Grêmio tenta desarmar a bomba que pode detonar o TRI

A direção do Grêmio tenta por todos os meios desarmar uma bomba pronta para detonar nosso sonho de conquistar o TRI da América no dia 29, em Buenos Aires.

Foi feliz o ex-presidente Luís Carlos Silveira Martins ao afirmar que a Libertadores está direcionada para o Lanús, um clube médio, mas que tem um presidente influente e seboso, mais escorregadio que muçum ensaboado.

Em Porto Alegre, era todo sorrisos, fala melíflua e conciliadora, cordato e discreto. Foi só desembarcar em seu país para mudar totalmente. Sacou uma metradora giratória e disparou para tudo que é lado. Sobrou até para um gandula que, segundo ele, teria agredido o goleiro Andrade.

Foi um erro monumental, porque despertou a atenção do pessoal das redes sociais, que logo colocou no ar vídeos em que aparece o goleiro pulando sobre as placas de publicidade e agredindo um gandula. Então, o que houve de fato foi o goleiro batendo no gandula, não o contrário.

Se o árbitro não viu, seu auxiliar de goleira não pode deixar de ter visto. O fato é que esse goleiro merecia uma punição, nem que seja agora em função das imagens muito claras da agressão. No mínimo, Andrade merece um cartão amarelo. No mínimo. A lamentar que o gandula não registrou um BO pela agressão.

O problema é que na bomba armada para dar o título ao Lanús não está prevista a ausência do goleiro titular, figura importante no esquema dos argentinos. Para quem não sabe, ele tem dois cartões amarelos, está pendurado.

Se o goleiro for suspenso em função do que se viu, será um sinal de que o Grêmio está conseguindo neutralizar o explosivo armado lá atrás, quando o Lanús conseguiu ganhar 3 pontos da Chapecoense no tapetão. Se fosse o contrário, nunca haveria essa reversão de pontos.

O presidente Romildo Bolzan faz muito bem em protestar, em denunciar, principalmente o absurdo que foi não marcar o pênalti sobre Jael, que, aliás, cresceu no meu conceito pelo que jogou e também por ter encarado os argentinos.

O Grêmio, entre outras coisas, quer a gravação do que ocorreu na sala de vídeos – isso fica registrado, e eu não sabia. Nessa gravação pode aparecer o que se passou no lance do pênalti escandaloso, bem diante dos olhos esbugalhados do juiz chileno.

Outra reivindicação é afastar o assessor internacional, o argentino Hector Baldassi, o cara que irá observar e avaliar o trabalho dos árbitros. O regulamento impede que essa função seja exercida por alguém do mesmo país de um dos times. Isso está no regulamento, mas não se respeita.

Sobre Baldassi: concorreu a deputado pelo partido do atual presidente argentino, Maurício Macri. Tem projetos na área social. Um deles dá ênfase aos clubes de bairro, como o Lanús. Olha a coincidência: na decisão contra o Boca, em 2007, Macri era presidente do clube. Concorria a prefeito de Buenos Aires. Com o título, acabou eleito. Sua carreira política alavancou desde então. Hoje, outro político no caminho do tricolor. Se o Lanús for campeão, ele irá se dar muito bem.

O presidente Romildo Bolzan chama atenção, não para esse lado político, mas para as questões de campo, do jogo. Alerta a opinião pública para o que aconteceu e, principalmente, para o que pode acontecer no segundo jogo. É uma tentativa mais do que válida, obrigatória.

Se Romildo tiver sucesso, e o jogo for decidido sem interferência externa, a conquista do TRI pode deixar de ser um sonho.

Caso contrário, o Grêmio terá de fazer uma ‘Batalha de Lanús’, porque as forças opostas são poderosas e inescrupulosas.

CBF

O que faz a CBF nisso tudo? lava as mãos. Não era de ter alguém da cúpula da entidade com o presidente Romildo?

Parabéns ao presidente da Federação Paulista, Reinaldo Bastos, que está ao lado do Grêmio nessa luta desigual.

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