Decisões e dilemas de Luxemburgo

Luxemburgo tem a seu favor um trabalho contínuo, meticuloso e consistente no sentido de armar um time confiável, competitivo. A colocação do Grêmio no Campeonato Brasileiro prova que ele está no caminho certo.

Contra Luxemburgo, alguns jogos-chave, nos quais ele errou como um principiante, indicando que talvez se abale emocionalmente nos momentos mais decisivos a ponto de cometer desatinos e imprudências que contradizem todo o trabalho em andamento, pautado na cautela e no bom senso.

Sem entrar em detalhes, lembro do Gre-Nal em que ele começou com três atacantes, deixando o meio-campo vulnerável, facilitando as coisas para o Inter, que acabou campeão gaúcho; depois, começou mal a decisão contra o Palmeiras pela Copa do Brasil deixando Marcelo Moreno no banco para escalar Miralles ao lado de Kleber; sem contar que ele deixou Pará todo o tempo em campo, recebendo bolas livremente sem saber o que fazer com ela; e o mais recente foi o confronto com o Coritiba, em que ele tomou decisões que por pouco não causaram a eliminação do clube na Sul-Americana.

Lembrei desses três casos, mas há outros. Tudo bem que um técnico erre de vez em quando, mesmo sendo um vencedor como Luxemburgo. Todos erraram, erram e errarão, inclusive eu na minha crítica e nas minhas análises. Faz parte.

O curioso é que Luxemburgo parece ‘apagar’ nos momentos decisivos.

Por isso, temo pelo que ele possa ‘inventar’ domingo. Gostaria que pelo menos dessa vez ele não seja tão ‘criativo’. Que faça o feijão com arroz.

Agora, reconheço que Luxemburgo convive com uma dificuldade grave: não tem substituto nem para Zé Roberto nem, e principalmente, para Elano, o melhor jogador do time.

Isso talvez não fosse um problema se os dois tivessem vitalidade para jogar 90 minutos ao natural.

Contra o Coritiba, Luxemburgo cometeu o desatino de substituir Gilberto Silva e Elano no intervalo pensando no Gre-Nal e convencido de que os substitutos dariam conta do recado. Como se sabe, a vaca quase foi pro brejo.

O meio-campo titular do Grêmio é superior ao meio-campo que está sendo projetado para o Inter, que segue sem D’Alessandro.

O problema é que esse meio-campo não resiste 90 minutos. E é aí que o jogo complica. Fora isso, mesmo com algum ‘apagão’ de Luxemburgo, acredito que o Grêmio venceria.

Entendo que as duas defesas e os dois ataques se equivalem. Desde que Moreno jogue. Com André Lima ou Leandro, a vantagem fica com a dupla colorada. Além do mais, o ataque reserva do Inter é muito superior ao ataque reserva do Grêmio.

Gostaria que Facundo Bertoglio ficasse no banco como alternativa para o segundo tempo. Mas parece que ele continua sem condições ideais. Mas quem sabe ele não surge como surpresa?

Sobre o desgaste de Zé Roberto: eu o posicionaria mais atrás para que corresse menos, mas aí liberando intercaladamente o Souza e o Fernando para chegar com Elano no ataque. Tudo menos começar ou ter que depender de Marquinhos, que até melhorou, mas se viu que é só para entrar no segundo tempo.

Realmente, como manter a qualidade do meio-campo os 90 minutos é um problema de difícil solução, um dilema que Luxemburgo precisa resolver, embora não seja mágico.

Sobre a arbitragem: não levo fé na arbitragem de Leandro Vuaden, que a quatro dias do Gre-Nal entrou em campo fardado do vermelho aos pés.

Prova que não é só Luxemburgo que toma decisões esquisitas.

BOTECO

O amigo Walter sugere um movimento dos frequentadores desse boteco para discutir o Grêmio e atuar politicamente no clube, tudo regado à cerveja, claro. É algo pra se pensar.

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