Gauchão: Grêmio vence Caxias com ajuda (correta) do VAR

Vou falar o que ninguém disse, costumava dizer Lauro Quadros – que faz uma falta danada ao jornalismo esportivo -, no Sala de Redação, gerando expectativa e chamando a atenção para si. Ele fazia uns segundos de silêncio e despejava sua frase supostamente inédita, diferenciada.

Pois vou pegar esse bordão emprestado do grande Lauro para dizer o que ninguém disse até agora, ao que me consta: se não fosse o VAR o Grêmio mais uma vez teria um resultado negativo diante do Caxias. O VAR anulou um gol do Caxias e depois marcou um pênalti, que resultou no gol da vitória tricolor por 2 a 1.

O técnico Rafael Lacerda protestou muito, e não poderia ser de outra forma, mas a realidade é que as duas decisões foram corretas.

Agora, se não tivesse o equipamento, o Caxias teria um gol, muito bonito, aliás, e a falta sobre Ferreirinha não seria marcada. O jogo, então, terminaria em 2 a 1, mas para o bom time caxiense. Aí é que o VAR, sendo usado adequadamente, com isenção e competência, é realmente muito útil.

Algo parecido aconteceu à tarde, em Bento Gonçalves, onde o Juventude foi beneficiado pelo VAR, que anulou um pênalti que beneficiaria o Inter.

Sobre o jogo no Centenário: o GRêmio foi superior, teve mais iniciativa e dominou no segundo tempo, forçando o Caxias a recuar mais ainda e buscar contra-ataques.

O técnico Tiago Nunes tem seus méritos. O time ganhou em marcação, está mais consistente, mas é cedo para qualquer avaliação séria. A tendência, porém, é que melhore com a sequência de jogos.

Um problema que Tiago precisa resolver, até porque nem sempre o VAR será a favor. A bola alta lançada sobre a área nas cobranças de falta e de escanteio. Não é de agora esse problema, que começou quando o time perdeu a dupla Geromel e Kannemann em muitos jogos.

Não fosse Brenno o time teria levado mais um gol de cabeça. No início do segundo tempo, ele salvou com uma grande defesa. No gol do Caxias, ele não teve culpa.

Mas já tem gente nas redes sociais questionando o goleiro. Ele teria problemas de visão nos jogos noturnos. É dose!

O nome do jogo foi Diego Souza. Ele é ‘fazedor de gol’, ajeita para o companheiro marcar, exímio cobrador de pênalti e ótimo cabeceador. Na temporada, em 10 jogos, ele fez 11, média muito rara de ser atingida.

Mas ainda assim não escapa das críticas na selva das redes sociais.

Destaque ainda para Brenno, Geromel, Ruan, Thiago Santos e Ferreirinha.

O lateral Rafinha ainda não apresentou aquele futebol que dele se espera. Parece que tem medo de ir ao fundo e de participar mais ativamente de jogadas ofensivas. Um jogador com sua categoria tem mais a oferecer.

Ele falhou no gol do Juventude, mais por ser o homem errado no lugar errado. Baixinho na primeira trave dá nisso. Ele salta, a bola resvala em sua cabeça e se oferece para o adversário, como aconteceu no Centenário. Não seria o caso de colocar alguém mais alto na primeira trave?

O time segue com problema na lateral-esquerda. Não há um lateral realmente confiável. Outra posição complicada é a ‘ponta direita’. Léo Pereira não me convenceu ainda, e acho que não irá me convencer.

Daqui a pouco ouvirei: volta Alissson!!!!

Antes disso, gostaria de ver Leó Schu na posição.

Por fim, JP. Acho que tudo já foi dito pelos participantes do blog. Espero que Tiago faça um milagre e torne JP mais intenso e participativo nos jogos.

Agenda

Com a vitória, o Tricolor terá a vantagem do empate no jogo de volta, na Arena, no próximo domingo (9), às 16h, para avançar para a decisão. Antes, porém, o Grêmio receberá o Aragua, da Venezuela, na quinta-feira (6) às 19h15min, pela terceira rodada do Grupo H da Copa Sul-Americana.