A ambição de Novelletto e o pânico gremista

O que tem de gremista preocupado – muitos em pânico – com duas ameaças que pairam assustadoramente no ar, assim como essas imagens de ciclones e furacões que a gente vê circulando nas redes sociais e na mídia tradicional.

A primeira está definida e, aparentemente, não tem mais volta: Francisco Novelletto será dirigente da CBF a partir de abril de 2019.

Um detalhe: ao contrário do que propagam pessoas desinformadas ou simplesmente puxa-sacos do Novelletto, ele ainda não é dirigente da CBF.

Muitos gremistas associaram os exagerados benefícios que o Inter vêm obtendo das arbitragens neste Brasileirão a alguma ação nos bastidores do atilado presidente da FGF, que não disfarça seu coloradismo.

Contra Novelletto, na realidade, não há prova alguma de que ele use sua influência para algum malefício.

O que não desautoriza especulações nebulosas, principalmente no campeonato gaúcho, onde o clube dele reina soberano nos últimos 15 anos, com arbitragens questionadas fortemente pelos gremistas.

De minha parte, em âmbito nacional, duvido que ele tenha algum tipo de participação em algumas das várias arbitragens generosas a favor do Inter, o mais beneficiado até agora na competição, e também, paradoxalmente, o que mais chora.

CONFERINDO A INFORMAÇÃO

Semana passada, fui conferir se Novelletto tem cargo na CBF, como deveriam fazer os jornalistas na ativa. Telefonei para a entidade, depois de olhar o site da Confederação, onde não consta o nome do Francisco Primeiro e Único.

-Alô, quero falar com o Francisco Novelletto.

-Quem?

-Francisco Novelletto, que é dirigente aí.

-Não tem ninguém com esse nome aqui. O que eu sei é que tem um presidente de Federação com esse nome, acho que da federação do Paraná.

-Ah, tá, muito obrigado.

Esses que ficam espalhando em seus veículos de comunicação que o Novelletto é diretor ou vice da CBF deveriam simplesmente checar a informação antes de repassá-la, mas aí deixariam de massagear o ego do ambicioso conselheiro do Inter.

Ah, nas entrevistas Novelletto não esclarece que não é vice da CBF.

CARGO NA CONMEBOL

Agora, a segunda ameaça.

Por falar em ambição, o colunista de ZH, Luíz Zini Pires publicou no dia 3 de agosto:

“Futuro de Novelletto: uma posição estratégica na direção da Conmebol. A nova gestão da CBF precisa de força política no coração da Confederação Sul-Americana de Futebol e pensa escalar o experiente presidente da FGF”.

Confesso que senti calafrios. Confiram o estilo Novelletto de agir, de envolver as pessoas que podem abrir os caminhos. Segue o texto do Zini:

“O advogado paulista Rogério Caboclo, já eleito presidente da CBF, mas que  mas que assume somente em abril de 2019, é esperado em Porto Alegre até o final de agosto. Passará um final de semana na fazenda do presidente da FGF, Francisco Novelletto”.

Não se sabe se Caboclo apareceu e se empanturrou como picanhas e costelas nobres. Mas está claro que se Francisco Primeiro e Único é rápido no gatilho, se antecipa mais ágil e firme que o Geromel.

Agora, para dar um pouco de esperança à nação gremista: a eleição de Caboclo e, por tabela, do Novelletto, está sendo questionada pelo Ministério Público. E pode ser anulada.

Sabe o que fez a CBF? Numa reunião fechada (só com as federações) em março do ano passado deu peso 3 para as federações contra 1 dos clubes. Ganhou o Caboclo, atual diretor executivo da CBF.

Decididamente, falta uma lava-jato no futebol…

Grêmio não joga bem, mas vence e entra no G-4

Quem leu os comentários feitos nas redes sociais durante e depois do jogo saiu convencido de que o Grêmio foi um desastre contra o Vasco, na Arena, apesar da vitória por 2 a 1 e dos três pontos.

“Culpa do Renato, que escalou seus ‘bruxos’ veteranos em detrimento da gurizada”.  Em resumo essa é a mensagem preponderante.

Quero dizer que eu também não gostei do futebol apresentado, mas considerando o calor e o desespero dos cariocas para afastar de vez o fantasma do rebaixamento até que o time deu pro gasto.

