A volta de Cacalo e as mudanças no Sala

A grande notícia do dia é a mudança no programa Sala de Redação, que já não é o mesmo faz tempo, nem nunca mais será.

Ontem, consumou-se o que era murmurado na ‘rádio corredor’, a saída do Cacalo. Sai Cacalo, entra David Coimbra, que funciona melhor escrevendo do que falando. Mas é um grande nome, sem dúvida.

Não vou entrar no mérito das mudanças, feitas para estancar a audiência em queda, conforme percebo em contatos com amigos, conhecidos e assemelhados.

O que interessa aqui – e aí pensando no Grêmio -, é que um dos dirigentes mais vitoriosos do clube está liberado, pronto para assumir uma postura mais atuante, mostrando a cara, pronto para calçar a chuteira e, quem sabe?, até disputar a presidência em 2019.

A oposição, que não se considera oposição, tem agora o nome que lhe faltava para confrontar com Romildo e sua gestão vitoriosa.

Cacalo, que na verdade nunca se afastou da política tricolor, atuava mais nos bastidores defendendo suas ideias, entre elas a de que é preciso empilhar centroavantes para ser campeão.

Uma concepção de futebol que defendi por muitos anos, mas que considero superada.

Sou minoria aqui no ‘Texas’, apelido que cornetadorw deu para esse território abaixo do Mampituba em que predominam os defensores do futebol força, do calção embarrado, do volantão que bate na sombra e do gol de cabeça do centroavante aipim.

Bem, mas não é isso que importa agora. A grande notícia do dia é, na verdade, não a mudança no Sala, mas a volta de Cacalo, agora sem amarras, ao jogo de poder no Grêmio.

Aguardemos as movimentações no tabuleiro tricolor.

DOZE EM TREZE

Estou engajado na campanha do cornetadorw de homenagear os esquecidos campeões dos anos 50 e 60. Foram 12 títulos regionais em 13 anos. Naquele tempo, o Gauchão era o que nos restava.

Quem souber o paradeiro de alguns craques daquele tempo por favor nos informe.

 

Empate em Ijuí e os destaques do tricolor

O pior que se pode fazer ao analisar um time de gurizada é sair por aí fazendo comparação com alguém consagrado ou pelo menos afirmado como bom jogador.

É o caso do Matheus Henrique, o Matheuzinho, autor do gol gremista nesta quarta-feira, na abertura do Gauchão 2018. Já li e ouvi comentários de que ele seria um novo Arthur. Até pode ser que confirme, porque mostrou futebol para isso, mas é um peso a mais sobre os ombros de um jovem que recém começa a buscar o seu espaço.

Arthur, em seus primeiros movimentos no grupo principal, não passou por isso. E só começou a ser comparado ao Iniesta (o que considero um exagero) quando já era festejado como grande revelação do time comandado pelo treinador Renato Portaluppi.

Agora, Matheus tem mesmo qualidades que lembram o Arthur, mas ainda precisa mostrar mais até mesmo para ser aproveitado no grupo principal mais adiante, o que, para ele, já estará de bom tamanho. Aí, então, poderá confirmar se mesmo um novo Arthur, mas nós sabemos que jogadores como Arthur são raros, e não surgem a todo instante.

Por enquanto, fica o registro de que Matheus Henrique foi, a meu ver, o destaque individual no campo pesado e irregular do Sao Luis, no empate por 1 a 1.

Depois dele, cito o zagueiro Mendonça, o volante Balbino e o atacante Pepê. É importante destacar que é um time jovem, com bom potencial, e que pegou uma encrenca logo de cara. Jogar em Ijuí nunca é fácil.

Sobre o jogo, o empate ficou de bom tamanho. O Grêmio foi melhor durante boa parte do jogo, mas o São Luiz foi valente e lutou muito pelo empate. O pessoal reclama de pênalti do Bruno Grassi, que entrou precipitadamente no lance e atingiu o atacante do São Luiz. Houve o choque, mas provocado pelo atacante, que mereceu o cartão amarelo por simulação. Independente disso, o juiz poderia ter marcado o pênalti tendo em vista a forma com que Bruno se jogou. Muito amadorismo.

