VAR, Bressan e River adiam sonho do Tetra gremista

Justo quando estava melhor no jogo, o Grêmio acabou levando dois gols, o que resultou na eliminação da Libertadores/2018 com o placar agregado de 2 a 1 para o River Plate.

Friamente foi isso que aconteceu. No primeiro tempo, o Grêmio jogou muito atrás, foi pressionado e por detalhe não levou um gol. No segundo, quando equilibrou e explorava melhor os espaços deixados pelos argentinos, veio a derrocada.

Tudo começou aos 36 minutos, com Ramiro fazendo uma falta perto da linha do meio de campo no centroavante Pratto, uma falta desnecessária e que, naquele momento, tinha alto risco.

Relato aqui que na hora me deu um mau pressentimento.

Num jogo tenso, difícil, qualquer falta que possibilite alçar uma bola para a área, é perigosa. Foi o que pensei quando Ramiro fez a falta. Borre desviou de cabeça e empatou.

Tudo seria diferente se aos 21 minutos, Éverton, fizesse o gol após receber lançamento preciso de Cícero. Foi a melhor chance de gol ocorrida nos dois jogos, e o Grêmio a desperdiçou.

FATOR BRESSAN

E aí aconteceu o gol que desestabilizou o time gremista. No rastro dessa jogada, o pênalti de Bressan, aos 41 minutos. O VAR foi acionado, ninguém viu na hora que Bressan havia erguido o braço esquerdo, temerariamente, dentro da área, desviando arremate de Scocco.

Sim, Bressan mais uma vez protagonista. Justificou todo o temor que a torcida tinha a seu respeito como substituto de Kannemann, suspenso. Renato teve a sabedoria de escalar Paulo Miranda, de ótima atuação.

O problema começou quando Miranda saiu com cãibra. Entrou Bressan. Silêncio na Arena.

E foi assim, em silêncio, que minutos depois os mais de 53 mil gremistas presentes deixaram a Arena.

Em campo, a festa argentina.

FATOR RENATO

Não é fácil disputar dois jogos de tamanha envergadura sem seu principal jogador. A ausência de Luan foi decisiva, tanto quanto a falta de um zagueiro mais qualificado para o lugar de Bressan.

Luan é um jogador que faz crescer o futebol de quem está ao seu lado.

Renato fez o que esteve ao seu alcance. Só acho que exagerou ao manter o time muito recuado no primeiro tempo. Corrigiu o posicionamento no segundo tempo, mas aí faltou mais qualidade nas jogadas ofensivas, e depois também no sistema defensivo.

FATOR QUALIDADE

Geromel foi um gigante. Grohe muito seguro. Paulo Miranda ótimo na bola aérea.

Os laterais: Leonardo fez o gol e foi bem na marcação. Seu fraco segue sendo o apoio. Bruno Cortez continua sem dar acabamento às suas avançadas, mas de um modo geral foi bem.

Maicon esteve bem até que cansou. Michel abaixo do que pode render. Cresceu no segundo tempo.

Ramiro, muita correria, e aquela falta que resultou no primeiro gol, o gol que abriu as portas do inferno tricolor.

Cícero deu uma papinha para Éverton definir a classificação. Fora isso, atuação mediana.

Alisson foi combativo, esforçado, mas pouco inspirado. Jael jogou o futebol de sempre, muito limitado, mas sempre combativo.

Em resumo, sobrou torcida, sobrou esforço e dedicação, mas faltou um pouco mais de qualidade.

 

 

 

 

 

 

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