Misto tricolor perde mesmo jogando melhor

O time misto do Grêmio calou o Beira-Rio muitas vezes. A torcida que rugia, miou. O medo de perder só amenizou com o gol de Edenílson, um gol ‘achado’, conforme definiu o técnico Renato, após o jogo, disparando sua metralhadora giratória verbal.

ARREGO?

Não vou entrar nessa discussão sobre um pedido de arrego que teria sido feito por jogador (es) colorados a colega (s) do Grêmio, que o time tirasse o pé do acelerador num clássico anterior neste ano. Não sei se é verdade, mas havia muita indignação entre os gremistas, inclusive do presidente Romildo, ao protestar contra o que aconteceu após o jogo.

Vou me restringir ao que ocorreu nos 90 minutos, pelo menos até que o episódio seja esclarecido. Maicon deve saber detalhes.

O GOL ACHADO

E aí começo pelo que mais importa no futebol, o gol. Edenílson cabeceou livre na faixa central, quase na risca da pequena área. Quem deveria estar ali era Bressan. Quem estava de fato era Bruno Cortez, um dos destaques da partida. Bruno estava sozinho entre dois colorados, Pottker às suas costas, o outro, Edenílson, vindo de trás, à sua frente.

Será que esse gol teria acontecido se Kannemann estivesse em campo? Acredito que não.

Pois é, aqueles gremistas que estão mais revoltados com a derrota deveriam levar em conta, de verdade, que o time jogou sem seu grande zagueiro, sem seu capitão, e sem seu atacante mais eficaz. Sem contar Jael, que pode não ser grande coisa, mas está (é) bem melhor que André.

DESFALQUES

É muito desfalque de qualidade. Pois o time, mesmo assim, jogou de igual com o líder do campeonato, contra 45 mil colorados ansiosos por uma vitória arrasadora, e que por pouco não deixariam o estádio frustrados.

Renato disse que o Grêmio merecia ter vencido. Olha, ele até pode ter razão. Lomba fez duas grandes defesas, fora os lances de perigo na área colorada, onde Moledo bateu e provocou sem ser perturbado pelo juiz. Aliás, ele deu cartões amarelos com muita facilidade para os jogadores do Grêmio, em especial quando o jogo estava indefinido.

MORDIDO

Entre as consequências dessa derrota que devolve o Inter ao topo da tabela, está algo muito interessante e positivo. Renato, os jogadores e Romildo ficaram muito mordidos com os incidentes ocorridos no pós-jogo. Renato deu a entender que vai entrar de corpo e alma na disputa do brasileirão.

CBF

‘Faltam 14 rodadas’, disse ele, falando em força máxima contra o Paraná, sábado, a três dias do jogo contra o Tucumán. O Grêmio queria antecipar esse jogo para quinta-feira, mas a CBF não concordou. Quer dizer, nos tira Éverton do clássico e ainda não apoia um clube filiado numa competição da relevância da Libertadores.

Será que se fosse o Flamengo o pedido seria atendido? Não precisam responder.

INDIVIDUALIDADES

André mais uma vez decepcionou. Pior que ele só Jonathan Alvez, que errou tudo.

Outro que errou demais foi Luan. Renato explicou que o jogador teve problemas durante a semana. ‘Combinamos que ele jogaria até onde desse’, disse o técnico.

Então, foram duas nulidades no time gremista. E quem escreve isso é um admirador de Luan, e também alguém de apoiou a vinda de André.

Gostei que Jean Pierre entrou. Em poucos minutos fez mais que Luan.  Pepê agitou na frente, mas sem muita consequência. Substituiu Thaciano, que foi muito bem ao lado de Cícero. A dupla deu conta do recado. André poderia ter saído mais cedo.  Thonny Anderson teve pouco tempo para jogar.

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