Deuses do futebol abraçam o Grêmio e largam o Inter

O jogo doloroso desta noite na Arena foi doloroso. Eu, que fiquei em casa, tive a sorte – agora eu sei – de ver apenas 40 minutos do mau futebol que era cometido no novo tempo do futebol gaúcho. Faltou energia elétrica. No rádio Voz do Brasil e depois horário político.

Pela primeira vez na vida acompanhei um jogo pelo twitter. Lembrei-me dos velhos tempos de repórter do Correio do Povo, onde muitas vezes fiz comentários em cima do que ouvia pelas emissoras de rádio, normalmente a Guaíba.

Pior foi a situação de companheiros que fariam tubo – ou seja, transmitiriam por rádio o jogo a partir das imagens da TV, mas as imagens não viera. Então, os bravos heróis do microfone conseguiram transmitir o jogo ouvindo a transmissão da emissora concorrente. Pensam que é fácil a vida no rádio?

Operam-se milagres quase que diariamente, hoje nem tanto em função da internet.

No caso de repórter de jornal é mais fácil. Só pelo que li no twitter, em especial os do ‘seu Algoz’, no primeiro tempo, eu conseguiria fazer um texto analisando o o jogo.

Mas o jogo foi tão ruim que nem vale a pena nós perdermos tempo.

O segundo tempo, com a volta da energia elétrica, eu assisti. Não fosse pelo gol milagroso, sim, milagroso, de Barcos eu diria que o melhor seria ter ficado no escuro.

Não é assim com muitas coisas? Fica no escuro, preferir não saber?

Neste caso, no entanto, eu prefiro ver com meus próprios olhos, nem que seja só pra me irritar.

A conclusão a que chego depois de ver o futebol cometido por Grêmio e Atlético Paranaense, é que venceu o menos ruim. Venceu o mais rabudo, o mais sortudo.

Depois da vitória sobre o Flamengo nos acréscimos e agora contra o Atlético-PR também no ‘apagar das luzes’, das duas uma:

Ou as zagas adversárias estavam na gaveta ou os deuses do futebol decidiram dar uma mãozinha. Escolham.

Mas futebol é assim mesmo: Nem sempre vence aquele que joga melhor, que faz por merecer. O Grêmio contra o Flamengo mereceu vencer. Contra o Atlético, não.

O fato é que em outros tempos, recentes até, o gol no finalzinho seria do adversário.

Em dois jogos seguidos, em que o empate já estava praticamente sacramentado, o Grêmio venceu.

Ficou claro, porém, que o time não tem futebol para muito mais, ou seja, ambicionar o título. No máximo, uma vaga na Libertadores.

É que nos cabe nesse latifúndio do futebol brasileiro.

GIULIANO

Com Felipe Bastos, Giuliano cresceu. Sim, Felipe é um protagonista; Giuliano é um bom assistente, um coadjuvante de qualidade.

Sem um protagonista, o acessório pode desabar. Foi o que aconteceu com Giuliano.

Fico pensando que tipo de investidor coloca dinheiro, e muito dinheiro, pensando em ter lucro com Giuliano.

Somente alguém que não conhece nada de futebol.

Ou é muito gremista e não se importa com eventual prejuízo. Fico com a primeira opção.

Mas pode ser também as duas coisas.

INTER

Fim do sonho. O Inter que desdenhou a Copa do Brasil e a Sul-Americana por acreditar que mantendo o foco apenas no Brasileirão poderia quebrar o jejum de 35 anos deu adeus à disputa do título.

A derrota para o lanterna Vitória foi a gota dágua.

Vai agora investir o que tem e o que tem não tem para contratar Nilmar. É o desespero.

Fora isso, deve trocar o treinador. A série de resultados negativos é indesculpável, ainda mais para os que viam no elenco colorado um grupo de alto nível.

Argel é o primeiro da lista. Depois, Lisca, sempre lembrado por setores da imprensa para trabalhar no Grêmio.

Mas acredito que virá Mário Sérgio. Informação de cocheira.

Ah, D’Alessando mais uma vez vai vencer a queda de braço com um treinador no Inter.

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