Roger estreia bem, mas não supera o apito gaúcho

As expressões de torcedores do Grêmio e do Goiás de certa forma resumem o que foi o jogo no Serra Dourada: decepcionante para os dois times. O que mais se viu ao longo do jogo nas arquibancadas do estádio foi cara de irritação e desânimo. Em alguns momentos, raros, sorrisos e brilho nos olhos, faíscas de esperança.

No caso do Grêmio, que é o que interessa aqui, comemoro o fato de que o time do estreante Roger não perdeu – algo comum no Serra Dourada – e também que foi superior ao adversário. Por momentos me fez acreditar que o futuro num curto espaço de tempo pode ser bom. Mas foi só por alguns momentos.

Aquele lance do gol gremista foi bonito de se ver. Gallardo foi se enfiando entre os zagueiros, o toque sutil de Luan e a bola sobrando para Giuliano. Está aí o lateral!, pensei, piscando os olhos. Esse foi um dos momentos que me fez acreditar.

Depois, vieram outros lances que fizeram a realidade desabar sobre minha cabeça ultimamente muito inchada. Um exemplo: Mamute recebe na área, o goleiro Renan (Kidiaba branco) sai e Mamute chuta muito alto, confirmando que não tem o instinto do matador frio e calculista. Ao mandar a bola para longe e soterrar minha esperança, Mamute sinalizou mais uma vez que é preciso contratar um goleador.

O mesmo Mamute protagonizou alguns lances muito bons, mostrando que é um atacante útil. Num desses lances, ele foi calçado por trás quando tinha a frente da jogada, o zagueiro goiano o derrubou por trás a um metro da área. De onde estava, o árbitro da turma do Noveletto sentiu que a falta poderia ter sido dentro da área, e aí ele teria de marcar, aos 20 minutos, um pênalti a favor do Grêmio, inclusive expulsando o zagueiro. Seria benefício demais para o Grêmio.

Então, pra que se incomodar? Resultado: inversão. O sr Daronco, por incompetência ou medo ou ainda outra coisa, marcou falta de Mamute, que tinha a frente da jogada e poderia marcar o gol, isso se não chutasse de novo na cabeça do pipoqueiro fora do estádio.

Mamute é, portanto, um jogador útil nesse time que Roger Machado começa a organizar. E começou bem.

O Grêmio foi superior ao Goiás durante a maior parte do jogo. No primeiro tempo, então, transformou o Goiás em ‘galinha morta’. Como é ruim esse Goiás, pensei, esquecendo-me que na última rodada esse mesmo Goiás venceu o Palmeiras por 1 a 0, em SP. Palmeiras que bateu o Corinthians.

Então, deixemos muito claro: o Goiás não é uma desgraceira. Inclusive está na ponta de cima da tabela. Se eu gostei do Goiás? Não. Gostei do Grêmio? Sim, em boa parte do jogo. Mas por que essa superioridade técnica e tática não resultou em vitória? Porque simplesmente a bola continua insistindo em não entrar.

Agora, destaco que gostei do Grêmio em relação a ele mesmo. Uma leve melhorada. Insuficiente para projetar e ambicionar algo mais do que uma campanha mediana. O Grêmio tem hoje um time para ficar mais ou menos na posição onde está agora, em torno do décimo lugar. E não é por falta de treinador, pelo que se viu. Roger fez o dever de casa em sua estreia, mostrando um time com mais movimentação na frente e boa consistência atrás. Nada de especial, repito. Mas pra quem está começando é um bom sinal.

O principal problema do Grêmio, e não é de hoje, é a falta de qualidade na frente. Pedro Rocha é um jogador promissor, mas terá condições de ser titular hoje? O Grêmio precisa de respostas e soluções agora, não amanhã. Aí, entra Éverton. Em outros jogos já não havia gostado dele, que até chegou a ter uma ou outra atuação alentadora, mas hoje não tenho nenhuma dúvida: não está pronto para figurar no grupo principal, nem sei se um dia poderá vestir a camisa tricolor. Insistir, é perda de tempo.

A prioridade é a contratação de um ou dois atacantes de padrão superior. Bem ou mal, a bola está chegando. Segue faltando o matador.

