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Diego Souza e Churín, que estreia contra o Ju, podem jogar juntos

O argentino Diego Churín foi contratado para disputar posição com Diego Souza, um jogador que ali pela metade do segundo tempo já não rende o necessário para acompanhar o ritmo forte da maioria dos jogos.

Pelo retrospecto dos dois, tudo indica que Diego Souza irá continuar como titular, até porque vem dando boa resposta, jogando com inteligência e aplicando sua experiência para vencer a marcação e fazer gols.

Não é o típico camisa 9, o aipim, que basicamente sobrevive dos companheiros para fazer gols. É o caso de Churín, um centroavante tradicional que precisa ser municiado, abastecido. Caso contrário, some no jogo. Acho difícil que seja capaz de dar assistências como faz seguidamente o DS.

Agora, penso que os dois podem jogar juntos. Churín enfiado entre os zagueiros, com Diego Souza encostando nele vindo de trás com sua técnica e sua larga experiência de quem já atuou, e bem, como volante, meia e atacante.

Assim, já no jogo contra o Juventude, nesta quinta, pela Copa do Brasil, penso que, se for necessário durante o jogo, o técnico Renato irá lançar o argentino sem sacar Diego Souza.

Se Churín der uma resposta muito boa, o que sinceramente não acredito em função do seu currículo, Renato aproveite os dois juntos.

Diego Souza seria um dos três atacantes, atuando mais como armador, pelo menos enquanto Jean Pyerre não decide o que quer da vida ou a direção não contrate um meia, que pode ser esse Gaston Ramirez.

O meu meio-campo poderia, então, ter Matheus Henrique e Maicon, com Alisson, DS e Pepê. Com sua experiência e visão de jogo, DS pode ser o articulador que faz falta ao time.

Mas o melhor é torcer para que JP caia na realidade e que o Grêmio contrate esse Gaston, que dizem ser um jogador de alto nível.

SÓCIOS E O BRASILEIRÃO

Sobre a polêmica envolvendo Alex Bagé, um profissional dos mais competentes, acho que ele pisou na bola. Sugerir que o sócio do Grêmio deixe de pagar mensalidade, ainda mais em meio a uma crise das mais graves, com a direção gremista se desdobrando para manter o clube saudável, pegou muito mal. Mas nada que não possa ser recuperado com um pedido de desculpas. Reconhecer um erro é sempre uma atitude bonita e elogiável.

Reservas do Grêmio surpreendem e conquistam três pontos em Curitiba

O time reserva do Grêmio conseguiu o que nem os gremistas mais otimistas esperavam: somar três pontos em cima dos titulares do Atlético Paranaense, clube que está atravessado na minha garganta por causa daquela semifinal da Copa do Brasil de 2019.

O técnico Renato, que tem sido atacado ferozmente nas redes sociais, desafiou os astros e os deuses do futebol. Com o time mal na tabela de classificação do Brasileiro, ele ousou encarar o time paranaense sem nenhum titular. Pepê entrou no segundo tempo.

Portanto, a derrota era o resultado mais previsível, sinalizando que o tricolor estava mesmo dando adeus ao campeonato nacional, elevando o nível da fúria contra ele.

Uma sinfonia de corneta estava preparada para destroçar os ouvidos mais sensíveis. “O Renato está debochando e a direção não faz nada. O Renato manda no clube”, é uma síntese publicável do pensamento de grande parte da torcida, eu diria quase uma unanimidade. Até alguns chapas-branca estavam se rendendo e aderindo ao “Fora Renato’.

Mas aí brilhou a estrela de Renato. O arremedo de time que ele escalou conseguiu bater o Atlético por 2 a 1, depois de sair perdendo. Carlos Eduard, aos 43, marcou um golaço. Poucos acreditavam numa reação.

No segundo tempo, aos 10 minutos, Luiz Fernando escapou pela esquerda e cruzou forte, o goleiro defendeu, mas a bola bateu em Thiago Heleno e entrou. O Grêmio voltou mais agressivo com a entrada do arisco Pepê no lugar do opaco Éverton. Mesmo assim produziu pouco. Aos 27, entrou o aguardado Ferreira, agora com um pouco mais de tempo do que nos jogos anteriores.