TV

Assisti ao jogo pela RBS TV.

Quero fazer um apelo ao Luciano, o narrador. Num jogo como esse em que o torcedor fica diante da TV para conferir o potencial dos garotos e dos reforços, é importante acompanhar o jogo e citar os nomes dos jogadores com mais frequência. Evitar, por exemplo, “afasta a defesa” no lugar do nome de quem afastou a bola. O jogo rolando e o Luciano fica falando de outras coisas em vez de citar quem está com a bola, que driblou, quem cruzou, etc.

Fica a crítica construtiva.

A briga pelos ‘furos’ e a despreocupação com a credibilidade

Essa história de que o Cruzeiro ofereceu 6 milhões de euros pelo Geromel,  – um zagueiro de 32 anos -, quatro anos de contrato e salário mensal de 1 milhão de reais é fantasiosa.

Só serve pra mexer com a cabeça do jogador e tumultuar o ambiente no Grêmio. Não há um dirigente sequer confirmando. Tem o empresário dele dizendo que o Cruzeiro teria oferecido isso e aquilo, mas tudo na condicional.

Quer dizer, coisa que parece ter sido criada para agitar mesmo, e isso que partiu de um cronista aqui da terra, dos mais afamados. Um cara que não precisaria desse tipo de coisa, porque já tem uma carreira consolidada como cantor, com uma dezena de CDs lançados, shows concorridos, plantação de rúcula orgânica, etc.

Sei que o Pedro Legado (apelido carinhoso que Ernesto ganhou do blog cornetadorw pelo empenho em trazer a Copa) não inventaria essa ‘informação’, e isso é o que me preocupa. Tem alguém dentro do Grêmio, desde o ano passado, abastecendo do apresentador do Sala de Redação.

Aposto que é alguém da alta cúpula. Tenho até um suspeito, mas por enquanto vou deixar assim. É alguém que acredita que ainda é possível ganhar a simpatia de jornalistas passando ‘uma de cocheira’, uma ‘quente’ exclusiva, esperando ter algum ganho lá na frente.

De vez em quando, quem recebe a tal informação passa para algum repórter fazer a divulgação. Afinal, fica chato sempre o mesmo dar supostos ‘furos’. Mas a fonte é a mesma.

Então, no caso Geromel, os números são tão exagerados, tão inverossímeis, que a gente fica pensando sobre o que estaria por trás disso? A tal proposta é alta demais para o nosso mercado, ainda mais partindo de um clube muito endividado, que não consegue honrar compromissos básicos como salário mensal em dia.

Geromel, segundo leio na internet, nem quis conversa. Portanto, é o tipo de boato que já nasceu morto. É um boato da família daquele de quem clube europeu estaria oferecendo 100 milhões de reais pelo Dourado, isso há uns dois anos, quando o guri mal despontava. Também nesse caso faltou uma checagem, nem precisaria ser rigorosa.

Cabe ao repórter mais ponderado, mais comprometido com a informação séria e que preze sua credibilidade, questionar, buscar a verdade, antes de publicar qualquer coisa só para ganhar um cliques.

Sou do tempo em que o maior patrimônio de um jornalista era a credibilidade. Hoje, me sinto ultrapassado.

Todo mundo diz ( escreve) qualquer coisa e depois fica por isso mesmo.

Atribuo isso à pressa em dar a ‘notícia’ na frente da concorrência, inclusive das redes sociais. Então, mais do que informar apressadamente, o melhor é informar com mais dados, com mais consistência, porque uma nota que eu publicar no tuíter em segundos já tem outros ‘donos’.

No mais, voltando ao Cruzeiro, nas redes sociais já circulam diversas brincadeiras: o clube mineiro estaria interessado em contratar a “Geral do Grêmio”, com charanga e tudo; o Gaúcho aquele e até o hino do Lupicínio, trocando o Grêmio da letra por Cruzeiro, etc.

