Barcos e a Declaração Universal de Ruindade

A derrota por 1 a 0 mantém o Grêmio vivo para o jogo da volta contra o San Lorenzo. Esta é a notícia boa.

A notícia ruim é que o treinador-que-não-joga-por-uma-bola-só por ter perdido apenas por 1 a 0 fica no cargo.

Aos dirigentes do Grêmio não importa que essa foi a terceira derrota seguida, sendo que uma delas foi a surra levada no Gre-Nal, com a goleada de 4 a 1, que só não foi mais elástica porque o Inter puxou o freio de mão depois do quarto gol.

Então, os dirigentes do futebol, escoltados pelo presidente Koff, não estão fazendo a leitura mais adequada do que acontece. Ou sabem alguma coisa mais que possa interferir no desempenho da equipe, o que amenizaria a responsabilidade do sr. Enderson Moreira. Algo como remuneração atrasada, por exemplo.

Mas desconfio que é por comodismo mesmo. Ou teimosia. Ou então a convicção de que entregaram um grupo insuficiente para o treinador, o que também é verdade.

Como enfrentar uma Libertadores com pretensão de vencer a competição com um centroavante apenas, e um centroavante como o Barcos.

E aí eu não consigo esquecer o chute bisonho que Barcos cometeu no segundo tempo. Aquela cobrança de falta quase na risca da pequena área foi mais do que um chute, foi uma Declaração Universal de Ruindade.

Um chute que lembrou aquela cobrança de pênalti de Borges numa decisão de Gauchão contra o Inter…

Um gol que Barcos perdeu numa das raras situações de gol criadas pelo time do treinador que não joga por uma bola só. Por falar nisso, não lembro de alguma defesa do goleiro adversário.

Por outro lado, também o goleiro do Grêmio não trabalhou, o que evidencia duas coisas: o bom trabalho defensivo do time, o que muitos recentemente diriam que o Grêmio foi um time acadelado, covarde, sem ambição, retrancado.; e a limitação técnica do San Lorenzo, que, como eu havia dito, está longe de ser um time a ser temido. E isso foi confirmado ontem em Buenos Aires.

O resultado mais justo seria um empate. É o que viu a crônica esportiva Acima do Mampituba, já que a de baixo do Mampituba, em sua maioria, não viu nada disso, conforme destaca o blog Corneta do RW, inclusive citando nomes.

Não viu também, com exceções que devem existir,  o pênalti a favor do Grêmio, um toque de mão admitido até pela imprensa argentina, sempre tão dura na crítica aos times brasileiros.

ATUAÇÕES

Gostei muito do Geromel. Aliás, não entendia as críticas a esse jogador, que praticamente não teve oportunidade de jogar. Mas aqui somos todos meio apressadinhos nos julgamentos. Geromel foi um acerto do sr Enderson, reconheça-se.

O melhor do Grêmio foi Dudu. Faltou-se companhia na frente, já que o insosso Barcos Bola-no-Pé parecia brincar de esconde-esconde com o Dudu, que o procurava mas não o encontrava.

Aliás, naquela horrenda cobrança de falta o Barcos ainda teve cara-de-pau de reclamar do Dudu, que deu o toque na bola para Barcos fazer o gol. Um gol que talvez faça muita falta.

No gol argentino, depois de rever o lance algumas vezes, o que mais me chamou a atenção foi que Edinho não estava ali. Se estava, eu não vi. Mas o cabeça de área deveria estar ali na cabeça de área. Não é a primeira vez que isso acontece. Fora isso, Edinho foi bem, uma liderança em campo, mostrando indignação.

Bem, o Grêmio vai vivo para o segundo jogo.

Vivo, mas com o sr Enderson mantido no cargo e sem um atacante matador, respirando por aparelhos.

COMENTÁRIOS

Informo que li todos os comentários sobre o jogo registrados no post anterior. Mais uma vez o pessoal mostrou que conhece futebol, o que só valoriza esse boteco.

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