Homem Aranha, as jamantas e RG

Descobri que estou igual ao Celso Roth. Depois de um começo avassalador no Cartola, assumindo a ponta da tabela e permanecendo sempre no grupo da libertadores, o meu time, o Todo Poderoso Alfredo, despencou. Já estou ali encostado na zona de rebaixamento.

Mas, igual ao Roth, estou dando uma sacudida no time. A partir desta rodada vou escalar a tabela de classificação com a agilidade do Homem Aranha.

Roth está certo em mexer no time. Mas o que ele está fazendo faz parte da cartilha básica do futebol: colocar os melhores.

Gabriel, em forma e interessado, é um lateral de seleção, pelo menos de uma seleção como essa do Mano que não ganha de ninguém. Adilson de lateral foi uma improvisação forçada pelas circunstâncias. Roth não pode ser criticado por isso, nem ser chamado de inventor.

Tendo Gabriel ou Mário Fernandes…

Na esquerda, eu diria que até o pipoqueiro da esquina poderia ser observado, porque ali existe um vazio a ser preenchido. Bruno Colaço até poderia dar certo num time já estruturado, organizado e seguro de si, mas do jeito que está é preciso alguém que tome conta da posição com autoridade. Júlio César pode ser esse cara.

Marquinhos ao lado de Douglas é algo que sugeri aqui assim que o meia do Avaí foi contratado. Mas fui contestado, inclusive pelos treinadores que disseram que os dois são lentos e coisaital. Até acho que essa dupla não é a ideal, mas diante do que a casa dispõe penso que deve ser testada. Lúcio até quebra o galho. Escudero talvez rendesse mais como um segundo atacante, junto ao centroavante. Fora disso, banco de reservas nele.

Então, vale a tentativa Marquinhos/Douglas. Mas é preciso contratar um meia esquerda urgentemente. O que não descarta uma chance ao Pessali. Acho que um sangue novo, de gente criada no Olímpico, poderia ser um diferencial nesse momento em trevas e pânico.

Agora, André Lima e Brandão juntos me parece um desvario, um sinal de que o desespero está tomando conta também do treinador, o que é péssimo. Neste momento, quem tem direito de ficar desesperado é só o torcedor.

Os dois grandões juntos significa um acúmulo de truculência ofensiva. Duas jamantas sobrepostas. Se a escalação de dois cabeceadores significa que os laterais estarão liberados para apoiar, ir ao fundo e cruzar, ótimo. Mas se eu conheço bem o Roth, os laterais vão no máximo até a intermediária. E aí para que dois cabeceadores na área?

Não sei como está o Mithyuê, mas ele poderia ser uma alternativa ao Leandro. Se até Clementino entrou de novo, por que não o Mithyuê. Não sei como está o guri, mas pior do que esses que estão entrando no time ele não pode estar, não pode mesmo. E se está tão mal nos treinos que não mereça uma chance, que vá ciscar em outros gramados.

Sobre o Atlético Goianiense. O time goleou o festejado Flamengo. Vem de resultados surpreendentes. Mas é difícil controlar o salto alto depois de uma vitória como essa sobre o Flamengo, no Rio. Então, se o Grêmio não der espaço em seu campo de defesa (o time goiano gosta de um contra-ataque), e atacar com velocidade, liberando os alas, segurando os dois volantes, a vitória não é impossível.

Assim como o Todo Poderoso Alfredo vai reagir no Cartola a partir desta rodada, quem sabe não acontece o mesmo com o time do Roth?

Ou nós encarnamos o Homem Aranha ou afundamos todos juntos de vez.

RG

Dez anos depois, RG volta a jogar partida oficial em Porto Alegre.

Será protegido por 50 seguranças. Coisa de chefão do tráfico, ditadores sanguinários e por aí vai.

Voltar à cidade natal desse jeito deve ser muito chato. Pra que tanto cuidado, tanto medo?

Se é da torcida do Grêmio, bobagem.

RG não significa mais nada. Já despertou ódio e rancor.

Hoje, não desperta nem desprezo.

RG é apenas uma sombra na história do Grêmio.

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