Luxemburgo e as firulas

Tem razão o Luxemburgo: jogador limitado não pode inventar. Ele criticou André Lima por tentar um gol de letra quando poderia ter simplificado e feito o gol.

Acho que é por isso que ele gosta tanto do Marco Antônio: esse não inventa nunca, simplifica sempre. No máximo, acerta de vez um quando um passe que resulta em gol ou oportunidade de gol.

Na maior parte do tempo, joga na zona morta, não chama o jogo para si, como faz qualquer articulador de respeito. Hoje, Luxemburgo poderia ter substituído o MA, mas o manteve em campo.

Respeito o Luxemburgo. Então, tento adivinhar por que essa insistência com alguém que vai contribuir para levá-lo a perder o Gauchão e, por óbvio, a Copa do Brasil. Ele quer dar moral pro jogador, na esperança de que ele seja no Grêmio o que foi na Portuguesa. Luxemburgo, que tem muito mais experiência no futebol do que eu, enxerga em MA um craque encoberto por uma nuvem de insegurança, que precisa ter sua auto-estima elevada.

O Grêmio tem jogadores medianos em excesso para um clube que ambiciona algo mais do que ser coadjuvante. É claro que Mário Fernandes e Marcelo Moreno vai acrescentar qualidade, uma pena que não seja em posições onde o time tem mais carência, que é no meio de campo.

Depois desse desabafo amargo, vejo coisas boas no time: o zagueiro Werley está enchendo as medidas. Vamos ver como ele vai se sair contra atacantes de ponta. Fernando se consolida como um ótimo volante. Gosto também do Souza. Na frente, Miralles e Facundo estão bem. Insisto: gostaria de ver Facundo na meia no lugar do burocrata MA.

André Lima, sendo bem explorado em sua maior qualidade, que é o cabeceio, é útil. Mas Moreno joga mais que ele. Ainda bem.

O Grêmio ficou apenas no 1 a 0 com o Canoas. Merecia um resultado melhor, teve boas chances de gol. Mas em alguns momentos parecia querer entregar de tão mal que estava. É, portanto, um time muito irregular. Inconfiável.

É por isso que Luxemburgo fica louco quando as oportunidades surgem e não são aproveitadas.

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