Conclusão: o time atual é insuficiente para maiores voos. Roger Machado mostrou que pode dar conta do recado, mas não é mágico para levar esse time ao lugar que o clube e sua torcida merecem.

ARBITRAGEM

Em primeiro lugar, lamentável essa decisão de colocar juiz gaúcho em jogo de time gaúcho. O mesmo vale para outros estados.

O árbitro, queiram ou não, fica numa situação complicada. Sempre vai gerar algum tipo de suspeição.

Já aos gremistas só resta protestar que jogar o Brasileirão com árbitros daqui depois de um Gauchão inteiro é um baita castigo. Um sinal de que os deuses do futebol são neste momento, além de colorados, também zombeteiros.

Fez bem o presidente Romildo Bolzan em reclamar da arbitragem, que além do lance do Mamute – esse juiz só por isso merece pegar um freezer -, não marcou falta em Grohe no empate do Goiás.

O técnico Roger não falou, mas deve estar se perguntando por que apito gaúcho também no Brasileiro.

INTER

No Beira-Rio, o Inter com seu time reserva – talvez o time reserva mais caro do futebol brasileiro – arrancou o empate com o São Paulo de Rogério Ceni e cia. A rigor, foi um bom resultado. Afinal, era o São Paulo, um dos candidatos permanentes ao título.

Diego Aguirre saiu satisfeito, dizendo que o Inter tem tudo para chegar entre os primeiros do Brasileirão. Alguém precisa dizer ao técnico uruguaio que isso o colorado já sabe, o que o torcedor quer mesmo é o título que não vence desde 1979.

Um ‘não’ rotundo do Grêmio a Noveletto

Os tempos são duros para a nação gremista. O Inter avança na Libertadores sob a proteção dos deuses do futebol. Os caminhos rumo ao título da competição estão abertos, escancarados.

Tudo dá certo. Leio que um goleador do Tigres está fora da semifinal. Até lá, não tenho dúvida de que o time mexicano irá perder mais meia dúzia de titulares e talvez até mergulhe numa crise daquelas de derrubar técnico e tudo mais.

É capaz até de aparecer algum dirigente seu envolvido em falcatruas na Fifa.

Só espero que o presidente da federação mexicana não seja assim-assim com Chico Noveletto. Aliás, o presidente de uma das federações mais ricas do país está com um amigão seu preso por fraudes na Fifa, é o Figueredo, ex-presidente da Conmebol. O mínimo que se espera é que Noveletto leve maçãs ao dirigente uruguaio.

O curioso é que a imprensa AM – Abaixo do Mampituba -, antes tão ágil em relatar as amizades importantes de Noveletto, hoje silencie sobre o assunto. A gente entende, o momento não é de aparecer colado em determinadas pessoas.

No caso do Grêmio, está claro que o momento não é de aparecer colado a Noveletto.

Agiu muito bem o presidente Romildo Bolzan Jr ao não assinar a lista de apoio para inscrição da chapa liderada por Noveletto para seguir no comando da FGF.

Semanas atrás, Bolzan manifestou publicamente sua inconformidade com a gestão atual da entidade, destacando especialmente as arbitragens normalmente muito simpáticas ao Inter no Gauchão. O Cruzeirinho que o diga. O próprio NH de Roger, hoje no Grêmio, sentiu na carne a dor de um apito.

Faz bem o Bolzan. Numa época em que os gremistas pouco têm de alegrias, esse ato de protesto vem em boa hora.

Esse assunto foi abordado no cornetadorw com muita felicidade. Até transcrevo um trecho, que tem meu total apoio. Além dos itens relacionados, eu acrescento outro: o Grêmio desfiliar-se e inscrever-se na Federação Catarinense, que não é tão rica, não tem sede majestosa, mas conta com mais times na série A do Brasileiro. É maluquice, eu sei, mas que seria bonito de ser ver, seria.

Os próximos passos:
1)Não convidar para sentar na Tribuna de Honra da Arena
2)Não convidar para entrar no avião do Grêmio.
3)Não convidar para o jantar de aniversário do clube.
4)Não ceder convites para a entidade.
O primeiro grande passo foi dado.
Parabéns ao Grêmio.