Aos 41, ele marcou o gol da vitória, frustrando aqueles maus gremistas que nas redes sociais secavam Renato. O gol nasceu de um ‘lançamento’ de Paulo Victor (vejam só o tamanho da aridez técnica e criativa do time). Ferreira disputou no corpo com a zaga e desviou do goleiro com um leve toque.

É importante deixar bem claro que o Grêmio (Renato) teve mais sorte do que juízo. Não se pode colocar em risco o clube, que, em caso de derrota, ficaria em situação humilhante e delicada, em função de um jogo da Copa do Brasil. O jogo está marcado para quinta-feira, 21h30, contra o Juventude, na Arena. Ele poderia ter colocado um time misto.

Por sorte, o Grêmio venceu e somou três pontos. Mas cabe uma mudança urgente nessa estratégia de “abandonar” o Brasileirão.

SORTE

Por falar em sorte. Que momento este do Inter! Quando não há erro de juiz sempre tem alguém para dar uma entregada no jogo. Ontem, no Beira-Rio aconteceram as duas coisas. Pelo menos um pênalti não foi marcado a favor do Flamengo. Um toque de mão escandaloso. Mas o VAR não foi acionado.

O Caminho para o Tetra: façam seus palpites!

RUMO AO TETRA

Baseado no meu profundo conhecimento de futebol, grande capacidade de análise, e com uma pitada de desejo, projeto aqui quais serão os finalistas da Libertadores deste ano. Levo em conta que o Grêmio terá pelo menos dois reforços em breve.

Eis o quadro das próximas fases:

QUARTAS

Grêmio x Liga de Quito

Racing x Boca Juniors

Del Valle x River Plate

Libertad x Palmeiras

SEMIFINAIS

Grêmio x Boca Jrs

River Plate x Palmeiras

FINAL

Grêmio x River Plate

CAMPEÃO

GRÊMIO

Vai ser pra matar urubulino…

Quem viver, verá!

Grêmio confirma primeiro lugar mesmo jogando mal

Em uma de suas piores atuações na temporada, o Grêmio por detalhe não foi derrotado em casa pelo América de Cali, nesta quinta-feira. O jogo terminou em 1 a 1, com o time de Renato Portaluppi em primeiro lugar com 11 pontos, seguido pelo Inter, que foi batido pelo Universidad por 2 a 1.

Foi uma noite de muitas emoções e mau futebol, especialmente por parte do Grêmio. Mais uma vez brilhou a estrela de Renato, triturado nas redes sociais desde que foi anunciada a escalação de Robinho.

Difícil mesmo entender a insistência com um jogador que nada acrescenta ao time. A única explicação que eu encontro é que as opções conseguem ser piores, e isto me preocupa e me assusta. Com o grupo atual, a vida do time na Libertadores será breve.

A escalação de Orejuela foi uma improvisação para suprir a ausência de Alisson. A intenção foi boa, mas o resultado ruim, O equatoriano não foi bem na função. Saiu no intervalo para dar lugar a Luiz Fernando, que teve seus dez minutos de fama. Isaque entrou no meio-campo no lugar de Lucas Silva. Teve um desempenho discreto, muito ‘mais ou menos’.

As mudanças, contudo, deram um gás ao time, que em poucos minutos fez mais do que em todo o primeiro tempo. Luiz Fernando sofreu pênalti. Aí, o pesadelo. Quem vai errar, me perguntei. Pensei em Diego Souza. Levei um susto quando vi Robinho, a nova ‘Geni’ dos gremistas, em primeiro plano na tela do monitor. ‘Bah, só falta ele errar’. E errou. Atrasou a bola para o goleiro. Duvido que comece o próximo jogo…

O goleiro, que havia defendido sem soltar a bola, fez a reposição rapidamente. Em segundos a bola estava sendo alçada para a área, onde Kannemann acabou desviando de cabeça: 1 a 0 para o modesto time de Cali.

