Memórias do Futeboll (IV)

(Texto de Copião de Tudo – Interino)

QUARTO ZAGUEIRO: conforme venho apontando aqui, comecei a ver futebol nos anos 70, e vale lembrar que várias duplas de zaga jogavam nas duas funções, e assim, comecei a ver Beto Fuscão de 1974 a 1977 ao lado de Anchetta, e dava pro gasto, aí, veio do Santos o ótimo Oberdan Vilain em 1977/78 para ”acabar” com os gols de Escurinho de cabeça em cruzamentos precisos de Valdomiro, um bom ponta do Inter que era exímio cruzador na direita e em bolas paradas. Oberdan chegou dizendo já no aeroporto que acabou a farra de gols de cabeça na defesa do Grêmio, cumpriu a promessa, e Escurinho acabou indo embora para a reserva do Palmeiras em SP justamente por causa disso.

Depois dele, trouxemos Vantuir do Galo-MG que ficou 3 anos sem comprometer e sem muito destaque, e após ser campeão Mundial de clubes de 1980, buscamos o ótimo Uruguaio Hugo De Leon do Nacional que foi um Xerife Absoluto no time do Grêmio por 4 anos seguidos Capitão Liderando nossas conquistas no Brasil, América e Mundo com nosso 1º Brasileiro/81 calando o Morumbi, Vice/82, depois LA 1983 e Mundial também em dezembro/83 no Japão onde Mário Sérgio e Renato Portaluppi estraçalharam o jogo da final em Tókyo com protagonismo duplo: um armando, criando, e o outro infernal camisa 7 ”matando” o Hamburgo, sensação Européia do início dos anos 80 com 2 gols fantásticos de força, técnica e muita raça.

Foi inesquecível aquela longa madrugada de 11/11/1983 no Brasil.

Depois desta epopéia, Hugo De León foi pro Corinthians e depois pro Santos deixando um vácuo, e quem ocupou a vaga foi Luis Eduardo, o Capataz, um bom 4º beque comum sem firulas de 1985 a 1990 naquele HEXA gaúcho com um timaço batizado de GRÊMIO SHOW que tinha Valdo, Assis, Lima, Cuca, Cristóvão em uma fase excepcional. Era lindo ver aquele bom time jogar leve, solto e pra cima de todos.

Chagamos na Era Felipão anos 90 com Rivarolla e Adilson revezando os lados de acordo com o adversário que ficou até 98, e teve a chegada do ótimo Mauro Galvão 1996/97, o filho do “Seu Oquelézio” que depois voltou em 2001/02 naquele 3.6.1 do Tite que sempre jogava o fino da bola, um 4º zagueiro clássico que sabia sair jogando a dribles com muita competência e vigor. Encerrou sua carreira no Grêmio aos 40 anos em 2002 após a LA sem comprometer suas atuações.

Tivemos de 2008 a 2010 o Réver que veio num pacote do Paulista-SP junto com o goleiro Victor, e depois lembro ainda de uma passagem mediana de Rodolfo e Erazzo de 2012 a 2015 sem muito brilho, mas em 2016, chegou Walter Kannemann.

Posso dizer com muita convicção que esse gringo marcou muito no time do Renato ao lado de Geromel de 2016 a 2023 com o Penta da CB, Tri da LA, Bi da Recopa além de SETE gauchinhos entre várias surras no rival em Grenais formando uma das maiores duplas de nossa história junto com outras boas citadas aí como Anchetta e Oberdan, Baideck e De León, Edinho e Luis Eduardo, Adilson e Rivarolla, Marinho, Anderson Polga e Mauro Galvão, pois Kannemann incorporou a raça tricolor até exagerando em alguns momentos, e mesmo que hoje tenha uma certa contestação, acho que ainda dá um bom caldo, pois passou algumas fases difíceis com lesões sérias, mas foi marcante na história.

Hoje temos Balbuena e Noriega com ótimo potencial à ser explorado na zaga, e sigo muito confiante em 2026 com novo Treinador e novos métodos, pois precisávamos virar o ciclo, e estamos iniciando bem com Odorico e seu time de gestão administrativa, social e técnica de bom nível.

Então, segue o planejamento, eu sempre acredito.
OREMOS ….. !!!!!