Lanterna da Hora e a falta de comando

O ‘campeão da hora’ virou o ‘lanterna da hora’. Isso significa que minha previsão segue valendo, ou seja, a de que o título do Gauchão seria o único do Grêmio na temporada.

O time milionário formado pelos doutos do Olímpico com a ajuda do Aprendiz e suas indicações terminou lanterna desse torneio mixuruca.

Se tivesse vencido, o sr. Duda estaria exultante, talvez providenciasse um DVD. Como perdeu, saiu-se com essa frase vergonhosa:

– Nunca foi a do Grêmio jogar amistoso. O Grêmio é um time de competição, de torneio, de Copa do Brasil, já ganhou quatro, de Campeonato Brasileiro, já ganhou duas, de Libertadores, já ganhou duas. É o único time do sul que já ganhou a Libertadores duas vezes, que isso fique bem claro.

O presidente gremista enumerou títulos que ele viu das cadeiras ou da tribuna de honra, não do comando do clube. Esqueceu de dizer que o último grande título foi a Copa do Brasil de 2002, se não me engano, com o técnico Tite.

São oito anos de secura. E o sr. Duda ainda se acha no direito de destacar que o Grêmio é o único do Sul que ganhou duas Libertadores, provocando o Inter, que está na iminência de chegar lá de novo.

Não é hora de provocações, é hora de trabalhar, assumir o posto de presidente do Grêmio, um dos maiores clubes de futebol do planeta, em toda a sua plenitude, não permitindo que subalternos assumam total controle do vestiário e adjacências.

Minha crítica é construtiva.

Aqui de longe, na minha trincheira, o balcão do boteco, percebo que o Aprendiz perdeu o controle do vestiário. Já registrei isso aqui dias atrás. Reafirmo. No amistoso contra o Vasco, no gol de Borges, Edílson fez a jogada, chutou e Borges pegou o rebote. Edílson saiu caminhando como se estivesse na rua da Praia. Não esboçou qualquer reação. Estava indiferente, talvez até arrependido de ter chutado.

Agora, depois de cair vergonhosamente diante do Avaí, a direção e o técnico pouca prática anunciam dispensas. É uma forma de intimidação. Tentativa de retomar o vestiário. É a leitura que faço.

Aquela frase do Mário Fernandes continua saltitante na minha cabeça:

– Ele (o Silas) sempre fala antes pra imprensa.

Referia-se aquela bobagem de anunciar que o guri não jogaria mais na zaga e disputaria posição na lateral, decisão que não resistiu uma semana. Não tenho dúvida de que Mário não falou apenas por si mesmo. É um sentimento também de outros jogadores.

SAIDEIRA

Sobre o Bérgson. Estive com ele no Cadeira Cativa há oito dias. Eu disse, no ar, para o guri e seu procurador que Bérgson estava sendo torrado jogando como primeiro atacante, que eu e a torcida já tinhamos dúvidas sobre suas qualidades, e que ele, Bérgson, deveria pedir uma chance como segundo atacante, caso contrário comprometeria sua carreira. Ele concordou comigo. Ontem, ele jogou na dele e foi melhor, até fez gol, seu primeiro como profissional.

FECHANDO A CONTA

O Aprendiz está anunciando que Maylson será reserva de Leandro no jogo contra o Vitória, dia 14.

Cada vez mais firmo a convicção de que em pouco tempo o Grêmio estará beirando a zona de rebaixamento.

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