O erro de meio metro e a vitória da Adidas, digo, da Alemanha

Torci pela Alemanha contra a Inglaterra. Mas a partir dos 38 minutos de jogo virei casaca. Não pude suportar o erro colossal do árbitro Jorge Larrionda, um erro tão grande que fica difícil, ao menos pra mim que vejo chifre em cabeça de cavalo a todo instante, aceitar como algo natural, mais um simples erro humano.

A bola chutada por Lampard cruzou quase meio metro a linha da goleira. Impossível que o bandeirinha Mauricio Espinosa não tivesse visto. Até mesmo o uruguaio Larrionda tinha condições de assinalar o gol.

Depois de 44 anos, a vingança alemão. Em Wembley, na final da Copa do Mundo de 1966, aos 11min da prorrogação, o atacante inglês Hurst dominou após cruzamento na área e chutou. A bola bateu no travessão, caiu sobre a linha e voltou. Para desespero dos alemães, o árbitro suíço Gottfried Dienst confirmou o gol inexistente. A Inglaterra, dona da casa, dona da festa, foi campeã.

Agora, o castigo cruel para os ingleses.

Não sei até que ponto não há o dedo, a mão e tudo mais da Adidas, patrocinadora da Copa, fabricante de polêmica bola que parece de plástico.

Há um lance logo no começo de jogo que pode ajudar a entender o que houve. Rooney escapou livre para fazer o gol. O bandeirinha tão distraído no gol de Lampard marcou impedimento. A bola, porém, havia batido num alemão, que deu condições para o atacante inglês. Foi na cara do Larrionda.

Lembrei disso quando ele não validou o gol que seria o empate da Inglaterra e que poderia mudar toda a história do jogo.

No segundo tempo, perdendo por 2 a 1, a Inglaterra se mandou para o ataque. Em dois contra-ataques de extrema velocidade e eficiência, resultado de muito treinamento, por certo, a Alemanha liquidou a partida.

Ouvi elogios desvairados aos alemães, em especial do Caio, da TV Globo.

Não há dúvida de que a Alemanha tem um time forte, competitivo e que, se tiver espaço para contra-atacar, torna-se quase imbatível. Não vi nenhuma seleção jogar com tanta eficiência quando tem espaço na frente. Uma ressalva: apertada depois de fazer 2 a 0, a Alemanha mostrou fragilidade e só não foi para o vestiário com o 2 a 2 graças à arbitragem calamitosa dos uruguaios.

A Alemanha se classificou, e isso é o que importa. O futebol está marcado por injustiças, e a vida segue.

Se a Argentina passar pelo México – é favorita, mas no futebol tudo pode acontecer como se viu nesse jogo do sr Larrionda – terá pela frente a Alemanha da Adidas.

Ah, o que a Fifa fará em relação ao sr. Larrionda e seu fiel bandeirinha?

Um erro desses de meio metro não pode ficar impune.

SAIDEIRA

Acho que está na hora de a Fifa, êta entidadezinha manipuladora essa, introduzir tecnologia para evitar esse tipo de barbaridade. Ah, mas ela prefere ficar com o tal erro humano. Por que será?

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