Dois dramas em menos de um minuto: Robinho e Kannemann. O argentino ainda conseguiria ser expulso já nos acréscimos, após um pequeno conflito numa cobrança de falta no meio de campo. Acho que o juiz exagerou, mas Kannemann, que já tinha amarelo, poderia ter evitado o segundo cartão.

Ele é desfalque para o primeiro jogo da próxima etapa da Libertadores.

JOGADORES

Para mim, ficou ainda mais claro que tirando o time titular, o que colocar em campo é japonês. Não há muita diferença entre os jogadores oriundos da base, como por exemplo Isaque, Luiz Fernando e Thaciano. Minha expectativa maior é com relação a Ferreira, mas até agora o grui não justificou o esforço pela sua permanência. Espero que Renato dê mais tempo pra ele mostrar se é ou não capaz de fazer a diferença assim como Pepê, outro que foi mal no jogo.

Aliás, apenas Geromel e Diego Souza, nesta ordem, foram bem no jogo. O restante esteve abaixo. Não gostei do lateral Diogo Barbosa, um jogador frio demais para o meu gosto. Senti saudade do Cortêz, mais afeito aos jogos peleados da Libertadores.

E aqueles que corneteavam Alisson, “bruxinho do Renato”, devem estar arrependidos. Ele fez e faz muita falta.

Tetê esbanja talento. Mas não com a camisa do Grêmio

É difícil eu parar para assistir aos jogos do futebol europeu – me dá uma baita inveja. Mas hoje resolvei encarar porque soube no começo da tarde que Tetê, pedra em processo de lapidação, que deixou o Grêmio, há um ano e meio, porque tinha pressa. O clube, por outro lado, tem seu ritmo, que hoje eu diria que está mais pra uma ‘valsa dolente’.

Valeu a pena. Comecei a ver o jogo quando Shakhtar Donetsk vencia por 2 a 0, um resultado surpreendente porque era na casa do poderoso Real Madrid, e os ucranianos estavam desfalcados de meio time titular. Era uma gurizada contra os medalhões do time espanhol.

O Shakhtar acabou vencendo por 3 a 2, num jogo emocionante. E quem comandou a vitória foi o ex-Grêmio Tetê, por isso a mobilização da torcida tricolor nas redes sociais, xingando Renato e a direção por terem deixado escapar essa pedra preciosa. O clima ficou ainda mais tenso depois do jogo que apresentou Tetê para o mundo.

Tetê abriu o placa com um chute rasante, no canto direito. Depois, participou do lance do segundo gol. No terceiro, aos 41, ainda no primeiro tempo, Tetê deixou uma bola genial para Solomon mandar para a rede. O Real reagiu no segundo tempo com Movic, um golaço, e com Vinicius Jr, que entrou muito bem.

CONSOLO

Falta lenço para a choradeira e revolta dos gremistas mais inconformados, muitos usando o caso para atingir o presidente Romildo e o técnico Renato. Não serve como consolo, mas ameniza a dor da perda. O Grêmio ganhou, livre, 10 milhões de euros dos ucranianos (5 milhões ficaram com outras partes envolvidas). Se for vendido a partir de agora, o Grêmio tem direito a 15% da diferença entre o valor pago pelos ucranianos e o que será recebido no futuro negócio.

Fica o alerta. A clube precisa ficar esperto, porque os representantes dos jovens mais talentosos querem faturar logo. Não querem esperar que o treinador trate os diferenciados, que são pouquíssimos, da mesma forma que os jovens que constituem a grande maioria na boca do funil.

SP x GRÊMIO

Como estava previsto, o protesto do Grêmio foi devidamente arquivado pelo STJD. Não teria havido erro de direito. O Grêmio vai recorrer.

O importante é que o clube marcou território e mostrou que ninguém aqui é bobo.

Estamos de olho.

