A recuperação gremista e as injustiças no futebol

No tópico anterior escrevi que o melhor que poderia ter ocorrido para o Grêmio, neste momento, foi a eliminação da Sul-Americana. Assim como o Goiás, que vai cair logo adiante, o Grêmio também não iria longe e ainda comprometeria a trajetória no Brasileiro.

Com foco na luta para sair da zona de rebaixamento, o time armado por Renato Portaluppi não foi nenhuma maravilha, mas ao menos estava mais arrumado, mais brigador, mais concentrado. O resultado foi uma vitória por 2 a 0, sem maiores sobressaltos, tanto que Victor praticamente não trabalhou.

Willian Magrão, autor de gols, poderia ter feito ao menos mais um. O Goiás escapou de levar uns 3 ou 4 a 0, sem exagero.

E pensar que estavam colocando o Magrão de zagueiro, deixando de explorar o maior potencial desse jogador, que é a chegada forte ao ataque.

Os maiores problemas do time foram os laterais. Ambos são irregulares.

Ferdinando é um volante razoável, um bom reserva, nada mais do que isso.

Neuton foi o grande destaque do time. Gostei também do Douglas, mais comprometido com a partida, e do Jonas.

Não sei exatamente o que começa primeiro: as individualidades prejudicam o coletivo; ou se o coletivo mal ajustado é que prejudica as individualidades. As duas opções estão corretas, a meu ver.

É muito perigoso julgar jogadores em meio ao caos técnico e tático de um time, como estava ocorrendo com Silas. Neuton, por exemplo, começava a se transformar num perna de pau para muitos torcedores. E aí, num time mais organizado, ele ressurge com força, qualidade e ousadia.

Neuton pode jogar tanto de zagueiro pela esquerda como de lateral.

Ainda é cedo, mas já se vislumbra uma equipe de futebol no Olímpico.

Falam em contratações. Antes de buscar medalhão decadente e jogador mediano, melhor investir firme na base.

SAIDEIRA

É impressionante o clima de decisão que tentam armar para o jogo contra o Chivas. O time mexicano já está liquidado. O mesmo time que perdeu para o Fluminense por 3 a 0, com mais uns três reforços, ganha do Chivas no Beira-Rio lotado.

Aí vem o Guinazu dizer que só fica fora se cortarem a sua perna. Vai fazer média com a torcida assim…

O Tinga faz tratamento intensivo para não ficar de fora. Só se for para participar da festa, entrar na fotografia do time campeão da Libertadores, título, aliás, do qual ele não participou. Pelo contrário, quase comprometeu ao ser expulso no Morumbi.

Na verdade, o lugar na foto deve ser do Giuliano, não do Tinga.

O que dizer, então, do Renan? Muito mais direito tem o Abondanzieri de aparecer na foto de campeão. O argentino merece até por seu comportamento profissional, sofrendo calado a injustiça de ter sido descartado na hora do filé.

O castigo vem a galope, se diz na campanha.

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