Inter atinge objetivo: decide em sua casa

Começo a escrever sobre o Gre-Nal contaminado pela leniência da crônica esportiva quando se trata de arbitragens que não prejudiquem o Inter.

O pessoal é mesmo mais tolerante e ataca qualquer um do Grêmio que ouse criticar os senhores árbitros. Felipão, sabendo disso, esquivou-se de comentar a atuação do sr Daronco.

Sobrou para o César Pacheco. Está levando pau até agora o Pacheco. Fosse o contrário, alguém do Inter se sentindo prejudicado, talvez encontrasse mais eco em sua choradeira – é assim que rotulam quem se sente prejudicado e vai aos microfones questionar decisões dos senhores árbitros de futebol.

Já uma cachoeira de lágrimas iniciada em 2005 segue até hoje. Ali não foi o tal ‘erro humano’, que expressão que viceja “Abaixo do Mampituba’. Erros como os dois pênaltis marcados contra o pobre Cruzeirinho do meu amigo Montanha, que resultaram em rápida e ampla defesa dos analistas de arbitragem.

Bem, então não vou comentar a arbitragem do sr Daronco, até porque a crônica esportiva gaúcha em peso decretou que o resultado não passou pelos homens de preto.

O que  eu tinha que escrever sobre o assunto deixei bem claro quando sugeri, modestamente, que o Grêmio reivindicasse arbitragem de gente Acima do Mampituba.

Bem, agora é isso. O próximo será o sr Vuaden, sobre o qual tenho escrito bastante, assim como tem feito há tempos o incansável bebedor de Bardhal B-12, o titular do cornetadorw, que ao que me consta está se mudando para o Congo pela vigésima vez.

Larguei de mão a arbitragem. Por isso, nem vou falar no D’Alessandro…

Sobre o jogo: o Grêmio foi superior no primeiro tempo e também no início do segundo. O diabo é que chegou com perigo algumas vezes, mas não fez uma conclusão sequer que exigisse algum esforço do goleiro colorado.

Já o Inter, com um jogador a mais durante uns 30 minutos, no segundo tempo, foi mais eficiente em suas poucas jogadas ofensivas, mas aí esbarrou em Marcelo Grohe, que evitou a derrota em plena Arena, este é que é a verdade.

Foi um jogo de nível técnico razoável.

No Grêmio, gostei da dupla Felipe Bastos/Maicon. Critico o Maicon, e também o Geromel, pelo erro de chegar junto no argentino intocável Abaixo do Mampituba. Marcelo Grohe e Rodolpho foram bem mais. Os dois laterais foram eficientes, inclusive o Matias. Lá na frente é que a coisa complica. Braian não recebeu uma bola decente sequer. Tudo bem, mereceu sair. Nem esperava muito mais dele.

Decepcionantes foram os três jogadores mais talentosos: Luan, Giuliano e Douglas. Giuliano eu não vi em campo. Luan tentou, mas errou muito mais do que acertou. Douglas teve alguns lances, mas pouco acrescentou. Inclusive nas bolas paradas ele foi mal, aproveitamento zero. Felipão até comentou isso.

Douglas mereceu sair, mas antes dele Giuliano. E até Luan. Assim que Douglas saiu, o Inter perdeu o resto de respeito que tinha pela linha ofensiva e foi pra dentro do Grêmio. Queiram ou não, eles respeitam muito Douglas.

Achei que poderia ter entrado o Lincoln. Era jogo para Mamute, mas ele segue se recuperando depois do atentado sofrido na vitória sobre o Juventude e que sequer resultou em amarelo para o agressor.

No Inter, a dupla de área foi bem. Os demais foram medianos. Até Sasha, tão festejado por setores da crônica, não se destacou. Ainda não consegui ver nesse jogador futebol que justifique os 10 milhões de euros que estaria valendo, segundo especulam. Ah, Valdívia sim, esse desequilibra.

Ficou tudo para domingo. Sinceramente, pelas circunstâncias todas que envolvem a decisão, vejo o Inter com a mão na taça.

Estive na Arena e sou testemunha do comportamento exemplar da torcida gremista, apoiando e incentivando.

O Grêmio não soube tirar proveito dessa imensa força.

A vantagem agora é do Inter, que conseguiu o queria: decidir em sua casa.

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