Denúncia do tribunal gaúcho vira piada (de mau gosto)

Os auditores do Tribunal de Justiça Desportiva gaúcho, a partir de agora denominado TJD-RS, estavam se sentindo, imagino eu, escanteados, esquecidos.

Como a gente sabe, o circo do campeonato montado pelo sr Novelletto sempre teve participação ativa do TJD. Neste ano, com a competição se encaminhando para o final e nada de importante no tapetão, eis que os nobres auditores conseguiram o que queriam: mídia.

Não importa se a mídia chega pelo ridículo, não, isso não importa. O que interessa são os holofotes. Ah, os holofotes. Afinal, qual é a graça de ser auditor, não remunerado até onde sei, e não conseguir um espaço sequer nos meios de comunicação tradicionais.

Sobre holofotes, lá pelos anos 80, quando se julgava um caso de doping explícito no Gauchão, envolvendo um atleta colorado que se recusou a fazer o antidoping num Gre-Nal (quer dizer, um negócio sério).

Bem, o julgamento foi transmitido ao vivo pelas emissoras de rádio e pela TV Guaíba, salvo engano. Quanto mais holofotes ligados, mais tempo os nobres auditores demoravam para proferir o voto.

Debate daqui, debate dali, clima tenso, muita gente participando, eis que chegou a hora do voto final, de um auditor, um colorado da gema, de respeitabilidade na comunidade gaúcha.  Mas claro, isso de ter time, não influencia, como a gente percebe no MP.

Câmeras e microfones todos ligados para ouvir o voto, eis que o auditor, com toda a pompa possível, retira do bolso um papel dobrado, talvez um guardanapo. Era o que ele havia trazido de casa, tipo cagando e andando para tudo o que foi apresentado no julgamento. Voto favorável ao Inter, que restou absolvido.

Então, como exigir seriedade do TJD depois desse episódio? Se o campeonato todo é quase uma piada, e de mau gosto, a começar por um time que representava o Estado e o Brasil, ser punido com uma série de jogos no período das férias dos jogadores, o que prejudicou sua campanha.

Ou o fato de ter um árbitro que apitou uma dúzia de Grenais e o Grêmio ter vencido apenas um. Sem contar os jogadores gremistas que quase ficaram aleijados por conta da violência adversária sob os olhos negligentes desse mesmo juiz.

Então, só faltava mesmo o glorioso tribunal entrar no picadeiro. Essa de querer punir Renato e Kannemann pelo “amarelo forçado” no jogo contra o Avenida só não entra no rol das maiores piadas do campeonato gaúcho em todos os tempos, porque por trás da anedota pode estar a parte menor de uma grande armação para impedir que o Grêmio conquiste o título gaúcho, e recupere a hegemonia no noveletão.

Portanto, vou segurar o riso, mas que dá vontade de gargalhar, isso dá.

Ainda espero que alguém de bom senso retire essa denúncia ridícula, que tomou conta das redes sociais.

Por enquanto, mais firmo posição no sentido de que no ano que vem o Grêmio escale um time de transição do início ao fim do campeonato.

SASHA

Em 2015, o meia colorado admitiu que forçou cartão amarelo num jogo a pedido do técnico Argel. Alguém lembra de alguma denúncia do tribunal?

GALVÃO

Não me lembro de em algum momento desde que comecei a cobrir futebol, meados da década de 70, de um time gaúcho ser alvo de tantos elogios e até homenagens no centro do país. Elogios, aliás, que aqui são comedidos, salvo exceções. Há quem não consiga conter a inveja, mas faz parte.

No programa Bem, Amigos, de ontem, o Galvão Bueno defendeu a convocação de quatro jogador do Grêmio para a Copa do Mundo. Além de Arthur, que estava presente, mais Grohe, Luan e Geromel.

É o reconhecimento ao belo e efetivo futebol praticado pelo Grêmio há quase dois anos, sob o comando de Renato Portaluppi.

De minha parte, não iria ninguém. Cada jogador que for convocado desfalca o Grêmio em sete ou oito jogos do Brasileirão.

O Grêmio sempre em primeiro lugar.

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