A catequese do juiz e a zaga 'garfo e faca'

O árbitro Luís Teixeira Rocha caiu em desgraça. Cometeu o ‘crime’ de não ter expulso nenhum jogador do Novo Hamburgo no jogo contra o Inter, em especial o Luís Henrique.

O zagueiro do NH foi afastar a bola num lance dentro da área e na sequencia elevou demais e perna, que acabou atingindo Raphinha. Havia mais jogadores na lance e o árbitro achou por bem que não era lance para expulsão.

Não consigo esquecer outros lances muito mais graves, imensamente mais graves e com consequencias dramáticas, que também não resultaram em expulsão, sequer em cartão amarelo.

Por exemplo, o Gre-Nal em que o zagueiro Jackson deu um carrinho/voadora em Mário Fernandes, então um dos destaques do time. Mário ficou mais de três meses sem jogar, prejudicando a campanha tricolor no Gauchão.

O agressor nem levou amarelo do experiente Leandro Vuaden. Se fosse o contrário, quem sabe qual seria a decisão do festejado árbitro?

Há também o lance em que Damião agrediu violentamente um jogador do Santa Cruz, nos Plátanos. A cinco metros da agressão, outro juiz bem cotado na FGF, Jean Pierre, só deu amarelo depois de sentir a reação dos jogadores do SC.

Poderia ir além nos exemplos, mas esses episódios já são suficientes para sinalizar que esse juiz que ousou não expulsar ‘agressores’ dos jogadores colorados precisa ‘melhorar’ muito para crescer no quadro de arbitragem.

De acordo com o que li na coluna do Diogo Olivier, Rocha levou um puxão de orelha da comissão de arbitragem e foi submetido a uma sessão de vídeo com lances do jogo, onde aparecem lances da zaga “garfo e faca” – gostei da expressão, muito criativa, mas um tanto exagerada.

Quer dizer, ojuiz novato começou a ser catequizado.

Espero que façam isso com todos os árbitros que forem tolerantes com lances violentos independente das cores das camisetas envolvidas.

Ah, e que os árbitros não se acanhem na hora de exibir um cartão vermelho para jogadores do Inter.

Afinal, 50 jogos do Gauchão sem expulsão de colorado já está demais.

COTAÇÃO ZH

Nota do meia-atacante Luan no jogo contra o Lajeadense: 8.

Concordo. Só não dá pra aceitar a frase ‘Cavou o pênalti”. Não, ele não cavou nenhuma falta.

Ele sofreu uma falta. O certo seria: “Sofreu o pênalti”.

Aliás, esse Luan mostrou que tem futebol, muito futebol.

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