Com a faca entre os dentes

Quando um jogador como Léo Gago (um volante que não deu certo e um meia que deu errado) é considerado desfalque, é porque a coisa está mesmo feia. É mais um prova de como é débil esse meio campo gremista, que se salva porque tem dois volantes de alto nível, Fernando e Souza.

O ‘articulador que não articula’ completa o setor que é o mais fraco do time, justamente o setor onde tudo se decide no futebol. Com um meio campo assim não há defesa que preste nem ataque que entusiasme.

Agora, dentro do que pensa Luxemburgo (e é o pensamento dele que vale, não meu, nem o de vcs), Léo Gago é um desfalque importante. Da mesma forma, Marco Antônio seria um desfalque importante para o treinador.

Agora, da forma que eu vejo, ambos não fazem falta, principalmente o MA.

Para o Gre-Nal, eu colocaria o Wilson como volante centralizado, fechando com Fernando e Souza. Mas adiantado, o Facundo Bertoglio. Só não vou suportar um meio campo com Marquinhos e MA juntos de novo.

Se o Mário Fernandes puder jogar, adiantar Gabriel é uma possibilidade a ser considerada. Mas ainda prefiro o Wilson, que é alto e ajudaria a marcar Damião. Aliás, nesse quesito seria interessante contar com Saimon, que já mostrou como se marca o goleador colorado.

Já o Inter vai sentir muito falta de seu articulador, este sim um articulador, o D’Alessandro. Seu reserva é João Paulo. Assim, o Inter fica sem articulador. E se o Inter pode, já que não tem alguém à altura do titular, por que o Grêmio não pode?

Dorival não vai começar com João Paulo só pra ter um articulador. Já o Luxemburgo começa com o MA, pensando que ele é um articulador ou aquele que mais se aproxima de um articulador, o tal camisa 10.

Luxemburgo está obcecado por alguns conceitos. Está se revelando um treinador com ideias superadas. Mas ainda é um treinador de alto nível.

Teimoso, mas de ponta.

DISCURSOS

Enquanto o Gre-Nal não chega, um grande jogo no meio da semana. Não há como ficar indiferente a esse Inter x Fluminense.

Tampouco consigo ficar alheio ao que ando lendo.

Enquanto Guinazu fala em jogar com ‘a faca entre os dentes’, e eu torço para que seja mesmo apenas uma figura de linguagem, o discurso que vem do Fluminense é de uma passividade alarmante e preocupante, tanto para os torcedor do Fluminense, os legítimos, e os novos, os que habitam essas terras farroupilhas.

O técnico Abel, que não esconde sua paixão pelo Inter, e Edinho, que saiu daqui quase empurrado pelos colorados, vem com um discurso meigo.

– Não queria que fosse agora -, é o que dizem eles, mudando uma palavrinha aqui e outra ali, mas com sentido idêntico.

Mas qual a diferença em enfrentar o Inter agora ou mais adiante?

Será que é peninha de ter que eliminar o ex-clube ou é medo de cair tão cedo. Não sei o que é pior.

Mas o discurso colorado é o mais adequado para quem está indo para uma decisão.

Com a faca entre os dentes.

Uma frase forte, um recado, uma ameaça.

Uma declaração de intenções.

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