O Vasco achou um gol num contra-ataque de três ou quatro passes, e depois tratou de resistir e fazer cera desde o primeiro tempo. O Grêmio, sem brilho algum, foi superior e criou boas situações de gol.

O ‘garotão’ Léo Moura, do alto de seus 40 anos, foi ao fundo meia dúzia de vezes, cruzou três ou quatro vezes na segunda trave, encobrindo o goleiro, como manda o figurino. Foi só no quarto cruzamento desse tipo que Jael se ligou sobre onde deveria estar quando ‘o garotão’ fosse ao fundo. Aí Jael aproveitou o passe ‘com a mão’ do colega ‘decadente e superado’ para empatar o jogo, fazendo justiça ao que acontecia em campo.

Criticam Renato por não ter começado com Jean Pyerre e Matheus Guilherme. Também acho que essa gurizada precisa entrar logo no time. Renato optou por manter seus jogadores de confiança a arriscar, porque, embora para muitos gremistas o mundo acabou com a eliminação na Libertadores, o futebol continua, a vida continua e há uma competição em andamento. Por mais chato que seja, o Brasileirão é o compromisso da vez.

Renato fez a opção dele, e no segundo tempo com o time se arrastando, mandou a campo os dois guris da base. Eles entraram, deram nova dinâmica ao meio de campo e criaram algumas jogadas boas, provando que a vez deles chegou de fato. Apesar disso, o Vasco mantinha o empate, o Grêmio não levava tanto perigo assim, e o jogo se encaminhava para o empate.

Foi então que uma luz iluminou Matheus Henrique e o Grêmio. No último lance do jogo, ele dominou diante da área, abriu e bateu. Seria somente mais uma tentativa não fosse a falha do goleiro vascaíno, que deixou a bola escorregar entre suas mãos. Não fosse isso, o time jovem também teria ficado no empate, igual aos veteranos.

Na quinta-feira, 19h, o Grêmio enfrenta o São Paulo, também candidato ao G-4. Espero que Renato comece o jogo com pelo menos um dos garotos, até para dar mais fôlego ao meio de campo.

No mais, penso que o técnico está agindo corretamente ao escalar esses dois jovens talentos aos poucos, sem a pressa que percebo por aí. Os mesmos que serão os primeiros a jogar pedra no guri que não corresponder as suas (do torcedor afoito) expectativas.

G-4

Com a vitória o Grêmio entra no G-4 e se aproxima do Inter. Continuo com esperança nesse meu campeonato paralelo.

Espero que nos próximos jogos Éverton jogue mais do que jogou neste domingo. Que Bruno Cortêz faça um cruzamento que resulte em gol. Que Marinho finalmente mostre que pode ser útil. E que Luan volte logo, antes de seja tarde.

 

 

A chatice do Brasileirão e as especulações de final de temporada

Ser campeão do Brasileiro de novo é um sonho de qualquer gremista. Mas que se trata de uma competição enfadonha não há dúvida. Ao menos pra mim. E pelo jeito boa parte da imprensa dita especializada.

Tanto é que nos últimos dias o que mais se fala e se escreve é o que os dois clubes têm como base para o ano que vem e o que precisam, surgindo aí especulação de todo o tipo. Ah, tem ainda o Renato fica ou vai?

Largos espaços são ocupados para esses temas que só aparecem agora porque o o Brasileirão é mesmo chato.

E isso acontece principalmente quando um time dispara e mostra absoluta superioridade sobre os demais, como é o caso do Palmeiras, com suas duas equipes.

A questão é que nossos dois clubes têm objetivos no campeonato: o Inter com suas arbitragens amigas ainda tem esperança de título e o Grêmio almeja pelo menos ficar entre os quatro primeiros para obter vaga direta na Libertadores/2019 (de novo ela aí para perturbar o sonho de título no Brasileiro).

Aliás, depois do enfrentamento com a Conmebol, expondo publicamente o que realmente é essa entidade que tem vários de seus ex-dirigentes presos por corrupção, o Grêmio está na lista negra e acho difícil que conquiste algum título enquanto o atual presidente não for para a cadeia, a exemplo de seus antecessores.

