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Grêmio bate Novo Hamburgo e confirma classificação

Com 3 a 1 sobre o Novo Hamburgo, na Arena, neste domingo, o Grêmio cumpriu a obrigação de passar à semifinal do ‘me engana que eu gosto”, muito mais pra não deixar o caminho livre para seu rival do que qualquer outra coisa.

Na comparação com o time que enfrentou o Caxias na sexta-feira, no Centenário, vi uma evolução.

Por exemplo, no meu artigo anterior, eu reclamei que o time jogava muito pelo meio, mesmo com os laterais passando em velocidade. Olha a sacanagem: o lateral dá um pique rumo à linha de fundo e a bola não chega nele. Desta vez chegou.

O Cortez cansou de receber bolas contra o NH. O problema é que seus cruzamentos invariavelmente batem no adversário à sua frente.

Vanderson também foi acionado. E deu boa resposta. Esse guri foi um achado. Acho que vale a pena testar Rafinha na função de Alisson, que caiu em desgraça perante o torcedor, e pouco faz para reverter isso.

Não sei por que insistir com Alisson. Ele era peça importante no esquema de Renato, mas Renato se foi. Ontem, ele ficou até os 43 minutos. Sobraram míseros 4 ou 5 minutos para o pobre do Léo Pereira.

O técnico Thiago Gomes agiu bem em manter Alisson, mas não precisava continuar com ele tanto tempo. O jogo estava definido. Será que era medo de uma virada do Nóia?

Outro que poderia jogar menos tempo é Pepê, que está negociado. Poderia ser poupado para jogos da Libertadores, abrindo caminho para Chú, este sim precisando de oportunidade.

Deixando bem claro que qualquer análise séria precisa levar em conta a fragilidade do adversário.

Friso isso porque o Jean Pyerre fez uma partida quase empolgante. Livre, sem bafo na nuca, ele articulou quase sem ser incomodado. Aí apareceu sua técnica exuberante. Fez um gol e deu passe para outro.

Gostei de novo do Tiago Santos. Joga sério, sem frescura.

Bobsin, que enfrentou uma série de lesões, entrou depois, agora com mais personalidade, inclusive aparecendo na área como elemento surpresa. Gostaria de vê-lo mais tempo em campo.

Agora, a Sul-Americana, que dá vaga direta à Libertadores do próximo ano. O Grêmio joga quinta, 19h15, contra o La Equidad, da Colômbia.

Misto tricolor empata em jogo muito ruim

Finalizada mais uma bela e gloriosa passagem de Renato pelo Grêmio como treinador, vida que segue. Não há tempo para maiores reflexões. Um dia depois da saída do ídolo, a realidade do campeonato regional.

Acompanhei o empate por 0 a 0 com o Caxias, no Centenário, muito mais para observar alguns jogadores, em especial Rafinha e Thiago Santos. Gostei dos dois, mas sem entusiasmo, o que é mais do que natural.

Prestei atenção nos guris da base. Gostei de ver que o lateral Felipe desempenha bem nos dois lados. É um bom reserva por enquanto. Mas pode evoluir.

Aqui uma observação: existe no time uma insistência em jogar pelo meio, no toque-toque. JP é um que prefere jogar pelo meio. Raramente olha para o lateral que está passando, como aconteceu pelo menos 3 vezes com Felipe. JP (Maicon, MH e Darlan também) prefere forçar uma jogada pelo meio a fazer o mais simples: o passe para o lateral que vai ao fundo e cruza. Um ‘papai-mamãe’ do futebol.

Foi um jogo horrível, talvez o pior do ano. O Caxias não teve uma chance sequer de gol (e aí mérito para o sistema defensivo tricolor). Já o Grêmio, com mais posse de bola e objetividade quase zero, teve uma situação incrível perdida por Elias. E foi só.

