‘Grêmio é o Grêmio porque é o Grêmio’

Mais um Campeonato Brasileiro em nossas vidas. E mais uma vez o Grêmio entra sem grandes expectativas, envolto em incertezas e indefinições, o que resulta em medos profundos, angústias e calafrios.

Agora, como decretou o grande Hélio Dourado: “O Grêmio é o Grêmio porque é o Grêmio”. Não sei exatamente o que significa essa frase, mas é mais profunda que uma outra, esta do Dino Sani: “No futebol se ganha, se perde e se empata”, não necessariamente nessa ordem.

O Grêmio até poderia mudar a frase diante do que tem ocorrido já faz tempo: “No futebol se perde, se perde e se perde, às vezes de forma ilícita”.

Refletindo sobre a frase de Dourado, que suprime os érres e fica Guêmio.

O Grêmio é superior a ele mesmo, está acima de tudo, de todas as forças, é capaz de superar as maiores adversidades. Acho que é isso que o presidente que me tirou do fundo do poço em 1977 e me levou ao êxtase em 1981 quis dizer. Nada pode ser maior que o Grêmio, que é preciso sempre acreditar na força desse clube. E como não acreditar se, mesmo nesse período de seco, o Grêmio cresce e avança impulsionado por sua fabulosa torcida.

Então, apesar de prognósticos sombrios de alguns setores e um certo pessimismo de todos nós, não há por que duvidar que o Grêmio ainda festeje um grande título neste ano.

Temos a Copa do Brasil e o Brasileirão, que começa neste domingo, às 11h, na Arena, em pleno Dia das Mães, no horário em que se costuma sair para almoçar com essas mulheres tão especiais e a quem devemos tanto. O público não será aquele que o Grêmio precisa para começar bem, mas dá para passar por cima também dessa sacanagem armada, provavelmente, por algum colorado com poder para definir datas e horários de jogos. O RW costuma repetir o nome dele. Mas pode ser pura paranoia nossa…

Bem, sinceramente não me preocupo com o time que começa o jogo. Se entrar este e sair aquele não vai fazer grande diferença.

O fundamental é que o Grêmio jogue um futebol de muita pegada, velocidade e objetividade. Sem aqueles toques de bola irritantes e infrutíferos.

Está na hora de Felipão armar o time com a cara dos anos 90.

Aí sim os temores poderão dar lugar à esperança.

TEM GOL

Tuitei ontem que a sala de imprensa do CT do Grêmio levará o nome do plantão das multidões, Antônio Augusto, que nos deixou faz pouco.

Justa homenagem a esse gremista que marcou seu nome na história do rádio gaúcho e brasileiro.