Grêmio esbarra na arbitragem e no goleiro

A rodada do Gauchão reafirmou que o maior adversário do Grêmio na luta pelo título é mesmo a arbitragem.

No empate por 0 a 0 com o Brasil, em Pelotas, o time B tricolor teve a seu favor um pênalti logo no começo do jogo, quando um zagueiro tirou Kannemann para ‘bailar’ dentro da área. Andaram juntos uns 4 ou 5 metros. O argentino querendo chegar na bola e o zagueiro o segurando. O juiz nada assinalou.

O mesmo juiz, Jonathan Pinheiro, muito conhecido na região dos Sinos, conseguiu ver simulação de Capixaba, que saltou para não ter sua perna fraturada por um desses carrinhos assassinos que os árbitros toleram, punindo no máximo com cartão amarelo. O juiz deu cartão amarelo para o lateral, que já havia recebido um no primeiro tempo.

Importante registrar que naquele momento, faltando uns 15 minutos para o final, alguns jogadores do Brasil se arrastavam em campo, enquanto outros se contorciam em razão de cãibras. O juiz, talvez na nobre intenção de equilibrar a disputa e preservar o ‘espetáculo’ decidiu forçar a barra, dando amarelo por simulação. Claro que não foi isso, todos sabem que não.

Mesmo sem a maioria dos titulares, o Grêmio ainda foi muito superior, criando inúmeras chances de gol. Destaque para Jean Pyerre, que deixou Pepê duas vezes na cara do bom goleiro Carlos Eduardo, que salvaria o time em mais três ou quatro oportunidades.

Pepê, pelos gols perdidos, lembrou o início de Éverton. Em outros lances, não foi participativo, nem solidário, preferindo sempre concluir mesmo com algum companheiro em melhor posição. Mas é novo e tem muito a evoluir.

No mais, destaco o Paulo Miranda, apesar de sua entregada bressiana quase no final. Os laterais não foram bem, com a ressalva de que Capixaba evitou um gol do time pelotense.

A dupla Rômulo/Michel não funcionou. Exagerando, eu diria que é muita ‘grossura’ comparando com o futebol que o time joga quando tem Matheus Henrique e o mestre Maicon.

Na frente, gostei do Felipe Vizeu, por duas ou três metidas de bola e muita vontade de acertar, se movimentando na frente e ajudando a marcar. Montoya é outro que se esforçou, mas ficou devendo futebol.

Voltando à arbitragem, como se esperava, o Brasil, comandado pelo Leandro Leite, bateu, chegou junto demais. O juiz, como tem acontecido nos jogos do Grêmio, apresenta o amarelo para adversários do tricolor só depois de uma dezena de faltas. Até parece que existe uma orientação de cima nesse sentido. Só parece.

Enfim, era para o misto do Grêmio ter vencido. Se Renato estivesse na casamata acredito que as coisas seriam diferentes.

CHILIQUE

Não vi o jogo do Inter. Vi só alguns lances. O que mais me chamou a atenção foi o D’Alessandro, que entrou em campo e não demorou muito estava fazendo seu circo. Não faltou até uma corridinha para peitar o adversário, tipo olhos nos olhos. Duvido ele fazer isso no Centenário. O jogador é quase o dobro do argentino. D’Ale levou o amarelo. Aposto que ele irá bater recorde de cartões amarelos. Não vou desenhar.

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