Aqueles que cobravam de Renato a saída de Alisson e a escalação de Ferreira e Pepê com DS no meio, devem estar se perguntando: por que não funcionou essa dupla no jogo? Seria porque era Ricardinho e não o ‘gordo’ goleador do time? Em tese, seria um ataque arrasador. Na prática, a ideia não funcionou. Nada como uma escalação depois da outra…

Neste domingo, na Arena, 20h, o Grêmio pega o NH. Thiago Gomes volta a comandar o time.

Espero que ele não escale o Alisson. Não quero ouvir choro e ranger de dentes tão cedo.

E Maicon, será que joga? Dizem que ele está acertando sua saída do clube. Se isso acontecer, espero que ele seja feliz. Teve uma passagem marcante pelo Grêmio, principalmente por sua atuação em Grenais.

Lavou minha alma.

Valeu, Renato

Depois de 4 anos e meio como treinador do Grêmio, Renato Portaluppi está indo embora. Ele e o presidente Romildo acertaram o desligamento. Renato continua com sintomas da covid, mas tudo está sob controle.

É o fim de um ciclo vitorioso, um dos mais ricos na história gloriosa do Grêmio.

Renato vai, fica a estátua e permanece a certeza de que ele volta um dia para apagar incêndio e elevar e honrar ainda mais o o nome do clube.

Hoje, com a passagem de Renato, Grêmio é quase sinônimo de futebol gaúcho, tamanha a projeção mundial que atingiu. É uma referência no país e no exterior.

Valeu Renato…

-por me fazer feliz depois de 15 anos de seca de grandes títulos e vitórias gloriosas;

-por me dar mais uma Libertadores da América e outra Copa do Brasil;

-por levar o time a ficar muito próximo de um tetra da Libertadores e um hexa da CB, títulos que arbitragens impediram de ser conquistados;

-por recuperar e manter a hegemonia no futebol gaúcho com uma série de vitórias no clássico, inclusive goleadas inesquecíveis;

-pela tranquilidade que me proporcionastes para assistir a jogos do Grêmio em 2016/2017 muitas vezes com a certeza da vitória, tamanha a qualidade do futebol da equipe;

-pelos shows de bola em muitos jogos, conquistando a admiração e o respeito da mídia nacional, em especial do centro do país. Nem tanto a daqui, por razões que tu conheces muito bem , deixando isso muito muito evidente.

Enfim, há tanto o que agradecer. Fica aqui um breve resumo. É claro que ocorreram percalços, mas esses o tempo cuida de colocar no seu devido lugar. O que fica, Renato, é o resultado de teu trabalho, com muito mais acertos do que erros.

Valeu, Renato. Até um dia.

Grêmio perde gols demais e cai diante do bom time do Del Valle

O Grêmio pagou o preço de ter errados demais nas conclusões, desperdiçado oportunidades gol que em qualquer competição custam muito caro, ainda mais numa Libertadores.

O time poderia ter vencido os dois jogos contra o Del Valle, mas jogou fora raras chances de gol. Erros que não ficam impunes contra adversários de alto nível, como é esse time equatoriano.

Diria até que o Del Valle só não é candidato ao título porque é muito vulnerável defensivamente, a começar pelo seu goleiro faceiro com a bola nos pés. Outros times não irão jogar fora chances tão cristalinas de gol como as que teve o Grêmio nesta noite na Arena.

Então, a lamentar a eliminação com tantos gols desperdiçados – sem desmerecer o adversário.

Como consolo, restará ao Grêmio na temporada mais tempo para dedicar-se ao Campeonato Brasileiro, tão reclamado por muitos gremistas.

Conheço alguns que até preferiam o Grêmio fora da Libertadores para concentra-se no Brasileirão.

Será divertido ver esse pessoal curtindo um Brasileiro, que é mais comprido que esperança de pobre, enquanto o maior rival disputa a Libertadores.

Por fim, não posso deixar de lamentar que a Covit não tenha poupado nem uma estátua.

Sei que uma parcela da torcida, pequena, um pouco maior que o tamanho do vírus, preferia até o auxiliar Alexandre no lugar do multicampeão Renato Portaluppi. Bem, agora eles sabem como seria o Grêmio com Alexandre.

