Reservas vacilam na defesa em jogo de reviravoltas e sete gols

Não fosse o aproveitamento excepcional do Sport nas bolas aéreas, o time reserva do Grêmio teria vencido o jogo. Acabou perdendo por 4 a 3 e se afastando do G4.

O problema é que o time pernambucano soube aproveitar o desentrosamento e os vacilos dos defensores. Nem a presença de Kannemann foi suficiente para ajustar a marcação nas bolas alçadas.

No último gol, há um impedimento do volante Jair (autor do primeiro gol), que escapou da marcação de Capixaba e encaminhou a vitória do Sport, um time que luta para não ser rebaixado e que não vencia fora de casa havia dez jogos.

Não fossem essas falhas, esses descuidos, o Grêmio teria vencido. Do meio para a frente o time fez a sua parte, eu diria sua obrigação, mesmo com reservas em campo: fazer gols numa equipe que corre risco de rebaixamento.

Analisando as individualidades, destaque para Matheus Henrique. O Sport vencia por 2 a 0, e o Grêmio pressionava. Aos 37 minutos, em belo lance individual descontou. Os pernambucanos reclamaram toque de mão, mas a bola resvalou de leve no braço da promessa tricolor.

O importante é que Matheus Henrique está mostrando evolução. Marca e arma, só exagerou um pouco na retenção de bola, perdendo alguns lances.

No segundo tempo, com a desvantagem, o Grêmio foi pra cima. Ocorreram quatro gols em 12 minutos.

Aos 5 minutos, Madson (de boa atuação ofensiva) sofreu pênalti. Capixaba cobrou e converteu. O Grêmio mal saboreava o empate e o Sport, no minuto seguinte, empatou, em outro descuido absurdo do sistema defensivo. Aos 12 minutos, Madson tocou para Tony Anderson empatar de novo: 3 a 3. Aos 18, Jair fez o gol da vitória.

Os reservas gremistas ainda insistiram em busca do empate. Mas aí faltou qualidade e tranquilidade.

Jean Pyerre entrou muito bem, jogando com elegância e exibindo técnica apurada. É outro que tem tudo para confirmar. Mas ainda não confirmou.

Outro guri, Pepê, teve bons momentos, lembrando um pouco o Éverton em seu início, intercalando boas e más jogadas.

Em síntese, Renato faz muito bem em colocar os jovens talentos aos poucos no time titular, deixando para os mais cascudos esses jogos da Libertadores, onde a bola tem sido mera figura decorativa de tanto que se joga no corpo do adversário.

CHORADEIRA

O Inter reclamou muito, demais até, após sofrer o gol de empate do Vasco, sábado à noite.

O pessoal, em especial os dirigentes, esqueceu do pênalti claro a favor do Vasco que o juiz não marcou, ainda no primeiro tempo.

O fato é que foi pênalti no final.

Agora, a choradeira é normal. No caso, tem mais a ver com uma tentativa de condicionar as arbitragens para os próximos jogos.

O Inter, que já foi tão beneficiado, precisa aceitar com mais altivez os resultados negativos quando a arbitragem não lhe favorece.

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