A eleição no Grêmio e os factóides

Há uns dois meses escrevi que assim como o PT faria de tudo – a quebra de sigilo fiscal, por coincidência, acontece apenas contra seus adversários – para continuar no poder, a atual gestão do Inter também não pouparia esforços para seguir no comando do clube.

A direção colorada já atingiu seu objetivo ao conquistar o bi da Libertadores. Portanto, está com o burro na sombra.

Já o PT segue na luta. Eu não acredito nessas pesquisas até porque não conheço ninguém que tenha sido consultado. Soube que o percentual de gente do Norte e do Nordeste que teria sido ouvida é exagerado em relação a áreas de muito maior densidade populacional, o que explicaria muita coisa. Então, ainda vem muito chumbo grosso por aí.

No Grêmio o jogo não é tão pesado, mas, pelo que tenho visto, pescoço logo, logo vai virar canela.

Existe um movimento forte da situação para não entregar o comando do clube ao ex-presidente Paulo Odone.

Na eleição passada, as maiores forças se uniram para detonar o candidato lançado por Odone. Fábio Koff se fardou, entrou em campo e decidiu a favor do atual presidente, Duda Kroeff. O presidente do Clube dos 13 chegou a prometer no pátio do Olímpico no dia da eleição, entre um aperto de mão e outro, que iria para o vestiário ajudar Duda. Um exagero retórico, claro, mas que decidiu a eleição.

Agora, a situação acena com a possibilidade de Koff largar a presidência do Clube dos 13, onde recebe uma remuneração compatível com a importância do cargo.

Por enquanto, de concreto, só o nome Fábio Koff Júnior está na luta, encabeçando a lista de um grupo na eleição do Conselho Deliberativo.

Gente de peso estaria mobilizada para convencer Koff, o pai, a candidatar-se à presidência.

Na minha opinião, é apenas um factóide político visando a eleição para o CD. O Interessante é que a notícia surge na véspera do lançamento de Odone – em plena disputa para deputado – à presidência.

A cada dois anos, Koff é assediado para voltar. Seria ótimo se ele assumisse o timão dessa nau desgovernada já há muito tempo. Na verdade, hoje, vejo apenas Fábio Koff em condições de ajeitar o Grêmio.

Torço para que ele volte, mas desconfio que isso não irá acontecer, até porque ele acabou de ser reeleito numa disputa pesada contra o grupo de Ricardo Teixeira. Alguns presidentes de clube se queimaram com a CBF para apoiar Koff.

Portanto, só um fato novo, algo muito forte, pode fazer Fábio Koff deixar o Clube dos 13.

O fato novo pode ser a notícia abaixo:

‘Globo e Clubes dos 13 deverão ter dor de cabeça nos próximos dias. Pelo menos é o que garante a coluna do jornalista Lauro Jardim no site da revista “Veja”.

Segundo a publicação, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai julgar a emissora e a entidade cometeram crime contra a concorrência nos contratos firmados para os Campeonatos Brasileiros de 1997 e de 2005.

O Ministério Público teria pedido ao Cade a proibição de cláusulas de preferência nos contratos, que dariam para a Globo trinta dias para cobrir proposta de qualquer concorrente.

Caso o Cade aceite a denuncia do Ministério Público, Globo e Clube dos 13 poderão sofrer com multas milionárias.’

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