Roger: o pupilo substitui o mestre

Há um a pitada generosa de pensamento mágico na contratação de Roger. Mas a magia faz parte do nosso cotidiano. Aquelas coisas que acontecem sem explicação racional, as coincidências que por vezes são mais que coincidências, mas a gente nunca tem plena certeza, e fica pensando, meditando, e não encontra respostas, a não ser que se reconheça a existência de forças que atuam e interferem em nossas vidas para o bem ou para o mal.

Acreditar em Roger Machado tem um pouco disso. Racionalmente, não é o nome mais indicado para encarar esse desafio. Mas quem seria? Felipão? Luxemburgo? Se não deu certo com nomes que tinham tudo para acertar, dificilmente vai dar com alguém que recém engatinha na profissão de técnico de futebol.

Roger é, claramente, uma aposta, quase um tiro no escuro, mas eu penso que é um nome no qual dá pra apostar. E com chances razoáveis de acerto. Até porque tem entre seus mestres o vitorioso Felipão.

Eu, como a maioria dos torcedores dos grandes clubes, estou cansado de ver essa dança das cadeiras de técnicos que vivem muito mais dos feitos do passado do que de conquistas no presente.

Por isso, é válida a tentativa com Roger. Penso que foi uma sorte o fracasso nas investidas em Cristóvão Borges e em Doriva. Estariam os deuses do futebol começando a olhar com carinho para o Grêmio?

Roger é de casa, conhece a aldeia. É um sujeito interessado e estudioso, formado em Educação Física. Falta-lhe maior experiência, é fato, mas pelo que ele demonstra ao aceitar o desafio de trabalhar num clube em crise está sobrando vontade, determinação e, principalmente, coragem.

Boa sorte, Roger.

DENÚNCIA

Falando em crise, são graves as denúncias envolvendo o trabalho do sr. Rui Costa. É o Grêmio mais uma vez exposto negativamente.

Cabe rigorosa e imediata apuração. Se comprovada a culpa, punição exemplar.

Em todas as instâncias.

Um a zero com sabor de goleada na Arena

Foi uma tortura, mas a vitória por goleada de 1 a 0 no Figueirense valeu a pena. Vencer sempre vale a pena.

Para um time traumatizado, com jogadores contestados,  somar três pontos é o que interessa.

Há muito o que fazer, todos concordam, mas o primeiro passo é somar pontos, porque é daí que vem a tranquilidade para encontrar soluções, reconquistar a confiança da torcida e sonhar com algo mais no Brasileirão que não seja o alívio de não cair.

Nesse sentido, o gol de Braian caiu do céu, como se os deuses do futebol por um momento voltassem a zelar pelo Grêmio assim como vêm fazendo com o Inter.

Quando Braian entrou no lugar do jovem Pedro Rocha, pensei por que não o Mamute? Jorraram críticas ao técnico interino, James Freitas, nas redes sociais. Houve quem escrevesse que um poste é mais útil que o atacante uruguaio porque pode abrigar um ninho de joão de barro.

Uma crueldade, ainda mais considerando-se que Braian é um jogador dependente de bolas aéreas vindas da linha de fundo. E foi numa dessas raras jogadas que Braian fez o gol dos três pontos. Marcelo Oliveira, o melhor em campo jogando na lateral-esquerda que deveria ser, segundo alguns, por decreto, de outro jovem, o Júnior. Pois Marcelo fez uma partida excepcional em termos ofensivos, talvez por ter sido mais liberado a atacar.

O segundo melhor do jogo foi Luan, seguido do goleiro Muralha, outro que o Grêmio consagrou. Luan, é claro, perdeu alguns lances de forma irritante, mas foram dele quase todas as melhores jogadas. Luan, num time mais afirmado e tranquilo, vai explodir como jogador de futebol. Por enquanto, as vezes irrita e em outras ilumina o jogo com lances genias.

O Grêmio criou boas chances de gol e praticamente não deixou o Figueirense ameaçar Marcelo Grohe. Sinal de que houve equilíbrio no time. O resultado mais justo seria uns 3 a 0, mas aí já não seria o Grêmio.

INTER

O time reserva do Inter foi a São Januário e saiu de lá com um pontinho. Foi um jogo pobre tecnicamente. O campo sofrível contribuiu. O mais justo seria uma vitória do Vasco, que produziu mais.