Arbitragem faz cirurgia sem anestesia e Grêmio deixa de ganhar 3 pontos

Só de ler o conteúdo das redes sociais e conferir lances do jogo de sábado entre São Paulo e CBF contra o Grêmio, empate por 0 a 0, esgotei, oralmente, em poucos minutos meu repertório de palavrões e adjetivos depreciativos ao coordenador de arbitragem Leonardo Gaciba, ao VAR, árbitro de campo e ao vice-presidente da CBF Francisco Novelletto.

Infeliz ou felizmente, não assisti à cirurgia sem anestesia feita no Grêmio, que, apesar do descalabro cometido, saiu de campo de maneira honrosa, digna e altiva, contudo, a vitória, os três pontos, foram-lhe sonegados de forma escandalosa.

O Gremio se manifestou, fortemente, pelo presidente Romildo e pelo vice de futebol, além do treinador Renato Portaluppi, que desafiou Gaciba a debater questões da arbitragem com um grupo de treinadores.

Além do mais, o clube emitiu nota oficial, ontem.

“Equívocos, descritérios, erros e a omissão do VAR em lances capitais da partida colocam a arbitragem brasileira sob suspeição.”, diz trecho do documento, que neste momento deve estar ‘arquivado’ na lixeira do presidente da CBF, Rogério Caboclo, conselheiro e ex-dirigente São Paulo. Nada é por coincidência.

Bem, quem acompanha o campeonato brasileiro com lupa para encontrar maracutaias depara com elas a todo instante, mas nem sempre as identifica. Tem pessoas que não acreditam – ou fingem que não acreditam – que algum jogador possa entregar jogos por dinheiro; que um juiz não apite sob influências externas, que pode ser oferta de dinheiro vivo, como escalas em jogos importantes e promoções pelos ‘excelentes prestados’.

Os sinais estão aí: basta ver quem não os mais beneficiados nas arbitragens e os mais prejudicados. Até já existem trabalhos de jornalistas sérios a respeito.

Posso garantir que nada do que está acontecendo nos meandros da CBF me surpreende. Logo que o sr. Novelletto foi eleito vice da CBF, mas com olhinhos revirados para a Conmebol – não duvidem, ele vai chegar lá – eu escrevi aqui umas duas ou três vezes que isso que está acontecendo – e desconfio que nós só vimos a ponta do iceberg – aconteceria.

No caso do VAR, para minimizar seus erros e diminuir a possibilidade de manobras e manipulações, eu, e muita gente, sugeri que a CBF (com apoio da Fifa) permitisse que cada treinador tivesse duas ou três chances de pedir análise do VAR durante o jogo. Por certo, o que aconteceu sábado não teria consequências tão danosas ao Grêmio.

Mas por que mesmo esses doutos da CBF abririam mão dessa prerrogativa fantástica de interferir por tabela nos jogos?

O Grêmio reage com a veemência que a situação e o momento exigem. Coloca o campeonato sob suspeição – meu Deus, quantas vezes ouvi isso sem qualquer resultado positivo em favor da transparência no futebol.

O máximo que pode acontecer é a demissão de Gaciba, mas todos nós sabemos que a punição será apenas dos dois árbitros, o do VAR e o do campo. Punição quase tão amena, proporcionalmente, quanto a de juízes e desembargadores que são afastados de seus postos, mas com remuneração plena. Em 15 ou 30 dias a dupla estará de volta lépida e fagueira.

Façam suas apostas…

Ôpa!!! apostas? Huuuummm…

SUGESTÃO DE PAUTA

Dei uma rápida olhada na composição da diretoria da CBF, está no site. São oito vices. Peguei aleatoriamente um nome: Gustavo Feijó, ex-presidente da federação alagoana e com bronca séria na Justiça. O filho dele, Felipe, é o atual presidente da federação de futebol local.

Um repórter raiz poderia descobrir quem é cada um dos vices da CBF. Tenho a impressão de que vai render uma matéria muito interessante.

É esse pessoal que manda e desmanda no futebol brasileiro.

Salve-se quem puder.

PS

Lamentável o comportamento de alguns jornalistas diante do ‘crime’ ocorrido. Gente do centro do país e também daqui.