Então, é de se pensar se vale mesmo a pena priorizar a Libertadores, já que ali adiante pode aparecer um gardelon do apito para eliminar o clube, como aconteceu recentemente, depois com respaldo vergonhoso da Conmebol.

Bem, o Brasileirão está saindo de cena lentamente.

Mas ainda temos algumas rodadas de jogos ‘emocionantes’. A emoção de verdade está reservada para a ponta de baixo, mas ela só interessa, de fato, aos ameaçados de rebaixamento.

Neste domingo, na Arena, o Grêmio pega o Vasco. Se não houver surpresa, se o time não entrar sonolento como tem acontecido, o time soma três pontos e segue na luta pelo G-4. A ideia de superar o Inter eu afastei depois da arbitragem de domingo que sacaneou o Atlético PR.

Espero que o técnico Renato teste Matheus Henrique na função do Ramiro. Que comece o jogo com Jean Pyerre já que Luan está fora mais uma vez. E, se não for pedir demais, que inicie sem centroavante fixo.

 

Os anônimos assistentes adicionais e seus erros humanos

Poucos profissionais do futebol têm vida mais tranquila em sua atividade que o ‘árbitro assistente adicional’, nome que a CBF dá para os auxiliares que ficam na linha de fundo, junto às goleiras.

Assim como o VAR, esse sujeito veio para diminuir o número de erros nas arbitragens. Mas o que se viu até agora é que mais complica que ajuda. A frase cabe também para o VAR, uma boa ideia que está sendo manipulada ao sabor de interesses nem sempre honestos.

Desconfio que nem o árbitro principal, inclusive os dois auxiliares, têm uma relação pouco amistosa com esses seres que mesmo errando seguidamente não são execrados nem tem seus nomes citados.

Sobra tudo para o coitado (neste caso o adjetivo cabe) do árbitro, que acaba pagando também pelo erro do tal adicional (tem o 1 e 0 2, totalizando seis na equipe de arbitragem, o que quase lota uma kombi).

O juiz principal é que mais sofre. E ele nem ganha tão mais assim. A remuneração de um juiz Fifa é de uns 4 mil. O tal juiz de linha de fundo embolsa uns 800 reais, talvez mil, para ajudar o trio principal. Ganha bem menos, mas com a vantagem de permanecer quase anônimo.

Alguém já ouviu uma torcida xingar a mãe desse ‘auxiliar’ que mais atrapalha que auxilia?

Não, sobra sempre para o juiz, que tem nome estampado nas páginas, especialmente após uma atuação ruim.

Vou fazer um teste, coisa rápida, uma perguntinha apenas. Quem responder  certo vai ganhar uma cerveja 1903, pilsen, artesanal.

Lá vai:

-Qual o nome do assistente de fundo que marcou pênalti a favor do Inter, aos 45 do segundo tempo no jogo contra o time misto frio (informação que tem sido quase sonegada pela imprensa gaúcha) do Atlético do Paraná?

Não sabem, né. Pois trata-se do glorioso Eduardo Cordeiro Guimarães, carioca, morando atualmente em SC. Ele chegou a ser juiz no Rio, mas não se deu bem. Teve problema sério. Em 2014, num clássico Flamengo x Vasco, ele anulou um gol de Douglas (esse mesmo) numa cobrança de falta, a bola entrou e ele não validou o gol.

Na época, ele ganhou as manchetes. Hoje, nem nota de rodapé nessa função discreta de quinto ou sexto auxiliar.

Agora, o juiz que ele deveria ajudar se quebrou ao seguir sua sinalização, que acabou resultando na vitória colorada.

Hoje, o Brasil inteiro sabe o nome do pobre juiz que levou fé nessa marcação: Rodrigo Ferreira, catarinense.

Em todos os programas de TV, noticiários, etc, está lá o nome do árbitro do jogo sendo exposto amplamente. Já o do assistente se mantém em segundo plano, ignorado por aqueles que deveriam informar corretamente.

Queiram ou não, Eduardo Guimarães foi protagonista nesse jogo.

Mas este blog, modestamente, está lhe fazendo justiça.

PALMEIRAS

Nenhum clube do Brasileiro foi tão favorecido com os tais erros humanos como o Inter. Nós, aqui da aldeia, sabemos disso faz tempo.

