Favoritismo, confiança e medo da arbitragem

Se a arbitragem não interferir – passar em branco como diziam os narradores de antigamente -, o Grêmio vence o Gre-Nal.

Os colorados vão dizer que é soberba gremista. Pode ser, mas é natural ficar assim quando se tem um time vencedor, entrosado e com alguns grandes jogadores.

O nome disso não é soberba: é confiança.

Nos anos 90, quando o Grêmio acumulou conquistas e vitórias inesquecíveis, um colega da redação, coloradaço, costumava dizer que nós, gremistas, éramos arrogantes.

Tempos depois, a arrogância e a soberba passaram para o lado vermelho, sentimentos que muitos colorados ainda nutrem apesar de uma queda ao abismo da segundona e uma série que outros vexames. Eu  diria que é gordura acumulada de tanta soberba.

Hoje, muitos colorados acreditam até em goleada no BR lotado, reflexo dessa soberba que neles ainda está instalada.

Bem, independente do que pensam estes ou  aqueles, eu acredito na vitória, não por soberba, mas por confiança na capacidade do time, comprovada com três grandes títulos em um ano e meio.

Do outro lado, um adversário que tenta se aprumar depois de dois anos terríveis.

Como se diz, o Gre-Nal muitas vezes serve pra arrumar a casa. Mas pode servir também para desarranjar de vez, e aí não deixo de lembrar daqueles gloriosos 5 a 0, resultado que só foi possível porque a arbitragem era de fora.

Não é caso do jogo deste domingo, que terá Jean ‘Damião’ Pierre no apito, e uma dupla de fora como arbitragem de vídeo.

Temo pelo que possa acontecer em termos de arbitragem.

 

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