A meu ver, o Vasco não mostrou nada em termos táticos que justifique o empenho gremista em contratar o técnico Doriva. Penso, agora, que o Grêmio escapou de uma fria. O botequeiro Gabriel, no post anterior, comentou exatamente isso, que Doriva não é o cara, que seu time joga na base da correria e do chutão.

Sobre treinador, falam agora em Eduardo Baptista, técnico do Sport. Ele é filho de Nelsinho Baptista, odiado por 10 entre 10 colorados.

Se é para trazer um Batista, que tragam o Adilson, sem nenhuma dúvida.

Aqueles que defendem Argel – como tem gremista que quer técnico identificado com o Inter dirigindo o time – devem ter ficado satisfeitos. O que grita esse cara. Eu se fosse jogador dele faria de tudo para derrubá-lo. Os gritos de nada adiantaram, porque Grohe, pela primeira vez depois de muito tempo, não trabalhou.

Por fim, o jogo desta noite de sábado reafirmou que é preciso qualificar o time. Um meia de articulação e um grande atacante são prioridades.

Um novo tempo: comissão técnica permanente

Em meio a esse turbilhão de notícias sobre o substituto de Felipão, a contratação de reforços e a participação colorada na Libertadores – a secação parecer ser a única coisa que une os gremistas neste momento – um fato da maior importância fica um tanto negligenciado. Na verdade, ignorado solenemente, apesar de sua relevância, porque inaugura uma nova política de fazer futebol no Grêmio.

A decisão do presidente Romildo Bolzan de constituir uma comissão técnica permanente deve ser festejada, aplaudida com entusiasmo.

Assim como implantou a política dos pés no chão, mais realista e adequada a atual situação do clube, Bolzan acerta em cheio ao criar essa comissão, acabando com a farra da boa parte dos técnicos, e não apenas os de maior expressão, que costumam empurrar uma série de auxiliares, alguns nem sempre competentes ou necessários.

Lembr0-me do técnico Gallo, que desembarcou no Beira-Rio, tempos atrás, com um grupo que tinha até um cinegrafista. Só faltou o papagaio e o cachorro. E o Inter aceitou. Gallo durou 3 meses e olhe lá.

O São Paulo é a inspiração de Romildo. Eu fico feliz com a decisão do Grêmio de seguir esse caminho. Defendo essa filosofia do São Paulo desde sempre. É uma forma de reduzir custos e de fazer o profissional a ser contratado enquadrar-se ao clube, não o contrário.

Vejam o caso de Felipão. Veio com três profissionais a reboque. Isso precisa acabar.

A comissão técnica tem Rogério Dias como preparador físico. Ele já foi oficializado.

Então, o treinador que for contratado terá de trabalhar com Rogerinho, como ele é conhecido.

Essa nova condição, da qual Romildo não abre mão e faz muito bem, está dificultando a contratação de um técnico. Seria o caso de Cristóvão. Até entendo a posição do treinador, acostumado a levar consigo dois ou três parceiros. Deixar os caras de lado de uma hora para outra não é fácil, mas é uma nova realidade que o Grêmio está impondo.

Espero que essa ideia tenha continuidade no Grêmio, independente da diretoria. Penso até que deveria entrar no estatuto.

Bem, a semente de um novo tempo foi lançada. E há de germinar e gerar bons frutos.

LIBERTADORES

Beneficiado em quatro jogos seguidos por singelas entregadas de seus adversários – entre eles o Grêmio – o Inter não teve no Santa Fé a mesma generosidade dos adversários anteriores pela Libertadores da América: a LAU e o Atlético Mineiro, este se superando, com duas entregadas, uma em cada jogo.

Fora isso, a arbitragem na Colômbia não foi nada amiga, diferente dos jogos contra o Atlético.

Derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, o Inter ficou com a classificação um pouco dificultada.

Não acredito, porém, que os deuses do futebol tenham abandonado o time colorado.

Continuo convencido de que os caminhos estão abertos para o Inter conquistar o tri.

O ofensivista Cristóvão: técnico do ‘quase’

O farto material publicado em ZH desta quarta-feira sobre Cristóvão Borges reforçou minha convicção de que sua contratação é um equívoco.