Por isso, não nos surpreende a manifestação do presidente do Palmeiras nesse sentido, citando inclusive um levantamento da própria CBF.

Confira:

https://www.lance.com.br/palmeiras/presidente-diz-que-inter-mais-beneficiado-pela-arbitragem.html

DOUGLAS

Gol anulado pelo agora assistente de linha de fundo, Eduardo Guimarães.

A bola entrou quase um metro e nem ele nem o juiz de linha deram o gol.

Conmebol exala odor de esgoto cloacal

Lamentável a decisão da @conmebol, entidade com largo histórico de histórias mal contadas. Imaginei por um instante que ela tivesse um mínimo de seriedade, dignidade e transparência.

Nem vou comentar mais esse assunto que tem odor de esgoto cloacal.

Agora, sou um sonhador. Sonho com o dia em que os clubes brasileiros abram mão, todos eles, da Libertadores enquanto ela for comandada por velhos ‘gardelóns’, decidindo sempre contra o Brasil e a favor dos clubes argentinos.

Resta o Brasileirão.

IMPORTANTE VITÓRIA EM MG

É preciso ser realista no Brasileirão. Matematicamente, ainda é possível brigar pelo título. Mas a realidade aponta que o Palmeiras será campeão, e que, portanto, o melhor a fazer é torcer para que o time de Felipão dispare e afaste de vez a ameaça de título vermelho.

O objetivo tricolor no Brasileirão, agora, é entrar no G-4 e não mais sair.

Agora, existe uma motivação a mais – e para mim mais importante – para ver o Grêmio subindo na tabela: é a competição paralela com o Inter. Que ‘título’ fenomenal seria entrar no G-4 na vaga colorada, que ficaria em quinto lugar. Tudo é possível.

O primeiro passo para isso foi dado em Belo Horizonte, no estádio Independência. O Grêmio fez 1 a 0 aos 2 minutos e resistiu bravamente, coisa que não conseguiu no meio da semana diante do River, quando acabou permitindo a virada (um gol que deveria ter sido invalidade).

O gol tricolor teve origem num escanteio após defesa de Victor, numa conclusão de Éverton. Jean Pyerre cobrou e Jael conseguiu, enfim, ganhar uma bola pelo alto. Victor defendeu, deu o rebote e Geromel fez o gol.

O mesmo Geromel, aos 36, salvou de peixinho uma bola que entrava no canto direito, já com Paulo Vitor batido. Geromel, outra atuação estupenda e decisiva.

O Atlético teve mais posse de bola e iniciativa. O Grêmio tratou de se defender, mas sem perder possibilidades de contra-ataques.

A defesa saiu-se muito bem. Mas o destaque vai para o meio de campo, onde Jean Pyerre e Matheus Henrique tiveram atuações alentadoras, mostrando que Renato já pode pensar em ambos como alternativas concretas para o time principal.

Na frente, Éverton foi o mais incisivo e perigoso, mas mostrou que ainda não está em sua melhor forma técnica. Alisson entrou no lugar de Ramiro e acrescentou qualidade. Tanto que na reta final do jogo o Grêmio teve pelo menos duas chances claras de ampliar. Tetê substituiu Éverton, e pouco contribuiu, embora o adversário já estivesse exausto.

PALMEIRAS

Bateu o Santos por 3 a 2 e segue disparado na liderança. Tudo indica que o Palmeiras será mesmo o campeão.  Menos mal. Podia ser pior.

JURÍDICO

Parabéns ao integrantes do jurídico do Grêmio e ao presidente Romildo Bolzan. Foram bravos e competentes na ação. Tão eficientes que a Conmebol, tivesse ainda um mínimo de dignidade, estaria constrangida ao negar a punição extrema ao River Plate e ao seu treinador, que deve estar gargalhando agora, rindo da nossa cara. Mas tem volta.

 

Grêmio enfrenta os ‘gardelón’ da Conmebol

O Boca Juniors confirmou a classificação à final ao empatar com o Palmeiras por 2 a 2 (jogo de ida foi 2 a 0). Destaque para Benedetto, autor dos dois gols na Bombonera, e que voltou a marcar. Três chances de gol, três gols.