UNIÂO

Se os clubes fossem minimamente unidos, um comprando a briga do outro, a história do futebol brasileiro seria diferente.

Renato manda presente para Bolsonaro e aumenta a ira dos seus críticos

Que o Renato gosta de uma encrenca não há dúvida. Precisava correr na areia do Leblon em plena pandemia, sabendo que seria alvo de abelhudos? Isso que dias antes havia anunciado seu apoio irrestrito ao presidente da República.

Bem, o que tem de gente hoje que quer a cabeça do técnico gremista também por esse posicionamento é impressionante. A secação vai aumentar por conta desse mimo que Renato enviou ao presidente Jair Bolsonaro: a nova camisa do Grêmio, personalizada.

Secam Renato e, por tabela, secam o Grêmio. Não importa se o resultado da secação pode prejudicar o clube, o que vale é secar ‘esse apoiador do Bozo…’.

E secar o próprio Bolsonaro, claro, mesmo que isso ajude a afundar o país ainda mais. Não entro no mérito da questão. Eu torço pelo Grêmio e pelo Brasil. Quero um Grêmio sempre campeão, do Brasileiro, da Copa do Brasil, da Libertadores e do Mundo. E, acima de tudo, quero um país melhor para meus filhos e netos. Sei, estou querendo demais.

Mas é o que eu quero nesse tempo que me resta.

REFORÇOS

A movimentação dos empresários de futebol é intensa. Eles estão sempre agitados, querendo faturar. Estão na deles. E aí lançam nomes como osso no canil. Os da ‘hora’ (como cantavam os Mamonas) são Facundo e Churin. Os dois são camisa 9. Renato quer alguém para disputar com Diego Souza. Nem pensa em investir numa horta sem aipim. Ataque com mais mobilidade fica no sonho e no desejo do torcedor.

ROBINHO

Pelo jeito muita gente aqui faltou no meu curso de pós-graduação ‘Futebol: técnica e tática’. Quem analisa futebol deve sempre imaginar o que vai na cabeça do treinador. No caso de Renato, é notório que ele gosta de um time que rola a bola, troca passes e só arrisca um lance mais ousado quando as condições são muito favoráveis. Robinho se encaixa nesse tipo de jogo. Então, entre um Isaque e Robinho, ele fica com o segundo, pela experiência e pela característica. Mesmo que ao longo de sua carreira nunca tenha passado de um jogador médio, tipo nota 75,5, ou 8 em alguns momentos.

Então, antes de afirmaram que tal jogador é escalado por bruxismo, entrem em contato comigo que eu explico. De graça.

Vitória com gols que lembram o melhor Grêmio da era Renato

As redes sociais oferecem um espetáculo à parte no futebol atual. Muitas vezes melhor que assistir a um jogo, em especial da seleção do Tite. O que se lê antes, durante e depois dos jogos é muito interessante.

A gente se diverte, e também se irrita, em igual ou menor intensidade. Antes da vitória de 3 a 1 sobre o Botafogo – que depois de perder na Arena foi taxado por alguns (gremistas de pouca fé) como time fraco, numa tentativa inócua de desmerecer o excelente resultado – eram fortes as críticas ao Renato pela escalação de Robinho e Victor Ferraz.

Pois os dois “bruxinhos do Renato” participaram do primeiro gol, numa jogada trabalhada de dar inveja aos times que sobrevivem na base do chutão para dentro da área. Robinho recebeu pela direita, cruzou na medida para Alisson escorar de cabeça para o goleador Diego Souza mandar para a rede. Mais um gol do “atacante de Gauchão”.

Mas o Grêmio não fazia boa partida. O Botafogo deu alguns sustos, e aos 40 minutos empatou num entrevero na pequena área, após bola alçada. No intervalo, duras críticas ao Renato, ao Romildo, etc. Não faltou quem pedisse a cabeça do treinador mais uma vez.