É um treinador de trajetória mediana, com alguns picos de sucesso. Ele fez alguns bons trabalhos, todos curtos, e isso me lembrou o treinador coca-dois litros, que perde o gás antes de chegar à metade da garrafa.

Pelo histórico apresentado é o técnico do quase. Quase campeão aqui, quase campeão ali.

Cristóvão quebrou um recorde ao ficar 48 rodadas seguidas no G-4 do Brasileirão pelo Vasco. Terminou em segundo lugar. Lembrei de um certo técnico muito lembrado por setores da crônica esportiva quando se trada de indicar alguém para o Grêmio. Não, para o Inter, não. Pois esse técnico, cujo nome anda pipocando insistentemente, também ficou muito tempo na ponta de cima e entregou na reta final.

Mas o que mais preocupou no currículo, além de um ou outro fiasco, é que ele tem fama de técnico ofensivista. Os ofensivistas me causam calafrio e tremedeira. Felipão, por exemplo, estava ofensivista demais, mesmo sem ter ataque. Vá entender.

Sou retranqueiro assumido e juramentado. É óbvio que se eu tivesse Messi e Neymar no meu ataque a defesa seria minha última preocupação.

O Renato, em sua primeira passagem, em 2010, fazia-me sentir numa montanha russa. Era ofensivista demais para o meu gosto. Até hoje não consigo entender como ele conseguiu levar Douglas para a seleção brasileira de tanto que Douglas jogou com ele.  E o Clementino? Até o Clementino deu certo. E o que jogou o Gabriel? O Lúcio de meia-esquerda.

O Grêmio não foi campeão brasileiro porque Renato assumiu o time na zona de rebaixamento e o levou à ponta de cima da tabela.

Depois, em sua segunda passagem, Renato me irritou muito, mas, ao contrário de muitos, reconheço no trabalho dele uma tentativa desesperada de, primeiro, impedir novo rebaixamento, e, depois, a luta por uma vaga na Libertadores. O time jogava por uma bola só. Irritante.

Imagino que numa terceira passagem, Renato ficará no meio termo. Mas isso depende dos jogadores que tiver à sua disposição. Hoje, por exemplo, acredito que ele faria um time para jogar por ‘meia bola’. É muito ruim esse ataque em que Mamute chega a ser apontado como solução.

Aí, tento imaginar o que faria um técnico ofensivista como esse material humano. Não consigo. Tenho imaginação fértil, mas não chega a tanto.

O importante é que o Grêmio contrate um treinador a partir de uma política de futebol muito bem definida.

Nunca como quem busca uma tele-pizza no google.

De qualquer modo, na torcida total por quem for contratado.

IMPRENSA

O clicrbs e ZH estão cravando o nome de Cristóvão Borges enfaticamente. Desde ontem. Hoje, duas páginas sobre ele. Se Cristóvão não for contratado, será a mancada do ano. Ou, para usar uma linguagem do jornalismo, a ‘barrigada’ do ano. Esqueceram que o futebol é dinâmico.

ADILSON COTADO

O Capitão América é o nome mais forte caso Cristóvão não assine. Adilson Batista tem ligação muito forte com o Grêmio. Assim como o próprio Cristóvão, que foi tricampeão gaúcho pelo tricolor.

Em 2003, o Grêmio numa pindaíba danada, havia dificuldade para contratar um técnico. O salário oferecido era muito baixo, desdenhado por todos, inclusive por um figurão aqui da praça que continua desempregado.

Adilson, gremista reconhecido, assumiu a bronca por uma remuneração ridícula para os padrões da época.

Dia triste: a partida de um ídolo

E segue o baile. Felipão pediu as contas. Sai ele e todo seu pessoal. Menos R$ 1 milhão a pesar na folha de pagamento.

Felipão, pelo que já fez, realmente estava devendo. Teve consciência disso, e, como bom gremista, pediu as contas.

Se ele não tomasse a iniciativa, duvido que a direção do clube o fizesse.

Felipão tomou a decisão pelo presidente Romildo Bolzan, que dificilmente demitiria a ‘entidade’ Felipão que só voltou ao clube atendendo apelo de Fábio Koff.

De certa forma, Felipão prestava um favor remunerado, e trazendo outros três profissionais a reboque.

