Noite de apagões de Grêmio e Inter

O vestiário gremista responsabilizou o juiz pela derrota diante do Corinthians. Exagero. Choro de perdedor.

O juiz marcou um pênalti de Adilson sobre Emerson. Se fosse na zaga do Corinthians ele marcaria? O fato é que a meu ver houve infração. Adilson jogou seu corpo sobre o atacante. Foi uma bobagem, mas na hora o defensor quer mais é neutralizar o adversário que se projeta em direção a bola.

No Gre-Nal, Índio fez isso de forma escandalosa sobre Saimon e o juiz deixou passar.

Com a vantagem, o Corinthians ficou mais tranquilo. O Grêmio começou a reagir. Criou duas ou três situações de gol, a melhor delas com Escudero.

Até que Douglas marcou um golaço de falta. aliás, Douglas foi muito bem. Mais interessado, tocando a bola, virando o jogo e quase não errando passes.

No segundo tempo, o Grêmio foi superior. O juiz, depois da mãozinha para o queridinho, acabou ajudando o Grêmio ao expulsar dois jogadores do adversário, o segundo de maneira curiosa e rara. O sujeito fazia cera para deixar o gramado. O juiz se irritou e o expulsou. Acho que isso vai custar um gancho a esse juiz.

Mas antes de ficar com nove jogadores em campo, o time do Tite marcou duas vezes, em vaciladas na defesa.

O Grêmio teve uns dez minutos para reagir. André Lima empatou de cabeça, pegando uma bola desviada por Ed Carlos.

Brandão e Leandro haviam entrado, saindo Marquinhos, com mínima contribuição, e Escudero, porque mais atrapalhava do que ajudava. Não adiantou muita coisa.

O Grêmio não teve tranquilidade nem capacidade técnica para buscar o empate.

Considerações finais: Adilson de lateral direito só quando não tiver mais ninguém. Roth não confiou no guri Spessato. Deve ter suas razões.

Mário Fernandes fez muita falta. Com ele, o time teria mais qualidade ofensiva para aproveitar o domínio do segundo tempo.

Agora, depender de André Lima e Brandão pra virar um jogo é triste. Leandro visivelmente está confuso: não sabe se é atacante, volante ou goleiro. Se ele cortar o cabelo talvez pare de pensar que é o Neymar e volte a ser o Leandro.

Gostei muito do Júlio César. Vai ao fundo e cruza bem. Mais entrosado vai ser muito útil.

Gostei também do Grêmio de um modo geral, da personalidade. Parece mais confiante e seguro. Já não temo o rebaixamento.

Por fim, o juiz contribuiu para a derrota ao marcar o pênalti. Mas o Grêmio teve tempo para reagir, principalmente quando ficou uns 10 minutos pelo menos com dois jogadores a mais em campo. O juiz deu apenas 3 minutos de acréscimo. O certo seria uns 5 ou 6. Mas com esse ataque o Grêmio dificilmente faria um terceiro gol.

A cota já estava estourada.

DO CÉU PARA O INFERNO

Ceder o empate depois de estar vencendo por 3 a 0, levando três gols em apenas dez minutos é uma proeza.

Uma façanha que merece um DVD.

O Inter atropelava o Santos no Beira-Rio por 3 a 0. A torcida festejava. Até o contestado lateral Nei recebia aplausos. Aí, um apagão semelhante ao que aconteceu com a defesa do Grêmio fez o Inter mergulhar na escuridão.

Nem o espiritismo explica o que houve, mas Alan Kardek, ex-Inter, marcou o seu, e Borges marcou duas vezes, calando por momentos a torcida, que logo explodiu em vaia.

Prova de que no futebol o inferno e o céu estão muito próximos.

Já o Borges justificou plenamente os 100 mil reais que o Grêmio lhe paga para fazer gols pelo Santos.

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