A dupla de zaga tricolor terá trabalho com ele. Sim, estou considerando que o Grêmio irá ganhar a vaga. O técnico Gallardo descumpriu o regulamento, aliás, se lixou pra ele, e a punição prevista é de derrota por 3 a 0. O resto´é conversa de gardelón.

Aliás, tem gardelón dando entrevista dizendo que apenas o técnico deve ser punido, não o clube.

Bem, quando uma desvairada chamou um goleiro do Santos de ‘macaco’ a punição foi do clube. O Grêmio foi eliminado da Copa do Brasil em função desse episódio.

O certo seria mesmo punir a torcedora, rapidamente identificada pelo clube.

Em casos de doping, a punição fica restrita ao jogador flagrado, embora muitas vezes o clube pudesse ser beneficiado com o doping de seu atleta.

É óbvio que Gallardo não desrespeitou a punição da Conmebol sem contar com o aval da direção. Ele orientou o time à distância, foi flagrado no vestiário no intervalo e assumiu tudo em entrevista pós-jogo. Réu confesso, portanto.

Cabe à Conmebol fazer cumprir o seu próprio regulamento, punindo o River Plate e colocando o Grêmio na final contra o Boca.

Ah, considero o River Plate mais time que o Boca, apesar do Benedetto.

VAR, Bressan e River adiam sonho do Tetra gremista

Justo quando estava melhor no jogo, o Grêmio acabou levando dois gols, o que resultou na eliminação da Libertadores/2018 com o placar agregado de 2 a 1 para o River Plate.

Friamente foi isso que aconteceu. No primeiro tempo, o Grêmio jogou muito atrás, foi pressionado e por detalhe não levou um gol. No segundo, quando equilibrou e explorava melhor os espaços deixados pelos argentinos, veio a derrocada.

Tudo começou aos 36 minutos, com Ramiro fazendo uma falta perto da linha do meio de campo no centroavante Pratto, uma falta desnecessária e que, naquele momento, tinha alto risco.

Relato aqui que na hora me deu um mau pressentimento.

Num jogo tenso, difícil, qualquer falta que possibilite alçar uma bola para a área, é perigosa. Foi o que pensei quando Ramiro fez a falta. Borre desviou de cabeça e empatou.

Tudo seria diferente se aos 21 minutos, Éverton, fizesse o gol após receber lançamento preciso de Cícero. Foi a melhor chance de gol ocorrida nos dois jogos, e o Grêmio a desperdiçou.

FATOR BRESSAN

E aí aconteceu o gol que desestabilizou o time gremista. No rastro dessa jogada, o pênalti de Bressan, aos 41 minutos. O VAR foi acionado, ninguém viu na hora que Bressan havia erguido o braço esquerdo, temerariamente, dentro da área, desviando arremate de Scocco.

Sim, Bressan mais uma vez protagonista. Justificou todo o temor que a torcida tinha a seu respeito como substituto de Kannemann, suspenso. Renato teve a sabedoria de escalar Paulo Miranda, de ótima atuação.

O problema começou quando Miranda saiu com cãibra. Entrou Bressan. Silêncio na Arena.

E foi assim, em silêncio, que minutos depois os mais de 53 mil gremistas presentes deixaram a Arena.

Em campo, a festa argentina.

FATOR RENATO

Não é fácil disputar dois jogos de tamanha envergadura sem seu principal jogador. A ausência de Luan foi decisiva, tanto quanto a falta de um zagueiro mais qualificado para o lugar de Bressan.

Luan é um jogador que faz crescer o futebol de quem está ao seu lado.

Renato fez o que esteve ao seu alcance. Só acho que exagerou ao manter o time muito recuado no primeiro tempo. Corrigiu o posicionamento no segundo tempo, mas aí faltou mais qualidade nas jogadas ofensivas, e depois também no sistema defensivo.

FATOR QUALIDADE

Geromel foi um gigante. Grohe muito seguro. Paulo Miranda ótimo na bola aérea.

Os laterais: Leonardo fez o gol e foi bem na marcação. Seu fraco segue sendo o apoio. Bruno Cortez continua sem dar acabamento às suas avançadas, mas de um modo geral foi bem.

Maicon esteve bem até que cansou. Michel abaixo do que pode render. Cresceu no segundo tempo.

Ramiro, muita correria, e aquela falta que resultou no primeiro gol, o gol que abriu as portas do inferno tricolor.