É preciso destacar ainda que Felipão teve grandeza para atender pedido de Koff, para seguir no comando mesmo sabendo que o clube não faria grandes investimentos – de cara perdeu dois centroavantes – e também, e principalmente, ao facilitar as coisas para Bolzan, pedindo demissão.

Enfim, é um dia triste.

Partiu Felipão treinador, mas fica para sempre o ídolo de grandes conquistas.

SUBSTITUTO

Poderia especular aqui muitos nomes. Se o Cruzeiro for eliminado da Libertadores, Marcelo Oliveira ficará desempregado. Seria o caso de tentar sua contratação, embora seja um profissional muito caro, em torno de 650 mil mensais.

Fora ele, não vejo ninguém que não possa ser considerado uma aposta. Aqui, no futebol gaúcho, vejo o Rogério Zimermann, que além de tudo é gremista.

De fora, lembram do Juninho Paulista. Há quem cite técnicos identificados com o Inter. Cada um, cada um.

Falam muito em Cristóvão, que a meu ver tem uma trajetória mediana. Difícil entender por que é tão lembrado.

É claro que seu nível de rejeição é baixíssimo, especialmente porque nunca treinou o Grêmio. Mas ele ao que parece está bem cotado.

Aposta por aposta, ficaria com Adilson Batista, o capitão América.

Agora, se quisesse acertar na mosca: Renato Portaluppi. Com esse grupo, só ele mesmo pra dar conta.

Roth, não; Roth é um perigo.

DIRIGENTES

A lamentar, também, que Rui Costa continue. Ele teve alguns acertos, mas errou bem mais do que acertou.

Salvo engano, foram 40 contratações.

Eu ainda acredito em Felipão

Quando o técnico Luís Felipe Scolari diz que o time do Grêmio não é superior aos times da Ponte Preta e do Coritiba, imagino que ele esteja se incluindo nessa avaliação.

Como se sabe, o técnico não ganha sozinho nem perde sozinho. Vale o mesmo para o time que ele dirige. São partes de um todo.

Se for assim, Felipão se incluindo, concordo que realmente o futebol que o Grêmio anda apresentando ao longo deste ano, com raras exceções, é de uma equipe de porte médio da série A do Campeonato Brasileiro. Uma equipe que sonha com uma vaga na Libertadores, mas está vocacionada a levar apenas um lugar na Sul-Americana e, se vacilar, pode despencar no abismo da segundona.

Esse é o Grêmio que vimos jogar contra a PP e o Coritiba: uma equipe média com um treinador que, apesar de sua reconhecida capacidade, está fazendo um trabalho apenas mediano.

Não é nenhum desastre como disparam alguns, mas também está longe de ser um trabalho que pode esperar-se de um técnico com o currículo de Felipão.

Felipão está deixando a desejar tanto quanto o time.

O time que foi entregue a Felipão é carente de um modo geral, o que atenua um pouco a responsabilidade do treinador.

Se é incontestável que alguns jogadores não podem ser titulares do Grêmio, é verdade também que Felipão tem cometido erros, e eu os tenho destacado aqui com muito pesar.

No jogo de sábado, em Curitiba, não concordei quando ele colocou Éverton. Era o momento de mandar a campo alguém com experiência e qualidade técnica para arrumar o meio de campo, Douglas.

Concordei quando antes, logo após levar o primeiro gol, ele sacou Júnior, que estava mal como no jogo anterior, para colocar um atacante, Mamute. Incrivelmente li críticas ao treinador que, perdendo o jogo, sacou um lateral que nada acrescentava para reforçar o ataque com alguém que está sendo festejado por muitos.

Mamute, aliás, não jogou absolutamente nada. Assim como quase todos os jogadores do time. Luan foi um raio de luz na escuridão ofensiva.

Giuliano, que corre muito e pensa pouco, teve chance de fazer um gol que poderia mudar o rumo do jogo. Mas ele perdeu a chance, talvez com medo de assumir a responsabilidade, entregando, mal, a bola para Mamute. É inaceitável que um jogador experiente como Giuliano tenha feito o que fez, tendo todas as condições de marcar preferir o passe.

