Renato corrige seus erros e o time volta a vencer e convencer

Aviso: antes de iniciar a leitura desta coluna dá uma olhada nos mais de 200 comentários postados em menos de duas horas pelos parceiros deste blog, que aparecem na coluna anterior ao jogo. O pessoal aqui chega antes de mim, culpa de um dos maiores males do homem moderno, a ansiedade. Adianto que não li nenhuma linha, até para não me deixar influenciar.

Feito o alerta e dica de leitura – importante porque o pessoal aqui conhece e sabe expor suas ideias -, escrevo o que vi e penso sobre a vitória sobre o vice-líder do Brasileirão por 1 a 0.

É importante começar enfatizando isso: o Grêmio com seu time ‘decadente’, ‘dividido no vestiário’ e com um técnico que ‘se oferece para o Flamengo’ (sim, tem gente que já afirmou isso), bateu o vice-líder da competição.

E venceu com autoridade, apesar dos sustos, do medo de levar um gol no final, mas ali estava Paulo Victor, de contrato renovado, para salvar com algumas defesas muito difíceis.

Eu resumo a vitória e essa conquista dos três pontos, com peso de meia dúzia ou mais diante da situação do time no campeonato, em uma frase:

O Grêmio ganhou porque Renato corrigiu os erros que ele vinha cometendo há algum tempo.

Primeiro, colocou um zagueiro, que até jogou bem, não comprometeu e atendeu o treinador: não enfeitou. Bola pro mato que o jogo é de campeonato.

Ao repor um zagueiro de ofício, manteve Michel no meio de campo, restabelecendo uma estrutura defensiva séria e eficiente.

Então, com uma mexida, que ele adiou de forma irritante, foram corrigidos dois problemas.

No ataque, no intervalo, Renato, atropelado pelos fatos, enfim sacou André que havia desperdiçado um pênalti de forma bisonha e colocou Felipe Vizeu. Junto, sacou Alisson e escalou Diego Tardelli, este ausência justificada em jogos anteriores por estar lesionado.

Vale aquela máxima: escalou mal, mexeu bem. Vizeu entrou e após cobrança de escanteio aparou a bola e mandou um torpedo indefensável para Victor, que vinha pegando tudo.

O gol tranquilizou o time, a torcida e o próprio Renato. O Atlético buscou o empate e levou perigo algumas vezes. Mas o Grêmio não deixou por menos, também ficou ameaçando o gol.

No final das contas, foi uma vitória animadora, com uma atuação elogiável, com momentos do velho brilho que encantou a todos.

Como disse o Renato, a decolagem ainda não aconteceu. O avião apenas fechou as portas.

Um pouco de humildade nas frases e na postura é sempre positivo.

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