Agora, para finalizar, como o assunto hoje são ‘as notícias’ nossas de cada dia, uma realmente de cocheira, que, na verdade, eu não chequei.

Ico Roman se afastou do Grêmio porque teria sido contratado pelo Cruzeiro.

Acho que não preciso esclarecer, mas antes que alguém leve a sério, quero deixar claro que é uma brincadeira.

Mas não sei se não estou dando uma ideia ao Cruzeiro…

Serrafione: Noveletto anuncia socorro ao Inter

Da série ‘morro mas não vejo tudo’.

Recolho do blog cornetadorw – sempre uma leitura obrigatória – uma frase que me levou a escrever algumas linhas, tal a minha surpresa e indignação.

É um tuíter do inquieto Lacerda, repórter da rádio Grenal.

Segundo ele, o presidente da FGF afirmou o seguinte, durante entrevista à emissora que segue ampliando sua audiência:

Noveletto: “Chamei o presidente do Inter na FGF, ele explicou que está agindo dentro da lei, vamos mandar um advogado para Argentina tentar a liberação do Serrafione antes da metade do ano”.

Quer dizer, o presidente isento, como diz o RW, está se mobilizando para ajudar o Inter a trazer esse argentino? É isso?

Mas é atribuição de uma federação de futebol imiscuir-se em negociações de jogadores entre dois clubes?

Só por muita paixão clubística mesmo!

Eu ouvi parte da entrevista do sr. Noveletto na rádio Grenal. Ele, claro, negou que em algum momento tenha ajudado o Inter no Gauchão.

E disparou:

-Se eu tivesse que ajudar algum clube seria o clube do meu coração, o Zequinha.

Eu estava dirigindo, quase bati o carro num poste.

O São José é o clube onde o sr. Noveletto investiu. E não foi por amor ou paixão. O clube dele, de verdade, é o Inter. Tentou até ser presidente.

Mas o que chama atenção é que a frase sugere que ele, como presidente da federação (um feudo vermelho de tanto tempo que é dirigida por colorados), poderia, sim, mexer os pauzinhos para ajudar este ou aquele clube.

É o que está implícito na frase “se eu tivesse que ajudar algum clube…”.

Ou não?

Por fim, alardeou que sempre conduziu a federação com isenção e anunciou que o próximo presidente da entidade será um gremista, seu atual vice, o Hocsman, ‘um gremista’.

Então tá.

DOZE EM TREZE

Pessoal, grande iniciativa do cornetadorw. Vamos reunir os jogadores que contribuíram para o Grêmio conquistar 12 títulos em 13 anos seguidos.

Um feito pouco valorizado.  Precisamos resgatar aspectos esquecidos da história do tricolor.

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2018/01/homenagem-confirmadaagora-e-hora-de.html

 

Odorico, entre a inveja e o reconhecimento

Blogueiro dos mais atuantes na defesa do Grêmio – sem perder o senso crítico – e sempre atento aos excessos da mídia esportiva gaúcha, Odorico Roman chegou lá.

E isso dói em algumas pessoas. Os papagaios de dirigentes, ex-dirigentes e aspones de todos os escalões expressam essa dor, esse recalque que machuca a alma, essa inveja que corrói. A ciumeira é grande.

Odorico, o Ico, que eu mal conheço, assumiu o futebol do clube desacreditado. Eu ouvi e li comentários jocosos, duvidando de sua permanência na vice-presidência por mais que dois ou três meses.

Eu mesmo não acreditava que ele fosse dar certo, mas tinha informações que apontavam o contrário. Homem sério, de conduta irretocável, aposentado do Banco do Brasil, Odorico foi ocupando espaços gradativamente.

Discreto, contido, mas sempre firme, mostrou que estava nascendo um bom dirigente para um Grêmio tão necessitado de novos nomes. Todos falam em renovação, mas quando ela começa muitos se opõem. Velhos cardeais se sentem ameaçados. Temem perder o resto de influência que ainda possuem.

A vida é assim, o novo assusta. No futebol não é diferente, e talvez seja pior.