Mas nem por isso vamos decretar que Giuliano é ruim, que não serve. Giuliano já mostrou qualidades e merece ser prestigiado. Agora, ele não pode ser o articulador do time, o pensador do meio de campo. E aí Felipão erra de novo. Tem errado demais o Felipão em cima de um time realmente insuficiente.

Qualquer percebe que o time foi mal concebido, e aí a responsabilidade maior é dos homens do futebol, da direção do clube.

Dia desses, comentei sobre os volantes que vêm jogando. Nenhum deles tem a pegada e a garra de Ramiro. Vejamos o melhor deles no momento: Walace. No primeiro gol do Coritiba ele permitiu que o jogador cruzasse. Ele correu com a elegância de sempre, mas com o freio de mão puxado, enquanto o adversário foi ao fundo e cruzou. Ramiro, nesse lance, teria sido mais veloz, porque é mais veloz, e tentado um carrinho para interceptar o cruzamento. Estou convencido de que nunca verei Walace dar um carrinho numa situação como essa. Nem ele nem Maicon, que, aliás, caiu de rendimento sem Ramiro para garantir a pegada e a ‘mordida’.

O PGV está fazendo falta, e não é de hoje. Pra ver como o time tem carências.

Bem, há muita coisa a ser mudada. Imagino que teremos novidades nos próximos dias.

Por enquanto, ao contrário de alguns, ou muitos, continuo levando fé em Felipão. Menos do que antes,muito menos. Mas eu ainda acredito em Felipão.

A injustiça contra Mamute

Eu começava a escrever sobre a ‘informação’ de que Mamute havia sido cortado da seleção por indisciplina quando abro o corneta do RW. Gostei tanto que reproduzo aqui. Penso que esse tipo de coisa não pode ficar assim sem qualquer reação. Na verdade, caberia ao Grêmio uma posição forte contra o boato originado no programa Sala de Redação e que logo se alastrou como fogo no capim seco. Afinal, trata-se de um jovem jogador, em plena ascensão, que vê seu nome enlameado dessa forma. Mamute é, além de um ser humano digno de todo respeito e consideração, um patrimônio do clube.

Não espero que o Grêmio faça alguma coisa em protesto.

Menos mal que o jornal Zero Hora, impresso, já desmentiu o boato. O site clicrbs mantém a ‘notícia’ neste momento, 10h30 deste sábado, dia 15. Confiram:

http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/gremio/noticia/2015/05/guerrinha-mamute-foi-desconvocado-da-selecao-sub-20-por-indisciplina-4761393.html

Confiram também o texto impecável do RW:

Foi no minuto 34:18 do Sala de Babação.
Disse que Mamute não teria cumprido “as ordens do treinador na quarta-feira”
E que teria “repetido a atitude novamente”
Mais tarde no mesmo programa Justo Guerra descreve com riqueza de detalhes o suposto diálogo do treinador com Mamute..
As 14:50 saiu no ZH digital.
As 15:05 foi ATUALIZADA a noticia no ZH digital.(veja em vermelho) dizendo que não há informações detalhadas sobre os atos que levaram a desconvocação do atacantes.
Deu racha no vestiário da avenida Ipiranga.
Muito estranha esta versão de Justo Guerra.
Em Porto Alegre descobriu(?) o que aconteceu no centro pais.
Percorri durante à noite vários sites esportivos.
Nenhum deles relata a suposta indisciplina de Mamute.
Vi um programa da ESPN e nenhum jornalista refere qualquer ato de indisciplina do jogador gremista.
Guerrinha divulgou detalhes no Sala de Babação.Está claro no programa.
A própria ZH digital atualiza a matéria e diz que “não há detalhes”.
O áudio do Sala e o link com a ultima atualização do Sala de Babação estão no final do post.Comparem.
Justo Guerra é uma figura conhecidíssima no Parque da Redenção.
Estamos acostumados com seu “modus operadi”.
Divulgava com maestria as podridões do vestiário do Grêmio de Luxemburgo.
No lado vermelho bota o pé freio nas noticias bombásticas.
Já informou (várias vezes) que recebe telefonemas de seu amigo Dalessandro.
No Parque de Redenção este telefone é conhecido como o “telefone vermelho do Juiz Dalessandro”
Resultado de imagem para telefone vermelho
Neste ano Justo Guerra teve um faniquito histórico.
José Alberto Andrade disse que estavam querendo derrubar Diego Marlon Brando Aguirre.
Justo Guerra saltou e gritou: “Não é Dalessandro!”
Repetia:
“Não é Dalessandro”.
Insinuou que sabia quem estava tentando derrubar o Marlon Brando.Mas ficou de bico calado.
Resultado de imagem para bico fechado
Ontem no inicio da tarde escrevemos um post contando outras histórias de Justo Guerra.Basta ir em postagens anteriores.
por zhesportes
15/05/2015 | 14h50min · Atualizada em 15/05/2015 | 15h05min
“Não há informações detalhadas sobre os atos que levaram à desconvocação do atacante”.