Desconfio que se Renato estivesse à beira do gramado as coisas teriam sido muito diferentes.

Mas como sabê-lo?

Resta lamber as feridas e esperar que a turma que tudo sabe, tudo vê, se acalme.

A vida continua.

Covid-19 segue desfalcando o time para a decisão na Arena

O melhor que poderia acontecer agora seria antecipar o jogo para o final da manhã, início de tarde. Sei que isso não vai ocorrer. Mas o que eu posso fazer? Tenho medo de que até o horário oficial do confronto decisivo contra o Del Valle, 19h15, mais jogadores apresentem sintoma de covid-19.

O desfalque mais recente é o de Diogo Barbosa. Não sei se lamento ou se festejo. Está aí um lateral que eu gostava, mas que até agora não provou ser superior ao veterano Cortez. Então, a ausência de Barbosa em princípio não chega a ser um problema.

Problema mesmo eu vejo na lateral-direita. O jovem Felipe foi promovido às pressas. Vanderson vai fazer falta. Felipe é um lateral mais discreto, eficiente, mas sem o ímpeto e a personalidade do titular.

O setor direito do Grêmio é o mais vulnerável. O time argentino vai forçar a jogada por ali. Do outro lado, tem a volta de Kannemann, que impõe mais respeito do que os zagueiros noviços que estão subindo.

No meio de campo, é certo que jogam MH e Maicon. Na minha opinião completam o setor Alisson, Ferreira e Pepê, formando a segunda linha. É um time para sair amassando os equatorianos para fazer logo o primeiro gol. Lembrando que o 1 a 0 garante a classificação.

Sobre Pepê, ele deve estar louco pra jogar. Tem muita gente que torce o nariz porque Pepê caiu de produção em jogos decisivos. A questão é que todo o time rendeu menos.

Outro que pode entrar no time é JP. Sinceramente, espero que ele não seja necessário. Não vejo nele comprometimento com o time, o clube e, principalmente, com o técnico. Infelizmente.

A lamentar que num jogo tão importante o técnico Renato Portaluppi não possa estar à beira do campo.

Está em jogo a vaga na fase de grupos da Libertadores. Vaga que o time deixou escapar. Garantindo a classificação, o Grêmio terá de correr para reforçar o time. O prazo termina no sábado, pelo que andei lendo por aí.

Sem um time mais forte o Grêmio não terá vida longa na competição.

A dor que os otimistas provocam nos negativistas das redes sociais

O otimismo dói. Nunca pensei que ser otimista doesse tanto. Assim como tem gente que não aceita a felicidade dos outros. Só os alienados são felizes, dizem os amargos e invejosos do sorriso estampado no rosto do outro.

Foi só declarar aqui que torci pelo Grêmio com serenidade e convicção na classificação, antes mesmo do golaço do Diego Souza, que aqueles que esperam sempre o pior – porque do pior se alimentam -, me criticassem.

Houve até quem especulasse que eu havia ingerido alguma coisa diferente naquela noite. “Eu quero um pouco disso que você está usando”, provocou um comentarista com bom humor. Tive de rir.

Nunca precisei de nada além da cerveja e vinho, talvez um tantinho de uísque, para aumentar a confiança.

O mais próximo que cheguei de drogas ilícitas foi em 1980, em Montevidéu, durante o Mundialito que fui cobrir pelos jornais da Caldas Júnior. Levei um susto quando meu companheiro desembrulhou um pacote de maconha. É só meio tijolo -, apressou-se a esclarecer.

Preciso referir que eu e ele parecíamos dois tupamaros, cabelos grandes e barba a la Che Guevara. Prato feito para ‘la policia’.

Ah, estávamos ainda no período da ditadura no Uruguai, que chegou ao fim em 1985.

Felizmente, deu tudo certo. Sabem por que? Porque mantive o otimismo e sorriso de quem estava feliz por estar cobrindo um torneio com os melhores jogadores do mundo. Então, esqueci o embrulho do colega e trabalhei. Simples.

