A diferença

O futebol pode ser complicado ou simples. É assim também na vida.

Estou longe de ser um monge tibetano, mas gosto da simplicidade. Por mim, andaria de chinelo de dedo, bermuda e camiseta o tempo todo.

Prefiro um arroz com feijão e guisadinho a uma refeição cheia de frescura. com nomes pomposos e apresentação sofisticada.

Entre guardanapo de papel e o de pano, fico com o primeiro, é mais prático e mais higiênico.

Prefiro uma cerveja (de preferência artesanal) a uma vodka Absolut, só para citar uma bebida que está na moda entre a gurizada.

Enfim, tudo isso pra dizer que no futebol se o time tem um grande centroavante ele está muito próximo do sucesso.

E vale o oposto: se não tem um grande centroavante está na iminência do fracasso. O abismo é seu destino.

Aqueles que gostam de complicar vão entender que estou dizendo que centroavante é tudo. Não, mas é uma das quatro posições mais importantes de qualquer time vencedor.

Vou dar uma de determinado comentarista de TV que fala como se estivesse ensinando futebol e frisar que as outras três são goleiro, zagueiro e um grande cabeça de área. Se esse time ainda tiver um grande articulador, então, é quase imbatível.

É óbvio – olha eu aqui de novo dando uma de professor – que em todas as outras posições deve haver no mínimo jogadores medianos para cima. É inaceitável num time que pretenda grandes títulos ter como titular um Gilson da vida. Inaceitável.

Um jogador fraco é capaz de colocar um titanic para o fundo, comprometer todo um trabalho. É claro que às vezes o restante do time é tão bom que carrega um ou dois nas costas.

Todo esse nariz de cera (jargão jornalístico) para saudar Leandro Damião e manifestar minha inveja.

A diferença básica, hoje, entre Grêmio e Inter é simples:

um centroavante, mas um matador, não um meio centroavante.

Se o jogo aperta, o time não está bem, sempre existe a chance de aparecer o centroavante para salvar.

Mas, para isso, é preciso ter um centroavante, um camisa 9 de verdade, com carteirinha e tudo.

Simples.

SAIDEIRA

Carlos Alberto foi dispensado. Quero reconhecer meu erro: apostei no CA. Entendi que como um bom reforço para a Libertadores. 

FECHANDO A CONTA

Paulo Pelaipe vai voltar. Isso é tão certo como a eliminação do Grêmio na Libertadores. Ele só não voltou no começo da gestão por questões de composição política. Só não sei se ele volta já, mas que volta, volta. Aliás, eles sempre voltam.

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