http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/gremio/noticia/2015/05/guerrinha-mamute-foi-desconvocado-da-selecao-sub-20-por-indisciplina-4761393.html
http://videos.clicrbs.com.br/rs/gaucha/audio/radio-gaucha/2015/05/122554/

Grêmio vence e Inter segue protegido pelos ‘deuses do futebol’

Começo a escrever depois de ver um golaço de Valdívia e outro golaço maior ainda de D’Alessandro, além de um gol anulado do Atlético que na área oposta seria confirmado, porque puxões e empurrões na área em escanteios ocorrem sempre e só são assinalados quando o árbitro quer.

O Inter está garantindo sua classificação, encaminhada em Belo Horizonte com o empate por 2 a 2.

O Grêmio, assim como o Inter, atingiu seu objetivo nesta quarta-feira de muito futebol. O adversário era o CRB, adversário teoricamente fraco que o Grêmio, com sua nova formatação, confirmou ser fraco também na prática. Já houve casos, e recentes, em que o Grêmio se deu mal contra adversários iguais ou até piores.

Portanto, é preciso parar com esse coitadismo e enaltecer a grande vitória por 3 a 1 no campo, ou potreiro, sobre o time alagoano.  Ainda mais que o Grêmio com três volantes – vejam só! – chegou aos 3 a 0, e poderia ter feito mais, até passar àquela etapa do ‘precisamos administrar a vantagem’.

Na real, a estratégia foi correta. Afinal, há um jogo sábado em Curitiba pelo Brasileirão. Então, nada mais razoável do que diminuir o ritmo. Mas não precisava diminuir tanto. O CRB passou a ameaçar.

Luan, no final, poderia ter feito mais um em grande jogada de Douglas – ele ainda pode ser útil como alguém que entra no decorrer do jogo -, mas o guri exagerou na sofisticação e mandou por cima. Mesmo assim, foi o grande destaque do jogo.

Depois dele, outro guri, o PedroRocha. Ele fez um gol em jogada individual e outro num cruzamento do craque do jogo, Luan.

Aí eu fico me perguntando onde andava Pedro Rocha quando o time precisava dele, por exemplo, nos grenais?

Alguém precisa explicar o que aconteceu. Não prestava e agora entra para fazer dois gols e mostrar bom futebol.

Bem, o importante é que o esquema com três volantes mostrou que não é tão defensivo quanto pensam alguns. Depende muito de quem são os volantes. No caso do Grêmio, são jogadores com boa técnica e boa transição defesa-ataque.

Demorou, mas Felipão parece estar encontrando uma forma mais competitiva e realista, mais adequada aos jogadores que ele têm à disposição.

Aliás, algo que eu já vi faz tempo.

INTER E A QUARTA ENTREGADA

Termino este texto com o Inter vencendo por 3 a 1, com o Atlético dominando e fazendo por merecer não apenas o empate, mas a vitória. Mais uma vez, uma entregadinha do adversário, a quarta em quatro jogos seguidos.

Realmente, os deuses do futebol, ou como isso tudo pode ser chamado, estão conspirando a favor do Inter.

Sem contar que quase no final do jogo houve um pênalti sobre Jõ, puxado na área por Juan. Até o Márcio Chagas viu esse pênalti, algo raro.

Então, o mesmo puxão/empurrão que serviu para anular o gol do Atlético não serviu para dar pênalti para o Atlético quando o jogo estava 2 a 1.

Deve ter sido muito bom o churrasco…