No segundo tempo, logo de saída, Pepê fez o segundo gol, após jogada de Alisson e assistência perfeita de DS. Pepê bateu forte, um tiro seco, indefensável. Logo depois, aos 6 minutos, DS foi expulso (pelo VAR) por ter acertado um pontapé num adversário. O cartão amarelo ficaria de bom tamanho, mas como era contra o Grêmio…

Isaque entrou e saiu Robinho. O time ficou bem compactado, marcando firme e de forma solidária (isso que nos últimos dias houve quem dissesse que o time está mal porque o vestiário está desunido).

Aos 20, Pepê, após bela jogada trabalhada – por certo consequência de treinamento do ‘treinador que não treina jogadas ensaiadas -, recebeu de Victor Ferraz e fez 3 a 1, com muita categoria. Aliás, Ferraz, que muitos gremistas querem ver na reserva, fez ótima partida, talvez a sua melhor no Grêmio.

Mesmo com um jogador a menos durante quase todo o segundo tempo, o Grêmio conseguiu vencer, algo que por momentos pareceu improvável.

Ficou nítido que uma formação com Geromel na zaga, Matheus Henrique e Maicon no meio de campo, e Pepê em fase iluminada, é outro time, um time que poderia brigar pelo título do nacional.

Ah, e com Renato de treinador.

‘Renato é o cara’, diz Romildo, sinalizando que o técnico está ‘prestigiado’

‘Renato é o cara’, diz o presidente Romildo Bolzan, querendo com isso blindar seu treinador, que tem sido alvo da ira de torcedores nas redes sociais, muitos pedindo a cabeça da ‘estátua’.

Concordo com a frase, curta e seca, mesmo desconfiando que na verdade o presidente tricolor está encontrando uma nova forma de dizer que o treinador está prestigiado, o que, como se sabe, coloca o técnico de futebol na linha de tiro, na boca da caçapa.

Renato é o cara, sim. Mas Renato é o cara quando tem seu time titular na mão. Com força máxima, o Grêmio joga uma bola redonda, desculpem a redundância, e é temido e respeitado. Mas basta faltar alguns titulares que a maionese desanda.

O melhor técnico brasileiro em atividade no país se perde como um iniciante quando se trata de armar um time sem cinco ou seis titulares. É claro que esse é um problema que aflige todos os treinadores (menos o do Flamengo, que tem praticamente dois titulares titulares), mas Renato parece ter mais dificuldades para manter um futebol competitivo com time misto.

Domingo, contra o Santos, isso ficou muito evidente. Ainda assim, por detalhe o Grêmio não empata no final, depois de correr atrás da bola a maior parte do tempo e ter o agora contestado Vanderlei fazendo grandes defesas. Futebol é assim, estoura primeiro no goleiro, depois no treinador. Lembro-me que Vanderlei foi saudado pela maioria dos gremistas. Eu, modestamente, disse que ele e Paulo Victor se equivalem, e fui bombardeado.

Então, é inquestionável que o ‘o meu grupo’ não é lá essas coisas, e que nem todos os guris da base que foram promovidos estão aptos a brigar pela titularidades. Alguns, e isso é estatística, sequer serão lembrados dentro de algum tempo. Com ou sem lapidação comandada pelo Mestre Renato.

Bem, aí chegamos ao RB, que na manhã desta terça-feira, participou do Papo com o Presidente, no canal do clube no YouTube. O que extraio dessa entrevista, muito protocolar, um papai e mamãe sem graça, é que Romildo perdeu uma bela oportunidade de atiçar a torcida, sinalizar com firmeza que o clube como um todo está mobilizado e que reforços estão chegando. Mas nada de delírios como Covani. Algo mais pé no chão, mas com qualidade para chegar e entrar no time.

O presidente enfatizou que não tem receio de rebaixamento, mas a gente sabe que ninguém está livre, ainda mais se não houver uma sacudida e tudo continuar como está.

ODAIR, MANO E ROGER

Lamentável o procedimento de Mano Menezes após o jogo do Bahia com o Fluminente, vencido pelo ex-técnico colorado por 1 a 0.

O gol foi de Nenê, jogador que não erra pênalti. Ele poderia vir aqui na Arena dar umas aulinhas.

