E o favoritismo era de araque

Uma vitória no Beira-Rio, diante de colorados convencidos que veriam um massacre do Barcelinter sobre um Grêmio frágil e inseguro, cai tão bem quanto a bendita chuva que alagou parte do Estado e afastou o calor sufocante. É coisa pra lavar a alma e fazer renascer a esperança de que, como repetia o grande Baltazar, ‘Deus está reservando algo melhor para mim’. No caso, para nós gremistas angustiados e aflitos.

Antes do jogo escrevi que o Grêmio poderia ganhar. Parti de duas premissas: o time teria três volantes e jogaria finalmente com onze jogadores, já que Marco Antônio e Léo Gago estariam fora, segundo as especulações.

Pois com os três volantes o time realmente ficou mais encorpado, mesmo com Léo Gago sendo um deles. Devo admitir que Léo jogou bem, nada de excepcional, mas dessa vez marcou, roubou bolas e foi ao ataque. Talvez não precise ser mandado embora.

O quarto homem do meio campo seria o Marquinhos. Mas foi Marco Antônio, uma nulidade ambulante até este jogo. Ele foi mais participativo, apareceu mais e meteu aquela bola para o Kleber fazer o gol da vitória. Antes de voltar para a Portuguesa merece novas chances, ainda mais que depois do jogo ele disse que ‘o ano agora está começando’, mostrando que está mordido e que pode jogar muito mais. Gosto disso.

Acreditava que o Grêmio poderia vencer também por outros motivos: Kleber e Marcelo Moreno enlouqueceriam Moledo e Índio. Kleber cavou os cartões amarelos dos dois, que comeram o pão que o diabo amassou diante da dupla gremista.

Via também em Élton uma avenida a ser explorada, e isso aconteceu. Dorival demorou a sacar o guri. Além do mais, o Inter sem Guinazu parece que perde sua personalidade vencedora. Frisei que Sandro Silva e Bolatti não estavam à altura de Tinga e Guina. E que isso também pesaria a favor do Grêmio.

Se Oscar não jogasse, destaquei, o Grêmio teria suas chances redobradas. Oscar jogou, ou melhor, entrou em campo. No final, perdeu um gol daqueles imperdíveis.

Minutos antes, Victor protagonizou o grande lance do jogo. Defendeu uma conclusão à queima-roupa de Damião e ainda teve reflexo para uma segunda e salvadora intervenção.

Aquele que ousar escrever qualquer coisa contra Victor aqui neste espaço vai tomar cerveja morna no boteco até que o Grêmio volte a ser campeão do mundo.

Pois esse lance mágico do melhor goleiro em atividade no Brasil mexeu com Oscar. Ele tremeu diante da imponência do melhor goleiro em atividade no Brasil. E chutou para fora como uma criança que acabou de urinar nas calças.

Por fim, um elogio ao Souza. Quando todos questionavam sua contratação, eu escrevi que era um grande reforço, que eu lembrava dele no mundial sub-20 ao lado do Ganso e do Giuliano.

Para concluir, o gol do Inter começou numa falha do grande Fernando. Mas o guri não se assustou. Foi outra figura importante, assim como o veterano Gilberto Silva.

O Grêmio ganhou o jogo a partir do meio de campo. O grande erro de Caio Jr foi não definir de uma vez um trio de volantes.

No final, o chororô do D’Alessandro, que não jogou absolutamente nada e foi para cima da arbitragem, querendo justificar a derrota perante seus fãs, num jogo em que o Grêmio foi superior a maior parte do tempo.

Méritos do interino Roger.

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