Odorico saiu afirmando que seu afastamento foi por razões pessoais. Não adiantou. Surgiram especulações de todo o tipo. A última, lançada por um cronista esportivo de forma irresponsável – por ser mera especulação -, dá conta que Odorico quis sair por cima já projetando voos mais altos no clube.

Quer dizer, nenhum respeito ao dirigente que em um ano conquistou dois grandes títulos, o que o faz ingressar no pódium dos dirigentes vencedores, onde não há lugar para muitos.

Competência e sorte do novato. Sim, sorte, porque sem sorte ninguém vai a algum lugar no futebol. Odorico pegou uma batata quente, poucos lembram disso. Não se assustou. Enfrentou, aprendeu. Venceu.

Merece aplausos, não especulações rasteiras.

Felizmente, a imensa maioria respeita e admira o trabalho de Odorico Roman, que, se Deus quiser, voltará a trabalhar pelo clube, e não apenas pelas redes sociais.

Robinho e o resgate da história tricolor

Foi com espanto que recebi a ‘informação’ de que o Grêmio já estaria acertado com o decadente – e de elevado custo para pouco benefício – Robinho. O clube estaria procurando um investidor para ajudar a bancar o salário de Robinho, que seria, segundo a especulação, de 500 mil mensais.

Primeiro, não acredito que o presidente Romildo vá jogar para o alto toda sua política restritiva de gastos por um jogador que já foi craque, ou perto disso, e que hoje vive seu ocaso profissional. Dia 25 de janeiro, ele completa 34 anos.

Segundo, não acredito também que Robinho aceite calçar as chuteiras por essa ‘merreca’ de meio milhão de reais. Ele que no ano passado recusou – pelo que li – oferta de 1 milhão de reais do Santos.

Esse tipo de ‘notícia’ só serve para tumultuar um início de temporada que promete ser das mais promissoras.

É coisa plantada por algum empresário desesperado para colocar Robinho em algum grande clube depois do fracasso no Atlético Mineiro.

Missão nada fácil para um jogador encrencado com a justiça italiana, que o condenou à prisão por estupro.

Não é o tipo de jogador que irá agradar as torcedoras.

Espero que o Grêmio não embarque nessa canoa furada.

12 EM 13

O blog cornetadorw está numa campanha das mais meritórias e oportunas: resgatar feitos gloriosos do Grêmio ao longo de sua maravilhosa história.

Coisa que o clube mesmo poderia começar a fazer e colocar em seu site.

Destaque para o Grêmio dos anos 50 e 60. Dos 13 títulos regionais disputados, venceu 12.

A hegemonia massacrante começou em 1958 e terminou em 1968 (interrompida em 1961).

RW sustenta que esse Grêmio foi superior ao festejado Rolo Compressor, hexacampeão nos anos 40. E eu concordo plenamente.

O fato é que esse Grêmio de Airton Ferreira da Silva foi também um rolo compressor, mas que não teve o mesmo tratamento dado ao Inter, que já naquele tempo tinha uma máquina de propaganda para exaltar seus feitos.

Como diria o RW, o Grêmio nunca teve uma IVI (sigla criada pelo RW e que alguns aventureiros buscam se adonar ou atribuir a outro esse conceito).

CONFIRAM

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2018/01/geracao-12-em-13os-grande.html

Tiroteio de começo de temporada

Esta é uma época em que qualquer coisinha vira manchete, vira polêmica. São páginas nos jornais a serem preenchidas, espaços na TV e, principalmente no rádio, a serem ocupados. Haja assunto.

Pipocam as especulações sobre transações de jogadores. É um tiroteio. É chute para tudo que é lado. De vez em quando, algum repórter acerta, até porque já pode ter citado uma centena de possibilidades.

O pior é que tem gente que perde tempo discutindo sobre especulações.

Estou voltando só agora. Estou acompanhando tudo. Deixei passar alguns assuntos interessantes durante esse período.