Cícero deu uma papinha para Éverton definir a classificação. Fora isso, atuação mediana.

Alisson foi combativo, esforçado, mas pouco inspirado. Jael jogou o futebol de sempre, muito limitado, mas sempre combativo.

Em resumo, sobrou torcida, sobrou esforço e dedicação, mas faltou um pouco mais de qualidade.

 

 

 

 

 

 

Os ventos purificadores e a decisão contra o River

O ciclone previsto pelos serviços de meteorologia não aconteceu. Restou um vento frio e forte o suficiente para varrer entulhos, limpar o terreno para novos tempos e arejar o ambiente.

Depois do que aconteceu domingo nada mais afeta meu estado de espírito.

Nem a notícia de que Luan está fora do jogo decisivo contra o River Plate me atinge. Estou tranquilo, sereno e confiante. E sempre com um sorriso de felicidade.

Na verdade, ainda torço para que tudo não passe de uma jogada do Renato e que Luan apareça, nem que seja no banco de reservas para deixar os argentinos preocupados.

Afinal, trata-se o melhor jogador da Libertadores/2017.

Bem, se Luan não jogar, espero que Renato mantenha Michel ao lado de Maicon. Os dois formam uma dupla quase imbatível.

À frente deles, Ramiro, Cícero e Éverton. Sem Luan, Renato deve mesmo começar com a estrutura que saiu vencedora em Buenos Aires. A volta do endiabrado cebolinha vem em boa hora.

Se ele não começar, continua Alisson, que foi bem no primeiro jogo, mas que não tem a velocidade e o ímpeto do titular Éverton, imbatível nos contra-ataques.

Na lateral-direita, apesar de Leonardo estar jogando bem e ser mais forte na marcação, prefiro Léo Moura. O River não vai se abrir, vai jogar fechado. É importante ter um jogador como o veterano Léo Moura, mais criativo e de técnica superior.

No mais, é esperar que os ventos purificadores soprem mais uma vez a favor do Grêmio.

Eu até gritaria ‘todos na Arena’ para finalizar, mas como fazer essa convocação se nem eu mesmo estarei lá (não consegui ingresso)?

Fica o chamamento do Mestre Renato: vamos lotar a Arena e buscar a vaga à final da Libertadores.

 

 

Reservas vacilam na defesa em jogo de reviravoltas e sete gols

Não fosse o aproveitamento excepcional do Sport nas bolas aéreas, o time reserva do Grêmio teria vencido o jogo. Acabou perdendo por 4 a 3 e se afastando do G4.

O problema é que o time pernambucano soube aproveitar o desentrosamento e os vacilos dos defensores. Nem a presença de Kannemann foi suficiente para ajustar a marcação nas bolas alçadas.

No último gol, há um impedimento do volante Jair (autor do primeiro gol), que escapou da marcação de Capixaba e encaminhou a vitória do Sport, um time que luta para não ser rebaixado e que não vencia fora de casa havia dez jogos.

Não fossem essas falhas, esses descuidos, o Grêmio teria vencido. Do meio para a frente o time fez a sua parte, eu diria sua obrigação, mesmo com reservas em campo: fazer gols numa equipe que corre risco de rebaixamento.

Analisando as individualidades, destaque para Matheus Henrique. O Sport vencia por 2 a 0, e o Grêmio pressionava. Aos 37 minutos, em belo lance individual descontou. Os pernambucanos reclamaram toque de mão, mas a bola resvalou de leve no braço da promessa tricolor.

O importante é que Matheus Henrique está mostrando evolução. Marca e arma, só exagerou um pouco na retenção de bola, perdendo alguns lances.

No segundo tempo, com a desvantagem, o Grêmio foi pra cima. Ocorreram quatro gols em 12 minutos.

Aos 5 minutos, Madson (de boa atuação ofensiva) sofreu pênalti. Capixaba cobrou e converteu. O Grêmio mal saboreava o empate e o Sport, no minuto seguinte, empatou, em outro descuido absurdo do sistema defensivo. Aos 12 minutos, Madson tocou para Tony Anderson empatar de novo: 3 a 3. Aos 18, Jair fez o gol da vitória.

Os reservas gremistas ainda insistiram em busca do empate. Mas aí faltou qualidade e tranquilidade.

