Uma vitória para ser exaltada

O Grêmio venceu um time forte. Antes de qualquer coisa isso precisa ficar bem claro. O União de Barranquilla tem um time cri-cri, chato, toca bem a bola, se defende com onze e explora contra-ataques com perigo. Com um jogador a menos, foi ainda mais preocupante. Não fosse Victor, que voltou a ser aquele goleiro que chegou à Seleção, teria feito ao menos um gol.

É importante deixar isso bem claro para valorizar o resultado. Os 2 a 0 sobre o time que mantinha 100% de aproveitamento é um resultado para ser exaltado, comemorado. E não apenas porque garante a vaga à próxima fase da Libertadores. É preciso frisar que o Grêmio soube se impor sobre um time de qualidade, bem armado, estruturado, e que pode ir longe na competição.

Agora, a vitória não pode mascarar os problemas do Grêmio. É preciso enfrentar a dura realidade de que os adversários, quando perdem o medo e se arriscam, chegam fácil na cara do Victor. Tão perto que o goleiro pode ver todas as rugas do atacante adversário, seus cravos, suas espinhas.

E se isso acontecer contra adversários mais qualificados, Victor terá de ser muito mais do que já é.

Outra coisa: é preciso contratar mais um atacante, um jogador de área, porque só o Borges é pouco. Borges é bom jogador, mas quando ele faltar (por cartão amarelo ou lesão), quem será o ‘camisa 9’? A não ser que André Lima volte logo.

Gostei do argentino Escudero. Foi participativo, esforçado, participou de boas jogadas. Mas ainda precisa mostrar mais para ser titular, justificar sua contratação e seu salário, que não deve ser dos menores. Agora, ele está evoluindo.

Para essa posição, felizmente, tem o guri Leandro. Curioso é que ninguém no clube percebeu que ali estava um talento na hora de inscrever os jogadores na Libertadores. É intrigante, preocupante.

Por fim, destaque para a dupla de volantes: Adilson e Fábio Rochemback, ambos soberbos. Douglas também em alto nível. Quando preciso, ele até voltou para o campo de defesa, fechando espaços. Mérito de Renato. E Lúcio, que reafirmou que a lateral-esquerda faz parte do seu passado. E por falar em lateral, foi o Bruno Colaço, inclusive salvando um gol no primeiro tempo, com excelente senso de cobertura, coisa que o Gilson desconhece.

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