O ministro gentil

Estou com uma demanda trabalhista. Caso complicado. Hoje, ao deparar com a notícia de que o ministro Guilherme Caputo Bastos recebeu o jogador Oscar em Brasília fiquei mais confiante. Se acontecer qualquer problema, tenho agora a certeza de que por ele serei recebido.

Afinal, já joguei tão bem, ou mais, que o Oscar. Mas, acima de tudo, sou tão cidadão brasileiro quanto ele.

Fica combinado assim: todos nós trabalhadores podemos a partir de agora, recorrendo ao TST, sermos recebidos por esse gentil e atencioso ministro.

São os novos tempos do Brasil na gestão da presidente Dilma, que, até agora, é a melhor presidente que eu vi neste país. Posso me arrepender de ter escrito isso, mas é o que penso no momento. Se eu estiver errado, será apenas mais um erro na minha longa lista de mancadas.

Estou louco para acrescentar outra afirmação minha nessa lista, que, impressa em papel higiênico, daria volta no mundo. “O Grêmio, com esse time, não tem a menor chance de vencer a Copa do Brasil.”. Esta é a frase que eu escrevi aqui e disse ao Pelaipe no Cadeira Cativa, um mês atrás.

Espero estar completamente errado. Já imagino o Pelaipe invadindo o estúdio da Ulbra TV pra me esfregar a taça na cara. Sonho com o Marco Antônio convocado para a Seleção Brasileira na posição de articulador, deixando Ronaldinho, Ganso e Kaká no banco. Imagino Gilberto Silva eleito o melhor zagueiro e Léo Gago contratado pelo Barcelona.

Se qualquer uma dessas coisas acontecer eu ficarei desmoralizado como analista esportivo. Terei de fechar o boteco e me dedicar apenas a fazer cerveja, um conselho, aliás, que tenho recebido com alguma frequência por gremistas ‘fora da casinha’, gente que acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e também na honestidade dos políticos brasileiros.

Agora, uma coisa vos digo: Grêmio campeão da Copa do Brasil com Marco Antônio, Léo Gago, Gilberto Silva de zagueiro, André Lima de centroavante, Pará na lateral, qualquer uma, eu largo. Largo mesmo.

Hoje, no programa do Reche, estava o Edilson. O Reche já iniciou me provocando sobre o Grêmio. Eu disse que o Grêmio com esse time ‘fraquinho’ não tinha a menor chance de título. Disse isso e olhei para o Edilson, que só balançou a cabeça para os lados, querendo dizer que não concordava com o ‘fraquinho’. O que Edilson não sabe é que eu tomei cuidado no adjetivo em consideração a ele, convidado do programa, um sujeito que está voltando ao time e que merece apoio. Agora, título da Copa do Brasil nem em sonhos.

Mas essa não é minha preocupação, porque a minha previsão inicial, lá de fevereiro, vai prevalecer, infelizmente. O que me preocupa é esse jogo do Inter pela Libertadores. Se o Inter vencer o Fluminense, vai ser campeão de novo. Tri.

Estou pensando no que fazer quinta-feira. Contra o Mazembe, eu me desliguei. Só fiquei sabendo o que acontecia quase no final. Deu certo.

Vou repetir a estratégia da indiferença. Talvez me tranque na cozinha pra fazer mais um lote de cerveja. Ou quem sabe tenha coragem e vou pra frente da TV. Não sei ainda.

Só sei que está difícil. Muito difícil.

SAIDEIRA

O time já é precário, e ainda sofre com desfalques. A ausência de Pará pode até ser positiva. Será uma chance para Dener, ex-júnior. Ele jogou pelo Veranópolis, campeão do Interior no Gauchão. Prestei atenção nele no jogo contra o Inter. O Dagoberto passou por Dener pela direita com facilidade, cruzou, e gol do Inter. Depois, ele manteve um padrão razoável. Talvez numa equipe um pouco melhor que o Veranópolis, é o caso do Grêmio, ele possa render mais. Vamos ver. Vamos torcer por Dener, porque Pará de titular na esquerda é dose.

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