Atuação em Recife reafirma a necessidade de reforços

Empatar jogando com time misto contra os titulares do Sport – poucas rodadas atrás venceu no Palmeiras, em SP – não é uma calamidade, como alguns querem fazer parecer.

Mas fica o sentimento que poderia ser diferente, o Grêmio com um time mais forte teria condições de voltar com três pontos e continuar sólido na ponta de cima da tabela. Será mesmo que Luan não podia jogar?

Há, porém, um aspecto positivo que a gente pode extrair desse empate por 0 a 0, em Recife. Ficou claro, ao menos pra mim, que se depender dessa turma de jovens que estão aí buscando seu espaço será muito difícil terminar o ano com nova conquista.

Pela amostragem até aqui ficou muito evidente que o Grêmio para fazer frente aos desafios do segundo semestre precisará qualificar o grupo com uns dois ou três jogadores. O jogo desta noite mostrou isso.

Definitivamente, não levo fé nesse Lima, um jogador que se movimenta, tem boa técnica, mas que no momento decisivo, na hora do chute, da bola enfiada entre os zagueiros, sai tudo errado. Espero que Renato tenha chegado à mesma conclusão. Espero, também, estar completamente enganado e que um dia Lima prove que eu não entendo nada mesmo.

Thaciano, que estava entrando bem nos minutos finais dos jogos, mostrou pra mim que é um jogador comum. Agora, é polivalente, tem alguma utilidade. Espero apenas que o Grêmio não pense nele como opção ao Jaílson. Se isso ocorrer, até os que não gostam do Jaílson – eu sou admirador dele – vão sentir saudades.

Thony Anderson foi preterido no último momento, e isso, somado ao que ele tem apresentado, significa no minimo que ele não está pronto para assumir o protagonismo, substituindo Luan.

Já começo a duvidar se foi mesmo bom negócio a troca por Edílson, ainda mais em função do que Léo Moura vem jogando – quando não está em tratamento ou em repouso.

Pra ficar no sistema defensivo, gostei muito da dupla de área reserva. Deram conta do recado, apesar de duas ou três vaciladas no segundo tempo. Bruno Cortez foi muito bem, mas de novo chegou à frente sem concluir de forma adequada as jogadas.

Voltando aos garotos: Pepê entrou no lugar de Lima, mas pouco acrescentou. Ou nada acrescentou. No entanto, tem bom potencial, assim como Thony. Mas já vi muito guri de bom potencial sair do júnior direto para os veteranos. Kaio, que substituiu Thaciano quase no final, não teve muito tempo, mas espero que ele tenha evoluído desde as últimas vezes em que entrou no time.

Destaque individual do jogo foi Arthur. Depois, Cícero. Ramiro voltou disposto, mas acertou pouco os lances ofensivos.

Na frente, um André interessado. A bola não chega, ele tenta chegar nela. A continuar assim, vai perder a posição para Jael, reconhecidamente um atacante limitado. E isso não é bom. O problema é que Renato parece estar perdendo a paciência com André.

Bem, haverá um longo período para ajustar as coisas. O segundo semestre vai exigir muito do time, do grupo.

Reproduzo twitter do @icoroman:  De 18/jul a 28/ago, o nosso terá 13 jogos. Média de 1 partida a cada 3,2 dias. Em agosto, serão 9 jogos em 28 dias. Média de 3,1.

Não vai ser fácil, ainda mais se não houver reforços.

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