É o que o Grêmio precisa fazer. Superar as adversidades. Esquecer as ausências e enfrentar o Del Valle, nesta quarta, 19h15, confiante e compenetrado. De preferência desprezando os negativistas da excelência da gestão do presidente Romildo Bolzan e do trabalho do técnico Renato.

É evidente que o time está distante do seu potencial e sofre com desfalques. Mas ainda assim tem todas as condições de passar.

Aos gremistas que encontram dificuldade para torcer pelo Renato, lembro que ele está fora do jogo (este sim um problema preocupante, ao menos para mim).

Então, esse pessoal que já nem disfarça que quer ver Renato pelas costas – mesmo que isso custe a vitória do clube – tem um forte motivo para apoiar o time: em caso de vitória sobre o Del Valle defender e exigir a efetivação do auxiliar Alexandre Mendes.

Acreditem, tem gente que já manifestou esse desejo em whatts, twitter e blogs.

Por fim, passando para a próxima fase será necessário reforçar o time, mas reforços pontuais, cirúrgicos, e de resposta imediata, não como o Pinares que até agora nada acrescentou, e não saiu barato.

Grêmio arranca com derrota, mas tem tudo para reverter na Arena

Foi com absoluta serenidade que vi o Grêmio perder por 2 a 1 para o Independiente del Valle. Em nenhum momento no jogo fiquei tenso como costuma acontecer em jogos de mata-mata.

Só fiquei preocupado após o pênalti que colocou os equatorianos em vantagem e deixou o Grêmio com um a menos, tendo quase todo o segundo tempo para ampliar. Foi aí que tem pelo pior. Mais um gol e o adversário entraria com tudo para garantir a classificação no jogo da volta, quarta-feira, 19h15.

O del Valle não soube aproveitar a vantagem numérica, apesar de ter um ataque insinuante. O Grêmio colocou duas linhas de marcação, congestionou o meio de campo e disputou uma final de Copa do Mundo. Foi uma prova de fogo para a gurizada, que, aliás, foi aprovada com louvor.

Em casa, o Grêmio tem todas as condições de garantir a vaga. Vitória por 1 a 0 já classifica, mas acho que o Grêmio ganha por uns dois ou três gols.

Por que tanta tranquilidade? Brenno confirmou que é um grande goleiro. Para ele foi bom esse teste de jogar um mata-mata em Libertadores com um jogador a menos.

Outro fator que me faz acreditar na vaga sem maiores dificuldades: o Grêmio já era para terminar o primeiro tempo com 2 a 0, o que deixaria o rival mais vulnerável no segundo. Um erro grosseiro da bandeirinha anulou o golaço de Ferreira em bela jogada de Diego Souza.

Depois, logo no começo do segundo tempo, DS perdeu um gol que ele costuma fazer com um pé nas costas. Ele deveria ter chutado de primeira. Tentou driblar, mas ele não é mais um guri para vencer uma disputa com o goleiro no drible. Já não tem o arranque de outros tempos, embora continue sendo um grande atacante.

Então, o Grêmio poderia ter fechado com 3 gols antes de o Valle marcar o seu primeiro.

Continuo tranquilo e convencido de que o Grêmio se classifica. Mas no futebol tudo é possível.

Inter gastou demais nos últimos anos e sua receita com a base despencou

No final de 2014, antes de entregar a presidência do Inter para Vitório Piffero, Giovani Luigi sentenciou: o clube precisa vender dois ou três jogadores por ano para saldar seus compromissos.

Eu escrevi sobre isso na época. A frase não ganhou maior repercussão nos meios de comunicação, até porque a mídia vermelha sempre foi ufanista e vendeu a imagem de um clube poderoso e imbatível.

E isso permanece, e até se acentua, quando o time vai mal em campo, não conquista títulos, como uma forma de defesa dos colorados da imprensa. Ou até porque alguns são remunerado pelo clube, algo impensável no período em que fui jornalista esportivo.