Voltando ao que interessa: Odair foi até o meio do gramado para cumprimentar Mano. A mão direita estendida de Odair encontrou o vazio. O colega passou reto.

Não custava nada estender o braço. Ficou feio.

Agora, Mano tem suas razões para estar irritado, fora a questão da arbitragem. Ele assumiu o Bahia pensando que poderia aproveitar a herança do ex-técnico gremista, que tem seus fãs aqui na aldeia. Mas pelo jeito não conseguiu tirar nada de proveitoso. Ou nada de proveitoso encontrou.

Grêmio sucumbe aos erros de Renato e da zaga central

Quando soube que o Grêmio entraria para enfrentar o Santos com um meio-campo formado por Lucas Silva, Thaciano e Robinho, fiquei abalado. Entrei em contato com um amigo e disse que se o time vencesse com esse trio nunca mais questionaria as escalações do Renato.

Aconteceu o que podia se esperar tendo um meio de campo como esse: a derrota. Mas a questão não se resume aos 2 a 1, como Renato, esperto, frisou na entrevistas coletiva. Perdemos por erros infantis, resumiu.

Essa tentativa de minimizar fiascos e não aprofundar questões táticas e técnicas não cabe mais. O primeiro tempo do tricolor, que viajou para ‘decolar’ pra valer no Brasileiro, foi ridículo. O pênalti cometido por Paulo Miranda foi mesmo infantil , além de irresponsável. Mas fez justiça ao que os dois times jogavam.

No segundo tempo, o time melhorou um pouco, chegando a assumir o controle do jogo por alguns momentos, já que o time de Cuca tentava administrar a vantagem e explorar contra-ataques.

Num espasmo do que pode ser o time e o que foi no passado recente, Diego Souza marcou o gol de empate, após bola rolada para trás por Pepê. Eram 27 minutos. O Grêmio estava melhor em campo, chegando a dar impressão de que poderia virar o placar.

Mas o Santos voltou a marcar, num pênalti infantil, conforme definiu o treinador, cometido por David Brás. Ou seja, os dois zagueiros reservas estavam enterrando o time. Nesse gol, o zagueiro da base, Rodrigues, errou numa saída de bola, o que resultou na falta de Brás, que minutos depois seria expulso.

Quer dizer, confiável mesmo apenas a dupla Geromel/Kannemann.

Renato fez substituições para deixar o time mais agressivo na frente. Conseguiu, mas proporcionou espaços para o ataque do Santos. Não fosse o goleiro Vanderlei o jogo poderia terminar com placar mais avantajado. O Santos teve, ainda, duas bolas na trave.

O goleiro do Santos também teve algum trabalho ao jogo do jogo, em especial no arremate de Maicon, na prorrogação, com João Paulo salvando para escanteio. Foi outra jogada daquelas que a gente tem saudade.

Enfim, apesar da má partida do Grêmio, a começar pela escalação inicial, o Santos por pouco não deixou escapar a vitória. O que mostra que não passa de um time mediano, contando com um atacante em fase luminosa.

Finalizando: Renato errou, e errou feio. Todo mundo viu que o meio campo escalado era um absurdo. Unanimidade nas redes sociais. Agora, as opções não eram tão melhores. A qualidade do grupo não é aquela que se imaginava.

De qualquer modo, insistir com Robinho e apostar de novo em Thaciano (não servia a ponto de ser cedido ao Santos) contribuiu fortemente para mais um resultado negativo no Brasileirão.

Só espero que Renato não fale mais em decolar na competição. O título, de novo, já era. O risco é de nem G-4 pegar, a não ser que venham reforços de muita qualidade.

BLOG

Eram 19h30 quando fui olhar o blog. Aconteceu o que eu esperava: dezenas de acessos: Mais de 250. Nada de novo: cada resultado negativo tem poder milagroso no blog, como a multiplicação dos pães. Quando o time ganha o número de acessos não passa de algumas dezenas. Quando perde, dá nisso.

A raiva é inspiradora…