Antes de seguir, quero explicar que minha folga se prolongou aqui no blog em função de problemas técnicos/operacionais. Coisa que não entendo. É demais para quem foi criado com uma máquina de escrever no colo, cujo maior problema era trocar a fita para seguir teclando, ou melhor, datilografando, como se dizia nos tempos das redações ruidosas e enfumaçadas.

Então, quero distância dessas encrencas tecnológicas.

Retomando a primeira linha desse meu primeiro comentário de 2018: o caso Edílson é um que ganhou uma dimensão desproporcional.

Ele foi importante na conquista da Copa do Brasil e na Libertadores. Eu diria que Edílson fez nesse ano e meio de Grêmio a melhor campanha de sua biografia. Teve alguns problemas de lesão, desfalcou o time, mas foi útil, poucas vezes decisivo.

Lembro que fui contra à sua volta ao clube. Errei. Edílson voltou mais centrado, focado, mais profissional. Cresceu muito com Renato de treinador. Duvido que repita seu desempenho no Cruzeiro, até porque o clube mineiro anda atrasando salários. Boleiro com salário atrasado é um problemão.

Boleiro contrariado, também. Bem fez o Grêmio ao não colocar obstáculos maiores à sua saída. Pagar 450 mil mensais por um lateral mediano pra bom é quase uma irresponsabilidade. E ainda contrato por 3 anos com um atleta de 31 anos. Isso não pode dar certo. Problema do Cruzeiro.

Agora cabe à direção buscar um lateral-direito de qualidade pelo menos similar. Pelo que tenho visto não vai encontrar ninguém no mercado nacional. Quem sabe os dirigentes não descobrem um novo Arce?

Ou, melhor ainda, que sabe não aparece um guri da base, que tem revelado gente talentosa como há muito não se via?

 

GAUCHÃO

E o Grêmio vai começar o Noveletão com um time alternativo. Mais adiante, deve jogar o time titular. É questão de honra reconquistar o nosso regional, por menos relevância que ele tenha hoje.

Vejam o grupo para os primeiros jogos:

Goleiros: Bruno Grassi, Leo Jardim e Brenno

Laterais: Felipe e Guilherme Guedes

Zagueiros: Marco Saravia, Anderson, Mendonça, Santiago e Ruan. Recém-contratado, Paulo Miranda também se integrará ao grupo

Volantes: Machado, Balbino, Rodrigo Ancheta, Matheus Henrique

Meias: Jean Pyerre, Patrick, Lima, Vico, Isaque, Thaciano, Tontini e Douglas

Atacantes: Dionathã, Lucas Poletto, Alisson, Tilica e Pepê

 

 

 

 

Os melhores do ano do ex-boteco do Ilgo

Nos meus tempos de repórter esportivo eu era convidado/convocado a votar nos melhores do ano no futebol. Então, havia a seleção do Gauchão, que antes da gestão noveletiana tinha mais qualidade/seriedade. Havia a do Brasileirão e a do ano.

A gente publicava no Correio do Povo a seleção escolhida pelos jornalistas também da rádio Guaíba, convidados a opinar. Era a seleção Guaíba/CP.

Eu gostava de ver a seleção formada pelo Milton Jung, ‘a voz do rádio’. Ele sempre colocava o time inteiro do Grêmio, sem conversa.

Pensando nisso, decidi reviver aqui a seleção do boteco que não é mais boteco, mas para efeitos de eleição podemos chamar de “Os melhores do Boteco do Ilgo”.

Todos estão convidados a votar, inclusive os fakes, os ficha limpa, os urubulinos, etc.

Minha seleção do ano (feita agora, na corrida) considerando todas as competições do país (time de série B não entra):

Goleiro – Marcelo Grohe

Lateral direito – Edílson

Zagueiro – Geromel

Zagueiro – Kannemann

Lateral esquerdo – Diogo Barbosa (Cruzeiro, agora no Palmeiras)

Volante 1 – Michel

Volante 2 – Arthur

Meia 1 – Hernanes

Meia 2 – Thiago Neves

Meia 3 – Luan

Atacante – André

Revelação do ano: Arthur

Treinador do ano: Renato Portaluppi

Presidente do ano: Romildo

Dirigente revelação: Ico Roman

Juiz do ano: ninguém se salvou

QUEM QUISER FAZER A SUA SELEÇÃO E/OU ACRESCENTAR MAIS ALGUMA COISA, NÃO SE ACANHEM.

