O Grêmio, a imprensa gaúcha e o ‘pênalti do Agomar’

Quando saí de férias, há uma semana, o Grêmio ainda não havia vencido o Tucuman, alçado por boa parte da mídia gaúcha a adversário assustador, um tigre feroz que logo o Grêmio, por seus atributos, transformou num gatinho. Terminado o jogo, o Tucuman voltou a ser um time mediano, sem tradição, e que o Grêmio nada mais havia feito do que cumprir a obrigação de voltar com a vitória, 2 a 0, encaminhando a classificação.

O comentarista Guerrinha, muito admirado até por gremistas, manteve sua velha cantilena: “Precisa voltar vivo da Argentina”. Ora, esse Grêmio já cansou de mostrar que nunca tem como proposta de jogo seguir essa cultura de buscar um resultado que o mantenha ‘vivo’. É claro que por vezes o resultado almejado não é obtido, mas não por covardia ou estratégia, e sim porque há um adversário do outro lado desse esporte chamado futebol que também quer vencer.

Depois disso, acompanhando à distância, ouvi duas entrevistas antológicas, do presidente Romildo, sempre elegante e firme; e do Renato, sempre irônico e debochado. A vitória por 3 a 2 sobre o Ceará, resultado suado, jogo complicado, a indicar que é preciso ficar ligado para não ser surpreendido, o que vale também para o jogo da volta contra os argentinos, dia 2.

Em síntese, Romildo disse que se a imprensa não quer ajudar, pelo menos que não atrapalhe, cobrando notícias sem fundamento divulgadas a respeito de uma eventual saída do Renato. Já Renato aconselhou que o narrador PE, cada vez mais conhecido por Pai Denardin do que por narrador, se cuide porque ele, Renato, pode querer o seu lugar. Foi mais ou menos isso.

Foram entrevistas de lavar a alma daqueles gremistas que sempre defenderam e cobraram posturas firmes do clube em relação a setores da crônica esportiva gaúcha.

Tem ainda o lance das vaias ao Luan. Penso que torcedor que faz isso deve ficar em casa. Se não quer ajudar, que não atrapalhe. Sei que o Luan ás vezes é irritante, mas o torcedor precisa entender que se com ele está difícil, sem ele fica quase impossível. Acho que as vaias deveriam ser deixadas para o final, na saída de campo, nunca com a bola rolando. Por fim, Luan acabou dando a vitória marcando um belo gol de falta.

O gol manteve acesa a esperança de título do Brasileirão. Uma esperança que reduz bastante com os boatos de que o Grêmio jogará com time totalmente reserva contra o Fluminense, sábado, no Rio.

É hora de mostrar força, de mostrar que está vivo na disputa. Renato poderia armar um time mais forte, poupando alguns titulares, mas não todos. Éverton, por exemplo, poderia jogar. Assim como Maicon. Só aí já há um acréscimo de qualidade significativo.

O que não pode é abrir mão de ser mais um concorrente a um título que pode acabar no Beira-Rio a continuarem os ‘erros humanos’ de arbitragem, como o que resultou no gol no empate por 1 a 1 com o Corinthians, e que não mereceu maiores comentários da mídia gaúcha.

Como seria se fosse o Grêmio a empatar com gol em escandaloso impedimento? Imagino algo assim:

Grêmio empata com gol irregular

CORNETA E O ‘PêNALTI DE AGOMAR’

O blogueiro Ricardo Wortmann matando a pau mais uma vez.

Foi conferir a verdade sobre o peitaço que teria feito Agomar recuar na marcação de um pênalti contra o Grêmio. Lance que a imprensa sentenciou como erro de Agomar. E nunca foi atrás para saber a verdade. Preferiu manter a versão ao fato.

Confira:

http://cornetadorw.blogspot.com/2018/09/o-grenal-de-justimiano-gulart41-anos.html

PORTAS ABERTAS

Meus agradecimentos a todos que contribuíram para manter o blog vivo durante minha ausência.

Nunca pensei que os comentários continuariam. Sinal de que o blog tem vida própria. E que eu estou ficando dispensável…

Barbas de molho.

 

 

 

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