

Acredito que Renato irá começar o Gre-Nal com pelo menos um dos dois. Se não o fizer será mais um sinal que o cursinho na CBF foi uma aula de conservadorismo, de ideias retrógradas.

Aliás, ao ver a formação do Grêmio na saída de bola desse jogo irritante contra o Libertad, pensei ter recuado no tempo. Década de 70. Havia um 4-3-3 em campo. Ao ver Marinho e Éverton nas extremas, quase pisando a linha lateral, e Vizeu centralizado, juro que lembrei de Tarciso, André e Éder. Confesso que me veio à memória Valdomiro, Dario e Lula.

Fiquei preocupado na hora. O pior é que durante o jogo essa formação ofensiva com 3 atacantes se manteve, e foi iofensiva, ao contrário do que acontecia naquele tempo.

O meio de campo com dois volantes e um meia de articulação teve muita dificuldade para armar jogadas para os ‘dois pontas e o centroavante’. O adversário povoou o meio, marcou forte e de forma inteligente, bloqueando a saída de trás de Maicon e colando em Luan. Sei que tem muita gente queimando esses dois (péssimos gremistas aqueles que vaiaram Luan, prestaram um desserviço e os rivais da aldeia agradecem), mas é preciso considerar que faltou aproximação maior entre meio e ataque.

O Grêmio que me dá saudade é aquele que foi parido na Copa do Brasil de 2016, jogo a jogo. Era um time compactado, que jogava no efeito sanfona, atacante e marcando. Um time que provou ser possível jogar bonito e marcar forte, sem volante para sujar o calção de barro ou cometer faltas sobre faltas.

Era um time que tinha Ramiro voltando e ajudando intensamente na marcação, surgindo de surpresa em lances ofensivos; e tinha Pedro Rocha aplicado, um bengala para Marcelo Oliveira, e arma letal na frente.

Sem esquecer o setor defensivo, porto seguro do time.

A cereja do bolo: Luan e Douglas se revezando como ‘camisa 9’, e Maicon como maestro, ditando o ritmo do time.

Renato pode repetir parcialmente esse esquema, essa fórmula de sucesso, começando por ignorar o que ele ‘desaprendeu’ na CBF.

Minha sugestão de time para o Gre-Nal, 19h, na Arena:

Paulo Victor; Leonardo, Geromel, Kannemann e Bruno Cortês;

(os dois laterais estão destoando, mas é o que tem para o momento)

Michel; Maicon, Matheus Henrique (Jean Pyerre);

Marinho (Diego Tardelli) e Éverton.

ARBITRAGEM

Daronco no apito. Jogo terá VAR, o que em princípio dá mais tranquilidade.

RIVAL

As duas vitórias na Libertadores já deixaram o rival assanhado, sobram provocações. Gosto disso.

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