No mais, um bom 2018 para todos nós, com muita saúde acima de tudo pra poder festejar melhor os grandes títulos que nos aguardam.

 

Dois anos de Papai Noel azul

Sou do tempo do Papai Noel azul ou vermelho, dependia de quem vencesse o campeonato gaúcho – isso muito antes da tomada do poder na FGF por colorados, que lá estão desde o século passado e de lá não querem sair.

Ah, o campeonato gaúcho. Como dizia o técnico Galego, do Brasil e/ou do Pelotas, lá pelo final dos anos 60 início dos 70, era a competição que a dupla Gre-Nal poderia ganhar.

Então, o nosso regional era tudo para gremistas e colorados. Lembro de um Natal em que o Papai Noel azul era um torcedor muito louco, que se tornaria uma legenda da crônica esportiva gaúcha, uma espécie de precursor no combate a IVI, sigla lançada pelo RW. Sim, Paulo Sant’Ana.

Bem, hoje ninguém mais dá muita bola para o Gauchão, nem mesmo os que o vencem.  Ninguém fecha a Goethe pra festejar o nosso ruralito.

Hoje, se ainda existisse essa tradição, o Papai Noel seria azul, um azul imenso, infinito, de arder os olhos colorados. No ano passado, o Inter foi campeão gaúcho, o que é comum na gestão Noveletto. Mas o que pesou no final do ano, no apagar das luzes de 2017, foi a queda para a segundona, o rebaixamento.

Humilhação oceânica para quem apregoava que nunca cairia. ‘Clube grande não cai’, diziam plenos de soberba. Não cai, desaba. Foi um ano terrível, porque teve aquele caso envolvendo a tragédia da Chapecoente, da qual o Inter quis tirar proveito, os documentos alterados no caso Vitória, e por aí vai.

Sim, 2017 doeu nos colorados, e fez a alegria tricolor, porque sob o comando do técnico ‘Joel Santana’, como era chamado por alguns neófitos, e do presidente ‘cone do Koff’, o Grêmio finalmente quebrou o jejum: foi campeão da Copa do Brasil depois de 15 anos.

Mais do que isso, o título mostrou que ali estava iniciando um novo ciclo tricolor, prometendo muitos papais noel azuis. Sem contar o reconhecimento nacional pela excelência do futebol comandado primeiro por Roger, que conseguiu formar um time de qualidade com os destroços deixados por Felipão, e depois pelo mestre Renato Portaluppi, que aperfeiçoou a herança recebida.

Então, um ano depois, o torcedor que até há pouco nada comemorava, acabou campeão da Libertadores. Tricampeão da América!!! Nunca se viu festa igual em Porto Alegre, nunca mesmo.

E digo mais, teria vencido o Real Madrid se não tivesse sido obrigado a vender Pedro Rocha e se pudesse contar com Arthur. Com esses dois, o Grêmio seria outro, apesar do desgaste de um final de ano dos mais exigentes, contra o RM em meio à temporada, em melhores condições físicas, portanto.

Termino o ano otimista, confiante. Renato renovou o contrato. Não sei quanto vai receber, nem me interessa. Só sei que qualquer outro treinador custaria mais caro, porque provavelmente seria demitido ali adiante. Em time que está ganhando no se mexe.

Com Renato no comando – com o lastro de uma direção firme e competente, tendo Ico Roman como grande revelação -, o Grêmio pode, não tenho dúvida, no final deste 2018 que está batendo à porta, completar o ciclo iniciado no Natal passado: Copa do Brasil, Tri da América e Campeão do Mundo. Quem duvida?

Bom Natal a todos, boas festas, e que 2018 seja auspicioso para todos nós, tanto para os gremistas chapa-branca oficialistas como para os urubulinos, sempre rabugentos.

