O show já terminou, vamos voltar à realidade…

A França foi a seleção mais homogênea, do goleiro ao ‘ponta-esquerda’. É inevitável a comparação com o Brasil, digo, com a seleção brasileira.

Os franceses, assim como os belgas, os ingleses, os croatas e mais outras seleções que ficaram pelo caminho, jogaram seguindo uma frase do Nélson Rodrigues: fizeram de suas seleções pátrias de chuteira.

A frase ‘o escrete é a pátria em chuteiras’ já foi adequada para a seleção brasileira numa época em que a seleção era apelidada de canarinho. Faz tempo. Hoje, a seleção parece um fardo, um incômodo, para boa parte dos jogadores brasileiros, principalmente esses que enriqueceram e que se preocupam muito mais com o corte e a cor dos cabelos.

Não sei exatamente quando a seleção foi se perdendo.

Até não acho que faltou empenho ao time, mas se a seleção do Tite – que se acomodou com os resultados positivos anteriores e levou alguns jogadores muito comuns para passear na Rússia – jogou a 100%, sendo bem generoso, ficou nítido que muitos dos outros concorrentes jogavam a 110%, ou seja, com a pátria na ponta das chuteiras. Neste aspecto, nenhuma seleção superou a ucraniana.

Não torci pela Croácia, nem pela França. O título ficaria bem em qualquer um dos dois. Mas, tecnicamente, a França é levemente superior.

Há quem diga que o árbitro deu uma mãozinha. Não concordo. No primeiro gol, foi falta no Griezmann. O croata meteu a perna direita nas pernas do francês. Um lance discutível, mas para mim houve infração.

No lance do pênalti, ficou claro que o croata fez um movimento para interceptar a bola. Houve intenção. E mesmo sem intenção deveria ser pênalti, como todos nós já vimos muitas vezes. Há abundância de exemplos, alguns contra o Grêmio. Nunca esqueço aqueles dois pênaltis contra o Cruzeirinho a favor do Inter…

O VAR mostrou sua utilidade mais uma vez. O juiz argentino foi alertado que deveria conferir o lance. Uma pena que em outros lances o juiz não pediu ou não foi alertado. Insisto, para o VAR ficar melhor, as equipes deveriam ter direito a dois ou três pedidos por jogo.

Bem, na Copa do VAR, o título foi carimbado com um lance marcado por esse novo mecanismo, que chegou para ficar, mas precisa ser aperfeiçoado.

MODRIC

O craque da Copa é um dos que suaram para vencer o Grêmio desfalcado na decisão do Mundial. Estava em campo defendendo o ‘pior Real Madrid dos últimos anos’, como referiu um cronista gaúcho claramente com a intenção de diminuir o tamanho do time espanhol no caso de uma vitória do Grêmio.

ILHA DA FANTASIA

O show já terminou. Vamos voltar à realidade…

Agora é Brasileirão. Curioso para ver como volta o Grêmio depois dessa parada, de lesões que assustam e sem Arthur.

Preocupado.

COPÔMETRO

Não sei como se mede se uma Copa foi melhor que a outra. Pra mim, todas são muito parecidas. Todas têm seus problemas, seus jogos ruins, ou grandes espetáculos.

O que mais me chama a atenção nesta edição é que os jogadores diferenciados já não fazem tanta diferença. As equipes dos três melhores do mundo foram embora mais cedo, o que com certeza tirou um pouco do brilho da competição.

Restaram aquelas seleções que contam com dois ou três jogadores de alto nível, mas não craques, e que se adaptam ao esquema do time, não tentam brilhar mais que os companheiros, são solidários e aguerridos.

Esta é a grande lição da Copa: com o avanço da preparação física o futebol está se tornando cada vez mais um esporte coletivo, no qual as individualidades aparecem pouco, mas ainda sendo, muitas vezes, decisivas.

TREINADOR

Depois de matutar durante longos 40 segundos, cheguei à conclusão que o Brasil precisa de um técnico estrangeiro. Alguém que imponha esse futebol total praticado, por exemplo, pelos finalistas.

Qualquer brasileiro que assumir, se Tite sair, vai ser dominado pelas estrelinhas brasileiras, e otras cositas mas.

ILHA DA FANTASIA

Como canta Roberto Carlos, o show já terminou. Vamos voltar à realidade…

Agora é Brasileirão. Curioso para ver como volta o Grêmio depois dessa parada, de lesões que assustam e sem Arthur.

Preocupado.

BASE

Assustado. Foi assim que fiquei quando vi o time sub-20 ser batido pelo Inter e perder o título em casa.

Agora entendi por que não sai zagueiro da base gremista. Triste.

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