Jean Pyerre entrou muito bem, jogando com elegância e exibindo técnica apurada. É outro que tem tudo para confirmar. Mas ainda não confirmou.

Outro guri, Pepê, teve bons momentos, lembrando um pouco o Éverton em seu início, intercalando boas e más jogadas.

Em síntese, Renato faz muito bem em colocar os jovens talentos aos poucos no time titular, deixando para os mais cascudos esses jogos da Libertadores, onde a bola tem sido mera figura decorativa de tanto que se joga no corpo do adversário.

CHORADEIRA

O Inter reclamou muito, demais até, após sofrer o gol de empate do Vasco, sábado à noite.

O pessoal, em especial os dirigentes, esqueceu do pênalti claro a favor do Vasco que o juiz não marcou, ainda no primeiro tempo.

O fato é que foi pênalti no final.

Agora, a choradeira é normal. No caso, tem mais a ver com uma tentativa de condicionar as arbitragens para os próximos jogos.

O Inter, que já foi tão beneficiado, precisa aceitar com mais altivez os resultados negativos quando a arbitragem não lhe favorece.

Renato e Maicon, dia de reconhecimento a esses dois ídolos

Esta é pra pirar os antirenatistas enrustidos que só aguardam o momento certo para sair do armário. Confiram:

https://globoesporte.globo.com/rs/futebol/noticia/renato-gaucho-aparece-em-lista-de-50-melhores-tecnicos-do-mundo-de-revista-inglesa.ghtml

Vejam no original:

https://www.fourfourtwo.com/features/fourfourtwos-50-best-football-managers-world-2018-first-30-names-revealed?page=0%2C2

Renato aparece em 28º lugar, três posições abaixo de Mourinho. É uma façanha, único brasileiro nessa lista.

Confesso que não dou muita bola para essas listas, rankings disso ou daquilo.

No caso, a lista serve para provocar os antirenatistas, em especial os da mídia que sofrem com ele, que diz e não manda recado.

De fato, é uma honra para um profissional que muitos gremistas queriam ver longe do clube.

Renato aparece entre os 30 maiores. Na minha lista imaginária, eu o colocaria tranquilamente entre os dez melhores treinadores de futebol dos últimos três anos.

Para quem já foi comparado ao Joel Santana e tido como um bon vivant, que só queria saber das praias cariocas, é um progresso considerável.

Para um técnico que não anda com livros debaixo do braço nem se preocupa em fazer ‘estágio’ em clube europeu, é uma conquista e tanto.

Queiram ou não, Renato já é um dos melhores técnicos do futebol gaúcho de todos os tempos, ao lado de nomes como Osvaldo Rolla, Ênio Andrade, Carlos Froner, Tite e Felipão.  Se eu esqueço alguém me ajudem.

MAICON

Outro que termina a semana em alta é o volante Maicon. Pra mim, um dos melhores meio campistas do Grêmio de todos os tempos.

Muito deste Grêmio vitorioso, vocacionado para ser múmia de tanta faixa que conquista, se deve ao Maicon.

Ele é o cara que seu sustentação ao esquema lançado por Roger Machado, comandando o time em campo e dando o ritmo adequado que tanto encantou os amantes do futebol como um misto de arte com força, velocidade e aplicação tática.

Depois, Renato chegou com a mesa posta, aplicou o tempero na medida exata e eis que estamos nós, gremistas, aqui felizes, uns mais que os outros, mas todos felizes ao seu jeito, mais crítico, menos crítico, mais murrinha, mais cri-cri e, no meu caso, mais chapa-branca, como já me chamaram.

Voltando ao Maicon, o Tite, que apesar do lance do Éverton continua sendo um técnico de ponta – mas já sem a minha admiração -, revelou que se o grande capitão gremistas fosse mais jovem o convocaria para a seleção brasileira. É o reconhecimento ao Maicon, e um orgulho pra mim, que venho endeusando o Maicon desde a campanha do penta da Copa do Brasil.

SPORT

O Grêmio vai com time reserva contra o Sport. Não sei quem vai jogar, mas sei que será o melhor disponível, sem os titulares, claro.

É jogo para vencer, somar três pontos e continuar na ponta de cima, talvez à frente do Inter, nesse nosso pequeno campeonato local.