Feliz 2018, se eu não conseguir escrever mais nesses dias.

Observação: andei enfrentando problemas com o provedor do blog. grem

Manias dos gaúchos: volantão, aipim e pontinho fora

O gaúcho tem umas manias difíceis de entender. Não pode ver uma estrada lotada, calor de 40 graus, que se mete nela. Sim, é esse pessoal que não pode ficar um fim de semana de verão sem ir ao litoral gaúcho, mesmo sabendo que vai ficar naquele para e anda, coisa que os seres mais ou menos normais, como eu, não suportam.

E tudo para encarar uma cidade entupida de gente, mar frio e cor de chocolate ou algo parecido. Em algumas praias, não dá nem pra caminhar sem pisar em alguém, muito menos bater uma bolinha.

Tem outras manias: erguer casa, digo, mansões, em condomínio fechado, e quanto mais distante do mar, mais glamour tem o local.

Mas há os que fogem daqui. Uns, vão para Floripa, outra cidade que padece no verão, tomada por gaúchos e argentinos. O sujeito que aluga casa no norte, de lá só deve sair quando for embora, porque não tem mais como se deslocar em paz na ilha.

Ah, mas os gaúchos com dinheiro, ou apenas com pose, se mandam pra Punta. Sim, Punta, eles nunca dizem Punta del Este. Punta soa mais íntimo. A gauchada curte…

A lista é extensa.

Abreviando, passo logo ao futebol. O gaúcho tem manias arraigadas, cravadas como aipim na terra fértil. Falando em aipim, foi mal o ano terminar que é só o que se fala e se lê nas redes sociais. O Grêmio precisa de um aipim, é o que se propaga.

É um pessoal que não festeja plenamente o penta da Copa do Brasil porque o time jogou sem aipim. É a mesma turma que não concebe um time vencedor sem volante que suja o calção e que tolera, apenas tolera, técnico que não  ‘fecha a casinha em jogos fora de casa’. São adoradores do técnico que arma time para buscar o ‘pontinho fora’.

Quer dizer, não aprenderam nada com Renato Portaluppi (e também com Roger, que começou a cair quando se rendeu aos aipinistas ortodoxos), que está mostrando que é possível jogar bem e ser vitorioso com um time de muita técnica, poucas faltas e raros cruzamentos para um camisa 9 idealizado pelos fredistas da vida.

Não bastasse o fracasso da campanha do Atlético Mineiro com seu centroavante decadente, milhões de bolas alçadas pra ele, tem gente defendendo a contratação de Fred pelo Grêmio. Quem sabe o Ricardo Oliveira? Ambos com passado de sucesso e presente nebuloso. Ambos caríssimos.

Eu, por conceito, prefiro jogadores de movimentação na frente. Se um desses gostar de jogar centralizado, mas se movimentando para os lados e para trás, quando necessário, tudo bem.

Não sou radical. Mas minha preferência é por um ataque como aquele que foi Penta do Brasil, com Luan, Douglas e Bolanos aparecendo para concluir na tal ‘posição de centroavante’.

Então, se um tivesse poder, meu time teria jogadores versáteis, rápidos, dribladores do meio para a frente, com dois volantes de sustentação que marquem e joguem, e que também se apresentem para concluir como elemento surpresa.

Centroavante de carteirinha nem para reserva. Acredito, hoje, que na hora do desespero não é preciso um grandalhão pra cabecear na área. A história mostra que são raros os exemplos de sucesso nessas situações. Tanto que no Grêmio sempre é lembrado ‘aquele lance do Zé Afonso atrapalhando o zagueiro’ no gol de Aílton. Não há outro exemplo.

Agora, se o time tiver um camisa 9 de muuuita qualidade, então que se arme o time para esse jogador, como foi feito com Jardel nos anos 90.

O fato é que os 9 tradicionais estão em extinção. Que bom!

OS FREDISTAS

http://cornetadorw.blogspot.com.br/2017/12/os-fredistas.html