Os tempos mudaram.

Enquanto era corroído em suas entranhas, o time em campo vivia de espasmos de bons momentos, mas nada de títulos expressivos. Dirigido por um fanfarrão, que queria porque queria festejar um campeonato de expressão, o clube aumentou sua dívida, e os títulos não vieram, e nada de surgir na base jogadores que pudessem gerar a receita necessária, com duas ou três exceções. Taisson é uma delas.

Ao mesmo tempo, o Grêmio crescia alavancado por uma política de austeridade nas finanças e seriedade nas categorias de base. Vieram as vitórias, títulos, e a elevação na receita com a venda de jogadores, entre outras.

O sucesso do Grêmio obrigou os dirigentes do rival a investir mais para formar um time em condições de festejar títulos. Os resultados de campo não foram o esperado – teve até uma queda para a a segundona no meio do caminho.

Como se não bastasse, estourou um escândalo interno envolvendo o presidente Pífio e companheiros, com um suposto desvio de dinheiro.

A pressão da torcida e da mídia foram ajudaram a comprometer ainda mais as finanças. Os jornalistas colorados fizeram de tudo para tentar ajudar o clube do coração. Quem acompanha o noticiário esportivo sabe do que estou falando.

Uma agenda positiva permanente.

Não adiantou. O presidente Marcelo Medeiro, que deveria seguir o exemplo de seu tio, Gilberto Medeiros (“Eu vim para pagar títulos, não conquistar títulos”, disse ele ao assumir a presidência do Inter tempos atrás), foi às compras, e quase nada vendeu.

Hoje, a realidade é assustadora para os colorados. Sem títulos, sem jogadores para comercializar, receita de TV comprometida, etc., o clube segue rumo ao fundo do poço.

O atual presidente, Alessandro Barcellos, que defende a formação de atletas na base, terá que enxugar as despesas de modo radical. Caso contrário a segundona pode ser a próxima parada na queda.

Mas a contratação de Taisson, com remuneração mensal de 700 mil reais, segundo dizem, sinaliza que tudo vai mudar não mudando.

Alisson, o operário do time na mira dos torcedores raivosos

Alisson é a nova ‘Geni’ do Grêmio. Não é de hoje, mas não me lembro de ter visto tanta crítica como no Grenal que começou no dia 3 e terminou nos primeiros minutos do aniversário colorado.

O bombardeio contra ele nas redes sociais, em especial nos grupos de whatts, foi intenso, mesmo com a belíssima vitória sobre o velho rival. Imagino como seria se o jogo terminasse empatado, como se desenhava pelo que aconteceu no jogo.

Tem gente que mal começa o jogo e já está ali teclando, atacando Alisson ou algum outro jogador, como se Renato, à beira do campo, estivesse recebendo as mensagens e logo mudaria o time para atender o torcedor.

Quer dizer, nada do que o sujeito escreve, ‘cheio de razão’, vai mudar o rumo da partida. Punheta de quem não tem nada pra fazer.

Por que não esperar o fim do jogo para massacrar Alisson, um jogador importante não para o torcedor sabichão, mas para quem decide? No caso, o técnico Renato Portaluppi, esse ‘burro’ que devolveu o clube ao seu devido lugar, com títulos nacionais, internacionais, regionais e vitórias sucessivas sobre o velho rival.

Não, esse torcedor que despeja suas decepções e frustrações no teclado quer se exibir, mostrar que sabe tudo e que Renato nada sabe, não passa de um ‘entregador de camiseta’. Quem sabe das coisas é ele, o torcedor alucinado.

Não adianta explicar que Alisson cumpre uma função tática importante, ajudando a fechar o meio, marcando o lateral que sobe e ainda saindo de trás para organizar jogadas – e é aí que Alisson começa a se atrapalhar um pouco.

Mas é preciso olhar o todo. Alisson é uma formiga operária. No Grenal, ele fez boas jogadas, combateu e foi intenso. Foi mal, porém, em duas ou três jogadas de penúltimo ou último passe, mas nada que justificasse tanta raiva de parte da torcida tricolor.

