Grêmio sofre as consequências da grandeza que conquistou

Não vencer dentro de casa é sempre frustrante, até quando se joga mal. Não é o caso do Grêmio, que joga bem, se impõe ao natural, cria oportunidades, mas nem sempre materializa a superioridade técnica e tática em gol.

Contra o fraco Ceará – goleado nesta noite pela Chapecoense – foi difícil sair um gol, que aconteceu numa escapada de Éverton que pegou a defesa adversária totalmente fora do lugar.

Na Arena, os times mantém a estrutura defensiva e raramente avançam em bloco, o que complica a criação de jogadas. O Grêmio atacou muito o Fluminense, mas esbarrou na monolítica defesa armada por Abel ‘vamu pra dentro deles’ Braga.

Cansado de perder para Renato, Abelão tratou de evitar nova humilhação. Foi visível o alívio dele quando o juiz encerrou o jogo, aos 6 minutos de acréscimo. Antes, fizera gestos desesperados sinalizando que era hora de encerrar a partida, esquecido talvez que seu time abusou de ganhar tempo.

Tudo isso é reflexo da grandeza atual do time gremista, respeitado e admirado, especialmente fora do Estado – aqui o que prevalece é muita inveja e despeito.

O Grêmio é o responsável por essa situação: todos entram em campo na Arena determinados a jogar por uma bola. A grandeza atual do time assusta.

Nesse sentido, Atlético PR, Inter e Fluminense têm mesmo o que comemorar: não perderam na Arena. Poderiam ter sido esfolados, mas resistiram e festejam o ‘pontinho fora’, que saiu barato para os três.

Agora, a despeito da proposta de jogo do Fluminense, faltou ao Grêmio nesta noite melhor acabamento nas jogadas. Não gostei de Lima nem e principalmente do Madson, que não consegue se adaptar à forma de jogar do time. Lima a meu ver não tem característica para fazer a função de Ramiro. Já Madson se esforça bastante, mas não consegue completar uma jogada com qualidade.

Outro que parece sem saber o que fazer é o experiente André, Seu primeiro tempo foi preocupante. No segundo, melhorou, mostrando ao menos mais interesse e disposição.

A entrada de Pepê pouco contribuiu. A cinco minutos do final do tempo normal, Renato colocou Thony e Thaciano. Achei que eles poderiam ter entrado mais cedo, mas o time estava bem, pressionando com insistência e até perdendo gols, como aconteceu com Éverton, aos 29, quando pegou rebote com o goleiro apavorado e chutou pra fora.

Se um deles fosse o Messi ou o Neymar eu estaria agora criticando o técnico gremista, mas estamos falando de dois jovens que ainda têm muito o que provar, e para isso precisam receber mais tempo de preferência em jogos menos encardidos. Pepê, por exemplo, custou a entrar no ritmo intenso da partida, mas mostrou que tem potencial para novas oportunidades.

No mais, o Grêmio se não foi espetacular, teve um desempenho de equipe superior, que cria jogadas e proporciona pouco espaço para o adversário ameaçar. O Fluminense chegou com perigo, aproveitando a ansiedade do Grêmio para marcar um gol, o que gerou algum descuido atrás.

Ao lado do Cruzeiro, o Grêmio tem a defesa menos vazada: 3 vezes.

Felicidade

Esse é o sentimento que irá prevalecer nesta quinta aqui no RS amado diante da vitória colorada sobre o Vitória, 3 a 2, em Salvador. O time entrou no G-4, situação mais ou menos parecida com aquela do clube sob o comando de Argel, há dois anos.

Flamengo

Gostei do sorteio que apontou Flamengo na próxima fase da Copa do Brasil. Hoje, o Grêmio passaria sem maiores dificuldades. Vamos ver como as equipes estarão em agosto.

Haverá saída de jogadores após a Copa. O Flamengo deve perder Vinicius Jr. Em compensação, está tentando o ex-gremista Wallace.

O Grêmio deveria trazer um zagueiro com urgência e um lateral-direito.

 

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