Alisson é o tipo de jogador tático, cumpridor de funções dentro de campo. O espertinho vai dizer que uma delas é irritar a torcida. É difícil encontrar um treinador que não tenha o seu (jogador tático) de estimação. Se eu tivesse boa memória poderia listar uma dezena.

Mas vai explicar isso para quem em vez de assistir ao jogo fica teclando desde que a bola começa a rolar.

Ah, eu gostaria de alguém melhor que o Alisson, que tenha humildade para cumprir funções e seja mais qualificado com a bola nos pés. Mas não vejo ninguém melhor no grupo atual.

SOTELDO

O Grêmio manifesta interesse no pequeno grande Soteldo. Seria um bom reforço, mas acho que não vale investir tanto dinheiro numa posição em que o time parece bem servido. Agora, se ele faz a função do Alisson…

Grenal pode ser o batismo de fogo da gurizada gremista

Grande parte daqueles gremistas que desdenharam o título do Gauchão do ano passado, estão agora perfilados nas redes sociais cobrando uma vitória no Grenal para evitar que o seu velho rival dispare na liderança do… Gauchão.

E assim vai o nosso tradicional campeonato dos campos precários e iluminação insuficiente. Uma hora é importante, como agora; em outras, uma bobagem para servir de laboratório sem preocupação maior.

O importante é testar os guris da base -dizem, mas basta empatar um jogo contra um modesto time do interior – a maioria com folha de pagamento inferior ao que ganha um Alisson, só pra citar umas das ‘genis’ do grupo -, para começar o tiroteio nas democráticas redes sociais que o presidente Romildo, em boa hora, largou de mão de tantas ofensas que vinha recebendo, e que eu senti na pele.

Aliás, decidi abrir mão da ação para acionar os meus detratores quando vi que as agressões, calúnias e injúrias são comuns nessa selva, e que nesses tempos de pandemia tudo se torna mais agressivo, mais tenso, mais raivoso e belicoso.

Então, todos podem continuar fazendo seus comentários desde que se identifique, que se cadastrem. Quem não o fizer será excluído. A casa é minha, é pequena, um pouco maior que um quitinete, modesta, mas é minha. E aqui entra só quem eu aceitar.

Mas voltando ao Gauchão, vejo o Inter como favorito, embora o jogo seja na Arena nesse horário de boate, 22h15.

O Inter vai com força máxima. E está mais entrosado. O Grêmio vai com um time misto. A dupla de área é de guris. Medo. O mais experiente da linha de quatro defensores é o Barbosa, que parece um juvenil de tão açodado.

Então, viria bem o Thiago Santos, volantão daqueles que se consagrariam assim como Caçapava na década de 70, e China nos anos 80. Hoje, não há lugar para eles nos grandes clubes, mas é bom ter uma opção como essa no grupo. Ainda mais quando se joga com uma dupla de área como a deste sábado.

O clássico é uma prova de fogo. Penso no goleiro Brenno. Começou muito bem esse período de provas. Teve uns vacilos, mas nada de preocupante. Fez grandes defesas. A titularidade só depende dele. Agora, se as coisas não correrem bem no Grenal ele passará a ser questionado.

Por isso, torço muito por ele, até para impedir que a direção contrate outro goleiro meia-boca, como fez ao trazer Paulo Victor e Vanderlei, contratações que eu critiquei. Há rumores (boatos, espero) de que o clube estaria buscando um goleiro experiente. Medo.

Bem, vamos ao Grenal que pode ser o batismo do sucessor de Éverton e Pepê.

Provável time: Brenno; Vanderson, Ruan, Rodrigues e Diogo Barbosa; Maicon e Matheus Henrique; Alisson, Pinares e Ferreira; Diego Souza.

Jovens da base à disposição do técnico: Heitor, Fernando Henrique, Léo Chú, Léo Pereira, Pedro Lucas e Ricardinho.